Trigo teve semana de recuperação em todas as Bolsas

Trigo brando, negociado em Chicago, fechou em alta de 16,75 cents no dia e 39 cents de alta na semana: a cotação de setembro fechou a $ 651,25, em alta de 16,75 no dia e de 39 cents em relação ao fechamento a $ 612 da sexta-feira anterior

 

O trigo duro de Kansas fechou em leve alta de 3,25 cents no dia e de 7,75 cents na semana e as Bolsas de Paris (10 euros) e Londres (5,5 libras)  também fecharam a semana em alta, em relação à semana anterior. A alta dos outros grãos, especialmente milho, juntamente com preocupações sobre o clima no Meio-Oeste impulsionaram a forte recuperação do trigo.

Rumores de uma demanda muito grande por trigo em Ohio, justamente durante a colheita, devido à possibilidade de uso do trigo vermelho de inverno, juntamente com o milho, para a fabricação de etanol contribuíram para a alta do trigo. As exportações semanais anunciadas no dia anterior depois do pregão atingiram 424,2 mil toneladas e estavam de acordo com as expectativas do mercado. As vendas acumuladas perfazem 30,5% das previsões do USDA, contra 23,2% de média dos últimos 5 anos. A Tunísia comprou 100 mil toneladas de trigo em sua licitação.

Para o relatório do USDA da próxima semana espera-se que os estoques finais sejam aumentados em 30 milhões de bushels em relação à estimativa de Junho passado de 687 milhões de bushels, em função do aumento da área plantada. Já para o trigo de primavera os analistas esperam que o USDA indique uma produção de 550 milhões de bushels, comparada com 616 milhões do ano anterior.

 

Fonte:  Trigo & farinhas

 


Informativo Café Arábica: Por enquanto, frio não prejudica grãos 2011/12

No entanto, cafeicultores estão preocupados com possíveis impactos sobre a temporada 2012/13 em algumas regiões. Até o início de julho, ainda não havia sido apurado com precisão o impacto, mas sabe-se que os efeitos da geada se restringiram às folhas, sem atingir as ramas, onde ficam os grãos a serem colhidos.

Segundo produtores consultados pelo Cepea, como parte das folhas foi queimada pela geadas, a planta, ao invés de utilizar seus nutrientes para a fixação das floradas, concentrará suas forças na reposição das folhas perdidas, o que pode resultar em menor produtividade. As regiões nas quais foram verificados danos nas folhas em função das geadas foram Sul de Minas Gerais, Garça (SP) e Noroeste do Paraná.
Quanto à qualidade dos grãos da temporada 2011/12, agentes comentam que está superior à
safra 2010/11.

O número de grãos verdes por lote já diminuiu, e a bebida, de modo geral, é
dura ou melhor – fator que foi beneficiado pela florada quase uniforme no segundo semestre de
2010.

Apenas o percentual de peneira 17/18 que está aquém do esperado. Dessa forma, a
maioria dos compradores está restringindo as compras de café da safra 2010/11, visto que
estes estão mais caros que os da nova temporada.

Com relação à safra mundial de arábica, o USDA estima para 2011/12 colheita de 135 milhões de
sacas, 2,2% abaixo da temporada anterior, que teve produção de cerca de 138 milhões de
sacas.

O menor volume é confirmado pela OIC (Organização Internacional do Café), que estima
produção global em 130 milhões, 2,3% menor que a da safra 2010/11.

A queda na produção deve-se basicamente à bienalidade negativa da produção brasileira.

Para o Brasil, especificamente, o USDA indicou que a produção de arábica deve ser de 34,7 milhões de sacas, volume superior ao indicado pela Conab, de 32,18 milhões.

Na Colômbia, o aumento é estimado em um milhão de sacas, atingindo 10,5 milhões. Os
altos preços do grão, atrelados aos incentivos dados pelo governo colombiano, motivaram
investimentos na cultura. Na Indonésia, contudo, a produção deve cair 15%, para apenas 7,9
milhões de sacas.

 

Fonte: Cepea

 

Após forte alta, café robusta recua em junho

Depois de atingir o segundo maior valor nominal de toda a série, os preços do café robusta tipo 6, bem como o do 7/8, recuaram em junho. Apesar disso, as cotações ainda se mantêm em patamares elevados. Em junho, o Indicador CEPEA/ESALQ do tipo 6 peneira 13 acima teve média de R$ 226,81/saca de 60 kg, queda de 2,1% em
relação ao de maio. Já para o tipo 7/8 bica corrida, a média mensal foi de R$ 216,88/saca, recuo de 2,5% no mesmo período. Na Bolsa de Londres (Euronext Liffe), o contrato com vencimento em setembro fechou o dia 30 de junho a US$ 2.499,00/tonelada, recuo de 3,6% em relação ao dia 1º.

Mesmo com queda, demanda garante bons preços para o robusta

Os preços do robusta subiram até meados de junho, impulsionados pelo aumento da demanda pela variedade. A maior procura pelo robusta, por sua vez, esteve atrelada às elevadas cotações do arábica, que motivaram empresas a aumentar a participação do robusta nos blends.

Nas últimas semanas do mês, no entanto, com o clima favorecendo a colheita brasileira (tanto de arábica quanto de robusta), as cotações internacionais recuaram, influenciando os preços no Brasil. Segundo colaboradores do Cepea, no Espírito Santo, a colheita do robusta já está cerca de 70% concluída. Em Rondônia, por sua vez, os trabalhos já estão próximos do encerramento, mas não há estimativas de volume.

É preciso considerar, também, que a oferta mundial de robusta será maior nesta safra. Segundo o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), a safra mundial 2011/12 desta variedade deve totalizar 54,9 milhões de sacas, volume 5,4% superior ao da temporada anterior.

Para o Vietnã, maior produtor de robusta do mundo, a safra 2011/12 deverá ser 10% maior que a passada, atingindo 20,6 milhões de sacas de 60 kg. O motivo do crescimento na produção vietnamita, ainda segundo o
USDA, seria o aumento dos investimentos no país e a conseqüente melhor produtividade nos cafezais locais. Além
disso, o Vietnã deverá ser beneficiado por um bom regime de chuvas, diferente do ocorrido no ano passado.
No Brasil, o USDA estima que a produção de robusta deve aumentar cerca de 1,8 milhão de sacas, atingindo o recorde de 14,5 milhões de sacas, com o clima favorecendo a produtividade – em maio, a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) estimou a produção brasileira de robusta em 11,36 milhões.

Agentes capixabas, por sua vez, acreditam que o volume produzido no Brasil será entre os dois valores oficiais – em torno de 13 milhões de sacas de 60 kg.

 

Fonte:  Sonoticias

Trigo: interesse comprador no Brasil diminui com oferta global

O atual cenário de trigo parece não ser favorável aos agricultores dos principais países produtores do mundo. Com o clima bastante instável, criou-se um ambiente de incertezas quanto à produção global da nova safra. Ao mesmo tempo, consumidores parecem ter diminuído o ritmo de compras, na expectativa de preços menores para os próximos meses.

O fato é que a demanda retraída está pesando em um mercado em que as estimativas ainda apontam maior produção do cereal – a 2011/12 deve ser de 664,34 milhões de toneladas, 2,5% superior à temporada passada, segundo o USDA. No Brasil, de acordo com pesquisadores do Cepea, essas indefinições têm influenciado os mercados de trigo em grão e o de farinhas. As cotações domésticas da matéria-prima começam a mostrar sinal de fraqueza.

Do lado comprador de farinhas, como indústrias de pães, massas e biscoitos, não há interesse de aquisição de grandes quantidades do produto para fazer estoque, visto que o mercado não sinaliza altas expressivas de preços para os próximos meses.

 

Fonte:  Sonoticias

USDA prevê redução da safra global de café em 2011/12

Departamento de Agricultura dos EUA afirma que safra deve sair em 2,9 milhões de sacas

 

Washington – A produção global de café foi estimada em 135 milhões de sacas em 2011/12, queda de 2,9 milhões de sacas ante 2010/11, previu o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) nesta sexta-feira

O Brasil, maior produtor mundial de café, deverá produzir 49,2 milhões de sacas de 60 kg, queda de 5,3 milhões de sacas ante a safra anterior.

O Brasil está este ano em um ciclo de baixa na produção de café arábica, ressaltou o USDA, explicando a queda.

O Vietnã deve produzir o recorde de 20,6 milhões de sacas, aumento de 1,9 milhão de sacas ante 2010/11, estimou o USDA.

A produção da Colômbia está prevista para atingir 10,5 milhões de sacas, alta de 1 milhão de sacas ante a anterior.

A Indonésia deve produzir 7,9 milhões de sacas, queda de 1,4 milhão de sacas ante o ciclo anterior.

As exportações globais de café são previstas em 102,1 milhões de sacas em 2011/12, abaixo dos 107,5 milhões de sacas do temporada anterior.

O relatório completo está disponível no site do USDA: http://www.fas.usda.gov/psdonline/circulars/coffee.pdf

 

 

Fonte:  Exame