Trigo: Brasil importa menos; leilão segue dando ritmo ao mercado

Apesar da entressafra no Brasil e de oferta do produto argentino, as importações de trigo reduziram em janeiro. Segundo pesquisadores do Cepea, a maior dificuldade de registros de exportações de produtores argentinos pode ter pesado para esse resultado. Enquanto isso, agentes nacionais consultados pelo Cepea continuam com as atenções voltadas para os leilões governamentais. No próximo dia 10, o governo realiza novos leilões, nas mesmas condições dos anteriores.

Quanto às importações, segundo dados da Secex, em jan/12, chegaram aos portos brasileiros 137 mil toneladas de trigo em grão, volume 72,8% menor que o adquirido em dez/11 e 73,9% inferior ao de jan/11. Do total importado, 78% vieram da Argentina, 14,8%, do Paraguai, 5,9%, dos Estados Unidos e 1,2% foi proveniente do Uruguai. As compras de farinhas também diminuíram. No mês passado foram adquiridas 45,7 mil toneladas do produto, volume 22% menor que o de dez/11 e 4,8% abaixo do de jan/11. Do total importado, 91,2% vieram da Argentina, 5,9%, do Uruguai, 2,2%, do Paraguai e o restante da Bélgica, Canadá, Estados Unidos, Itália e Reino Unido.

 

Fonte:  Sonoticias

Uruguai atinge recorde em colheita de trigo

Montevidéu, 27 dez (Prensa Latina) A campanha de trigo 2011/2012 no Uruguai destaca hoje uma colheita de 605 mil hectares plantados, um aumento de 34 por cento com relação ao período anterior, informou o Ministério de Pecuária e Agricultura (MGAP).

O MGAP assinalou que no contexto de um mercado externo de incerteza, a corrente cerealista do Uruguai conseguiria a colheita mais alta de sua história.

Um rendimento médio de 3,25 toneladas por hectare permite previsões na colheita da ordem de um milhão e 97 mil toneladas, o maior nível atingido no cultivo, de acordo com a fonte.

Esse total representaria um aumento de 51 unidades percentuais com relação a colheita anterior.

A avaliação do ministério tem sua base em que na primeira metade do ano houve um sustentado aumento dos preços internacionais, o que originou uma forte recuperação da superfície de cultivo no país.

Esta realidade permitirá dispor de um incremento na oferta exportável dada a favorável situação dos campos, depois de decorrido o primeiro trecho das colheitas, afirmou o estudo.

As boas condições do grão apontam a um alto nível de produtividade e boa qualidade do produto, para se obter um importante incremento da oferta aos mercados estrangeiro, segundo o MGAP.

 

Fonte:  Prensa-Latina

Trigo: preços mais baixos trazem bom volume de exportação

Fazendo uma síntese das importações de trigo no mês de novembro, temos novamente um volume expressivo, chegando a mais de 0,5 milhão de toneladas, com as compras polarizadas em trigos do MERCOSUL neste momento.

O volume comprado foi de 585,457 mil toneladas um volume bastante expressivo, mas que se justifica pelo período de colheita na Argentina e no Uruguai. Aliás com respeito às origens: temos 82% de trigo argentino, 10% uruguaio e o restante paraguaio. Há um dado curioso no Rio Grande do Sul que teria importado 3 mil toneladas do Paraguai via Santana do Livramento, que faz divisa na verdade com o Uruguai, e são aliás do Uruguai os relatos que temos de moinhos se abastecendo via rodoviária naquela região.

Sobre o trigo uruguaio temos neste momento a presença de vendas nos Estados do Pará, Ceará, Pernambuco, Sergipe, Bahia e Rio de Janeiro, tudo isso via marítima, com volumes bem menores do que as compras de trigo argentino mas já abrindo mercados interessantes a expansão de sua produção.

Trigo paraguaio apresenta boa entrada no Paraná (como sempre), Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, servindo sempre como fonte de trigo barato nestes estados, as vendas ao Rio Grande do Sul por terem esta origem em Santana do Livramento há uma dúvida, a menos que a rota fosse descer por barcaças até o Uruguai e dali ser escoado via rodoviária para Santana do Livramento, algo realizado para a soja paraguaia, só que por via marítima via Nueva Palmira.

Observando o estado do Paraná, temos uma redução de 3 vezes no volume de trigo paraguaio importado e a duplicação da importação de trigo argentino comparada ao mesmo mês do ano passado, um reflexo já da queda de qualidade do trigo paraguaio este ano.

Baixos preços internacionais do trigo impulsionam a demanda nos estados do Nordeste, com estados do sul atendendo apenas demandas específicas e abastecendo-se até certo ponto para períodos de entressafra neste mês de dezembro.

Fonte:  Sonoticias

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Argentina volta a aumentar exportação de trigo ao Brasil

Após incertezas nas exportações de trigo ao Brasil nos últimos anos, a Argentina fechará 2011 com um aumento nas vendas externas do cereal para o seu principal comprador, apontam dados do Ministério da Agricultura brasileiro.

Na última safra (2010/11), os argentinos tiveram uma de suas maiores colheitas da história, permitindo que o governo do país liberasse volumes adicionais para a exportação nesta terça-feira.

A Argentina autorizou licenças para vendas externas de mais 2,7 milhões de t, confirmando que o país conta com um excedente exportável expressivo, disseram fontes do mercado no Brasil.

“Eles (argentinos) têm atendido melhor, apesar de continuarem cobrando (do produtor) uma taxa de 23 por cento sobre o valor do trigo que é exportado”, disse o presidente do Conselho Deliberativo da Abitrigo (Associação Brasileira da Indústria do Trigo), Luiz Martins.

Além de cobrar taxas na exportação de matérias-primas como trigo, a Argentina controla os embarques para o exterior, com o argumento de manter o mercado interno abastecido e a inflação controlada.

Essa política restritiva levou nos últimos anos o Brasil a recorrer com mais frequência a outros países, como Uruguai, Paraguai e até Estados Unidos e Canadá, o que explica em parte uma queda no volume importado da Argentina.

Mas a situação recente confirma o início de um retorno à normalidade histórica, após o governo argentino ter demonstrado mais compromissos com o seu principal comprador.

De janeiro a outubro, o Brasil já importou 3,7 milhões de t de trigo da Argentina, volume que supera o total importado em todo o ano passado (3,6 milhões) e também as importações feitas em 2009 (3,2 milhões de t), segundo informação do Ministério da Agricultura do Brasil.

Com a recente liberação de mais trigo da safra passada da Argentina para a exportação, a importação do cereal pelo Brasil poderá voltar em 2011 aos patamares registrados em 2008 (4,2 milhões de t), ainda que seja improvável que cheguem ainda este ano aos mais de 5 milhões de toneladas de 2007 e 2008.

Segundo Martins, a liberação de mais trigo para exportação – é provável que o Brasil tome a maior parte dos 2,7 milhões de t autorizados – favorece a indústria brasileira, que têm laços comerciais históricos com os fornecedores argentinos.

“A gente sempre está procurando fazer qualidade, em termos de farinha, vamos buscar onde encontramos preço e qualidade”, disso Martins, também presidente do sindicato da indústria de São Paulo, argumentando que a safra do Paraná não tem vindo com qualidade adequada para farinha para panificação.

O volume importado da Argentina cresceu apesar de o país ter reduzido as suas importações totais entre janeiro a outubro para 4,65 milhões de t, ante 5,3 milhões de t nos dez primeiros meses de 2010, segundo o ministério – na temporada passada o Brasil colheu uma de suas maiores safras da história, o que reduziu a necessidade de importação como um todo.

Garantia de oferta
A liberação de mais trigo argentino para exportação ocorre em meio à expectativa de queda nas safras da Argentina e do Brasil em 2011/12, o que garante um volume extra para o abastecimento para os moinhos brasileiros.

“Os 2,7 que vão liberar é mais oferta que vai aparecer no mercado”, disse um diretor de um importante o moinho brasileiro que prefere ficar no anonimato, lembrando que os argentinos já prometeram a autorização para três milhões de t de trigo da safra nova.

“Está relativamente tranquilo negociar, o que não falta é trigo na América do Sul, aliás não falta trigo no mundo”, disse.

Segundo a fonte, o próprio governo da Argentina havia informado anteriormente que teria estoque inicial de 3,6 milhões de t na safra 11/12, o que explica a liberação das exportações adicionais.

Fonte:  Terra

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Novo sistema de classificação do trigo trará vantagens ao país, diz associação

Rio de Janeiro – A mudança no sistema de classificação do trigo para efeito de remuneração do produtor, prevista para ser implantada  pelo governo federal em 2012, vai trazer vantagens ao país, ao produtor, ao moinho  e ao consumidor brasileiro, disse o presidente da Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo), embaixador Sergio Amaral.

“É uma mudança em que todos ganham”, destacou Amaral. “Nós estamos vivendo um momento em que o consumidor brasileiro tem maior poder aquisitivo e está buscando alimentos mais saudáveis e diversificados. E tem recursos para pagar por isso”.

O assunto será abordado no 18º Congresso Internacional do Trigo, que a Abitrigo realiza a partir de hoje (17) no Rio, com o tema Saudabilidade. Segundo o embaixador, todos vão ganhar com a mudança no sistema de classificação do trigo, “se a cadeia produtiva caminhar na direção de maior integração, maior qualidade e diversificação, no caminho de agregação de valor”.

Por isso, ele destacou a importância de que esse processo seja iniciado pelo produtor. Parte da safra de trigo nacional não encontra escoamento no mercado interno. “É quase 1 milhão de toneladas. Então,  é importante que haja um esforço comum de atender à demanda do mercado brasileiro por maior qualidade e diversidade”. Amaral acredita que essa evolução dará ao produtor melhor remuneração.

Ele defendeu que as classificações sejam “um pouco mais exigentes”, buscando melhorar a qualidade do trigo, para evitar que  o governo tenha que subsidiar o produto que não encontra mercado no país e vem sendo exportado. O presidente da Abitrigo acredita que ocorrerá uma nova etapa  na produção brasileira a partir de 2012, que não visa apenas a aumentar a quantidade, mas a melhorar a qualidade.

“E todos ganham: o produtor, que vai ter maior remuneração; o moinho, que vai ter farinha de melhor qualidade; a indústria de derivados, que vai ter melhor produto; e o governo, que não vai precisar gastar o que gasta todo ano para fazer o escoamento da produção”. Em relação ao consumidor nacional, Amaral ressaltou que ele terá um produto final mais valorizado, um trigo melhor, que é destinado à panificação. “Que é o que ele quer”.

Durante o congresso, a Abitrigo firmará convênio com produtores do Uruguai, a exemplo do que foi feito com a Argentina, especificando os tipos de trigo que têm demanda no Brasil. O objetivo é criar uma harmonização entre a oferta e a demanda, disse o presidente da instituição.

O consultor institucional da Abitrigo, Reino Pécala Rae, lembrou que a meta é ter no país classes de trigo adequadas  à demanda interna. A maior delas é por pão francês. A produção nacional de trigo para panificação, no entanto, é restrita ao norte e oeste do Paraná, a parte de São Paulo e à região do Cerrado, e não atende à demanda. Já o Rio Grande do Sul é capaz de suprir todo o mercado de trigo para a fabricação de biscoito, “e ainda sobra”.

O Brasil é um dos maiores importadores de trigo do mundo. O país importa metade da demanda, que alcança cerca de 10 milhões de toneladas por ano. “A gente batalha pela melhoria da qualidade, no sentido de que os trigos produzidos atendam às necessidades do consumidor final”, disse Rae.

Segundo o consultor da Abitrigo, o Brasil é o único país cujo governo continua pagando o trigo pela quantidade produzida e não pela qualidade. Paralelamente ao 18º Congresso Internacional do Trigo, será realizada a Feira de Negócios, com apresentação e oferta de novos produtos, equipamentos e tecnologias avançadas.

 

 

Fonte:  Jornal do Brasil

Preço do trigo cede também no mercado interno

A forte desvalorização das commodities no mercado internacional puxou para baixo os preços do trigo na Argentina e também no Brasil. As cotações hoje para trigo com alto teor de proteína (acima de 11%) vão de US$ 280 a tonelada (outubro) a US$ 270/t (novembro, quando entra da safra argentina), ou R$ 515/497 a t ao câmbio de hoje.

Produto com menor teor é negociado por US$ 265/t. Trata-se de um recuo de quase US$ 20/t em uma semana. No Paraná, onde a colheita se aproxima de 50% da área semeada, as ofertas, que na semana passada giravam em torno de R$ 500/t, agora estão na faixa de R$ 480/t e até R$ 470/t, dependendo da logística.

Nas Bolsas de Chicago e Kansas, os preços futuros do trigo reagiram hoje, mas acumulam perda de mais de 18% neste mês de setembro (contrato novembro). Para a indústria moageira, que começa a planejar compras para recompor estoques a partir de novembro, os preços começam a ficar atraentes. Há, porém, a questão do câmbio.

A moeda americana recua hoje quase 3,5%, mas ainda tem valorização de mais de 15,5% sobre o real desde 1º de setembro. Isso deve favorecer a comercialização da safra nacional, diz Lawrence Pih, diretor presidente do Moinho Pacífico. Segundo ele, produtores e cooperativas deveriam aproveitar o momento para negociar parte da produção, já que, na sua avaliação, a reação do dólar tende a ser revertida, passado o momento especulativo.

Outros representantes da indústria e de tradings trabalham com câmbio sustentado. Em encontro informal nesta semana em São Paulo, avaliaram que o patamar de R$ 1,50 é coisa do passado, segundo uma fonte. Já os preços, acreditam, têm tendência de queda, pressionados pela oferta do Hemisfério Sul.

Depois do Paraná, chegam ao mercado as safras do Paraguai, Rio Grande do Sul (outubro/novembro), Argentina e Uruguai (dezembro). Para Pih, “o quadro de oferta e demanda de trigo no mundo não justifica queda tão grande das cotações nas bolsas americanas nesta semana”. Ele diz que, a partir de outubro, a disponibilidade de trigo do Mar Negro tende a arrefecer e o mercado perde um fator de pressão.

Quando à oferta para os moinhos brasileiros, Pih calcula que, considerada as safras de Paraguai, Uruguai e Argentina, o Brasil poderá contar com pelo menos 7,7 milhões de toneladas de trigo do Mercosul.

Haverá outros importadores, mas o Brasil, pela proximidade, tem certa vantagem na compra. De todo modo, a Argentina já teria negociado 200 mil toneladas da safra nova para outros países. O Brasil importa cerca de 50% das necessidades internas de trigo. Com uma safra estimada em 5 milhões de toneladas em 2011, a importação ficaria também em torno de 5 milhões de toneladas.

 

Fonte:  Economia Ig

 

Importação de leite pode desestimular produtor nacional

Desde a crise econômico-financeira mundial de 2008, o Brasil perdeu sua posição de exportador de leite e a balança comercial do setor ficou desequilibrada com o avanço da importação do produto. Principalmente o oriundo da Argentina e do Uruguai.

Segundo o copresidente da LBR Lácteos Brasil, empresa resultante da junção da Bom Gosto com a LeitBom, Wilson Zanatta, o País pode retomar sua condição, mas há alguns “percalços” a serem superados, como ampliar a assistência técnica e o esclarecimento aos produtores, utilização de insumos adequados e avançar na utilização da tecnologia na cadeia de produção.

“A importação de leite é crescente e se isso continuar pode desestimular o produtor brasileiro”, ressaltou hoje o executivo à Agência Estado, após participar do evento “Tá na Mesa”, da Federação das Associações Comerciais e de Serviço do Rio Grande do Sul (Federasul).

“O grande medo do setor é desestimular o produtor e aí, só depois disso, correr atrás do prejuízo. O ciclo de recuperação de uma bacia leiteira é muito mais longo do que o ciclo de suínos ou aves, por exemplo. É uma questão do governo nos auxiliar em um equilíbrio da balança do segmento”, completou.

Zanatta aguarda um resultado positivo na reunião de representantes do setor privado e do governo brasileiro no próximo dia 28, em Buenos Aires, na Argentina, para discutir a renovação do acordo de limitação voluntária das exportações de leite argentino para o mercado brasileiro. “Apesar de haver o Mercosul, que permite o livre comércio entre os países-membros, a Argentina limitou a entrada de alguns produtos nossos, o que abriu um precedente para outros setores, como o leite”, explicou.

O resultado da reunião pode ser uma ação de impedir o avanço da importação do produto, o que pode estimular o produtor. Na sua apresentação na Federasul sobre o futuro do agronegócio brasileiro, o copresidente da LBR afirmou que nos próximos dez anos a demanda por alimentos no mundo vai apresentar um crescimento de 20% e o agronegócio brasileiro tem de estar preparado para acompanhar esse mercado, unindo esforços e se articulando.

“Ainda não somos o celeiro do mundo, temos muito a evoluir. É preciso aumentar a produtividade e aproveitar a área disponível no Brasil para melhorar a rentabilidade do agronegócio”, afirmou, citando que soja, milho, celulose, álcool e frango são os setores que têm maior potencial de crescimento. No segmento de lácteos não é diferente.

Segundo ele, o consumo per capita brasileiro é de 160 litros/ano, enquanto no Uruguai e na Argentina, por exemplo, a média já chega a 220 litros/ano. “Precisamos evoluir em lácteos assim como o setor de suínos, frango fizeram e com eficiência. Necessitamos também melhorar a produtividade do rebanho de vacas ordenhadas”, lembrou Zanatta.

O executivo informou que o Brasil tem o segundo maior rebanho do mundo, mas também a segunda pior produtividade, com 1.700 litros/vaca/ano e o Japão é apenas o 12º maior em rebanho, mas com a segunda melhor produtividade, de 9.300 litros/vaca/ano. O Uruguai consegue captar 3.800 litros/vaca/ano e a Argentina, 4.000 litros/vaca/ano.

 

Fonte:  Economia Ig

 

 

Subcomissão discute importação de derivados de leite

A subcomissão destinada a acompanhar, avaliar e propor medidas sobre a produção de leite no mercado nacional se reúne hoje para discutir a importação de lácteos da Argentina e do Uruguai.

A reunião será realizada às 9h10, na sala da presidência da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, no anexo 2. O presidente da subcomissão é o deputado Domingos Sávio (PSDB-MG).

Cotas de importação

Em audiência no Senado, há duas semanas, o presidente da Comissão Nacional de Pecuária de Leite da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Rodrigo Alvim, defendeu a necessidade de um acordo para estabelecer cotas mensais de importação de leite em pó do Uruguai. Segundo ele, o aumento da importação do produto uruguaio tem preocupado os produtores brasileiros.

Alvim ressaltou que já há um acordo com a Argentina, fechado em 2009, que estabeleceu cotas mensais de importação do leite em pó. O Brasil negocia nesta semana uma prorrogação desse acordo.

A CNA alertou que o aumento das importações poderá gerar forte redução dos preços pagos ao produtor pelo litro do leite “in natura” no Brasil. Há temor de que essa eventual redução de preços, associada à alta dos custos de produção, possa causar desestímulo à atividade leiteira nacional.

 

Fonte:  Camara

 

Clima deve afetar ainda mais os preços do trigo no Brasil

Com isso, o tradicional pãozinho pode ficar até 5% mais caro. A saca de 50 quilos de farinha, que no ano passado era cotada a R$ 49, deve chegar a R$ 60 – São Paulo

O pãozinho brasileiro deve mesmo ficar mais caro nos próximos meses, dado os problemas climáticos que afetaram a principal região produtora de trigo do País, o Paraná. Além disso, as geadas que atingiram o sul do Brasil também devem influenciar as colheitas de grandes fornecedores do produto, como a Argentina, o Uruguai e o Paraguai. Quem perde é o consumidor que poderá desembolsar até 5% mais na compra do pãozinho de seu café da manhã.

A qualidade do trigo é a principal exigência dos moinhos para a produção da farinha que dá origem ao pão. O Brasil produz uma grande quantidade de trigo brando, reconhecido pela qualidade menor e que é usado para a confecção de biscoitos e ração animal. O conhecido trigo pão, de alta qualidade, é usado para fabricar farinha e para pães, e não possui grande representatividade na produção total do País.

Os moinhos brasileiros, que há muito tempo importam trigo de qualidade de outros países, como a Argentina, o Uruguai, o Paraguai e os Estados Unidos, e pagam mais caro por isso, já contabilizam valores até 25% mais altos na compra deste grão em 2011. E a situação ainda deve se agravar caso o clima não colabore. “O mercado brasileiro está cada vez mais exigente em relação à qualidade do trigo. Nós notamos uma melhora na qualidade do Brasil, mas estamos longe do ideal, e ainda temos que comprar de outros países. O problema é que as geadas que afetaram o Paraná também atingiram o Paraguai e a Argentina”, comentou o presidente do conselho deliberativo da Associação Brasileira da Industria do Trigo (Abitrigo), Luiz Martins.

Nesta nova safra da Argentina, os preços da tonelada de trigo já estão 25% mais altos que no ano passado. Com isso, o presidente do maior moinho da América Latina, o Moinho Pacífico de São Paulo, Lawrence Pih acredita que esse reflexo será visto no preço da farinha, que no ano passado estava cotada a R$ 49 a saca de 50 quilos e este ano já está em R$ 56. A expectativa é que em outubro, caso se confirme a quebra de safra no Paraná, os valores possam ultrapassar a casa dos R$ 60 a saca. “Temos informações que a mesma geada que atingiu o Paraná, também afetou de forma mais severa o Paraguai, que é um importante fornecedor do Brasil no Mercosul. Então, o clima afetou o Brasil, o Paraguai e a Argentina. Trabalhávamos com uma quantidade para suprir a nossa demanda e temos que rever esses estudos, evidente que é cedo para avaliarmos, pois ainda vamos colher em todos esses países”, afirmou o executivo.

O preço da tonelada de trigo no Brasil também está 20% mais cara na comparação com o ano passado. Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), em abril deste ano a tonelada do produto atingiu no Paraná a média de R$ 499, contra os R$ 416 do ano passado. “O mercado está meio travado, ele parece que está alto, mas essa valorização veio da bolsa de Chicago no fim do ano passado. Isso acabou refletindo nos preços no Brasil. Então, em uma comparação com 2010, esse ano temos preços mais altos. E os problemas climáticos podem piorar ainda mais essa situação”, afirmou a analista de mercado da entidade, Renata Maggian.

Já o presidente do Moinho Santa Clara afirmou que essa situação poderia ser mais amena caso o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil não tivesse adiado para o ano que vem a entrada em vigor das novas normas de qualidade para o trigo brasileiro. “Essas novas normas infelizmente foram adiadas, e quem pagará o preço é o consumidor brasileiro. Os moinhos terão que pagar mais para comprar trigo de qualidade e isso será repassado ao consumidor”, contou Christian Saigh, presidente do Moinho Santa Clara.

Por fim, Lawrence Pih acredita que o tradicional pãozinho francês ficará até 5% mais caro esse ano. “Provavelmente o pãozinho ficará mais caro. Acho que os preços podem subir até 5%, este ano”, finalizou ele.

 

Fonte:  DCI

Leite vai ficar até 10% mais caro para consumidor

Entressafra e baixas temperaturas atrapalham produção e reduzem oferta da bebida

 

Consumidor, prepare o bolso: o leite longa vida – aquele de caixinha, encontrado nos supermercados – deverá ficar até 10% mais caro para o consumidor nos próximos meses, embora esse reajuste possa chegar ainda em julho, segundo a ABLV (Associação Brasileira de Leite Longa Vida). Na passagem de maio para junho, o produtor já subiu o preço do produto em 3%, segundo o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada).

A associação reúne 35 empresas que processam leite e produzem, juntas, cerca de 80% do leite longa vida consumido no Brasil. Com o aumento, um litro de leite que custa R$ 2,35 passará para R$ 2,58, por exemplo. Em junho, a pesquisa de preços da cesta básica, feita pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), já apontou que o leite subiu em oito das 17 capitais brasileiras pesquisadas.

O presidente da ABLV, Laércio Barbosa, explica que ocorre uma “valorização contínua da matéria-prima [leite in natura] em todas as regiões do país, o que obriga a indústria a rever suas previsões e repassar esses custos ao comércio, para que o negócio continue viável”. Em maio, o produtor vendeu o litro para a indústria por R$ 0,86, em média – quase R$ 0,03 mais caro que o valor praticado no mês anterior.

Os motivos para o aumento do preço é o fim da safra, que recomeça apenas em setembro, e as baixas temperaturas e a falta de chuvas, que prejudicam as pastagens – alimento para o gado leiteiro. A produção de leite no Sul aumentou 4,5% em maio em relação a abril, mas o volume produzido nos três Estados não é suficiente para suprir a necessidade do país, explica Aline Ferro, pesquisadora especialista em leite do Cepea.

- Essa época do ano é período de safra no Sul e de entressafra no Sudeste e no Centro-Oeste, que tem uma representatividade maior na produção de leite. Normalmente, essa safra de inverno do Sul não é suficiente para preencher a lacuna deixada por Sudeste e Centro-Oeste. Como é período de entressafra, é normal o aumento de preços por causa da queda da oferta.

No ano passado, o consumidor brasileiro não sentiu tanto o impacto da entressafra de leite no bolso porque o Brasil comprou um volume maior do produto de outros países – sobretudo de Uruguai e Argentina – e porque a indústria teve uma redução dos custos de produção.

Teoricamente, após o reajuste no preço até setembro, o custo do leite deverá começar a cair, embora o comportamento dos preços mude conforme o ano, segundo a pesquisadora.

- No ano passado, tivemos um comportamento atípico dos preços. A partir de maio, os preços começaram a cair, mesmo no período de entressafra do Sudeste e Centro-Oeste. Isso ocorreu em função de importações, do peso [da produção] do Sul, de uma queda de preços de leite longa vida. Então, é difícil prever como ficará o preço do leite no futuro.

 

Fonte:  R7