Produção de trigo argentino se recupera

O mais recente relatório divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) projeta aumento da produção argentina de trigo da ordem de 14%, para 12 milhões de toneladas, com o que o país vizinho poderia dobrar suas exportações, para 6 milhões de toneladas.

A área plantada com o cereal deve crescer 20%, para 4,2 milhes de hectares, mas ainda longe dos 6 milhões de hectares habituais no país. O estímulo parte dos bons preços praticados em 2013.

Com o consumo interno estimado em 6 milhões de toneladas, as exportações poderiam atingir outros 6 milhões de toneladas, o maior volume em três anos.

O total a ser efetivamente exportado, porém, dependerá do volume a ser autorizado pelo governo para o envio a outros países – a maior parte deverá ser embarcada para o Brasil.

 

Fonte: Folha de São Paulo

14 de abril – Dia Internacional do Café

Se Minas fosse um país, seria o maior produtor mundial de café. Para se ter uma ideia, no ano-safra 2012/2013, uma em cada cinco xícaras de café consumidas no mundo saiu de Minas Gerais. O grão é cultivado em 607 dos 853 municípios do Estado, sendo a principal atividade econômica em 340. Mais de quatro milhões de mineiros dependem, direta ou indiretamente, da cafeicultura para seu sustento, o que mostra sua importância não apenas econômica, mas também social.
Nestes quase três séculos de cultivo do café no Brasil, foram muitos os avanços e conquistas dos produtores, entidades de pesquisa e de suporte ao setor: “Cada vez mais, o mundo reconhece o Brasil como grande produtor. E mais importante, como produtor de cafés de excelente qualidade”, destaca o diretor da FAEMG e presidente das Comissões de Cafeicultura da entidade e da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), Breno Mesquita. “Temos hoje o resultado de muito trabalho do produtor, que viu nos cafés especiais um mercado em constante crescimento, acreditou e investiu na produção de grãos de alta qualidade como alternativa à produção de simples commodity”.
Breno Mesquita, Presidente da Comissão Nacional de Café da CNA e Diretor da FAEMG
Com tantos motivos para comemorar, ele destaca que a data este ano será ofuscada por uma inimiga comum do agronegócio neste início de ano: “Há grande preocupação em função da seca que atingiu todo o cinturão produtor, especialmente em Minas Gerais. Já sabemos que haverá queda na safra 2014/15 e também na seguinte, de 2015/16. Nosso maior receio é perdermos na qualidade que conquistamos, e deixarmos de oferecer ao mundo um tipo de café que só se produz no Brasil”.   O café em MG   A safra 2013 totalizou 49,15 milhões de sacas em todo o país. Deste total, 27,66 milhões (cerca de 56%) tiveram origem em Minas Gerais, em área plantada de 1,03 milhão de hectares, distribuídos por mais de 600 municípios. Segundo a OIC, a produção mundial no período foi de 144,61 milhões de sacas, o que confirma a participação mineira da ordem de 19%. Para 2014, safra de ciclo baixo, a produção esperada para o país é de cerca de 47 milhões de sacas, sendo 25,7 milhões produzidas em Minas Gerais.   Em 2013, o café mineiro rendeu R$ 11,1 bilhões (produção e indústria), ou 8,6% do PIB do agronegócio mineiro, que somou R$ 142,56 bilhões.  O Valor Bruto da Produção de Café em 2013 somou R$ 14,13 bilhões, com a saca comercializada a um preço médio de R$ 288,84. O VBP do café representa 30,42% do valor da soma dos 20 principais produtos agrícolas de Minas Gerais. Para 2014, o VBP de café está estimado em R$ 8 bilhões.   Desafios   Lavouras com boa produtividade, fazendas que empregam grande quantidade de mão-de-obra, produção de cafés finos e campeões de Concursos de Qualidade são características da cafeicultura mineira.   Lavouras montanhosas respondem por cerca de 80% da cafeicultura mineira, produção que vem perdendo competitividade devido ao alto uso e custo com mão-de-obra.   Segundo Breno Mesquita, o maior desafio é o produtor se manter na atividade diante do elevado custo de produção, principalmente em momentos de queda de preços como observado no último ano.
Federação da Agricultura e Pecuária de Minas Gerais – FAEMG http://www.sistemafaemg.org.br/

Fonte:  FAEMG – Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais

Preços de ovos de Páscoa variam até 160%, diz Procon-SP

Uma pesquisa da Fundação Procon-SP realizada no Estado de São Paulo apontou que a diferença entre os preços de ovos de Páscoa pode chegar a 160%. O levantamento, realizado em 108 estabelecimentos em 17 municípios, encontrou, em Campinas, o mesmo produto por R$ 12,99 em uma loja e R$ 4,98 em outra, uma diferença de 160,84%. Na capital paulista, a maior diferença foi de 95,51%.

O levantamento mostrou ainda que, na comparação deste ano com o ano passado, na cidade de São Paulo houve, em média, acréscimo de 7,2% nos preços dos ovos de Páscoa e de 13,2% nos bolos de Páscoa. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), referente ao período de abril de 2013 a março de 2014, registrou uma variação de 4,93% na inflação paulistana.

Além de orientar que o consumidor pesquise e compare preços, o Procon-SP sugere atenção à relação qualidade, peso e preço do item a ser adquirido.

Fonte: Estado de Minas

Preço do trigo tem alta de 14,4% e pão é reajustado em 7%

Commodity já está começando a faltar no mercado

Os pães estão sendo reajustados em 7% nas panificadoras mineiras devido à elevação dos custos de produção. E o aumento de cerca de 14% no preço do trigo é uma das principais explicações para o aumento. Porém, pesam ainda sobre o custo do alimento as elevações das demais despesas operacionais, como transporte, energia e mão de obra.

De acordo com dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a tonelada do trigo produzido no Paraná subiu 14,4% de janeiro até a última terça-feira, ao passar de R$ 735,71 para R$ 839,75. No Rio Grande do Sul o percentual foi o mesmo no período e a commodity aumentou de R$ 584,66 para R$ 668,93.

Segundo o presidente do Sindicato dos Moinhos de Trigo do Estado de Minas Gerais, Lincoln Fernandes, a alta refletiu também na Bolsa de Chicago, com elevação de 15% no período. A principal explicação é a seca que castiga os EUA e a Austrália, dois grandes exportadores do produto. Além disso, o trigo produzido na Argentina e no Paraguai já se esgotou.

No Brasil, os estoques também estão praticamente chegando ao fim. No Paraná, um dos maiores produtores do país, já não existe mais produto disponível para a venda. E o que sobrou, do Rio Grande do Sul, tem qualidade inferior e representa maior gasto no transporte.

Safra - E as notícias são ainda piores quando se leva em consideração que a próxima safra só será colhida em setembro. Ou seja: ainda há um longo período para se viver com a falta de trigo. Em Minas Gerais também há produção do insumo, porém o Estado não é autossuficiente.

Com essa elevação, a produção da farinha de trigo tem ficado cada vez mais cara. Segundo o gerente de Gestão da Moinhos Vera Cruz, Ronaldo Matos, a alta começou em 2013 e manteve-se em 2014. Por isso, entre janeiro do ano passado e abril, o encarecimento do custo de produção na empresa, situada em Santa Luzia (Grande Belo Horizonte), foi de 60%. Somente em 2014, ele foi de 40%.

No entanto, ele ressalta que o impacto não vem somente do preço da commodity. Entra nesta conta também a elevação da energia, do custo de transporte e da mão de obra. Dessa forma, a alta já está sendo repassada para o consumidor final. Somente neste mês, os reajustes estão sendo de aproximadamente 7%. Do início de 2013 até hoje a elevação foi de 35%.

Como cerca de 30% do custo da produção dos pães se referem ao preço da farinha, o alimento também está sofrendo os impactos. Segundo o diretor da Associação Brasileira da Indústria da Panificação e Confeitaria (Abip), Emerson Amaral, se fosse levada em consideração somente a matéria-prima, a variação no preço seria de apenas 2%.

Porém, como existem outros gastos, o impacto para o consumidor final será de 7%. “ preciso analisar uma somatória de fatores, como a falta de mão de obra qualificada, que tem elevado os custos, a alta do preço do aluguel e do transporte dos colaboradores, que são arcados pela empresa, entre outros”, afirma.

Fonte: Diário do Comércio – MG

Novos horizontes para a panificação brasileira

A convite da Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo) e da Associação Brasileira da Indústria da Panificação e Confeitaria (Abip), o secretário-geral da União Internacional da Panificação (UIBC), o espanhol José Maria Fernandez del Vallado de La Serna, fez uma série de visitas técnicas a padarias brasileiras no final de março, com o objetivo de conhecer a realidade do setor e traçar um diagnóstico que pode servir de base para um ambicioso programa de modernização e revitalização do setor.

“Uma das principais características das padarias brasileiras é a heterogeneidade do setor. O Brasil conta com padarias que podem ser consideradas como referências internacionais, mas há um grande número de estabelecimentos que ainda convivem com gargalos em termos de gestão e processos de produção, que podem ser otimizados”, disse o especialista, após um giro de quatro dias pelo país.

Na oportunidade, o secretário-geral da UIBC visitou padarias de diferentes níveis em São Paulo e Minas Gerais, escolas técnicas, entidades de classe e fez uma apresentação sobre as oportunidades da panificação brasileira na sede do Sindicato da Indústria da Panificação de São Paulo (Sampapão), traçando um paralelo com as tendências e novidades do mercado europeu.

Em seu diagnóstico, o especialista definiu algumas linhas de ação que poderão nortear um futuro plano estratégico para conferir maior competitividade à panificação brasileira. Dentre outras ações, o secretário-geral da UIBC destaca como pontos centrais a necessidade de um plano de profissionalização do setor, a necessidade de investimentos para a diversificação da produção (hoje, fortemente dependente do pão francês), e na introdução de novas tecnologias, principalmente para a tecnologia do congelamento, que hoje é uma prática corrente no mercado europeu.

Dentre os pontos fortes do setor, ele apontou a boa imagem das padarias junto a clientes e fornecedores; sua proximidade do consumidor, a grande variedade de serviços e ofertas e a existência de lideranças e interlocutores qualificados.

Como estratégia de ação, o secretário-geral da UIBC propõe um plano de integração vertical da cadeia produtiva, de forma a explorar vantagens comparativas e identificar e explorar sinergias potenciais. “Trata-se de um mercado muito dinâmico, aberto a melhorias e sugestões, que dispõe de grande espaço para crescer, de forma harmônica e sustentada”, conclui ele.

O diagnóstico do especialista será apresentado e discutido pelos associados da Abitrigo e da Abip, para definir os próximos passos da execução do projeto, que promete abrir um novo capítulo na história da panificação brasileira.

 

Fonte: Abitrigo (Assessoria de Imprensa)

Gigantes do leite unificam pleitos e criam associação

Gigantes do setor de lácteos, como Nestlé, DPA, Vigor, Danone, LBR e Fonterra, entre outras, uniram-se para criar uma associação das indústrias do setor.

Entre as principais missões da Viva Lácteos, que será lançada oficialmente hoje em Brasília, está a uniformização da tributação no setor, segundo César Helou, conselheiro da associação e proprietário do Laticínios Bela Vista, uma das empresas fundadoras.

Distorções tributárias entre empresas do ramo são apontadas como uma das causas da falta de competitividade do setor no país.

A modernização das normas sanitárias será outro pleito da entidade, que nasce com 29 associados responsáveis por cerca de 70% da captação de leite no Brasil, de acordo com César Helou.

Fonte: Folha de S. Paulo

Páscoa | Varejistas de BH estão menos otimistas

Percentual dos que apostam em crescimento dos negócios (53,4%) é bem menor que o do ano passado (72,6%)

Os empresários de Belo Horizonte estão otimistas com a chegada da Páscoa – primeira data comemorativa do varejo no ano – segundo Pesquisa de Opinião do Comércio Varejista, realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio MG). Mas, embora 53,4% dos comerciantes esperem por vendas melhores que em 2013, o percentual daqueles que apostam em crescimento dos negócios é bem menor que o registrado no mesmo levantamento realizado no ano passado (72,6%).

Para a estatística da entidade Luana Oliveira, a queda no percentual de otimismo se deu em função do atual momento pelo qual passa o país, principalmente em função das incertezas em relação ao futuro da economia.

“Os custos subiram e os empresários tiveram que repassar isso para o consumidor. Além disso, neste ano teremos eleições. As pessoas estão mais cautelosas em relação ao futuro”, afirmou.

A pesquisa foi realizada com 113 empresários de Belo Horizonte, entre os dias 24 e 26 de março e a margem de erro é de 7%. Conforme a estimativa, 89,3% dos empresários ouvidos acreditam que a Páscoa tem efeito positivo no ritmo dos negócios, mas 33% acreditam que vão comercializar o mesmo volume do ano anterior.

Conforme a pesquisa, 72,6% dos empresários entrevistados acreditam que a comemoração da data em si é o principal fator que pode levar os consumidores às compras. No entanto, para 67,3% dos respondentes, o preço alto dos ovos de Páscoa pode inibir as vendas. “Muita gente pode preferir trocar os ovos que são mais caros por opções mais baratas, como barras de chocolate e bombons”, observou.

A pesquisa também mostrou que para a maioria dos comerciantes (93,8%) a data cair no início ou no final do mês influencia diretamente as vendas. “Caso a Páscoa ocorra no final do mês, as expectativas caem. Neste ano, acontece um pouco depois da primeira quinzena, o que não foi considerado negativo pelos pesquisados”, disse Luana.

A pesquisa revela ainda que dos 53,4% dos entrevistados que estimam vendas melhores neste ano, 83% têm a expectativa de aumento de até 20% nas suas vendas e 9,4% esperam aumentar entre 20% e 50%.

Neste ano, os empresários também estão apostando em medidas para incrementar as vendas para a Páscoa. Segundo o levantamento, 54,4% disseram que colocarão os produtos em promoção e 21,1% pretendem aumentar a visibilidade da vitrine da loja. Já 11,6% apostam na diversificação do mix de produtos.

Fonte: Diário do Comércio – MG

Bunge anuncia investimento de R$500 milhões para construção do novo moinho Fluminense

Projetado para ser o mais moderno da América Latina, o novo moinho
poderá moer mais de 600 mil toneladas de trigo por ano.

A Bunge Brasil, uma das maiores empresas de alimentos e agronegócio do país, anuncia o investimento de R$500 milhões para construção de um novo moinho de trigo, localizado em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro. O novo empreendimento integrará o atual moinho Fluminense e o Centro de Distribuição Rio, que serão transferidos para um único local.

 

“O trigo está no DNA da Bunge e é uma das prioridades estratégicas da empresa no Brasil e no mundo. Por isso, estamos dando continuidade ao plano de fortalecimento desse negócio no mercado brasileiro. Iniciamos esse plano em 2013 com a aquisição do moinho Vera Cruz, em Minas Gerais. Além de consolidar nossa posição como líderes, estaremos bem preparados para atender a crescente demanda de farinhas na região Sudeste e reduzir a dependência de importação de farinhas para a região”, afirma Filipe Affonso Ferreira, vice-presidente de Alimentos & Ingredientes da Bunge Brasil.

 

A construção do novo Moinho Fluminense é estratégica. Os estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, atendidos pelo moinho, formam uma das regiões onde a empresa está focando seus investimentos para modernizar suas operações, ampliar sua capacidade produtiva e atender as necessidades do mercado em crescimento.  Com a construção dessa nova unidade, que está prevista para ser inaugurada em 2016, a Bunge terá três dos maiores moinhos da América Latina, estrategicamente localizados: Fluminense (RJ), Suape (PE) e Ponta Grossa (PR).

 

“Ao atingir sua capacidade total, o novo moinho Fluminense poderá moer mais de 600 mil toneladas de trigo por ano, o que representa um aumento de mais de 50% sobre o que vem sendo processado no moinho atual”, destaca Ferreira. Grande parte dessa ampliação se deve à utilização de tecnologia de última geração, ainda inédita no país. O novo moinho está sendo projetado para ser a mais moderna planta de moagem de trigo em toda a América Latina.

 

O projeto incorpora conceitos de automação industrial no processamento do trigo, desde o recebimento da matéria-prima, utilizando modernas tecnologias para classificação e beneficiamento dos grãos, até monitoramento e controle dos equipamentos de moagem e envase. Dessa forma, a técnica utilizada no sistema permite melhorias nos níveis de produtividade, eficiência energética e de segurança alimentar, ampliando a qualidade e competitividade do produto final.

 

Como consequência, o novo moinho Fluminense já nascerá com uma das mais relevantes certificações internacionais, para segurança de alimentos em indústrias: FSSC 22000 (Food Safety System Certification 22000). “Fomos pioneiros em conquistar essa certificação para moinhos no Brasil. Os moinhos de Tatuí e Ponta Grossa já são certificados e outros estão em processo. Isso fortalece a credibilidade da Bunge junto aos clientes, comprova o rigor com que controlamos e gerenciamos nossos processos para fabricação de alimentos cada vez mais seguros e saudáveis”, complementa o executivo.

 

A empresa planeja transferir funcionários das unidades atuais (moinho e centro de distribuição) para o novo empreendimento, além de capacitá-los para operar processos nos novos padrões tecnológicos. A Bunge Brasil está negociando com autoridades estaduais e locais para que sejam viabilizadas obras de melhoria na infraestrutura da região onde o novo moinho ficará localizado.

 

Atualmente, a Bunge possui sete moinhos de trigo estrategicamente localizados, de norte a sul do país: Suape (PE), Brasília (DF), Santa Luzia (MG), Rio de Janeiro (RJ), Tatuí (SP), Santos (SP), Ponta Grossa (PR), além da unidade de mistura e envase de Contagem (MG).

 

 

Sobre a Bunge

Presente no Brasil desde 1905, a Bunge é uma das principais empresas de agronegócio e alimentos do Brasil e uma das maiores exportadoras. Atua de forma integrada, do campo à mesa do consumidor. Desde a compra e processamento de grãos (soja, trigo e milho), produção de alimentos (óleos, margarinas, maioneses, azeite, arroz, farinhas de trigo, molhos e atomatados), serviços portuários até a produção de açúcar e bioenergia. Eleita empresa mais sustentável do agronegócio pelo Guia Exame de Sustentabilidade, a Bunge conta com cerca de 20 mil colaboradores, atuando em mais de 100 instalações, entre fábricas, usinas, moinhos, portos, centros de distribuição e silos, em 19 estados e no Distrito Federal. Marcas como Salada, Soya, Delícia, All Day, Primor, Cardeal, Salsaretti e Bunge Pro estão profundamente ligadas não apenas à história econômica brasileira, mas também aos costumes, à pesquisa científica, ao pioneirismo tecnológico e à formação de gerações de profissionais.

 Fonte: Inpresspni (imprensa da Bunge)

Sergipe terá concurso para escolha de melhor pão francês

Micros e pequenas empresas devem se inscrever até 16 de maio

A Campanha de Melhoria da Qualidade do Pão Francês será dividida em duas etapas, uma classificatória e outra finalista. Poderão se inscrever micro e pequenas empresas de panificação (mesmo as que não fazem parte do Sindicato da Indústria da Panificação e Confeitaria de Sergipe) de Aracaju e da Grande Aracaju, até o dia 16/05/2014.
A primeira fase acontecerá nos dias 05 e 06 de Junho de 2014 e a segunda no dia 04 de Julho de 2014, no Centro Gastronômico da Universidade Tiradentes. O resultado final será divulgado no dia 06 de Julho de 2014.
Além dos títulos, as premiações dos três primeiros colocados, tanto para os empresários quanto para os padeiros serão: Empresário: 1º lugar – 20 sacas de farinha de trigo, 2° lugar – 15 sacas de farinha de trigo, 3º lugar – 10 sacas de farinha de trigo (50 kg cada). Padeiro: 1º lugar – 01 notebook, 2º lugar – 01 tablet e 3º lugar – 01 bicicleta.
Os interessados deverão enviar a ficha de inscrição, através do e-mail: atendimento@contreine.com.br.

Dados Econômicos
A importação de trigo aumentou 15 % em 2013 em relação a 2012, saltando de US$ 43,8 milhões em 2012 para US$ 50,4 milhões no ano passado. Em 2013, foram importados mais de 149 mil toneladas de trigo em Sergipe, com alta de 0,9% em relação a 2012. Nos dois primeiros meses de 2014, foram comprados 25,5 mil toneladas de trigo do Uruguai, somando US$ 8,1 milhões em compras do produto.

Fonte: Fies

Falta de trigo em Manaus eleva o preço do pãozinho francês em até 25%

Sindpan/AM atribui o reajuste à greve da Suframa, que está impedindo a liberação de trigo. Aumento deve se estender a mais estabelecimentos na próxima semana.

Manaus - O tradicional pãozinho francês está até 25% mais caro em padarias de Manaus. O presidente do Sindicato das Indústrias de Panificação e Confeitaria do Amazonas (Sindpan/AM), Carlos Alberto Azevedo, disse que o reajuste é efeito, principalmente, da greve dos servidores da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) que está prejudicando a distribuição de trigo na capital.

O reajuste médio do pão em Manaus, conforme Azevedo, varia de 10% a 12%. O aumento, reflexo da paralisação que chega hoje ao 37º dia, deve se estender a mais estabelecimentos do segmento a partir da próxima semana e o reajuste pode ser ainda maior. “As empresas de menor porte estão aumentando mais e mais rapidamente os preços para compor a diferença do custo de produção. Os estabelecimentos de porte maior devem reajustar os preços a partir do começo de abril”, disse o presidente do Sindpan/AM, ao informar que o quilo do pão francês é encontrado em Manaus entre R$ 5 e R$ 12,90.

Azevedo afirma que a principal explicação para o aumento é a greve dos servidores da Suframa. “As distribuidoras estão com problema de liberação de farinha de trigo e, por isso, o produto ficou escasso na cidade”, afirmou o empresário.

Em uma padaria localizada no bairro Zumbi, zona leste de Manaus, o preço da unidade do pão saiu de R$ 0,20, em fevereiro, para os atuais R$ 0,25, uma diferença de 25%. De acordo com a comerciante Maria de Jesus, o saco com 50 quilos do trigo custava R$ 98 no mês passado e passou para R$ 125. “Era R$ 0,20 o pão e já estávamos perdendo muita coisa”, disse a comerciante.

O aumento do trigo, não esperado pelas panificadoras, fez com que o custo de produção aumentasse. Um mercadinho do Conjunto Santos Dumont, no bairro Flores, zona centro-sul, reajustou o valor do quilo do pãozinho de R$ 8 para R$ 9,50, um aumento de 18,75%.

Segundo levantamento do Sindpan/AM, 40% do mercado é abastecido com trigo revendido pelas distribuidoras, que em 2013 eram em torno de 42 empresas. O saco de 50 kg chegou a R$ 140, baixando recentemente para R$ 130. Em janeiro, o saco custava entre R$ 98 e R$ 100.

Já o único moinho da cidade, o Grupo Orim Trigolar, está com estoque de farinha normalizado. “O trigo do moinho vem em navio, em grão, e é processado aqui. Demora um pouco, mas quando libera, libera tudo. Já o trigo dos distribuidores vem em carreta e são muitas a liberar”, explica Azevedo. Um navio transporta o equivalente a produção de 30 dias.

O reajuste tem surpreendido consumidores na capital. “Ah, sim. Nos pegou de surpresa tanto como consumidora, quanto como quem trabalha com isso”, conta a dona de casa Rosemeire Luciano. Ela também faz bolos e salgados para vender e sente dificuldade para encontrar trigo nos mercados da cidade.

A tendência é manter o preço do pão com o reajuste. “Temos experiência e sabemos que mesmo depois que o mercado normalizar, dificilmente o trigo voltará a ter o preço de antes”, avaliou Azevedo.

Além da greve da Suframa, o reajuste do salário mínimo e o encarecimento de açúcar, óleo e fermento também contribuíram para o aumento do pão francês. Somente o preço do trigo ficou 32% maior em 2013. O custo total dos insumos representa de 38% a 40% da produção do pão.

Mercadorias paradas

A falta de resolução da greve da Suframa preocupa o ramo de panificação. “O pessoal não chegou a um acordo. Ninguém sabe até onde vai essa greve”, disse Carlos Alberto Azevedo. Na primeira reunião do Conselho de Desenvolvimento do Amazonas (Codam), realizada na última quarta-feira, o superintendente da autarquia, Thomaz Nogueira, anunciou que a Advocacia Geral da União (AGU) entrou com uma ação na Justiça do Trabalho, pedindo a declaração da ilegalidade da greve.

O superintendente disse, ainda, que o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (Mpog) descartou qualquer negociação antes do fim da greve.

O Sindicato dos Funcionários da Suframa (Sindframa) impetrou ontem, no Tribunal Regional Federal da 1ª Região, mandado de segurança preventivo solicitando a suspensão liminar dos efeitos do ato do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), que ordena o desconto na folha de pagamento dos servidores pelos dias não trabalhados em razão da greve na autarquia. De acordo com o vice-presidente da entidade, Anderson Belchior, a medida visa proteger os servidores grevistas de mais um ato arbitrário do governo federal.

 

Fonte: D24am