Consumidor já sente preços menores com desoneração da cesta básica

É o que revela o IPS (Índice de Preços dos Supermercados), calculado pela APAS/FIPE (Associação Paulista de Supermercados). Se tratando apenas dos produtos componentes da cesta básica, houve deflação de 0,90%. Isto quer dizer que os itens ficaram 0,90% mais baratos. Dos 62 produtos pesquisados, 38 já registraram redução por conta da desoneração. Ao longo dos meses de maio e junho, os preços ainda serão afetados pela desoneração, apresentando, em alguns casos, redução ou evolução mais moderada.

“Esses resultados mostram que o objetivo do setor supermercadista de oferecer melhores preços aos consumidores está sendo alcançado. Queremos evoluir ainda mais ao longo dos meses”, comemora João Galassi, presidente da APAS.
De acordo com análise da associação, a evolução dos preços neste bimestre (maio e junho) apontará uma alta moderada no setor supermercadista, diante de sua característica de concorrência e de sua negociação junto à indústria. Isso possibilitará que os ganhos advindos da desoneração da cesta básica cheguem aos consumidores por meio de preços competitivos.

Os produtos da cesta básica que ficaram mais baratos em abril foram: frango (-9,32%), alcatra (-8,48%), contrafilé (-8,29%), coxão mole (-7,93%), peru (-6,73%), coxão duro (-5,70%), costela suína (-4,72%), café em pó (-4,17%), lombo c/ osso (-3,91%), presunto (-3,69%), toucinho defumado (-3,65%), óleo de soja (-3,57%), açúcar (-3,30%), patinho (-3,21%), filé mignon (-3,16%), picanha (-3,01%), lagarto (-3,00%), pernil c/ osso (-2,72%), salsicha (-2,38%), carne seca (-2,35%), músculo (-2,29%), bacalhau (-2,17%), margarina (-2,16%), braço (-2,09%), papel higiênico (-1,99%), apresuntado (-1,99%), costela bovina (-1,90%), linguiça (-1,83%), fraldinha (-1,82%), acém (-1,74%), sabão em barra (-1,53%), café solúvel (-1,10%), enxague bucal (-0,83%), detergente (-0,71%), desinfetante (-0,64%), corvina (-0,63%), óleo de milho (-0,36%) e óleo composto (-0,23%).

FONTE: Abima

Supermercados apresentam 3ª alta e puxam elevação do varejo

Pelo terceiro mês consecutivo, os preços no varejo de São Paulo apresentaram elevação. De acordo com o Índice de Preços no Varejo (IPV), apurado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), em outubro, houve alta de 0,83% nos preços. Em setembro, o indicador havia apresentado elevação de 0,76% e de 0,45% em agosto. O índice acumula variação positiva de 2,78% em 2012 e alta de 4,05% nos últimos 12 meses. O principal responsável pela alta no varejo foi o setor de supermercados com incremento de 1,9%. Como a participação desse grupo na composição do índice geral é grande, suas flutuações tendem a impactar de maneira mais contundente o indicador. As variações mais relevantes foram notadas em: cereais (8,4%), pescados (5,6%), carnes bovinas (5%), frutas (4,7%)

e derivados da carne (4,7%).O setor de feiras apresentou alta de 1,6% em outubro, depois de duas quedas consecutivas (2,5% em agosto e 2,6% em setembro). A elevação é reflexo da alta nos tubérculos (4,3%), nas aves (3%), verduras (2,5%) e frutas (2,2%).

Os veículos também registraram variação positiva de 0,5%. Segundo a Assessoria Técnica da FecomercioSP, com a expectativa do fim do IPI – que acabou sendo prorrogado até dezembro – as vendas dos automóveis foram alavancadas, todavia, os automóveis novos mantiveram-se com preço estável em outubro, enquanto os veículos usados se recuperaram de um período de oito meses de quedas consecutivas e elevaram-se em 1,30%. Em 2012, o setor atinge -5,9%.

Já o setor de eletrodomésticos, embora também seja favorecido pela redução do IPI nos produtos da linha branca, registrou alta de 1,8% em outubro.

Além disso, os eletroportáteis elevaram-se em 0,6%, assim como os artigos de utilidades domésticas, que ficaram, em média, 0,13% mais caros. Eletrodomésticos ainda acumula queda de 0,3% no ano.

O setor que apresentou a principal redução no IPV de outubro foi o de eletroeletrônicos , com 1,6%.

Fonte: DCI

Panetone e peru vão encarecer o Natal

Consumidor vai encarar preço até 15% mais alto

Quem acha que as festas de final de ano têm gosto de panetone deve preparar o bolso para pagar mais pela iguaria. De acordo com expectativa do Sindicato das Indústrias de Panificação e Confeitaria e de Massas Alimentícias e Biscoitos do Rio Grande do Sul (Sindipan), o panetone produzido nas padarias deve apresentar aumento entre 10% e 15%.

Os motivos são os aumentos sofridos pelos principais insumos da receita: farinha (50%), gordura (40%) e açúcar (30%).

- As pessoas têm preferido comprar panetone nas padarias porque os

industrializados são mais caros, mais secos e têm mais conservantes. Os de padaria, por terem validade de 30 dias, são mais molhadinhos – observa o presidente da entidade, Arildo Bennech Oliveira.

Em relação aos panetones de marcas tradicionais, vendidos em supermercados, o presidente da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), Antônio Cesa Longo, comenta que os preços devem se manter os mesmos de 2011.

Peru e aves especiais

Outra estrela na mesa da ceia de Natal, o peru (e as aves natalinas) também deve estar 15% mais caro neste final de ano em relação a 2011. O motivo é a alta dos custos de produção das aves por causa da elevação do preço de insumos para ração, como o milho.

A tendência é confirmada tanto pelas indústrias do setor avícola quanto pelos supermercadistas e se repete nos últimos quatro anos. Em 2011, o preço médio das aves natalinas, segundo o presidente da Agas, ficou entre R$ 9,90 e R$ 10,90.

Em um ano, conforme o secretário executivo da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), José Eduardo dos Santos, o custo médio de produção das aves aumentou 30%. O reajuste foi acompanhado por uma

alta de 20% no preço da carne de frango nos últimos seis meses.

Fonte: Zero Hora – RS

Terceira edição do Panetone do Bem

O

Galegão Supermercados inicia amanhã a terceira edição do Panetone do Bem. A campanha destina o lucro das vendas do panetone de marca própria para quatro ancionatos de Blumenau. A meta é vender 25 mil unidades até o fim do ano. Com a

campanha, a rede chegou à final do Prêmio de Responsabilidade Social e Sustentabilidade no Varejo da Fundação Getulio Vargas.

Fonte: Jornal de Santa Catarina

BAHLSEN DESENVOLVE PRODUTOS PARA O NATAL

As prateleiras brasileiras ganharão seis novas opções de biscoitos Bahlsen desenvolvidos para as festas de final de ano, são eles: Marzipan Stollen, Gingerbread Men, Gingerbread Assortment, Spekulatius e Contessa Chocolate. São bolinhos e biscoitos em formatos temáticos com a edição de ingredientes como marzipan, gengibre, chocolate, canela e mel, importados diretamente da Alemanha

pela Aurora

fine brands e à venda nas delicatessens e supermercados do país.

Fonte: Giro News

Indústria investe em panetone para presente

A agressiva investida das padarias de supermercados e de pequenos fabricantes no segmento de panetones, com oferta dos produtos de 500 gramas a R$ 4, levou a líder de mercado a rever sua estratégia. A partir deste ano, a Panduratta, dona da marca Bau

ducco, reforça a oferta de panetones como opção de presente. O produto virá em dez novas versões, que incluem porta-panetone de acrílico, cesta composta por itens Bauducco e chocolates Hershey’s, e sabores que excluem as frutas cristalizadas, como o panetone de uvas passas com crosta de amêndoas e o chocotone com uvas passas.

“As novas gerações não são adeptas de frutas cristalizadas”, afirma Renata Vieira, gerente de marketing da Pandurata. Este ano, a empresa aumentou em 12% os investimentos no Natal, para R$ 28 milhões. O valor inclui desenvolvimento de produtos e campanha de mídia. A Pandurata produz as marcas Bauducco, Visconti e Tommy, que concentram 65,5% das vendas de panetones industrializados no Brasil, que movimenta cerca de R$ 500 milhões ao ano.

“Queremos oferecer um produto com qualidade e sofisticação superiores às que o varejo trabalha”, diz Renata, que prevê alta de 8% nas vendas. O item mais caro é a cesta (R$ 49,99), que inclui o panetone com crosta de amêndoas, duas caixinhas de biscoitos, uma barra de chocolate amargo e uma caixa de bombons da Hershey’s.

A oferta de panetones para presente se concentra na marca Bauducco, que sozinha responde por 48% das vendas de panetones industrializados no país. O carro-chefe da marca é o panetone de frutas de 500 gramas (R$ 13,99). As outras duas marcas da Pandurata – Visconti e Tommy – seguem brigando por preço. “A Tommy é uma marca de combate, que tem panetones de 500 gramas a R$ 6,99″, diz Renata. Voltada para a classe D, a Tommy é vice-líder de vendas, com participação de 9% em valor, segundo a Pandurata. A Visconti, terceira colocada, tem fatia de 8,5% e é voltada para a classe C. “Na Visconti, lançamos a embalagem em lata, a R$ 13,79″, diz Renata. O tradicional da Visconti custa R$ 10,99.

Embora detenha dois terços do mercado nacional de panetones, a Pandurata já foi dona de 83% há nove anos. Uma das rivais que vêm tirando o seu espaço é a Village, marca que nasceu em uma padaria, a Cepam, ainda funcionando na zona leste de São Paulo. A Village investiu R$ 2 milhões para aumentar em 22% a capacidade de produção este ano, que ultrapassa os 100 mil panetones por dia, o que a tornou a segunda maior fabricante do produto no país, só atrás da Pandurata.

“Setenta por cento da produção é da marca Village e os demais 30% são de terceiros”, diz o diretor de vendas da Village, Reinaldo Bertagnon. Ele não confirma, mas o Valor apurou que, entre os terceiros, estão as redes Pão de Açúcar, Carrefour, Dia% e Makro e a multinacional Nestlé que, mesmo sem produzir panetones no Brasil, é a quarta maior marca do mercado.

A expectativa é aumentar as vendas de panetones em 10% este ano. Devido ao crescimento na demanda pela sua marca, a Village ampliou o período de produção, que está em três turnos diários desde 1º de agosto. “No ano passado, começamos no final de agosto e encerramos no início de dezembro”, diz Bertagnon. “Este ano, a produção vai até 20 de dezembro”.

Além de ampliar a presença no Norte e Nordeste este ano, a Village também cresce a venda de panetones no exterior. As exportações, que chegam a países da América do Sul, África e a Portugal, vão somar 7% do volume produzido este ano, frente a 4% de 2011.

O carro-chefe da Village, o panetone de frutas de 500 gramas, é vendido a R$ 10,99. Em vez do panetone sofisticado, a empresa prefere o licenciamento infantil: lançou versões de 80 gramas do Patati Patatá e da Galinha Pintadinha.

Já a Arcor aumenta a investida nos times de futebol. Em 2011, lançou os panetones dos times paulistas e este ano expande para os clubes Flamengo, Vasco, Internacional, Grêmio, Atlético Mineiro e Cruzeiro, sob as marcas regionais Triunfo e Aymoré. Em marketing e promoções, os investimentos superam R$ 2 milhões. Este ano, a Arcor lança uma versão mais sofisticada, o “recheado com chocolate”.

A Nestlé também lançou versão para presente, da marca Alpino: o panetone de 750 gramas custa R$ 29,99. A Bimbo, dona das marcas Pullman, Plus Vita, Nutrella e Ana Maria, chamou o chef Olivier Anquier para fazer um panetone de nozes com recheio de chocolate belga. Com preço sugerido de R$ 17,90, será vendido, inicialmente, na rede Pão de Açúcar.

Fonte: Valor Econômico

São Paulo ganhará novas ‘superpadocas’

Novo modelo surgiu nos anos 80 em reação aos supermercados, que abriam padarias dentro de seus estabelecimentos

“Hoje, não há mais espaço para aquela padaria que vende só pão e leite”, diz Antero José Pereira, presidente do Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria.

A maioria das casas recém-abertas em São Paulo adota esse novo modelo, afirma ele.

Português, Pereira chegou aos 15 anos no Brasil e sempre trabalhou na área. A longa história com a panificação poderia fazer do empresário um homem nostálgico.

Não é. Pereira defende as mudanças em curso nos últimos anos na cidade. Pequena, sua padaria Trigo d’Ouro, no bairro do Campo Belo, não segue o modelo tradicional de “superpadocas”. Porém, ele reforça, tem variedade de serviços para oferecer, como pizza e produtos de mercearia.

Como está em uma área comercial, com pouco movimento nos finais de semana, Pereira não planeja ampliar sua Trigo d’Ouro ou abrir uma filial. O caso é uma exceção em um setor voltado à expansão.

NOVAS & MAIORES

Aberta no fim de 2010 no Alto de Pinheiros, a terceira unidade da rede Sta. Etienne tem 1.610 m², equivalente a 1/4 de um campo de futebol).

São 600 itens no cardápio, número que não inclui produtos vendidos na mercearia, que vão de congelados a presunto espanhol pata negra.

Nesta unidade e nas outras duas, nos Jardins e na Vila Madalena, circulam cerca de 100 mil pessoas todo mês.

E esse número tende a aumentar. As casas da Vila e dos Jardins devem passar por reformas em 2013. Vão ganhar adegas e incrementar ainda mais a lista de serviços.

Além das ampliações dos estabelecimentos, São Paulo vê o nascimento de novas “superpadocas”, tendência que deve se perpetuar.

No mês que vem, em Moema, a rede de restaurantes Don Pepe di Napoli fará sua primeira incursão nesse território das novas padarias. O nome? Padoca di Napoli.

Segundo Allan Vila Espejo, ele e os demais sócios decidiram investir no setor atraídos pela tendência das padarias de se voltarem cada vez para as refeições. Na Padoca di Napoli, será possível tomar café da manhã, almoçar, fazer happy hour ou jantar diariamente.

PÃOZINHO É 5%

A importância da alimentação é crescente para esses estabelecimentos. “Depois das fornadas dos pães, a padaria ficava vazia. Ao servir refeições, ela traz movimento para outros horários, aproveita melhor a mão de obra e seu faturamento sobe”, explica Samara Trevisan, professora do curso Mestre Padeiro Internacional, do Senac.

A Villa Grano, na Vila Madalena, é um bom exemplo. Apenas 5% do lucro é atribuído ao pão francês, afirma Luis Pereira Ferreira, um dos proprietários. Já as refeições, respondem por 40%.

De acordo com Ferreira, é provável que a divisão de lucros seja semelhante na nova unidade da Villa Grano, que deve abrir em dezembro na Vila Mariana.

REAÇÃO

Para Augusto Cezar de Almeida Neto, editor da revista “Panificação Brasileira”, a tendência das megapadarias teve início nos anos 80, quando supermercados começaram a abrir padarias dentro de seus estabelecimentos.

“Os donos de padaria foram acossados pelas grandes redes de supermercados e precisaram expandir sua oferta de produtos e serviços”, conta. “As padarias passaram a oferecer refeições e produtos que não ofereciam.”

Outro fator que contribui para a mudança das padarias foi a explosão imobiliária nas grandes cidades, o que gerou a construção de prédios comerciais em bairros antes residenciais e, por consequência, um público que precisava almoçar e jantar.

“As padarias, que antes ofereciam apenas pão e doces aos moradores dos bairros, passaram a servir refeições para trabalhadores. Isso mudou tudo.”

Fonte: Folha de S.Paulo

Venda por meio de smartphones impulsiona varejo digital no país

Pão de Açúcar e Pizza Hut já oferecem aplicativos e conquistam clientes pela praticidade de suas ofertas
Os varejistas brasileiros estão pegando carona nas vendas dos smartphones no Brasil para ampliar suas receitas. A rede Pão de Açúcar acaba de lançar sua plataforma de compras via celular, batizada de Vitrine Virtual.
A iniciativa é a primeira do segmento de supermercados no país. A ferramenta é composta por uma estrutura de painéis que simulam as gôndolas. “Nossa ideia é oferecer mais uma opção para os clientes fazerem suas compras com rapidez e economia de tempo, a qualquer hora do dia”, explica Andrea Dietrich, diretora de Marketing Digital do grupo.
Com essa facilidade, a empresa também espera conquistar novos consumidores. Facilidade é, aliás, a palavra-chave da Pizza Hut, que desde o ano passado conta com seu aplicativo para pedidos nas lojas em São Paulo.
Segundo Hilton Kawaguchi, diretor de Marketing da rede na capital paulista, cerca de 20 mil usuários baixaram o aplicativo. Em menos de um ano, as vendas por meio de smartphones já representam 30% do total. “Queremos chegar a 50% no próximo ano”, revela.
A principal vantagem da compra via smartphones está mesmo na praticidade, pois o usuário não precisa nem mesmo do cartão de crédito. Além disso, o sistema de “avisos” permite que o cliente receba no telefone as

atualizações de produtos em tempo real. Thiago Moreira, analista da Nielsen, explica que um levantamento da consultoria com usuários de smartphones no Brasil mostrou que 47% deles usariam ferramentas de pagamentos, ante 36% dos usuários em outros países. “As empresas já começam a identificar esse potencial de vendas.”
Estudo da Bain & Company mostra que neste ano as vendas on-line deverão movimentar US$ 11,9 bilhões no Brasil, valor que deve chegar a US$ 22 bilhões até 2016. Há 22 anos no mercado, a Giuliana Flores mudou radicalmente sua estratégia de expansão dos negócios com o advento da internet na virada do século. “Pensamos em abrir lojas físicas, mas decidimos investir na web”, conta Giuliano Souza, diretor de e-commerce da empresa.
A aposta foi tão acertada que hoje 90% das vendas no Brasil são feitas pelo site. Agora, a empresa testa seu aplicativo, que deve ser lançado até setembro. Atenta a esse movimento do mercado brasileiro, o grupo alemão Rocket, dono da Dafiti e Groupon lançou no ano passado a Tricae.
Voltada para a venda online de produtos infantis, a empresa tem 4,5 milhões de acessos mensais. “Estamos fortalecendo nossa presença na web e estudamos no futuro, investir em novas plataformas de vendas, como aplicativos e vendas na TV”, diz Gustavo Furtado, CEO da empresa.

Fonte: Brasil Econômico

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Supermercados propõem reembolsar consumidor por devolução de sacola

Ideia das redes varejistas é oferecer três tipos de sacolas – de papel, de plástico biocompostável ou de plástico proveniente de sobras industriais – ao preço de R$ 0,07 a R$ 0,25 e devolver o valor quando o cliente fizer uma nova compra
A Associação Paulista de Supermercados (Apas) anunciou ontem um pacote de medidas para tentar resolver o impasse sobre o banimento das sacolas plásticas. A principal proposta é a criação de um sistema de troca de sacolas reutilizáveis por descontos em futuras compras.
De acordo com o presidente da Apas, João Galassi, as lojas passarão a oferecer três tipos de sacola – papel, plástico biocompostável (feito de amido de milho) ou plástico proveniente de sobras industriais -, que devem custar entre R$ 0,07 e R$ 0,25. Os descontos, segundo ele, serão equivalentes ao preço das sacolas devolvidas pelo cliente.
“Nós estamos oferecendo alternativas. Nós passamos 15 dias discutindo novas propostas e devemos apresentar esse pacote ao Ministério Público de São Paulo e ao Procon-SP já na próxima segunda-feira”, disse Galassi.
De acordo com o presidente da associação, os supermercados que quiserem poderão oferecer sacolas plásticas aos clientes, mas ele reitera que a Apas não concorda com esse tipo de prática. “Os mercados têm essa opção, mas somos contra. É questão de ser racional”, afirma.
Outras ações. Entre as outras medidas apresentadas pela Apas estão a criação de um fundo socioambiental – para apoiar projetos de educação ambiental e atender populações atingidas por enchentes e fenômenos climáticos – e a intensificação de campanhas publicitárias para despertar a consciência ecológica do consumidor. “O cliente precisa entender que ele leva a sacola retornável ao supermercado não por falta de sacolinha, mas por outro motivo.”
Segundo um levantame

nto feito pela empresa Nielsen, encomendado pela Apas, mais de 928 milhões de sacolas plásticas foram retiradas de circulação no Estado de São Paulo depois da assinatura do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), acordo firmado entre a Apas, o MP-SP e o Procon-SP para banir as sacolinhas.
“Cerca de 90% das pessoas já vão aos supermercados com as sacolas retornáveis”, garante Galassi. “A gente precisa resolver agora o problema desses 10% que ainda não se adaptaram.”
Reação. Para o advogado Jorge Kaimoti Pinto, da Plastivida, esse novo pacote não tem chances de passar pelo MP-SP. “Eles continuam jogando os custos em cima do consumidor”, afirma. “Eles requentaram o acordo anterior, mas, no fundo, continua sendo a mesma coisa.” De acordo com Kaimoti, a nova medida não pode ser aceita porque, embora não seja “onerosa” ao consumidor, infringe outros itens do Código de Defesa do Consumidor. “Eles falaram que as sacolinhas da rede A não poderão ser trocadas em lojas da rede B. Isso é fidelizar, é proibido”, afirma o advogado.
Outra questão levantada pela Plastivida é o número no aumento de vendas de saco de lixo, que, pelo fato de possuírem mais polímeros, seriam ainda mais poluentes do que as sacolinhas descartáveis dos supermercados.”Onde está a questão ambiental? Eles posam de grandes defensores da natureza, mas estão simplesmente aumentando a margem de lucro dos seus negócios”, afirma Kaimoti.
Reciclado. A Apas anunciou que, como parte de suas novas medidas de preservação ecológica, pretende desenvolver um programa de reciclagem das sacolinhas que forem devolvidas pelos clientes.
De acordo com o Índice de Preço dos Supermercados (IPS), os sacos plásticos tiveram queda de 6,39% no acumulado deste ano. “Nós estamos fazendo a nossa parte”, disse Galassi.
 Fonte: O Estado de S.Paulo

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BACARDI ESPALHA CHEIRO DE MAÇÃ VERDE NOS SUPERMERCADOS PARA LANÇAR NOVA BEBIDA

A Bacardi faz uma ação promocional para lançar o seu novo rum com sabor de maça verde: “Bacardi Big Apple”. A novidade é que o marketing será totalmente sensorial. A empresa espalhará nos supermercados a fragânci

a da bebida para que o consumidor a conheça. A campanha virá com a mensagem “Desperte os seus sentidos”. A ação será feita em SP, RJ, MG e nas cidades da região sul

Fonte: Brasil Econômico

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