Varejo: Comando novo nas grandes redes

Em menos de seis meses, os presidentes das redes Walmart, Carrefour e Grupo Pão de Açúcar deixaram a operação, e todos em situação de algum conflito com o controlador. A renúncia ou a demissão foi o único caminho possível.

No Walmart, o ex-presidente Marcos Samaha discordava de algumas determinações da matriz para a operação brasileira, segundo uma fonte da rede, como a importação de um sistema de tecnologia criado na sede, em Bentonville (EUA). No início de 2013, após alguns desgastes, Samaha chegou a ter uma conversa com Doug McMillon, na época presidente do Walmart Internacional, sobre o futuro dele na empresa. A troca de comando começou a ser desenhada e em setembro, Guilherme Loureiro, que havia saído da Unilever e contava dez meses de Walmart, assumiu o lugar de Samaha.

A matriz do Walmart pressionava o comando no Brasil a atingir melhores resultados – prejuízos operacionais se repetiam nos trimestres. A subsidiária, por sua vez, tentava integrar negócios adquiridos há mais de dez anos no país – e ainda implantava mudanças na política comercial, a pedido da matriz.

O Carrefour, segunda maior rede de varejo alimentar do Brasil, perdeu seu CEO no Brasil, Luiz Fazzio, em dezembro.

Em outubro, a matriz decidiu criar um cargo de presidente da holding do Carrefour no país, que ficaria acima de Fazzio. O escolhido foi o francês Charles Desmartis. O Valor apurou que Fazzio pretendia ocupar essa posição. Ao invés disso, ele se tornou presidente das operações de supermercado e hipermercado – divisão de menor crescimento no grupo. Fazzio, que como presidente do Carrefour também cuidava do Atacadão – operação de grande crescimento no país-, teria se sentido rebaixado e pediu demissão em dezembro, segundo uma fonte.

Por fim, a última troca, por desgastes na relação com o controlador, foi anunciada na segunda-feira, com a saída de Enéas Pestana do Grupo Pão de Açúcar. O Casino, controlador do GPA, e o executivo passaram a ter mais discordâncias em relação à operação e Pestana começou a sentir perda de autonomia. Pediu demissão na segunda-feira e Ronaldo Iabrudi ocupa, desde o dia de ontem, o posto.

Apesar do ano fraco do setor no país em 2013 – o pior ano em vendas desde 2009 para o comércio brasileiro – as trocas de comando não podem ser interpretadas como reflexo de uma crise no varejo nacional. “Isso pode aumentar a insatisfação da matriz, mas não é um fator comum. Em todos os casos, o que há são conflitos internos. O CEO de varejo no país não dura mais de três anos porque esse é um setor complexo, muito ágil e com fortes pressões da concorrência”, disse o consultor Manoel de Araújo, diretor da Martinez de Araújo Consultoria de Varejo.

Procurados, Fazzio, Samaha e Pestana não foram localizados.

Fonte: Valor Econômico

A DIFÍCIL ARTE DE VENDER SORVETE NO BRASIL

Convencer o brasileiro a tomar mais sorvete não é tarefa fácil. A Unilever, líder no Brasil com a marca Kibon, está investindo R$ 40 milhões na maior aposta que já fez para transformar o produto na sobremesa preferida do brasileiro. Após um período de expansão, o consumo de sorvete vem registrando queda no Brasil: em volume, recuou 0,3% em 2011, 2,6% em 2012 e, no primeiro semestre deste ano, já caiu 7,2%, segundo dados da Nielsen.

A aposta da Unilever para incentivar o brasileiro a consumir sorvete em mais ocasiões é inundá-lo de opções. A linha para consumo em casa da Kibon, que até agora se resumia aos tradicionais potes de 2 litros e à marca Receitas Caseiras, foi desmembrada em quatro.

A empresa passou os últimos dois anos mudando a fórmula dos produtos e repensando a estratégia. Ao aumentar o portfólio para mais de 20 opções, a Unilever deu mais visibilidade à parceria com os chocolates da Mondelez – como Sonho de Valsa, Laka e Diamante Negro – e criou embalagens de sabores combinados além do tradicional Napolitano.

A partir desta semana, a Unilever vai bombardear a mídia com campanha na TV e pretende espalhar consultoras nos supermercados de todo o País para convencer o consumidor a pelo menos experimentar as novidades. “Nossa ideia é criar mais ocasiões de consumo para o sorvete”, diz João Campos, vice-presidente da Kibon.

Para montar o novo “cardápio”, que chegará aos supermercados em setembro, a multinacional fez pesquisas quantitativas e reuniu grupos de consumidores em todo o País para tentar entender uma contradição do mercado brasileiro: o cliente diz gostar de sorvete, mas consome muito pouco o produto.

Obstáculos

Vários fatores, no entanto, explicam as dificuldades de ampliação de mercado. O primeiro – e principal responsável pela queda de 7,2% no volume vendido entre janeiro e junho de 2013 – é o fato de a renda média do brasileiro, apesar de ter crescido nos últimos anos, ainda ser bem inferior à dos consumidores de países desenvolvidos, onde o consumo de sorvete é muito maior.

Isso ajuda a explicar por que americanos e australianos consomem mais de 17 litros de produto por ano, enquanto o brasileiro toma apenas 3. Hoje, um pote de 2 litros de sorvete das principais marcas – Kibon e Nestlé – não custa menos de R$ 15. “Sabemos que estamos pedindo um desembolso alto para o consumidor”, diz a diretora de marketing da Kibon, Cecília Dias. “Por isso, estamos modificando a nossa oferta.”

Ao subdividir sua linha de sorvetes, a Kibon colocou os produtos mais sofisticados em embalagens menores para não acabar assustando o consumidor com os preços. A estratégia é evitar que linhas como a Três Seleções, com três sabores em um único pote, não ultrapassem o valor cobrado pelas opções já disponíveis hoje.
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Fator preço

Segurar o preço é uma medida necessária no momento em que o consumidor põe o pé no freio do consumo de “supérfluos” – categoria na qual, apesar dos esforços das fabricantes, o sorvete continua a se encaixar.

O consumidor brasileiro está numa fase em que pensa duas vezes no que compra. Segundo Marden Silva Soares, analista de mercado da Nielsen, parte da renda das famílias é consumida por prestações já assumidas.

Por isso, após a fase de experimentar novas categorias de produtos, o brasileiro entrou na fase de migrar para marcas mais baratas a fim de fazer as “conquistas” se encaixarem no seu orçamento.

“Com menos dinheiro disponível, o brasileiro passa a consumir menos e pior”, diz o analista. “Mesmo que invistam na revitalização das marcas e apresentem novos produtos, as líderes vão ser pressionadas a não aumentar os preços.”

Cultura

Além de fatores econômicos, características culturais também impedem a expansão mais acelerada do setor de sorvetes no Brasil. O consultor em varejo Adalberto Viviani diz que o sorvete ainda tem de vencer a resistência das famílias em trocar as sobremesas feitas em casa por opções industrializadas.

“O espaço do almoço de domingo ainda não foi conquistado pelo sorvete”, diz o especialista. Além disso, a tentativa de vender o sorvete como alimento a ser consumido entre as refeições esbarra na própria natureza do produto. “As empresas estão tentando copiar o biscoito, que antes era um produto muito associado ao café e hoje é consumido durante o dia todo”, diz Viviani. “O problema é que não dá para levar um sorvete na bolsa para o trabalho.”

Uma outra barreira também está no caminho da expansão do consumo de sorvete: a preocupação com o corpo. Pesquisa divulgada pelo Ministério da Saúde na semana passada mostrou que, pela primeira vez, mais da metade dos brasileiros estão acima do peso, enquanto a parcela de obesos chega a 17%.

Por isso, o consumidor está investindo parte maior da renda em atividades físicas, diz Soares, da Nielsen. “Enquanto o apelo saudável cresce, diminui o espaço para indulgências como o sorvete.

FONTE: A Tarde – BA

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Forno de Minas pretende vender até 30% da marca para crescer

Para ampliar sua presença para praticamente todas as redes supermercadistas e demais operações de varejo em operação do País, a marca mineira Forno de Minas – que tem como carro-chefe pão de queijo congelado – anunciou ontem (20) a intenção de vender de 20% a 30% de sua operação para um fundo de private equity.

Com a iniciativa, a indústria brasileira conseguirá acelerar seu crescimento no Brasil e no Exterior. Segundo o presidente da empresa Hélder Couto Mendonça, a nova venda de participação – em 2010, a família mineira vendeu 29% do seu capital para o fundo de investimentos Mercatto – ajudará a contemplar os planos de expansão da marca. “Com o montante que pretendemos arrecadar [R$ 150 milhões] vamos acelerar a nossa expansão”, disse.

Hoje, a Forno de Minas tem uma fábrica que atende a demanda de todo o Brasil, mais os países: Estados Unidos, Canadá, Portugal Chile Uruguai e Inglaterra. Seu portfólio de produtos pequeno, produzindo pão de queijo, folheados, empadas, tortinhas, waffle e empanadas, além da linha de laticínios que levam as marcas: Leiteria e Gran Condessa. “Com esse capital vamos ampliar o nosso mix de produtos que hoje é enxuto”, disse ao DCI.

Além de ampliar os produtos fabricados pela Forno de Minas, a empresa com a inserção do investimento pretende aumentar o número de revendas em que a marca está presente no exterior, além de ter a perspectiva de abrir novas fábricas.

Mendonça, quando questionado sobre quais empresas estariam interessadas, argumentou que não poderia mencionar nenhuma no momento, disse apenas que está aberto a ofertas de investidores nacionais e internacionais. “Não podemos afirmar quais são os interessados, posso dizer apenas que não descartamos ninguém. Um investidor internacional nos ajudaria muito no crescimento no exterior”, argumentou o executivo.

A perspectiva é que o negócio seja fechado em no máximo três meses. Após a conclusão, Mendonça afirmou que a Forno de Minas poderá dobrar seu faturamento, que no ano passado foi de R$ 145 milhões.

FONTE: DCI

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ASSURN promove 1º Fórum de Produtores e Distribuidores para Supermercados do Rio Grande do Norte

A Associação de Supermercados do Rio Grande do Norte (ASSURN) realiza na tarde desta terça-feira, 28, o 1º Fórum de Produtores e Distribuidores para Supermercados do Estado do Rio Grande do Norte. A iniciativa integra o Programa de Rastreabilidade e Monitoramento de Alimentos – RAMA, criado pela Associação Brasileira de Supermercados.

No evento, os participantes irão conferir os benefícios do programa voluntário para supermercados, fornecedores, produtores e a saúde pública.

Desde a criação do RAMA a ABRAS cumpriu todas as etapas técnicas e projetos pilotos para testar a eficiência do RAMA na cadeia de abastecimento (do produtor até a loja), e hoje o programa está pronto para ser aplicado em todos os Estados da Federação.

Experiência em Santa Catarina

O RAMA está sendo implementado, em estágio avançado, pela Associação Catarinense de Supermercados – ACATS e também pela ASSURN (Rio Grande do Norte). Nestes dois Estados já somam 19 redes de supermercados participantes e mais de 230 fornecedores integrados ao sistema de rastreabilidade e o monitoramento dos resíduos de agrotóxicos em FLV.

Fonte: Redação Portal Abras

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Farinha ficou 140% mais cara

Levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/Pa), nos últimos 12 meses, mostrou que a farinha teve reajuste recorde de 139,68%. Para comparação, a inflação do mesmo período ficou em 7,16%. A pesquisa apontou mais uma vez que o produto foi responsável pela alta na cesta básica do paraense, que teve um reajuste de 5,25%.

O órgão informou que o aumento no preço da farinha de mandioca em Belém e em todo o Estado do Pará vem oscilando ao longo do tempo, apresentando variação nos últimos doze meses (entre maio de 2012 a abril de 2013). De acordo com o estudo, no mês de abril de 2012, o quilo da farinha era comercializado, em média, na Grande Belém, a R$ 3,15. No final do ano (dezembro/2012), o quilo estava sendo vendido a R$ 5,56. Em janeiro de 2013, o acréscimo já era considerado significativo, sendo comercializado a R$ 6,06, e, em fevereiro, o preço chegou a R$ 6,83. No mês de março, o quilo estava a R$ 7,41 e, em abril, a R$ 7,55. A pesquisa foi realizada em grandes supermercados e feiras da capital paraense.

De acordo com a pesquisa, o reajuste entre abril e a março de 2013 foi de 1,89%. Ao analisar os quatros primeiros meses (janeiro a abril), a variação apresentada é de 35,79% contra a inflação desse período, 2,66%, segundo o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) realizado pelo IBGE.

A explicação para números tão elevados no preço do quilo da farinha se deve a questões vinculadas a produção, sazonalidade e comercialização, segundo o departamento. Como a farinha produzida no Pará é feita, em sua grande maioria, de forma artesanal e familiar, o produtor não participa de todo o processo da cadeia produtiva do produto. Até chegar ao consumidor, o preço da farinha sofre especulações resultando em aumentos exorbitantes, também por causa de atravessadores.

O promotor de justiça José Maria Farias, de 60 anos, encontrou uma maneira mais barata de ter o produto na mesa. “Eu compro direito com quem produz. Como vou à cidade de São Miguel do Guamá, compro 15 Kg a R$ 80,00”, afirma. Aos que não têm essa opção, a alternativa é remediar. “Se tiver outro aumento, o jeito é diminuir na quantidade. Se eu comprava três litros na feira, vou ter que comprar dois”, calcula a dona de casa Marlene Couto, 70 anos.

Agora, se o paraense que mora no estado já está sofrendo com o preço ditatorial da farinha, imagine quem mora fora. O filho de Rosana Cunha, 49 anos, merendeira, mora na Bahia. “Meu filho sempre me pede pra mandar farinha, ele mora na Bahia deste outubro do ano passado, mas na última vez foram somente três litros de farinha, que custou R$ 18,00” diz.

A previsão do Dieese para o preço da farinha não é das melhores. Em um pré-estudo realizado no mês de maio até quarta-feira (23), foram encontrados em vários locais da capital paraense o quilo sendo comercializado a R$ 8,50. O Pará é considerado o maior produtor no país. No entanto, conforme o órgão, o preço hoje é um dos maiores praticados desde a pesquisa da cesta básica realizada no início da década de 80.

FONTE: Diário do Pará

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Consumidor já sente preços menores com desoneração da cesta básica

É o que revela o IPS (Índice de Preços dos Supermercados), calculado pela APAS/FIPE (Associação Paulista de Supermercados). Se tratando apenas dos produtos componentes da cesta básica, houve deflação de 0,90%. Isto quer dizer que os itens ficaram 0,90% mais baratos. Dos 62 produtos pesquisados, 38 já registraram redução por conta da desoneração. Ao longo dos meses de maio e junho, os preços ainda serão afetados pela desoneração, apresentando, em alguns casos, redução ou evolução mais moderada.

“Esses resultados mostram que o objetivo do setor supermercadista de oferecer melhores preços aos consumidores está sendo alcançado. Queremos evoluir ainda mais ao longo dos meses”, comemora João Galassi, presidente da APAS.
De acordo com análise da associação, a evolução dos preços neste bimestre (maio e junho) apontará uma alta moderada no setor supermercadista, diante de sua característica de concorrência e de sua negociação junto à indústria. Isso possibilitará que os ganhos advindos da desoneração da cesta básica cheguem aos consumidores por meio de preços competitivos.

Os produtos da cesta básica que ficaram mais baratos em abril foram: frango (-9,32%), alcatra (-8,48%), contrafilé (-8,29%), coxão mole (-7,93%), peru (-6,73%), coxão duro (-5,70%), costela suína (-4,72%), café em pó (-4,17%), lombo c/ osso (-3,91%), presunto (-3,69%), toucinho defumado (-3,65%), óleo de soja (-3,57%), açúcar (-3,30%), patinho (-3,21%), filé mignon (-3,16%), picanha (-3,01%), lagarto (-3,00%), pernil c/ osso (-2,72%), salsicha (-2,38%), carne seca (-2,35%), músculo (-2,29%), bacalhau (-2,17%), margarina (-2,16%), braço (-2,09%), papel higiênico (-1,99%), apresuntado (-1,99%), costela bovina (-1,90%), linguiça (-1,83%), fraldinha (-1,82%), acém (-1,74%), sabão em barra (-1,53%), café solúvel (-1,10%), enxague bucal (-0,83%), detergente (-0,71%), desinfetante (-0,64%), corvina (-0,63%), óleo de milho (-0,36%) e óleo composto (-0,23%).

FONTE: Abima

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Panetone e peru vão encarecer o Natal

Consumidor vai encarar preço até 15% mais alto

Quem acha que as festas de final de ano têm gosto de panetone deve preparar o bolso para pagar mais pela iguaria. De acordo com expectativa do Sindicato das Indústrias de Panificação e Confeitaria e de Massas Alimentícias e Biscoitos do Rio Grande do Sul (Sindipan), o panetone produzido nas padarias deve apresentar aumento entre 10% e 15%.

Os motivos são os aumentos sofridos pelos principais insumos da receita: farinha (50%), gordura (40%) e açúcar (30%).

- As pessoas têm preferido comprar panetone nas padarias porque os

industrializados são mais caros, mais secos e têm mais conservantes. Os de padaria, por terem validade de 30 dias, são mais molhadinhos – observa o presidente da entidade, Arildo Bennech Oliveira.

Em relação aos panetones de marcas tradicionais, vendidos em supermercados, o presidente da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), Antônio Cesa Longo, comenta que os preços devem se manter os mesmos de 2011.

Peru e aves especiais

Outra estrela na mesa da ceia de Natal, o peru (e as aves natalinas) também deve estar 15% mais caro neste final de ano em relação a 2011. O motivo é a alta dos custos de produção das aves por causa da elevação do preço de insumos para ração, como o milho.

A tendência é confirmada tanto pelas indústrias do setor avícola quanto pelos supermercadistas e se repete nos últimos quatro anos. Em 2011, o preço médio das aves natalinas, segundo o presidente da Agas, ficou entre R$ 9,90 e R$ 10,90.

Em um ano, conforme o secretário executivo da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), José Eduardo dos Santos, o custo médio de produção das aves aumentou 30%. O reajuste foi acompanhado por uma

alta de 20% no preço da carne de frango nos últimos seis meses.

Fonte: Zero Hora – RS

Terceira edição do Panetone do Bem

O

Galegão Supermercados inicia amanhã a terceira edição do Panetone do Bem. A campanha destina o lucro das vendas do panetone de marca própria para quatro ancionatos de Blumenau. A meta é vender 25 mil unidades até o fim do ano. Com a

campanha, a rede chegou à final do Prêmio de Responsabilidade Social e Sustentabilidade no Varejo da Fundação Getulio Vargas.

Fonte: Jornal de Santa Catarina

São Paulo ganhará novas 'superpadocas'

Novo modelo surgiu nos anos 80 em reação aos supermercados, que abriam padarias dentro de seus estabelecimentos

“Hoje, não há mais espaço para aquela padaria que vende só pão e leite”, diz Antero José Pereira, presidente do Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria.

A maioria das casas recém-abertas em São Paulo adota esse novo modelo, afirma ele.

Português, Pereira chegou aos 15 anos no Brasil e sempre trabalhou na área. A longa história com a panificação poderia fazer do empresário um homem nostálgico.

Não é. Pereira defende as mudanças em curso nos últimos anos na cidade. Pequena, sua padaria Trigo d’Ouro, no bairro do Campo Belo, não segue o modelo tradicional de “superpadocas”. Porém, ele reforça, tem variedade de serviços para oferecer, como pizza e produtos de mercearia.

Como está em uma área comercial, com pouco movimento nos finais de semana, Pereira não planeja ampliar sua Trigo d’Ouro ou abrir uma filial. O caso é uma exceção em um setor voltado à expansão.

NOVAS & MAIORES

Aberta no fim de 2010 no Alto de Pinheiros, a terceira unidade da rede Sta. Etienne tem 1.610 m², equivalente a 1/4 de um campo de futebol).

São 600 itens no cardápio, número que não inclui produtos vendidos na mercearia, que vão de congelados a presunto espanhol pata negra.

Nesta unidade e nas outras duas, nos Jardins e na Vila Madalena, circulam cerca de 100 mil pessoas todo mês.

E esse número tende a aumentar. As casas da Vila e dos Jardins devem passar por reformas em 2013. Vão ganhar adegas e incrementar ainda mais a lista de serviços.

Além das ampliações dos estabelecimentos, São Paulo vê o nascimento de novas “superpadocas”, tendência que deve se perpetuar.

No mês que vem, em Moema, a rede de restaurantes Don Pepe di Napoli fará sua primeira incursão nesse território das novas padarias. O nome? Padoca di Napoli.

Segundo Allan Vila Espejo, ele e os demais sócios decidiram investir no setor atraídos pela tendência das padarias de se voltarem cada vez para as refeições. Na Padoca di Napoli, será possível tomar café da manhã, almoçar, fazer happy hour ou jantar diariamente.

PÃOZINHO É 5%

A importância da alimentação é crescente para esses estabelecimentos. “Depois das fornadas dos pães, a padaria ficava vazia. Ao servir refeições, ela traz movimento para outros horários, aproveita melhor a mão de obra e seu faturamento sobe”, explica Samara Trevisan, professora do curso Mestre Padeiro Internacional, do Senac.

A Villa Grano, na Vila Madalena, é um bom exemplo. Apenas 5% do lucro é atribuído ao pão francês, afirma Luis Pereira Ferreira, um dos proprietários. Já as refeições, respondem por 40%.

De acordo com Ferreira, é provável que a divisão de lucros seja semelhante na nova unidade da Villa Grano, que deve abrir em dezembro na Vila Mariana.

REAÇÃO

Para Augusto Cezar de Almeida Neto, editor da revista “Panificação Brasileira”, a tendência das megapadarias teve início nos anos 80, quando supermercados começaram a abrir padarias dentro de seus estabelecimentos.

“Os donos de padaria foram acossados pelas grandes redes de supermercados e precisaram expandir sua oferta de produtos e serviços”, conta. “As padarias passaram a oferecer refeições e produtos que não ofereciam.”

Outro fator que contribui para a mudança das padarias foi a explosão imobiliária nas grandes cidades, o que gerou a construção de prédios comerciais

em bairros antes residenciais e, por consequência, um público que precisava almoçar e jantar.

“As padarias, que antes ofereciam apenas pão e doces aos moradores dos bairros, passaram a servir refeições para trabalhadores. Isso mudou tudo.”

Fonte: Folha de S.Paulo

Supermercados propõem reembolsar consumidor por devolução de sacola

Ideia das redes varejistas é oferecer três tipos de sacolas – de papel, de plástico biocompostável ou de plástico proveniente de sobras industriais – ao preço de R$ 0,07 a R$ 0,25 e devolver o valor quando o cliente fizer uma nova compra
A Associação Paulista de Supermercados (Apas) anunciou ontem um pacote de medidas para tentar resolver o impasse sobre o banimento das sacolas plásticas. A principal proposta é a criação de um sistema de troca de sacolas reutilizáveis por descontos em futuras compras.
De acordo com o presidente da Apas, João Galassi, as lojas passarão a oferecer três tipos de sacola – papel, plástico biocompostável (feito de amido de milho) ou plástico proveniente de sobras industriais -, que devem custar entre R$ 0,07 e R$ 0,25. Os descontos, segundo ele, serão equivalentes ao preço das sacolas devolvidas pelo cliente.
“Nós estamos oferecendo alternativas. Nós passamos 15 dias discutindo novas propostas e devemos apresentar esse pacote ao Ministério Público de São Paulo e ao Procon-SP já na próxima segunda-feira”, disse Galassi.
De acordo com o presidente da associação, os supermercados que quiserem poderão oferecer sacolas plásticas aos clientes, mas ele reitera que a Apas não concorda com esse tipo de prática. “Os mercados têm essa opção, mas somos contra. É questão de ser racional”, afirma.
Outras ações. Entre as outras medidas apresentadas pela Apas estão a criação de um fundo socioambiental – para apoiar projetos de educação ambiental e atender populações atingidas por enchentes e fenômenos climáticos – e a intensificação de campanhas publicitárias para despertar a consciência ecológica do consumidor. “O cliente precisa entender que ele leva a sacola retornável ao supermercado não por falta de sacolinha, mas por outro motivo.”
Segundo um levantame

nto feito pela empresa Nielsen, encomendado pela Apas, mais de 928 milhões de sacolas plásticas foram retiradas de circulação no Estado de São Paulo depois da assinatura do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), acordo firmado entre a Apas, o MP-SP e o Procon-SP para banir as sacolinhas.
“Cerca de 90% das pessoas já vão aos supermercados com as sacolas retornáveis”, garante Galassi. “A gente precisa resolver agora o problema desses 10% que ainda não se adaptaram.”
Reação. Para o advogado Jorge Kaimoti Pinto, da Plastivida, esse novo pacote não tem chances de passar pelo MP-SP. “Eles continuam jogando os custos em cima do consumidor”, afirma. “Eles requentaram o acordo anterior, mas, no fundo, continua sendo a mesma coisa.” De acordo com Kaimoti, a nova medida não pode ser aceita porque, embora não seja “onerosa” ao consumidor, infringe outros itens do Código de Defesa do Consumidor. “Eles falaram que as sacolinhas da rede A não Cialis soft tabs poderão ser trocadas em lojas da rede B. Isso é fidelizar, é proibido”, afirma o advogado.
Outra questão levantada pela Plastivida é o número no aumento de vendas de saco de lixo, que, pelo fato de possuírem mais polímeros, seriam ainda mais poluentes do que as sacolinhas descartáveis dos supermercados.”Onde está a questão ambiental? Eles posam de grandes defensores da natureza, mas estão simplesmente aumentando a margem de lucro dos seus negócios”, afirma Kaimoti.
Reciclado. A Apas anunciou que, como parte de suas novas medidas de preservação ecológica, pretende desenvolver um programa de reciclagem das sacolinhas que forem devolvidas pelos clientes.
De acordo com o Índice de Preço dos Supermercados (IPS), os sacos plásticos tiveram queda de 6,39% no acumulado deste ano. “Nós estamos fazendo a nossa parte”, disse Galassi.
 Fonte: O Estado de S.Paulo

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