Entrevista com o Presidente da ABITRIGO

No dia 17 de outubro, a Max Foods Comunicação Empresarial e Editora entrevistou o presidente da ABITRIGO, o embaixador Sergio Amaral. Ele falou sobre o setor moageiro e a pauta do XX Congresso Internacional do Trigo que ocorre nos dias 20 a 22 de outubro, com o tema OBSESSÃO COM A QUALIDADE.

Segundo Sergio Amaral, o setor de moagem trabalha atualmente de forma integrada, construindo vários elos, como forma de agregar valor para cada um dos segmentos. Junto aos produtores, tem trabalhado a questão da qualidade e da diversidade.

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Sergio Amaral também apontou as melhorias no parque moageiro e a integração entre os moinhos com os produtores de trigo, principalmente, no sul e sudeste. Essas melhorias implicam também no aumento da capacidade de moagem.

Sobre as perspectivas da oferta de trigo para o próximo ano, o cenário ainda não é claro principalmente pelas questões dos países do Mercosul. Há uma expectativa de novos fornecedores de trigo, como o trigo russo que tem se empenhado em atender as exigências legais do Brasil.

Ao apresentar o Congresso, Sergio Amaral destacou a participação de Michel Suas – presidente do San Francisco Baking Institute, falando como ocorreu nos Estados Unidos a mobilização para as questões da qualidade e consumo de pães.

Ainda, dentro do Painel 01 do Congresso, José Maria F. del Vallado de la Serna – Secretário Geral da Union Internationale de La Boulangerie falou sobre a resposta da Europa para essas questões.

No Painel 02, intitulado de OS DESAFIOS DA PANIFICAÇÃO, com a participação do Marcio Rodrigues, PROPAN, Antero Pereira – presidente SINDIPAN/AIPAN, José Batista de Oliveira – presidente da Associação Brasileira de Panificação e Confeitaria – ABIP, apresentou os aspectos do setor.

Sergio Amaral aponta que, como resultado, o Congresso sairá com a proposta de ações a serem implantadas.

Para o eng. Augusto Cezar de Almeida, editor e especialista em panificação e confeitaria, o conteúdo da Revista Panificação Brasileira que apresenta o FÓRUM NACIONAL PELA MELHORIA DA QUALIDADE DO PÃO FRANCÊS há alguns anos debate e aponta as formas de preservar o pão símbolo da panificação brasileira e carro chefe das vendas de pães nas padarias.

Outro conteúdo da revista, PADARIA CENTRO DE NEGÓCIOS, que destaca como os empresários da panificação devem trabalhar suas empresas no novo modelo de Centro Gastronômico, Mega Padaria, Centro de Conveniência de Alimentos etc. está em linha com os objetivos da ABITRIGO, ABIP e Sindicatos de todo o Brasil.

Já, a Revista Padaria do Mestre que é voltada para os profissionais (os que põem a mão na massa) repassa informações com conteúdo adequado e a valorização pelos fornecedores que levam esses profissionais ao crescimento da qualidade e desejo pela melhoria continuada.

Fonte:  MAX FOODS

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CAFÉ – Recursos começam a chegar no campo

O aviso de lançamento dos leilões de Opções Públicas de Venda para o café está em fase de conclusão, conforme apuramos junto ao governo federal nesta semana. De acordo com informações passadas, o programa abrangerá 3 milhões de sacas de 60 kg, ao preço unitário de R$ 343 para o café arábica tipo 6.

A boa notícia é que, compreendendo a situação da cafeicultura brasileira e atendendo a um pleito das lideranças do setor de produção, o governo deverá lançar o programa com ágio de preço para cafés superiores e deságio para cafés inferiores ao tipo 6. Entendemos essa medida como positiva, uma vez que possibilita a participação de um maior número de produtores.

Também em audiência com representantes do governo federal, tivemos a informação que todos os contratos com os agentes financeiros interessados em operar os recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) na safra atual foram assinados na semana passada e estão chegando ao Ministério da Agricultura para assinatura do ministro Antônio Andrade desde o último dia 13.

De imediato, o Departamento do Café está liberando o valor contratado seguindo o cronograma apresentado por cada banco ou cooperativa, o que significa que, desde sexta-feira, 16, os recursos já estão sendo disponibilizados.

Na semana passada, o Conselho Nacional do Café (CNC) participou da palestra “Perspectivas, Cenários Atuais e Tendências da Cafeicultura: Brasil, Vietnã e Colômbia”, organizada pela Embrapa Café e ministrada por Juliano da Silva Mota, da Agricultural Consultancy Services (ACS). Na ocasião, foram apresentadas características da cafeicultura nos três importantes países produtores de café e passadas algumas sugestões de como o Brasil se posicionar frente a esses dois grandes concorrentes.

O CNC enaltece a iniciativa da Embrapa Café no sentido de entendermos o que ocorre na cafeicultura mundial, o que tem importância sobremaneira para que o Brasil, na condição de principal player desse mercado, possa adotar medidas preventivas e de geração de renda a todos os elos da cadeia produtiva nacional, pois temos que pensar na atividade cafeeira com o máximo de sustentabilidade possível.

Em reunião realizada no dia 14 de agosto, no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o setor privado da cafeicultura brasileira, capitaneado por iniciativa da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), deu seqüência ao debate sobre o nível de impurezas aceitável nos produtos à disposição do consumidor brasileiro.

Um ponto consensual no encontro foi que a maioria dos cafés consumidos no país respeita o limite máximo de 1% de impureza. Além disso, visando acabar com esse pequeno grupo de produtos que possuem impurezas acima de um ponto percentual, determinou-se a criação de um grupo de acompanhamento para a definição de novas regras na produção de cafés no Brasil que deverão nortear as ações do setor industrial.

O mercado futuro do café arábica apresentou certa volatilidade na semana, com o fator climático pesando entre as altas e as baixas. Embora a previsão de frio intenso na região Sul do país tenha dado sustentação às cotações no meio da semana, como as geadas que atingiram o Paraná na madrugada de quinta-feira não afetaram áreas cafeeiras, o mercado devolveu os ganhos. O vencimento setembro do contrato C da bolsa de Nova York apresentou queda acumulada de 105 pontos até o fechamento de quinta-feira, quando foi cotado a US$ 1,2185 por libra-peso.

As cotações do robusta na bolsa de Londres apresentaram comportamento semelhante ao do arábica em Nova York. O vencimento setembro do contrato 409 encerrou a quinta-feira a US$ 1.952 por tonelada, acumulando desvalorização de US$ 11/t na semana.

A valorização do dólar frente ao real também ajudou a pressionar os preços internacionais do arábica. Apresentando alta em todos os fechamentos diários, a moeda americana acumulou ganhos de 2,84% até a quinta-feira, quando foi cotada a R$ 2,34. Dados que comprovam o fortalecimento da economia dos Estados Unidos têm motivado essa tendência, mesmo com sucessivas intervenções do Banco Central do Brasil.

O Departamento do Café do Ministério da Agricultura (DCAF/Mapa) divulgou, também nesta semana, seu Informe Estatístico referente a julho, no qual é possível avaliar como a situação do comércio exterior do café brasileiro foi afetada pelos preços internacionais aviltados. Mantendo a tendência dos meses anteriores, o volume exportado em julho de 2013 (2,24 milhões de sacas) foi superior ao do mesmo período de 2012 (2,13 milhões de sacas), porém a receita gerada foi 19% inferior, de US$ 353 milhões, ante os US$ 437 milhões de julho do ano passado.

Quando se analisa os dados globais da exportação do agronegócio do Brasil no período de janeiro a julho de 2013, nota-se que entre as seis principais cadeias agroindustriais geradoras de divisas, apenas o café apresentou perda de receita. Esse fato reforça a necessidade e os benefícios para o país da ação governamental para socorrer a cafeicultura brasileira.

FONTE: Diário do Comércio – MG

Medeiros já conta com centro de qualidade do Queijo Mineiro

Medeiros, no Centro-Oeste mineiro, foi o primeiro município a receber um Centro de Qualidade do Queijo Minas Artesanal. A inauguração, na quinta-feira passada, foi comemorada pelos produtores de queijo, já que a partir de agora a comercialização do produto poderá ser estendida para outros estados.

De acordo com o presidente da Associação dos Produtores de Queijo Canastra do Município de Medeiros (Aprocame), Geraldo Martins Ribeiro, a expectativa dos produtores é ampliar significativamente as venda. “A inauguração do centro e a edição da instrução normativa que libera o comércio do produto para outros estados promoverá o crescimento da atividade naregião. Nossa expectativa é atender a demanda já existente e crescente pelo queijo minas artesanal da região da Canastra e, com isso, ampliar a renda dos produtores”, disse.

Oito produtores estão habilitados a utilizarem o Centro de Qualidade, com fabricação diária de 240 quilos de queijo. A expectativa é ao longo dos próximos anos aumentar o número de ruralistas aptos a produzirem o queijo certificado.

“Os produtores já habilitados passaram por diversas etapas, que incluem desde a capacitação e sanidade do rebanho até a melhora dos processos produtivos. Acreditamos que a abertura do mercado nacional para o produto irá proporcionar resultados muito positivos, o que é fundamental para despertar o interesse dos envolvidos e incentivar a restruturação da produção local”, avaliou.

Destaque – Segundo o presidente da Aprocame, ao longo do últimos anos a produção da região ganhou qualidade e destaque no mercado com a conquista da Indicação Geográfica (IG) para o queijo Canastra. Todo o processo de produção é acompanhado pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), pela Empresa de Assitência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) e pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Minas Gerais (Sebrae-MG).

“Antes da liberação das vendas, já tinhamos grande demanda de restaurantes, hóteis e consumidores individuais provenientes de estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina. Agora poderemos atender de forma legalizada esses clientes”, ressaltou.

No Centro de Qualidade do Queijo Minas Artesanal de Medeiros, o IMA criou mecanismos que permitem o registro e a comercialização do produto em nível nacional. Nesse sentido, a cidade será a primeira a vender o produto para outros estados.

A venda do queijo minas artesanal para outros estado, passou a ser permitida no último dia 6, quando o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Antônio Andrade, assinou a instrução normativa que estabelece novos critérios para facilitar o registro de queijos artesanais tradicionalmente produzidos a partir de leite cru.

FONTE: Diário do Comércio – MG

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Políticas governamentais para o café

Participamos, na quarta-feira passada, de audiência pública conjunta das comissões de Finanças e Tributação; de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; de Fiscalização Financeira e Controle; e de Viação e Transportes na Câmara dos Deputados. Na ocasião, questionamos o ministro da Fazenda, Guido Mantega, sobre as políticas para a cafeicultura brasileira.

Mantega reconheceu que o café vive um momento de crise, principalmente por causa de um cenário de oferta satisfatória à demanda e devido aos baixos preços oferecidos pelo mercado aos produtores. O ministro também ressaltou que a Secretaria de Política Econômica da Pasta está aberta a discussões para buscarmos uma solução para o atual cenário vivido pelo setor, haja vista que o governo precisa participar nas épocas de crise do café, conforme postura que adotou em relação aos outros setores de nossa economia.

Nesse sentido, agendamos para esta segunda-feira audiência com o secretário de Política Econômica da Fazenda, Márcio Holland, com o intuito de definirmos a implantação dos leilões de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro) e a possibilidade da realização de leilões de Opções Públicas. Esses também serão os itens da pauta de outras duas reuniões, que teremos ainda nesta segunda-feira, com o ministro da Agricultura, Antônio Andrade, e com o secretário de Produção e Agroenergia da Pasta, João Alberto Paixão Lages.

O emprego dessas ferramentas de mercado se faz extremamente necessário para que se comece a devolver a competitividade aos produtores, com remuneração justa, e, principalmente, mantenha-se o emprego no campo. Vale destacar, ainda, que buscamos um valor médio que cubra nossos custos de produção e que, de maneira alguma, gere inflação no preço da bebida, “punindo” o consumidor final, o que, definitivamente, o CNC não concorda e nem permitirá que ocorra.

No dia 21, a Secretaria de Produção e Agroenergia (Spae) e o Departamento do Café do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), divulgaram que estão contratando instituições financeiras integrantes do Sistema Nacional de Crédito Rural (SNCR) para atuarem como agentes financeiros na aplicação e na administração de recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé). Os agentes financeiros interessados deverão encaminhar, formalmente, proposta de contratação dos recursos à Spae até o dia 5.

A semana foi marcada por volatilidade nas cotações do mercado futuro de café arábica, em Nova York, e tendência de queda do robusta, em Londres. De maneira geral, o mercado das commodities foi influenciado pelas variáveis macroeconômicas internacionais. No Brasil, mereceu atenção o arrefecimento das cotações do dólar após adoção de novo artifício pelo Banco Central.

A divulgação de dados aquém da expectativa sobre o crescimento do PIB dos Estados Unidos no primeiro trimestre deste ano gerou mais tranqüilidade no mercado cambial e a reação dos preços de algumas commodities. Com o menor crescimento norte-americano, de 1,8% ante os 2,4% previstos por analistas, os investidores consideraram que a redução da injeção de dólares na economia pelo Banco Central dos EUA (Fed, em inglês) não será tão imediata. Por outro lado, o desempenho da China continuou preocupando diante do aperto no mercado interbancário, que sinaliza menor crescimento da oferta de crédito.

No Brasil, o dólar apresentou queda de 2,17%, até o fechamento de quinta-feira passada. A tendência internacional de desvalorização foi reforçada pela decisão do Banco Central do Brasil de eliminar o recolhimento compulsório sobre as posições vendidas dos bancos no mercado de câmbio. Essa foi a terceira medida adotada pela autoridade monetária brasileira, desde o início de junho, para conter a alta do dólar.

No mercado doméstico, o volume de negócios se mantém baixo em função dos preços aviltados do café arábica e das chuvas que têm atrasado as operações de colheita em Minas Gerais e São Paulo. O indicador de preços do café arábica levantado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) permaneceu praticamente inalterado em relação à semana passada, apontado em R$ 283,28 por saca (0,17%) na quinta-feira. Já a saca do conilon apresentou variação negativa de 0,70%, situando-se em R$ 241,44.

FONTE: Diário do Comércio – MG

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Poucos negócios no mercado de trigo

A combinação entre a escassa oferta disponível do trigo colhido no fim de 2012 e a pouca procura pelo cereal da safra nova, que começará a sair dos campos somente em setembro, tem provocado lentidão às negociações do cereal no país, embora os preços permaneçam sustentados. Conforme analistas, os estoques dos moinhos não estão abarrotados, mas são suficientes para evitar uma correria às compras.

“Nos últimos dias, foram fechados negócios a até R$ 770 por tonelada do cereal de melhor qualidade. Como existe uma boa procura por parte dos moinhos no mercado disponível e a oferta é pequena, o preço acaba evoluindo”, disse Claiton dos Santos, sócio-diretor da TS Corretora, de Passo Fundo (RS).

Segundo ele, no começo de junho os preços estavam em torno de R$ 700 por tonelada, mas reagiram diante do reaquecimento das compras dos moinhos. Apesar da valorização nas cotações, muitos produtores gaúchos continuam a reter os enxutos estoques que possuem, na expectativa de que a tonelada possa chegar a pelo menos R$ 800. “Minha percepção é que resta no Estado cerca de 10% da safra passada [o equivalente a pouco mais de 180 mil toneladas] para ser comercializada”, afirmou Santos.

Já no mercado futuro, os preços do trigo no Estado do Rio Grande do Sul estão bem menos atraentes ao produtor, em torno de R$ 500 a R$ 550 por tonelada. “Isso inibe as vendas por parte dos agricultores. Os moinhos também têm manifestado pouco interesse pelas compras antecipadas, já que é muito difícil garantir a qualidade do cereal que ainda está em fase de plantio”, afirmou o corretor.

No Paraná, maior Estado produtor de trigo do país, a situação não é muito diferente. “Há cerca de 60 dias não se fala em trigo por aqui. Praticamente não há trigo da safra velha e há pouca movimentação para compra antecipada da nova”, disse Camilo Motter, economista e corretor da Granoeste, de Cascavel (PR).

De acordo informações de Motter, as indústrias têm preferido recorrer aos leilões de estoques públicos que têm sido promovidos com frequência pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) – o próximo está marcado para quinta-feira, dia 27, com a oferta de 70,3 mil toneladas.

Ainda segundo o corretor, mesmo as importações, que costumam acontecer nessa época, também estão lentas em consequência dos conhecidos problemas de logística do país. “Houve alguns negócios com trigo do Paraguai, a cerca de US$ 400 por tonelada [o equivalente a R$ 896 por tonelada]“, disse Motter.

A Conab prevê que o Brasil colherá 5,5 milhões de toneladas de trigo este ano. Desse total, 2,62 milhões de toneladas devem vir do Paraná – onde o plantio já alcança 81% da área, segundo o Departamento de Economia Rural do Estado (Deral) – e outras 2,45 milhões de toneladas são esperadas do Rio Grande do Sul, onde 55% da semeadura está completa, de acordo com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater/RS).

FONTE: Valor Econômico

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Preço do pão varia mais que 115% em SP

Quilo do pãozinho francês custa de R$ 5,99 a R$ 12,90 em pesquisa feita em padarias das cinco regiões da cidade

Na inflação medida pelo IPCA, produto ficou 4,7 % mais caro desde janeiro; alta no preço do trigo é uma das causas

A massa é basicamente a mesma: farinha, água e sal.

O modo de preparo é o básico e o produto é vendido sem embalagens ou refinamentos que pudessem justificar sobretaxa “premium”.

Mas o preço do quilo do pão francês na cidade de São Paulo varia mais de 115% dependendo da padaria escolhida pelo freguês. Se comprar no Alto da Lapa (zona oeste), gastará o dobro do que no Jardim Amália (zona sul).

Nos dois bairros foram encontrados os extremos mínimo e máximo de uma pesquisa realizada pelo “Agora”, por telefone, com 40 padarias das cinco regiões da cidade.

A loja que oferece o pão mais barato, do Jardim Amália, vende o produto por R$ 5,99 o quilo. Já a padaria do Alto da Lapa, onde foi encontrado o pãozinho mais caro, cobra R$ 12,90 o quilo.

Embora o menor preço tenha sido encontrado na zona sul, é a zona leste que apresenta, na média, o preço mais em conta: R$ 8,70 o quilo.

Já o centro da capital paulista tem o pãozinho mais caro, com média de R$ 10,82 por quilo. Na região central, a variação também é a menor da cidade: 32% entre o quilo mais barato (R$ 9) e o mais caro (R$ 11,90).

Na zona sul, o preço médio do pãozinho é 50% maior que o da padaria mais barateira. Na média, as padarias cobram R$ 9,09. É nessa região da cidade que está a maior diversidade de preços do pãozinho. O mais caro custa R$ 11,80 o quilo, praticamente o dobro do mais barato.

A zona oeste é a vice-campeã de preços altos, com valor médio de R$ 10,37, e, na zona norte, o quilo do pão francês sai por, em média, R$ 9,70 (veja quadro).

Segundo a inflação medida pelo IPCA, o pão teve alta de 0,8% em abril e aumento de 4,7% em 2013.

Um dos fatores que mais influenciam esse mercado, segundo o pesquisador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, Lucilio Alves, é que o país importa metade do trigo usado.

No último ano, a queda no estoque internacional aumentou o preço da matéria-prima. A consequência é que o preço do pão subiu.

Para tentar segurar os preços nas padarias, o governo isentou a TEC (Tarifa Externa Comum) de 10% nas importações. No Brasil, os produtores de trigo encontraram melhor oportunidade na exportação do produto, o que também reduziu a oferta nacional.

A expectativa é que a oferta melhore a partir de setembro, quando começa a colheita do produto no país.

MOTIVOS

A reportagem tentou ouvir as padarias com os maiores valores encontrados por região. A Padaria Estado Luso, por exemplo, que fica em Santana, informou que trabalha com preços similares aos da região e que seus pães são assados em forno à lenha.

A Boulevard de Ville, na Vila Formosa, a Trigueira Pães e Doces, no Campo Belo, e a Estalagem, no Limão, disseram que usam trigo de alta qualidade e, por isso, têm custo mais alto. Outras seis padarias contatadas não responderam à reportagem.

Fonte: Folha de S.Paulo

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Redução de impostos nos alimentos beneficiará famílias de baixa renda

De acordo com estudos realizados pelo Fiesp, quanto menor a renda, maior o peso dos alimentos no orçamento das famílias brasileiras.

A desoneração dos alimentos consumidos pelos brasileiros, proposta pelo projeto de lei 3.154/2012, poderá benefici

ar as famílias de baixa renda, que atualmente destinam 30% da renda para alimentação.
De acordo com estudos realizados pelo Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), quanto menor a renda, maior o peso dos alimentos no orçamento das famílias brasileiras. Enquanto aquelas com ganhos inferiores a dois salários mínimos por mês, destinam 30% da sua renda com compras de alimentos, famílias que ganham mais de 25 salários mínimos gastam apenas 12,7% de seu orçamento com a alimentação.
“Nossos números demonstram que os menos favorecidos pagam, proporcionalmente, mais impostos do que os mais ricos para satisfazer a necessidade vital de se alimentar”, afirma o presidente da Fiesp, Paulo Skaf.
“Na condição de um dos grandes produtores mundiais de alimentos, não podemos aceitar que a maior parte de nossa população seja prejudicada por uma carga de impostos desproporcional sobre produtos essenciais”, complementa.
Indústria
Se os alimentos consumidos pelos brasileiros fossem desonerados, o valor da produção de todos os setores ganharia um acréscimo de R$ 22,8 bilhões. A medida também geraria 416 mil novos empregos, além de agregar R$ 10,9 bilhões ou 0,4% ao PIB (Produto Interno Bruto) nacional.
Skaf explica que a desoneração desses tributos não traria prejuízos, mas sim um efeito multiplicador, pois, com mais folga no orçamento, as famílias passariam a consumir outros bens e serviços, contribuindo para movimentar a economia como um todo.
“Por se tratar de um setor no qual a competição é acirrada, os produtores e a indústria repassarão naturalmente aos consumidores o benefício da desoneração, sob pena da perda de mercado. Assim, a redução tributária beneficiaria toda

a sociedade”, argumenta Skaf.
Mudança na lei
O Projeto de Lei 3154/12 prevê a desoneração total do PIS, da COFINS e do IPI da cesta básica nacional. A proposta contemplaria produtos como açúcar, biscoitos, café, carne bovina, carne de frango, carne suína, margarina, óleo de soja, pães, arroz, feijão, macarrão, farinhas, leite, tomate, batata e banana.
A medida propõe, ainda, uma bem-vinda atualização do conceito de cesta básica, levando em consideração três variáveis: o peso relativo dos alimentos nos gastos das famílias, as recomendações nutricionais do Ministério da Saúde e a oferta de produtos que priorizem a produção da agricultura familiar. Para acompanhar as mudanças de hábito e as diferenças alimentares regionais, haveria uma revisão periódica a cada cinco anos.
Na opinião de Skaf, a mudança é muito bem-vinda, uma vez que “pode contribuir para o crescimento econômico e a inclusão social dos brasileiros, com reflexos positivos na saúde e na qualidade da vida”.
Tramitação
O projeto de autoria dos deputados Paulo Teixeira Jilmar Tatto, Amauri Teixeira, Assis Carvalho, Cláudio Puty, José Guimarães, Pedro Eugênio, Pepe Vargas e Ricardo Berzoini (PT) foi incorporado integralmente como emenda proposta pelo deputado Bruno Araújo (PSDB) à MP563/12 e aguarda aprovação do Senado.

Fonte: InfoMoney

Tetra Pak se une a produtores para reinventar suco de laranja

Multinacional de embalagens abre seu banco de dados para indústria recuperar mercado de bebidas
A multinacional suíça Tetra Pak está apoiando o plano de recuperação do suco de laranja brasileiro. Depois de ver o consumo do produto azedar em importantes mercados como Europa e Estados Unidos, onde as vendas recuaram 32% no primeiro semestre, ela se uniu como parceira da indústria ao fornecer dados que vão resultar em um plano estratégico para recuperar o mercado global.
Ter a Tetra Pak como parceira traz algo de valor inestimável: informação. Segundo fontes do mercado, a companhia suíça possui um centro de pesquisas avançado na Europa, que detém omaior banco de dados do mundo quando se trata de bebidas, com levantamentos precisos sobre praticamente todos os fabricantes

do mundo. “É uma parceria estratégica, oferecemos esse serviço de dados aos nossos clientes, para que eles possam enxergar as melhores oportunidades no mercado”, explica Eduardo Eisler, vice-presidente de Estratégia de Negócios da Tetra Pak.
A disponibilização de dados, segundo Eisler, é gratuita. O estudo é encabeçado pela CitrusBR, entidade que representa a Cutrale, Citrosuco/Citrovita e a Louis Dreyfus, as três gigantes brasileiras que juntas respondem por 50% da laranja produzida no mundo.
Inspirada emcampanhas de suces

so no mercado internacional, como do café colombiano Juan Valdez e da campanha Got Milk? veiculada nos Estados Unidos, a Citrus fará um levantamento completo de hábitos de consumo, poder aquisitivo e fatores culturais que influenciam na escolha de consumidores em dez países. “Temos o desafio de descobrir como promover o suco de laranja no mundo e por isso estamos fazendo a pesquisa”, explica Christian Lohbauer, presidente da CitrusBR.
O montante inicial investido pela Citrus é de US$ 1 milhão. Para desenvolver as próximas etapas do estudo, que deve ser resultar na publicação de um livro com todos os dados e em uma campanha de marketing global, não há previsão do valor, que pode ficar entre US$ 17 e US$ 100 milhões.
A estimativa é de que a campanha esteja nas ruas das principais cidades do mundo em 2013. No caso da laranja, ter acesso a dados precisos pode significar a recuperação de um mercado que registrou retração no consumo de 16,6% entre 2003 e 2010 apenas na América do Norte.
Entre os motivos para a queda está a forte concorrência das águas saborizadas, refrescos e refrigerantes. “Para aumentarmos as vendas é essencial conhecermos a fundo a cultura dos países e os hábitos do consumidor, como eles enxergam o suco brasileiro”, explica Lohbauer
 Fonte: Brasil Econômico

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Produtores vendem e pressionam cotação do café em Nova York

Cafeicultores do Brasil venderam contratos futuros ontem na Bolsa de Nova York e ajudaram a derrubar os preços do café. A forte valorização do dólar em relação ao real nesta semana – a moeda americana atingiu os maiores níveis desde julho de 2009 – estimulou o produtor a vender café, buscando garantir um preço alto no mercado internacional. Isso ocorreu porque, quando o dólar sobe frente ao real, estimula a exportação, pois a matéria-prima fica mais barata para o importador, que usa dólares. Outro incentivo para as vendas foi o fato de que a colheita brasileira se aproxima e, com maior oferta disponível, a tendência é de queda dos preços. Vender mais tarde, portanto, pode ser desvantajoso. Assim, os contratos do café para entrega em julho fecharam em baixa de 3,80%, cotados a 175,80 centavos de dólar por libra-peso.
O dólar também se valorizou frente a outras moedas, além do real, e pressionou as commodities de modo geral. O suco de laranja fechou em baixa de 2,91%, o cacau cedeu 1,49% e o algodão caiu 0,34%.
Já o açúcar avançou 0,49%, com dados sobre o processamento de cana divulgados pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica). A produção de açúcar da região Centro-Sul do Brasil totalizou 152 mil toneladas na primeira quinzena de abril, 29% menos do que no mesmo período ano passado. Isso sinaliza oferta menor, limitada pela seca nas lavouras. No entanto, investidores disseram que o movimento era esperado e o processamento deve ganhar velocidade conforme evoluir a colheita.

Fonte: O Estado de S. Paulo