Conab realiza novos leilões de trigo no dia 1º de março

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realiza, amanhã (1º), novos leilões de trigo nas modalidades de PEP e Pepro. Na categoria PEP, serão ofertadas 375 mil toneladas do grão das classes Brando, Pão e Melhorador para o Rio Grande do Sul (25 mil toneladas), Paraná (120 mil toneladas) e São Paulo (5 mil) e Santa Catarina (25 mil toneladas).

No Pepro, a serão 35 mil toneladas, sendo dividas em 10 mil para o RS, 10 mil para o PR, 10 mil para SP e 5 mil para SC. Nessa categoria a oferta será de trigo Pão e Melhorador.

 

Fonte:  Sónoticias

Trigo: Conab realiza novos leilões de PEP e Pepro em 1º de março

A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) realiza, no próximo dia 1º de março, novos leilões de trigo nas modalidades de PEP e Pepro.

Na categoria PEP, serão ofertadas 375 mil toneladas do grão das classes Brando, Pão e Melhorador para o Rio Grande do Sul (25 mil toneladas), Paraná (120 mil toneladas) e São Paulo (5 mil) e Santa Catarina (25 mil toneladas).

No Pepro, a serão 35 mil toneladas, sendo dividas em 10 mil para o RS, 10 mil para o PR, 10 mil para SP e 5 mil para SC. Nessa categoria a oferta será de trigo Pão e Melhorador.

 

Fonte:   Sonoticias

Trigo: negócios melhoram, mas preço não reage

As negociações no mercado interno de trigo voltaram a se aquecer nos últimos dias, à medida que compradores necessitam adquirir o produto para recebimento dos prêmios governamentais. Mesmo assim, os preços não têm reagido, de acordo com dados do Cepea. Em nível mundial, dados do USDA apontam oferta acima da demanda, contribuindo para elevação dos estoques de passagem. Para a Argentina, há expectativas de crescimento das exportações, mesmo que a produção diminua.

Nos últimos dias, agentes sinalizaram que os leilões de PEP (Prêmio para o escoamento de trigo em grão) e de Pepro (Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural e/ou à sua cooperativa) não estão mais agradando tanto compradores, que diminuíram um pouco o interesse na última edição. Ao mesmo tempo, com a boa presença de agentes nos leilões anteriores, agora há necessidade de compra do grão no físico e escoamento para regiões deficitárias ou para exportação. Somente neste ano, já foram negociados em leilões prêmios para 875,71 mil toneladas de trigo, representando 15% da produção colhida em 2011.

 

Fonte:  Sonoticias

Governo investe mais R$ 150 milhões para sustentar preços do trigo

 Com isso, uma segunda série de leilões para estimular a compra do produto nacional será realizada

O governo autorizou a destinação de mais R$ 150 milhões para apoiar a comercialização de trigo. Uma portaria interministerial publicada hoje no Diário Oficial da União assegura a continuidade dos leilões de Prêmio de Escoamento (PEP). Com a suplementação, uma segunda série de leilões para estimular a compra do produto nacional será realizada.

O último leilão da primeira série ocorrerá amanhã (10). Ao todo, o governo está investindo nesta safra R$ 300 milhões para sustentar os preços do trigo. Na primeira leva dos leilões de prêmios de escoamento, a participação estava restrita a moinhos e tradings. A partir de agora, criadores de aves e suínos, empresas processadoras de carnes que têm produtores integrados, cerealistas e indústrias de rações de todo território nacional também poderão participar.

O Ministério da Agricultura informou que o próximo leilão está marcado para a sexta-feira da próxima semana (17). Essas operações deverão ocorrer quinzenalmente. O secretário de Política Agrícola do ministério, Caio Rocha, a explica que iniciativa atende a demanda do setor produtivo.

“É uma maneira de garantirmos o preço mínimo ao produtor e viabilizar que parte do trigo seja destinada para ração animal”, disse ele, em entrevista durante a divulgação do quinto levantamento de safra da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Milho

Caio Rocha anunciou que a Conab vai ofertar 500 mil toneladas de milho por meio de leilões de Valor de Escoamento de Produto (VEP), para atender criadores e indústrias da região Sul, que enfrentam problemas com a falta da matéria-prima, por causa da quebra de safra provada pela estiagem. Ele também anunciou que a Conab também realizará vendas de milho em balcão, com ofertas de 27 toneladas por produtor rural, ao preço de R$ 20,50/saca.

 

 

Fonte:  CenarioMT

Trigo pode substituir o milho em ração no Rio Grande do Sul

Lideranças ligadas aos setores produtivos de suínos, avesgrãos estiveram reunidas nesta quarta-feira (1/2) com o secretário da Agricultura, Pecuária e Agronegócio do Rio Grande do Sul, Luiz Fernando Mainardi, com o objetivo de retomar o debate sobre a possibilidade de fornecimento detrigo para alimentação animal. O Brasil é o terceiro maior produtor mundial de milho. Depois da estiagem no Rio Grande do Sul, provocada pelo fenômeno La Niña, houve redução da oferta do grão.

“A questão é que está faltando milho e tem trigo sobrando”, afirmou o secretário. Ele destacou a necessidade de que sejam estabelecidas políticas internas para possibilitar a manutenção do grão no Estado. “Não podemos ficar exportando milho”, exemplificou Mainardi.

O secretário afirmou ainda ser necessário avançar no que diz respeito à questão das cotas de exportação do cereal, procurando alternativas que deem mais previsibilidade. “É preciso garantir o trigo no mercado interno e então pensar em outros usos para ele. Isso vale para o arroz também”.

O diretor do Sindicato da Indústria de Suínos (Sips), Rogério Kerber, disse que, caso o cenário de alta dos preços do milho e baixa oferta persista, as atividades produtivas, tanto de frangos como de suínos, começarão a sofrer as consequências. “Ou acontecem leilões, ou buscamos suprimento de milho fora do Estado”, disse o dirigente.

Durante o encontro, ficou definido que, nos próximos dias, será encaminhado um documento ao governador do Estado,Tarso Genro, e ao governo federal com solicitações referentes à realização de leilões PEP e à possibilidade de estabelecer políticas definidas desses pregões. Também constará no documento o pedido de liberação de 500 mil toneladas de trigo destinadas à nutrição animal.

 

Fonte:  Globo Rural

Mesmo com prêmio menor, leilão de trigo negocia 96% da oferta

Os leilões de Prêmio de Escoamento de Produto (PEP) e de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro) seguem concentrando a atenção do mercado de trigo, mesmo com subsídios mais baixos. Hoje foi arrematada subvenção equivalente a 364,25 mil toneladas, 96% da oferta total de 380 mil toneladas. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) reduziu o valor da subvenção em 10% no caso do trigo destinado ao Nordeste e/ou mercado externo e em até 30% para o produto comercializado dentro do País.

Ainda assim, houve disputa e os prêmios fecharam bem abaixo do preço de abertura. Foi o caso do trigo gaúcho a ser transferido para o Nordeste ou outros países, cujo PEP inicial era de R$ 152,50 a tonelada e saiu a R$ 98/t, queda de 36%. No PEP para qualquer Estado, o valor caiu de R$ 37,70/t para R$ 19/t, no caso do trigo paranaense, e de R$ 37,70/t para R$ 23,20/t, caso do trigo gaúcho.

De acordo com fontes do mercado, é possível explicar a disputa entre exportadores, e que acaba reduzindo o prêmio, mas não o interesse de moinhos nacionais em adquirir trigo no leilão aceitando prêmios mais baixos. Um importador lembra que a interrupção das operações pela Conab em dezembro atrapalhou a programação das tradings que, com a retomada dos leilões nesta segunda quinzena de janeiro, “correm” para cobrir posições vendidas.

Não é o caso da indústria moageira, diz a fonte, alegando que no mercado é possível adquirir trigo por menos que o preço mínimo (nos leilões o valor mínimo é condição para arrematar o subsídio) e “seguir na disputa mesmo com o prêmio em queda não parece lógico.” Com PEP e Pepro o governo busca reduzir o custo do frete ao comprador, ao mesmo tempo em que assegura ao vendedor um preço mínimo pelo produto.

Pelo trigo pão negociado no leilão, produtor deve receber R$ 477/t. O comprador que participou hoje do leilão recebeu R$ 19/t, o que significa que desembolsará de fato R$ 458/t. Mas no Paraná nesta semana houve oportunidades de compra, segundo um corretor, a R$ 420/t. Trigo melhorador vale um pouco mais, R$ 460/t. No primeiro leilão, realizado na semana passada, cooperativas foram os grandes negociadores. Os adquirentes de hoje só serão conhecidos nos próximos dias.

Argentina

Moinhos e tradings se movimentam no mercado interno ao mesmo tempo em que negociam trigo na Argentina. Segundo Walter Von Mü;hlen, da Serra Morena, o mercado ainda espera que um volume maior de licenças de exportação seja disponibilizado – no início de janeiro o governo argentino anunciou a liberação de um volume de 3 milhões de toneladas, mas isso ainda não aconteceu de fato. Apesar de prometer menos burocracia nas vendas externas de trigo, o governo ainda deve controlar a emissão dos documentos, liberando-os em etapas, acredita Mühlen.

A perspectiva de alta das cotações da commodity no mercado internacional está por trás dessa estratégia. Com a Rússia reduzindo o ritmo de suas exportações, o mercado deixa de ser “inundado” de trigo do Leste Europeu e os preços ficam menos pressionados. Além disso, o anúncio do Federal Reserve, de manutenção de juros baixos nos Estados Unidos até 2014, sugere aos participantes que os investidores voltarão ao mercado de commodities e os preços do produto tornarão a subir.

“Hoje temos o preço do trigo argentino equiparável ao do soft americano e a tendência é de que se aproxime mais do hard (tipo pão)”, diz o analista. Nesta sexta-feira, trigo hard americano para embarque em fevereiro está cotado a US$ 304/t FOB Golfo, contra US$ 270/t do soft. Produto da Rússia e da França têm preços equivalentes, de US$ 267/t.

Já o argentino vale US$ 255/t na região de Up River, e até US$ 265/t (alta proteína) em Bahia Blanca. “Deveremos ter um mercado firme para trigo pelo menos até conhecer a safra do Hemisfério Norte”, diz Mü;hlen. A safra americana chega ao mercado em julho.

 

Fonte:  Sonoticias

Mesmo com prêmio menor, leilão de trigo negocia 96% da oferta

Os leilões de Prêmio de Escoamento de Produto (PEP) e de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro) seguem concentrando a atenção do mercado de trigo, mesmo com subsídios mais baixos. Hoje foi arrematada subvenção equivalente a 364,25 mil toneladas, 96% da oferta total de 380 mil toneladas. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) reduziu o valor da subvenção em 10% no caso do trigo destinado ao Nordeste e/ou mercado externo e em até 30% para o produto comercializado dentro do País.

Ainda assim, houve disputa e os prêmios fecharam bem abaixo do preço de abertura. Foi o caso do trigo gaúcho a ser transferido para o Nordeste ou outros países, cujo PEP inicial era de R$ 152,50 a tonelada e saiu a R$ 98/t, queda de 36%. No PEP para qualquer Estado, o valor caiu de R$ 37,70/t para R$ 19/t, no caso do trigo paranaense, e de R$ 37,70/t para R$ 23,20/t, caso do trigo gaúcho.

De acordo com fontes do mercado, é possível explicar a disputa entre exportadores, e que acaba reduzindo o prêmio, mas não o interesse de moinhos nacionais em adquirir trigo no leilão aceitando prêmios mais baixos. Um importador lembra que a interrupção das operações pela Conab em dezembro atrapalhou a programação das tradings que, com a retomada dos leilões nesta segunda quinzena de janeiro, “correm” para cobrir posições vendidas.

Não é o caso da indústria moageira, diz a fonte, alegando que no mercado é possível adquirir trigo por menos que o preço mínimo (nos leilões o valor mínimo é condição para arrematar o subsídio) e “seguir na disputa mesmo com o prêmio em queda não parece lógico.” Com PEP e Pepro o governo busca reduzir o custo do frete ao comprador, ao mesmo tempo em que assegura ao vendedor um preço mínimo pelo produto.

Pelo trigo pão negociado no leilão, produtor deve receber R$ 477/t. O comprador que participou hoje do leilão recebeu R$ 19/t, o que significa que desembolsará de fato R$ 458/t. Mas no Paraná nesta semana houve oportunidades de compra, segundo um corretor, a R$ 420/t. Trigo melhorador vale um pouco mais, R$ 460/t. No primeiro leilão, realizado na semana passada, cooperativas foram os grandes negociadores. Os adquirentes de hoje só serão conhecidos nos próximos dias.

Argentina

Moinhos e tradings se movimentam no mercado interno ao mesmo tempo em que negociam trigo na Argentina. Segundo Walter Von Mü;hlen, da Serra Morena, o mercado ainda espera que um volume maior de licenças de exportação seja disponibilizado – no início de janeiro o governo argentino anunciou a liberação de um volume de 3 milhões de toneladas, mas isso ainda não aconteceu de fato. Apesar de prometer menos burocracia nas vendas externas de trigo, o governo ainda deve controlar a emissão dos documentos, liberando-os em etapas, acredita Mühlen.

A perspectiva de alta das cotações da commodity no mercado internacional está por trás dessa estratégia. Com a Rússia reduzindo o ritmo de suas exportações, o mercado deixa de ser “inundado” de trigo do Leste Europeu e os preços ficam menos pressionados. Além disso, o anúncio do Federal Reserve, de manutenção de juros baixos nos Estados Unidos até 2014, sugere aos participantes que os investidores voltarão ao mercado de commodities e os preços do produto tornarão a subir.

“Hoje temos o preço do trigo argentino equiparável ao do soft americano e a tendência é de que se aproxime mais do hard (tipo pão)”, diz o analista. Nesta sexta-feira, trigo hard americano para embarque em fevereiro está cotado a US$ 304/t FOB Golfo, contra US$ 270/t do soft. Produto da Rússia e da França têm preços equivalentes, de US$ 267/t.

Já o argentino vale US$ 255/t na região de UpRiver, e até US$ 265/t (alta proteína) em Bahia Blanca. “Deveremos ter um mercado firme para trigo pelo menos até conhecer a safra do Hemisfério Norte”, diz Mühlen. A safra americana chega ao mercado em julho.

 

Fonte:  Tosabendo

Governo faz leilão de trigo para escoar produção

A operação vai ofertar 380 mil toneladas do grão para os estados do RS, SC, PR e SP .

Brasília- O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) confirmou para o dia 27 de janeiro (sexta-feira), a realização de mais um leilão de prêmio de trigo para os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo. Serão ofertadas 380 mil toneladas (t) do grão, 20 mil t a mais do que o disponibilizado na operação que ocorreu na semana passada.

Serão leilões de Prêmio de Escoamento de Produto (PEP) e Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro). O participante terá de comprovar a venda do produto para uma indústria moageira sediada na unidade da federação de plantio do trigo, ou a venda e o escoamento do grão para qualquer consumidor sediado fora da unidade da federação de plantio.

O secretário de Política Agrícola do Ministério, Caio Rocha, salientou a importância da operação que é a de garantir o preço mínimo e promover o escoamento do produto nas regiões necessitadas. Somadas as operações realizadas em novembro de 2011 e no dia 20, o governo federal já fez a equalização de 974 mil t, o que representa 16% da safra. |Mônica Bidese/MA.

 

Fonte:  Portal Fator Brasil

 

Leilão de trigo da Conab negocia 351 mil toneladas

O expressivo interesse do mercado nos leilões de trigo desta sexta-feira fez com que a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) marcasse nova operação para a semana que vem. Antes que os leilões fossem interrompidos, no início de dezembro, a programação previa distribuição de subsídios a cada 15 dias. Hoje foi arrematado Prêmio de Escoamento de Produto (PEP) e Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro) equivalente a 351,2 mil toneladas das 360 mil t, ou 98% do total.

O interesse foi de 100% para as 250 mil t a serem escoadas para o Nordeste e/ou exterior e de 92% para as 80 mil t destinadas exclusivamente ao mercado interno, via PEP. No Pepro, a demanda foi por 27,5 mil t das 30 mil t ofertadas. A disputa pelos prêmios resultou em deságio, exceto na operação de Pepro, na qual o subsídio é dado diretamente ao produtor, a quem cabe comprovar o escoamento e a venda do cereal pelo preço mínimo de garantia, condição básica para ter o benefício.

Nos leilões de PEP, que concedem a subvenção para moinhos e tradings, os valores foram caindo no decorrer do pregão, tamanha a disputa. Foi o caso do PEP para o Nordeste/mercado externo, que encerrou a R$ 135 a tonelada no caso do trigo paranaense e R$ 107/t para o trigo gaúcho. O valor inicial era de R$ 168,40/t para trigo dos dois Estados.

A redução dos prêmios também no leilão destinado ao mercado interno surpreendeu corretores, que questionaram eventual “vantagem” na operação para os moinhos. Um deles lembrou que no Paraná é possível comprar trigo pão no mercado de lotes a R$ 440 a tonelada, R$ 37/t abaixo do valor mínimo a ser pago no leilão, de R$ 477/t.

Em princípio, o PEP tem como objetivo reduzir a despesa com frete. Hoje, o prêmio para trigo do Paraná era de R$ 53,10/t na abertura, mas a disputa levou o valor a cair para R$ 36/t. Indústria de São Paulo gasta de R$ 65 a R$ 70/t para buscar trigo no Paraná. Por conta do interesse do mercado – que desde o início da colheita da safra, em setembro, pouco negocia trigo fora dos leilões – o Ministério da Agricultura confirmou hoje nova operação para a sexta-feira, dia 27, com volume maior: 380 mil toneladas em PEP e Pepro.

Os avisos com a definição dos volumes para cada Estado ainda não foram divulgados. Em nota, o Ministério da Agricultura anunciou o leilão, informando que desde novembro o governo federal apoiou, via subsídio, a comercialização de 974 mil toneladas, o equivalente a 16% da safra nacional. O Paraná, maior produtor de trigo do País, tem, segundo a Secretaria de Agricultura, 66% da produção de 2,4 milhões de toneladas de trigo ainda nas mãos de produtores e cooperativas.

 

Fonte:  Sonoticias

Leilão de trigo da Conab negocia 351 mil toneladas

Grande interesse do mercado nos leilões de trigo fez com que Conab marcasse nova operação para a semana que vem

selo

O expressivo interesse do mercado nos leilões de trigo desta sexta-feira fez com que a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) marcasse nova operação para a semana que vem. Antes que os leilões fossem interrompidos, no início de dezembro, a programação previa distribuição de subsídios a cada 15 dias. Hoje foi arrematado Prêmio de Escoamento de Produto (PEP) e Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro) equivalente a 351,2 mil toneladas das 360 mil t, ou 98% do total.

O interesse foi de 100% para as 250 mil t a serem escoadas para o Nordeste e/ou exterior e de 92% para as 80 mil t destinadas exclusivamente ao mercado interno, via PEP. No Pepro, a demanda foi por 27,5 mil t das 30 mil t ofertadas. A disputa pelos prêmios resultou em deságio, exceto na operação de Pepro, na qual o subsídio é dado diretamente ao produtor, a quem cabe comprovar o escoamento e a venda do cereal pelo preço mínimo de garantia, condição básica para ter o benefício.


Nos leilões de PEP, que concedem a subvenção para moinhos e tradings, os valores foram caindo no decorrer do pregão, tamanha a disputa. Foi o caso do PEP para o Nordeste/mercado externo, que encerrou a R$ 135 a tonelada no caso do trigo paranaense e R$ 107/t para o trigo gaúcho. O valor inicial era de R$ 168,40/t para trigo dos dois Estados.

A redução dos prêmios também no leilão destinado ao mercado interno surpreendeu corretores, que questionaram eventual “vantagem” na operação para os moinhos. Um deles lembrou que no Paraná é possível comprar trigo pão no mercado de lotes a R$ 440 a tonelada, R$ 37/t abaixo do valor mínimo a ser pago no leilão, de R$ 477/t.

Em princípio, o PEP tem como objetivo reduzir a despesa com frete. Hoje, o prêmio para trigo do Paraná era de R$ 53,10/t na abertura, mas a disputa levou o valor a cair para R$ 36/t. Indústria de São Paulo gasta de R$ 65 a R$ 70/t para buscar trigo no Paraná. Por conta do interesse do mercado – que desde o início da colheita da safra, em setembro, pouco negocia trigo fora dos leilões – o Ministério da Agricultura confirmou hoje nova operação para a sexta-feira, dia 27, com volume maior: 380 mil toneladas em PEP e Pepro.

Os avisos com a definição dos volumes para cada Estado ainda não foram divulgados. Em nota, o Ministério da Agricultura anunciou o leilão, informando que desde novembro o governo federal apoiou, via subsídio, a comercialização de 974 mil toneladas, o equivalente a 16% da safra nacional. O Paraná, maior produtor de trigo do País, tem, segundo a Secretaria de Agricultura, 66% da produção de 2,4 milhões de toneladas de trigo ainda nas mãos de produtores e cooperativas.

 

Fonte:  Tosabendo