Conab realiza novos leilões de trigo no dia 1º de março

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realiza, amanhã (1º), novos leilões de trigo nas modalidades de PEP e Pepro. Na categoria PEP, serão ofertadas 375 mil toneladas do grão das classes Brando, Pão e Melhorador para o Rio Grande do Sul (25 mil toneladas), Paraná (120 mil toneladas) e São Paulo (5 mil) e Santa Catarina (25 mil toneladas).

No Pepro, a serão 35 mil toneladas, sendo dividas em 10 mil para o RS, 10 mil para o PR, 10 mil para SP e 5 mil para SC. Nessa categoria a oferta será de trigo Pão e Melhorador.

 

Fonte:  Sónoticias

Trigo: Conab realiza novos leilões de PEP e Pepro em 1º de março

A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) realiza, no próximo dia 1º de março, novos leilões de trigo nas modalidades de PEP e Pepro.

Na categoria PEP, serão ofertadas 375 mil toneladas do grão das classes Brando, Pão e Melhorador para o Rio Grande do Sul (25 mil toneladas), Paraná (120 mil toneladas) e São Paulo (5 mil) e Santa Catarina (25 mil toneladas).

No Pepro, a serão 35 mil toneladas, sendo dividas em 10 mil para o RS, 10 mil para o PR, 10 mil para SP e 5 mil para SC. Nessa categoria a oferta será de trigo Pão e Melhorador.

 

Fonte:   Sonoticias

Governo promove primeiro leilão de trigo com opção de uso para ração animal

Brasília – A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) promove na próxima sexta-feira (17) o primeiro leilão de trigo subsidiado pelo governo aberto a compradores que queiram usar o produto como ração animal. Serão leiloadas 410 mil toneladas que poderão ser acessadas por agroindústrias que produzem suínos, aves e gado leiteiro. A nova destinação foi decidida pelo governo para suprir a falta de milho para ração e as dificuldades dos produtores da Região Sul, afetados por longa estiagem nos últimos meses.

Após a primeira reunião do ano da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Culturas de Inverno, o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Caio Rocha, disse que a intenção é lançar o plano agrícola das culturas de inverno até o dia 15 de março, provavelmente no município de Não-Me-Toque, no Rio Grande do Sul, durante a feira agropecuária internacional que ocorrerá entre os dias 5 e 9 de março. Segundo ele, devem ser disponibilizados cerca de R$ 3 bilhões para custeio e comercialização da safra de inverno, valor suficiente para atender à demanda dos produtores. Também haverá R$ 62 milhões para subsídio do prêmio do seguro rural.

Os produtores de trigo querem a elevação do preço mínimo do produto de R$ 477 para cerca de R$ 512 e aguardam uma posição do governo o reajuste. Além disso, eles também pedem a continuidade da programação dos leilões de trigo. O superintendente adjunto da Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar), Nelson Costa, disse que ainda faltam serem vendidas 1,5 milhões de toneladas de trigo do total de 5,78 milhões de toneladas produzidas nesta safra.

O Brasil não produz trigo suficiente para suprir o consumo do país, de aproximadamente 10 milhões de toneladas, mas a dificuldade na comercialização da safra é crônico, segundo os produtores. As saídas propostas pelo setor produtivo ao governo preveem a suspensão da licença automática para importação e vincular a compra, pelos moinhos nacionais, de cada quantidade de trigo vindo de outros países à aquisição do mesmo volume produzido no Brasil.

 

Fonte:  Agencia Brasil

Preços do trigo no RS superam em até 12% valor pago no PR

Clima e alta tecnologia empregada nas lavouras gaúchas fizeram com que o Estado superasse o Paraná em termos de produção, na última safra. O clima e tecnologia empregada nas lavouras de trigo na última safra apresentam seus méritos agora, com relação aos preços.

 

Em alguns casos, as cotações chegam a ser superiores do que no Paraná – principal estado produtor do país. Essa situação ocorre porque o produto gaúcho teve melhor qualidade do que o paranaense, que também teve quebra de safra por causa do clima. Por causa disso, a safra 2011 foi a segunda na história em que o Paraná obteve menor produção do que o RS.

 

De acordo com o analista de mercado, Luiz Carlos Pacheco, de Curitiba, como o plantio do cereal ocorre em épocas diferentes nos dois estados, o clima prejudicou a qualidade das lavouras do Paraná e favoreceu as do Rio Grande do Sul.
Além disso, desestimulados com os baixos preços do ano anterior, os triticultores paranaenses também não aplicaram toda tecnologia de produção disponível, por ser muito cara. “Assim, o resultado foi que tivemos uma produção menor e preços menores”, comenta.
Até 2011, o Paraná era o principal estado produtor de trigo do país. Mas na última safra o RS ultrapassou, conforme os dados do último levantamento de Safras feito pela Conab.
Na safra 2011/12, o RS plantou 932,4 mil hectares de trigo, contra 1.042,5 mil do Paraná. Mas, o RS teve uma produtividade maior: 2.941 quilos/hectare, contra 2.399 kg/ha do PR. Como conseqüência, o RS colheu 2.742,2 mil toneladas de trigo e o PR colheu 2.501,0 mil toneladas.
O produtor gaúcho também cultivou mais trigo pão, em torno de 80%, contra a média de 30% ou 50% dos últimos anos. Além de usar sementes de trigo de melhor qualidade, o RS foi favorecido com condições climáticas próximas do ideal, condição que não ocorreu com o PR, que sofreu com geadas e chuvas fora de hora.Mas conforme Pacheco, o produtor tem que ter em vista as necessidades do mercado na hora da formar sua lavoura.
“O que ocorria até recentemente, era que o triticultor não pensava nisto, plantava qualquer tipo de trigo e depois vendia tudo para o governo, o que ocasionava um descompasso no mercado. O problema maior da expansão do trigo no Brasil parece ter sido a interferência do governo na comercialização, implantada na década de 60, quando passou a tutelar 100% da produção e comercialização do cereal, comprando tudo o que o produtor produzia, sem nenhuma exigência de qualidade, numa ponta e vendendo na outra para os moinhos a preços subsidiados. Com isto, acostumou o produtor a ‘plantar para o governo’, e não para o mercado, não se preocupando em aprimorar a qualidade do trigo e as indústrias se acostumaram a buscar qualidade e volume no exterior, modelo que funciona até os dias de hoje. Agora, aos poucos, o mercado volta a se alinhar: produtor – moinho – indústrias – consumidor final. E, com isto, todos ganham, inclusive o país, porque a longo prazo, principalmente quando houver mais rentabilidade vinda deste alinhamento, a área de trigo no Brasil certamente vai aumentar muito e poderemos até exportar”, destaca.
Conforme o analista, essa situação aconteceu com muitos outros produtos que começaram a ter plantio extensivo depois do trigo, como a soja, o milho, o café e a cana de açúcar, que não só cresceram e abasteceram o mercado interno, como geram grandes excedentes para exportação.
De acordo com dados do analista de mercados, hoje os preços pagos aos produtores em Cascavel, Londrina e Maringá, que são as maiores regiões produtoras do PR, estão ao redor de R$ 23,00/saca; em Campo Mourão, também grande produtor, está a R$ 21,82.
Em compensação, está em R$ 24,63 em Irati e R$ 26,74 em Ponta Grossa, mas estas são praças compradoras de trigo (embora também produzam). Já os preços médios do Rio Grande do Sul estão a R$ 24,00 em Bagé, Cachoeira do Sul e Cruz Alta e R$ 23,00 em Carazinho. O que aponta que há mais praças gaúchas pagando mais.
O normal é que os preços do PR sejam maiores, porque produz trigo pão e no RS se produzia mais trigo brando. Mas, como neste ano o tipo do produto foi quase o mesmo, e a qualidade do cereal gaúcho foi melhor, os preços ficaram melhores no RS.
Alguns moinhos buscaram no Norte do RS trigo brando, mesmo assim, é vantajoso, porque o RS tem o problema da super produção: produziu 2.742,2 milhões toneladas e só consome 1.100 milhões de t, acaba sendo necessário escoar o excedente. Entretanto, como está longe das indústrias, porém, este escoamento é mais viável para exportação, apesar de que, qualquer volume escoado, por pouco que seja, sempre ajuda.
Além disso, Pacheco destaca que um problema que deve se intensificar em março, é o espaço nos armazéns, quando entram as safas de soja e milho, que dão maior rentabilidade ao agricultor, e às cooperativas e cerealistas, precisando escoar o trigo, o escoamento para o PR é vantajoso.
Fonte:  CenarioMT

Panificação promove curso e seminário no Centro Europeu

A ABIP – Associação Brasileira de Panificação e Confeitaria, o PROPAN e o SIPCEP – Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria no Estado do Paraná promovem, nos dias 7 e 8 de fevereiro, o curso Transferência de Tecnologia para Padeiro e Confeiteiro e o seminário Padaria Conceito, que serão realizados no Centro Europeu, localizado na Alameda Princesa Isabel, 1300, Bigorrilho, em Curitiba.

O evento foi idealizado para atender aos profissionais que querem aprimorar os conhecimentos e conhecer as novas tendências do setor panaderil.

 

Fonte:  Paranashop

Governo vai comprar 380 mil toneladas de trigo

BRASÍLIA - O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) vai aplicar R$ 178 milhões na aquisição de até 380 mil toneladas de trigo ainda no mês de fevereiro. O objetivo da medida, segundo o secretário de Política Agrícola do Mapa, Caio Rocha, é corrigir as distorções dos preços pagos ao produtor que, em alguns estados, estão abaixo do preço mínimo estabelecido. A medida, portanto, vai garantir a renda do produtor.
Serão contemplados os estados do Rio Grande do Sul, Paraná e de São Paulo. Para o Rio Grande do Sul, o maior produtor nacional, serão destinados R$ 105 milhões para a compra de 220 mil toneladas do cereal. No Paraná, serão R$ 60 milhões para a aquisição de 126 mil toneladas e, em São Paulo, R$ 13 milhões para 25 mil toneladas. Os valores, de acordo com o Mapa, poderão ser alterados de acordo com a demanda do mercado.
Fonte:   DCI

Mesmo com prêmio menor, leilão de trigo negocia 96% da oferta

Os leilões de Prêmio de Escoamento de Produto (PEP) e de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro) seguem concentrando a atenção do mercado de trigo, mesmo com subsídios mais baixos. Hoje foi arrematada subvenção equivalente a 364,25 mil toneladas, 96% da oferta total de 380 mil toneladas. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) reduziu o valor da subvenção em 10% no caso do trigo destinado ao Nordeste e/ou mercado externo e em até 30% para o produto comercializado dentro do País.

Ainda assim, houve disputa e os prêmios fecharam bem abaixo do preço de abertura. Foi o caso do trigo gaúcho a ser transferido para o Nordeste ou outros países, cujo PEP inicial era de R$ 152,50 a tonelada e saiu a R$ 98/t, queda de 36%. No PEP para qualquer Estado, o valor caiu de R$ 37,70/t para R$ 19/t, no caso do trigo paranaense, e de R$ 37,70/t para R$ 23,20/t, caso do trigo gaúcho.

De acordo com fontes do mercado, é possível explicar a disputa entre exportadores, e que acaba reduzindo o prêmio, mas não o interesse de moinhos nacionais em adquirir trigo no leilão aceitando prêmios mais baixos. Um importador lembra que a interrupção das operações pela Conab em dezembro atrapalhou a programação das tradings que, com a retomada dos leilões nesta segunda quinzena de janeiro, “correm” para cobrir posições vendidas.

Não é o caso da indústria moageira, diz a fonte, alegando que no mercado é possível adquirir trigo por menos que o preço mínimo (nos leilões o valor mínimo é condição para arrematar o subsídio) e “seguir na disputa mesmo com o prêmio em queda não parece lógico.” Com PEP e Pepro o governo busca reduzir o custo do frete ao comprador, ao mesmo tempo em que assegura ao vendedor um preço mínimo pelo produto.

Pelo trigo pão negociado no leilão, produtor deve receber R$ 477/t. O comprador que participou hoje do leilão recebeu R$ 19/t, o que significa que desembolsará de fato R$ 458/t. Mas no Paraná nesta semana houve oportunidades de compra, segundo um corretor, a R$ 420/t. Trigo melhorador vale um pouco mais, R$ 460/t. No primeiro leilão, realizado na semana passada, cooperativas foram os grandes negociadores. Os adquirentes de hoje só serão conhecidos nos próximos dias.

Argentina

Moinhos e tradings se movimentam no mercado interno ao mesmo tempo em que negociam trigo na Argentina. Segundo Walter Von Mü;hlen, da Serra Morena, o mercado ainda espera que um volume maior de licenças de exportação seja disponibilizado – no início de janeiro o governo argentino anunciou a liberação de um volume de 3 milhões de toneladas, mas isso ainda não aconteceu de fato. Apesar de prometer menos burocracia nas vendas externas de trigo, o governo ainda deve controlar a emissão dos documentos, liberando-os em etapas, acredita Mühlen.

A perspectiva de alta das cotações da commodity no mercado internacional está por trás dessa estratégia. Com a Rússia reduzindo o ritmo de suas exportações, o mercado deixa de ser “inundado” de trigo do Leste Europeu e os preços ficam menos pressionados. Além disso, o anúncio do Federal Reserve, de manutenção de juros baixos nos Estados Unidos até 2014, sugere aos participantes que os investidores voltarão ao mercado de commodities e os preços do produto tornarão a subir.

“Hoje temos o preço do trigo argentino equiparável ao do soft americano e a tendência é de que se aproxime mais do hard (tipo pão)”, diz o analista. Nesta sexta-feira, trigo hard americano para embarque em fevereiro está cotado a US$ 304/t FOB Golfo, contra US$ 270/t do soft. Produto da Rússia e da França têm preços equivalentes, de US$ 267/t.

Já o argentino vale US$ 255/t na região de Up River, e até US$ 265/t (alta proteína) em Bahia Blanca. “Deveremos ter um mercado firme para trigo pelo menos até conhecer a safra do Hemisfério Norte”, diz Mü;hlen. A safra americana chega ao mercado em julho.

 

Fonte:  Sonoticias

Leilão de trigo da Conab negocia 351 mil toneladas

O expressivo interesse do mercado nos leilões de trigo desta sexta-feira fez com que a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) marcasse nova operação para a semana que vem. Antes que os leilões fossem interrompidos, no início de dezembro, a programação previa distribuição de subsídios a cada 15 dias. Hoje foi arrematado Prêmio de Escoamento de Produto (PEP) e Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro) equivalente a 351,2 mil toneladas das 360 mil t, ou 98% do total.

O interesse foi de 100% para as 250 mil t a serem escoadas para o Nordeste e/ou exterior e de 92% para as 80 mil t destinadas exclusivamente ao mercado interno, via PEP. No Pepro, a demanda foi por 27,5 mil t das 30 mil t ofertadas. A disputa pelos prêmios resultou em deságio, exceto na operação de Pepro, na qual o subsídio é dado diretamente ao produtor, a quem cabe comprovar o escoamento e a venda do cereal pelo preço mínimo de garantia, condição básica para ter o benefício.

Nos leilões de PEP, que concedem a subvenção para moinhos e tradings, os valores foram caindo no decorrer do pregão, tamanha a disputa. Foi o caso do PEP para o Nordeste/mercado externo, que encerrou a R$ 135 a tonelada no caso do trigo paranaense e R$ 107/t para o trigo gaúcho. O valor inicial era de R$ 168,40/t para trigo dos dois Estados.

A redução dos prêmios também no leilão destinado ao mercado interno surpreendeu corretores, que questionaram eventual “vantagem” na operação para os moinhos. Um deles lembrou que no Paraná é possível comprar trigo pão no mercado de lotes a R$ 440 a tonelada, R$ 37/t abaixo do valor mínimo a ser pago no leilão, de R$ 477/t.

Em princípio, o PEP tem como objetivo reduzir a despesa com frete. Hoje, o prêmio para trigo do Paraná era de R$ 53,10/t na abertura, mas a disputa levou o valor a cair para R$ 36/t. Indústria de São Paulo gasta de R$ 65 a R$ 70/t para buscar trigo no Paraná. Por conta do interesse do mercado – que desde o início da colheita da safra, em setembro, pouco negocia trigo fora dos leilões – o Ministério da Agricultura confirmou hoje nova operação para a sexta-feira, dia 27, com volume maior: 380 mil toneladas em PEP e Pepro.

Os avisos com a definição dos volumes para cada Estado ainda não foram divulgados. Em nota, o Ministério da Agricultura anunciou o leilão, informando que desde novembro o governo federal apoiou, via subsídio, a comercialização de 974 mil toneladas, o equivalente a 16% da safra nacional. O Paraná, maior produtor de trigo do País, tem, segundo a Secretaria de Agricultura, 66% da produção de 2,4 milhões de toneladas de trigo ainda nas mãos de produtores e cooperativas.

 

Fonte:  Sonoticias

Chuvas de verão beneficiam safra do café

Enquanto muitas cidades lamentam o excesso de chuvas, nas lavouras de café, as águas têm sido benéficas. Essenciais nesse período para o enchimento dos grãos, a chuva vem contribuindo para perspectiva de recorde de safra do café para este ano, segundo informações da Embrapa.

Com a maioria das plantações preparadas desde meados de 2011, as chuvas iniciadas por volta de dezembro, no Espírito Santo e Minas Gerais, eram bastante esperadas. Ainda assim, os dois estados chegaram a registrar prejuízos pontuais em alguns municípios, mas nada que afete, até o momento, a boa perspectiva da produção estadual.

Instituições de pesquisa de Minas e Espírito Santo, participantes do Consórcio Pesquisa Café, cujo programa de pesquisa é coordenado pela Embrapa Café, explicam o benefício da chuva para a plantação nesse período.

Lavoura

Segundo o coordenador do núcleo tecnológico do café da Epamig, César Botelho, as chuvas têm sido satisfatórias para a maioria das lavouras de Minas Gerais. “Para plantações mais novas – de dezembro e janeiro – talvez haja algum prejuízo, devido à evasão de nutrientes e diminuição da proteção do solo decorrentes do escoamento das águas pela lavoura, mas nada que comprometa a safra total”, comenta. De acordo com ele, o produtor ainda pode adotar medidas preventivas de conservação do solo, como manejar o mato, levantar terraços emergenciais e bacias de contenção. A previsão é que, com a bienalidade positiva em 2012, o estado alcance uma produção maior do que a anterior.

Na região do sul de Minas Gerais, em Itamogi, houve prejuízos por conta da chuva de granizo que aconteceu nos últimos 30 dias, atingindo cerca de 17% da área em produção no município. A perda estimada foi de 10 mil sacas de café, prejuízo de mais de cinco milhões de reais. A previsão era de que o município colhesse cerca de 170 mil sacas nesta safra. O município tem 90% de sua economia baseada na lavoura cafeeira, formada integralmente por pequenos produtores.

No Espírito Santo, as chuvas trazem benefícios para o café conilon, mantendo as boas previsões de produção para este ano. O pesquisador do Incaper, Antônio Lani, explica que a expectativa para região é que as chuvas durem até fevereiro. “O ideal é que chova até final de fevereiro, uma estiagem agora pode ser ruim para quem não tiver irrigação, gerando grãos mal formados. Aí sim, é prejuízo”, afirma.

Estiagem no sul

Para a cafeicultura, assim como as chuvas, a estiagem na região produtora do Paraná também não chegou a afetar as lavouras de café. Segundo o agrometeorologista do Iapar, Paulo Henrique Caramori, as águas começaram a cair na região cafeeira ainda em outubro e novembro, havendo apenas um pequeno período de seca no mês de dezembro. “A partir dessa semana, a previsão é que chuvas na região se regularizem, por isso não se espera prejuízo na região cafeeira do Paraná”, adianta.

 

Fonte:  Globo Rural

 

Leilão de trigo da Conab negocia 351 mil toneladas

Grande interesse do mercado nos leilões de trigo fez com que Conab marcasse nova operação para a semana que vem

selo

O expressivo interesse do mercado nos leilões de trigo desta sexta-feira fez com que a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) marcasse nova operação para a semana que vem. Antes que os leilões fossem interrompidos, no início de dezembro, a programação previa distribuição de subsídios a cada 15 dias. Hoje foi arrematado Prêmio de Escoamento de Produto (PEP) e Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro) equivalente a 351,2 mil toneladas das 360 mil t, ou 98% do total.

O interesse foi de 100% para as 250 mil t a serem escoadas para o Nordeste e/ou exterior e de 92% para as 80 mil t destinadas exclusivamente ao mercado interno, via PEP. No Pepro, a demanda foi por 27,5 mil t das 30 mil t ofertadas. A disputa pelos prêmios resultou em deságio, exceto na operação de Pepro, na qual o subsídio é dado diretamente ao produtor, a quem cabe comprovar o escoamento e a venda do cereal pelo preço mínimo de garantia, condição básica para ter o benefício.


Nos leilões de PEP, que concedem a subvenção para moinhos e tradings, os valores foram caindo no decorrer do pregão, tamanha a disputa. Foi o caso do PEP para o Nordeste/mercado externo, que encerrou a R$ 135 a tonelada no caso do trigo paranaense e R$ 107/t para o trigo gaúcho. O valor inicial era de R$ 168,40/t para trigo dos dois Estados.

A redução dos prêmios também no leilão destinado ao mercado interno surpreendeu corretores, que questionaram eventual “vantagem” na operação para os moinhos. Um deles lembrou que no Paraná é possível comprar trigo pão no mercado de lotes a R$ 440 a tonelada, R$ 37/t abaixo do valor mínimo a ser pago no leilão, de R$ 477/t.

Em princípio, o PEP tem como objetivo reduzir a despesa com frete. Hoje, o prêmio para trigo do Paraná era de R$ 53,10/t na abertura, mas a disputa levou o valor a cair para R$ 36/t. Indústria de São Paulo gasta de R$ 65 a R$ 70/t para buscar trigo no Paraná. Por conta do interesse do mercado – que desde o início da colheita da safra, em setembro, pouco negocia trigo fora dos leilões – o Ministério da Agricultura confirmou hoje nova operação para a sexta-feira, dia 27, com volume maior: 380 mil toneladas em PEP e Pepro.

Os avisos com a definição dos volumes para cada Estado ainda não foram divulgados. Em nota, o Ministério da Agricultura anunciou o leilão, informando que desde novembro o governo federal apoiou, via subsídio, a comercialização de 974 mil toneladas, o equivalente a 16% da safra nacional. O Paraná, maior produtor de trigo do País, tem, segundo a Secretaria de Agricultura, 66% da produção de 2,4 milhões de toneladas de trigo ainda nas mãos de produtores e cooperativas.

 

Fonte:  Tosabendo