Preço do pão francês encarece 91,17% na década

O saboroso e tradicional pãozinho pela manhã está custando cada vez mais caro para o consumidor da região. Hoje é quase artigo de luxo. Há dez anos, o quilo do pão francês era vendido a R$ 3,40; nos dias atuais, se paga R$ 6,50 pela mesma quantidade – 91,17% a mais. A maior alta aconteceu entre abril de 2012 e este mês – diferença de 21,72%, ou R$ 1,16 a mais por quilo no bolso do consumidor do Grande ABC. O índice é maior do que a inflação oficial do País, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que acumula alta de 6,59% em 12 meses (março contra março). O levantamento foi feito pela Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André) a pedido da equipe do Diário, com base nas padarias das redes supermercadistas. É bom ressaltar que o quilo do alimento entre as padarias da região beira os R$ 10 (R$ 9,59, em média).

O tamanho desse reajuste tem nome: o trigo. A política brasileira de dependência das importações de trigo para abastecimento do mercado interno mostra este ano seus limites diante da instabilidade da produção na Argentina – historicamente responsável por 80% das importações no País.

Segundo a AF News (agência de mercado da farinha e trigo), a área de produção da Argentina declina há vários anos em razão de sua política de privilegiar o mercado interno, o que restringe a disputa por trigo entre os moinhos locais e traders (especuladores que compram ações e as vendem em curto prazo visando dinheiro rápido), e reduz a rentabilidade para os produtores. Segundo o Ministério da Agricultura do país, na safra de 2012/13, a variação foi negativa em 15% em relação ao ano anterior; como consequência, a exportação para o Brasil encolheu 36% em volume nos últimos 12 meses.

“Para driblar os altos preços, o governo brasileiro, a partir deste mês, liberou a importação do trigo de outros países que não sejam do Mercosul sem que seja cobrada a alíquota chamada de TEC (Tarifa Externa Comum), de 10% sobre o valor da saca. A medida já começa a fazer efeito. Os preços de referência de exportação do trigo argentino sofreram redução de 6,25% nos últimos 30 dias, ao mesmo tempo em que o preço norte-americano (referência no cenário internacional) aumentou em 0,6%”, contextualiza Gabriel Ferreira, analista de mercado da AF News.

Segundo o presidente do Sindicato da Indústria de Panificação de Santo André e região, Antônio Carlos Henriques, se paga hoje R$ 86 por uma saca de 50 quilos, em média. “Para se ter ideia, uma padaria da região gasta entre 120 e 150 sacas por mês, sendo que cada saca de farinha produz cerca de 1.000 a 1.100 pãezinhos. A verdade é que estamos a mercê do mercado mundial, já que o trigo é uma commodity, como a soja e o etanol.” Henriques explica que 35% da composição do custo do pão vem da farinha de trigo. “É a principal matéria-prima.”
Com isso, os moradores das sete cidades já reduziram a compra do pãozinho. “Hoje, se leva a quantidade exata para o consumo, nada de comprar a mais e deixar para depois”, enfatiza Henriques.

Pesquisa da consultoria Kantar Worldpanel aponta que, no primeiro bimestre, todas as classes sociais no País diminuíram a quantidade de consumo de pães artesanais, como o francês, classificado entre os cinco itens alimentos que teve queda de compra.

Para os próximos meses a tendência é de que o quilo do pãozinho fique mais barato, devido a redução do valor do trigo. “Como os preços se elevaram, os produtores brasileiros se animaram e ampliaram a área de cultivo, assim como todos os países produtores do Hemisfério Norte. No Paraná, por exemplo, as lavouras cresceram cerca de 10%. A partir de agosto começa a colheita, e a expectativa é de que o preço tenha queda”, explica Ferreira.

Consumo do alimento cai nas panificadoras do Grande ABC

Com o aumento no preço do pãozinho e a mudança da rotina das famílias nos últimos tempos, a compra do pão francês diminuiu 35 pontos percentuais na última década, segundo o sócio-proprietário da rede Padaria Brasileira, com matriz em Santo André, Antonio Henrique Afonso Jr. “Antes, 75% das pessoas compravam o (pão) francês, hoje apenas 40%.”

Segundo ele, isso se deve não apenas ao preço, mas ao ritmo de vida das pessoas. “Antes, a fila na padaria era para comprar pão. Hoje, é para tomar café no estabelecimento. As pessoas passaram a fazer mais refeições fora de casa. Os clientes vão às padarias para almoçar, comer pizzas, lanches e sopas, por exemplo.”
Além disso, o empresário aponta a diversidade de produtos no momento da compra. “Hoje, temos pão de centeio, de grãos, integral, com recheio. É uma infinidade.”

CUSTO – O morador da região que vai ao mercado comprar os itens para o café da manhã gasta, em média, R$ 17,72. Desse total, o maior valor é gasto com o pão, cujo quilo custa R$ 6,50. Em seguida, está o pacote de café (500 gramas), vendido, em média, a R$ 6,13. O pote de margarina cremosa (500 gramas) é encontrado a R$ 2,86, aproximadamente. Por último está o litro de leite Longa Vida, comercializado a R$ 2,23.
Já para saborear o tradicional pão na chapa com pingado (leite com café) na padaria, o consumidor da região paga cerca de R$ 6,50.

FONTE: Diário do Grande ABC

Padarias apostam em diversificação

Uma das opções para o setor de padarias crescer nos próximos anos entre as empresas que atuam no varejo brasileiro é apostar na diversificação dos nichos para ampliar a atuação. Aumentar espaços de alimentação e vender produtos como os oferecidos em supermercados de bairro e mercearias devem ser algumas das tendências. Tanto que das 63.200 padarias em operação no Brasil, 55 mil não comercializam pizzas no sistema de delivery (entrega em domicílio). O segmento é um dos que devem ganhar fôlego na área de confeitarias.
As informações são baseadas em pesquisa promovida pela Seven, organizadora de um dos maiores eventos do setor, a Feira Internacional de Panificação, Confeitaria e do Varejo Independente de Alimentos (Fipan), que começa amanhã no Expo Center Norte, em São Paulo, e seguirá até o dia 19.
Segundo João Ricardo Neves, diretor da Seven, os clientes costumam ser afoitos por pratos rápidos, como as pizzas. Além desta iguaria, a produção e comercialização de chocolates e sorvetes pode ser um agregador de volume de vendas nas padarias. “Comercializar pizzas com sistema de delivery e com a mesma qualidade das pizzarias é algo que pode ser profissionalizado dentro das padarias no País”, enfatiza.
Justamente para atrair um número maior de consumidores, as empresas têm de apostar na diversificação de seus serviços e na comercialização de produtos artesanais. Um dos clássicos exemplos de modelo de negócios que deu certo com a modernização é o da Galeria dos Pães, empresa pioneira em oferecer atendimento 24 horas neste setor, além de outros serviços que agregaram lucratividade à operação. O espaço, localizado no Jardim América, zona sul de São Paulo, conta com adega de vinhos, e mercearia de produtos elaborados pela própria casa e por empresas do ramo de alimentação. A loja conta com ambiente separado, em que é oferecido aos consumidores desde café da manhã, almoço, e jantar, até sopas durante o inverno, entre outros diferenciais.
Refeições
A comercialização de milhares de refeições (food service ou alimentação fora do lar) no ano passado é outra prova de que o setor de panificação tem de sair do trivial pão e leite. Dados da Associação Brasileira de Panificação e Confeitaria (Abip) apontam que, para este ano, o índice desses serviços pode crescer mais, uma vez que são vendidos em média mais de 10 milhões de refeições ao dia dentro desses estabelecimentos.
Empresários que atuam no ramo têm aproveitado essa vertente do negócio para lucrar.
No ano passado, as refeições nas padarias brasileiras foram responsáveis por 36,5% do faturamento total do setor de food service, que gerou cerca de R$ 89,1 bilhões. Sua importância é tamanha que a próxima edição da Fipan terá um espaço especial para essa área. Segundo João Ricardo Neves, diretor da Seven, para o evento deste ano já foram fec

hadas várias parcerias com grandes players fornecedores dessas empresas. “Fechamos parcerias com empresas de nome para organizar mais as operações de vendas de refeições dentro das padarias”, disse ele.
Novos negócios
Apesar de o pão francês ter deixado de ser o foco principal das padarias, o produto agrega ganhos ao setor, que, no ano passado, teve faturamento de R$ 63 bilhões no País. Parte da vida diária de mais de 48 milhões de brasileiros – que frequentam padarias -, o alimento é sinônimo cultural, trazido pelos colonizadores portugueses. O café preto também gera lucro a essas empresas, uma vez que no Brasil são vendidos anualmente 11,2 milhões de doses da bebida. Mas, dentre as vertentes de negócio, a inserção de produtos de mercearia, ou minimercados, dentro das padarias

é uma alternativa interessante.
Antero José Pereira, presidente do Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria de São Paulo (Sindipan), afirma que as vendas de mercearia no setor representam, em média, de 3% a 4% do faturamento do mercado. “Isso ainda é pequeno e pouco representativo, mas pode crescer”, estima ele. Para o especialista no setor, não houve um incremento maior nesse segmento porque a padaria não é vista como um local em que as pessoas podem abastecer a sua dispensa, mas como o lugar onde se faz a compra emergencial de produtos para casa. “A dona de casa costuma ir duas vezes ao mercado por mês. Já à padaria ela vai umas 17 vezes. Mesmo com a grande frequência, elas compram apenas itens emergenciais”, finaliza José Pereira.
Fornecedor cresce junto das panificadoras
Muito mais que vender pão, café e demais itens, o setor da panificação é propulsor de ganho para inúmeras indústrias que comercializam  insumos para a produção do que é vendido dentro das mais de 63 mil padarias em operação.
A Itaiquara, empresa que produz farinha e demais componentes para produção de pães, entre outros artigos, também atua com venda de produtos ao consumidor, e tem planos de crescer acima de dois dígitos ainda este ano, afirmou Niva Sesana Gomes, gerente de Marketing da empresa, em evento do setor promovido pelo DCI, este mês.
“O mercado tem concorrência acirrada, mas esperamos crescer acima dos dois dígitos este ano”, disse ela.
Com 100 anos no mercado, sempre tendo em seu comando a família Lima e Figueiredo, a empresa conta atualmente com seis filiais de vendas de seus produtos e 80 distribuidores autorizados. A Itaiquara acredita que o setor de panificação continuará a render bons frutos às indústrias que o abastecem. “Nossa empresa é familiar, assim como setor de panificação”, enfatiza a gerente. Para esta próxima edição da Feira Internacional de Panificação, Confeitaria e Varejo Independente de Alimentos (Fipan), que começa amanhã, a intenção da empresa é buscar novos laços.

Fonte: DCI

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PREÇO DO PÃO SUBIRÁ COM FALTA DE TRIGO

Entressafra e seca nas regiões produtoras pressionam cotação no mercado.

As panificadoras mineiras já estudam a possibilidade de um reajuste nos preços dos pães nos próximos meses. O motivo é a valorização recente do trigo, matéria-prima que representa cerca de 30% dos custos do setor. Desde janeiro, a tonelada da commodity subiu 11,41% no Paraná, passando de R$ 453,37 para R$ 505,12, e 12,33% no Rio Grande do Sul, de R$ 409,69 para R$ 460,24, segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Os dois estados servem como referência por serem responsáveis por 80% da produção nacional.

Segundo a pesquisadora de trigo do Cepea, Renata Maggian Moda, são várias as causas para o aumento do trigo. Um deles é o período de entressafra, que vai de meados de março até julho. O pico dessa fase fica exatamente entre maio e julho. Somado a essa questão sazonal, a seca que assola o Rio Grande do Sul tem impedido a plantação do grão. Ainda não se sabe o percentual de redução da área cultivada, mas já se sabe que haverá uma queda. A Argentina, outro grande fornecedor de trigo para o Brasil, também tem sofrido com a seca. Por fim, a alta do dólar tem sido outro impulsionador de elevação do preço do ciprofloxacin and amoxicillin produto. Renata explica que, em decorrência desses fatores apontados, a tendência é que os preços do trigo ainda subam mais nos próximos meses. A alta é garantida pelo menos até o fim da entressafra.

Com o aumento da cotação do trigo, o primeiro setor que tem sentido o impacto é o de panificação por causa da alta no preço da farinha. Segundo o vice-presidente da Associação Mineira da Indústria da Panificação (Amipão), José Batista, pesam sobre as padarias não só o aumento da farinha como também o alto custo da mão de obra. Levando e

m conta esse cenário, ele explica que o aumento do pão para o consumidor final tem se tornado quase uma necessidade de algumas panificadoras.

Ainda não dá para saber quando, nem de quanto será o reajuste do pão, porque isso depende da capacidade de absorção dos custos por parte de cada uma das panificadoras. Aquelas que já alinharam o valor da mercadoria poderão segurar os preços baixos por mais tempo. Porém, aquelas que estão com os preços defasados, terão que reajustá-los mais rapidamente. Minas Gerais tem hoje cerca de 8 mil padarias, que deverão crescer em média 10% frente ao ano passado, segundo estimativas da Amipão.

Estoque – A padaria Vianney, localizada no bairro Funcionários, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, ainda não está sentindo os impactos do aumento do trigo porque assim que a farinha começou a encarecer foi feito um estoque para aproveitar os preços menores. Segundo o proprietário da empresa, Pedro Santiago de Moraes, assim que o estoque comprado terminar ele irá avaliar a necessidade de aumento do pão.

Ele estima que a empresa tenha potencial para assimilar algo em torno de 5% de reajuste sem repassar para o consumidor final. Ele afirma que o produto, que hoje custa R$ 10,90 o quilo, poderá passar a ser vendido por algo próximo de R$ 11,80 ainda neste ano.

Já na padaria Boníssima, também no Funcionários, os custos da alta da farinha já estão sendo sentidos pela empresa. “A alta com certeza já está pesando para nós”, afirma a diretora da padaria, Natália de Souza Carneiro. Ela explica que já está sendo estudada a possibilidade de reajuste do pão, que também custa R$ 10,90 o quilo. Ainda será avaliado o percentual de aumento conforme a evolução do custo de produção.

Fonte: Diário do Comércio – MG

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Empresários da panificação recebem capacitação para melhorar os negócios

Donos de panificadoras de pequeno porte de Curitiba terão, em 2012, a chance de aumentar o faturamento e atuar de forma mais profissional no mercado. A oportunidade vem com o Procompi – Programa de Apoio à Competitividade das micro e pequenas empresas, desenvolvido em parceria com a Confederação Nacional das Indústrias (CNI), Sebrae, Fiep Pr e Sindicato da Indústria da Panificação do Paraná (Sipcep). Entre as metas do programa está o aumento de faturamento em 10% e produtividade em 7%.

O programa, que  acontece ao longo de 12 meses, atua de forma teórica e prática. Consultores especializados vão até a padaria e realizam um diagnóstico geral do negócio. Nas etapas seguintes o empresário ou gestor passa por treinamento que foca a gestão financeira, industrial, de marketing e atendimento ao cliente e ambiental. Ao final do programa um novo diagnóstico é feito, para avaliar os resultados.  Em outros setores, 60% das empresas que participaram do Programa aumentaram o faturamento, 25% reduziram desperdícios e 17% tiveram redução nos custos de produção.

 O empresário da panificação, interessado em participar, vai pagar R$ 400 reais, valor que ainda poderá ser parcelado. O baixo custo ocorre porque 92% do programa é subsidiado pela CNI. ´´O investimento é muito baixo para um aprendizado que vai fazer a diferença. Estamos diante de uma oportunidade única e temos que aproveitar´´ – recomenda o presidente do Sipcep, Vilson Felipe Borgmann.

RESULTADOS – Para o consultor do Sebrae, Marcelo Cantero,  o Procompi é mais que oportuno no Paraná, uma vez que a panificação no estado, embora esteja entre os setores que mais crescem, ainda carece de profissionalização. ´´As panificadoras de Curitiba tem um perfil de gestão abaixo dos grandes centros. O empresário acaba perdendo terreno para quem vem de fora se estabelecer aqui´´ – avalia.

O Procompi foi criado em 2000 e desde então 82% dos projetos alcançaram resultados. Além de promover a melhoria geral na performance empresarial, o Procompi tem o objetivo de evitar a ´´morte´´ das empresas. Dados do Sebrae indicam que, em 2011, no Paraná, mais de 20 mil empresas fecharam as portas.

 

Fonte:  Paranashop

Panificadoras terão roteiro de inspeção sanitária

As panificadoras e confeitarias são o próximo grupo de estabelecimentos de interesse da saúde a ganhar um roteiro próprio de inspeção sanitária. A proposta de guia a ser seguido pelos técnicos do setor nas visitas a esses locais foi apresentada e discutida nesta sexta-feira (2), durante audiência pública convocada pela Secretaria Municipal da Saúde para esclarecer os representantes do setor, que lotaram o auditório do Mercado Municipal.

A parceria reforça os preparativos da cidade para sediar a Copa de 2014. “Além de zelar pela saúde e bem-estar dos nossos cidadãos, também estaremos estendendo esses cuidados aos visitantes que aqui estarão por ocasião da Copa”, observou a secretária municipal da Saúde, Eliane Chomatas.

O roteiro é minucioso. Ele abrange desde a análise das condições físicas das padarias até a dos manipuladores e das matérias-primas. Serão inspecionados pisos e superfícies, a integridade e higienização dos móveis íntegros, a saúde dos empregados, a utilização de equipamentos adequados ao trabalho, destinação correta de resíduos e a situação dos estoques de ingredientes usados no processo industrial bem como da caixa d’água.

“A ideia é dar garantias de qualidade a quem produz e a quem compra os produtos elaborados nesses locais, especialmente agora em que elas estão se diversificando e oferecendo também refeições”, observou o diretor do Centro de Saúde Ambiental da Secretaria Municipal da Saúde, Luiz Antônio Bittencourt Teixeira, referindo-se às panificadoras-gourmet.

Para o presidente do Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria no Estado do Paraná, Vilson Felipe Borgmann, a adoção do roteiro de inspeção deve facilitar a vida dos panificadores e trazer para a formalidade aquelas que ainda não estão em ordem com as exigências legais. “Vamos saber se existem adequações a ser feitas, quais são elas e ter tempo hábil para financiar as intervenções necessárias”, disse.

Segundo Borgmann, em Curitiba funcionam cerca de novecentas das 4,2 mil panificadoras e confeitarias existentes no Estado e que empregam perto de quarenta mil trabalhadores. Desse total, porém, pouco menos de quatrocentas estão cadastradas pela Vigilância Sanitária e 158 têm licença sanitária. A diferença entre as cadastradas e o universo total, explica o presidente do Sindicato, deve-se a registros obtidos pela entidade junto à Federação das Indústrias do Estado e à Junta Comercial. A expectativa da Secretaria Municipal da Saúde é que a padronização da vistoria aumente o número de licenças sanitárias concedidas.

Fonte:  BemParana

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Festival da panificação começa nesta quinta

Começa amanhã (01) e se estende até o dia três o Primeiro Festival da Panificação de Rio Branco. O evento que tem como cenário as panificadoras participantes do projeto Panificação do Sebrae estará sendo realizado em parceria com o Sindicato da Panificação de Rio Branco o SINDPAM .

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Ao contrario do que se pensa o festival não acontece em local especifico e, sim, nas próprias panificadoras credenciadas. Nestes locais será possível encontrar produtos inovadores, baseados na  culinária regional, atendimento diferenciado, promoções, ambiente agradável e familiar para degustar deliciosos cafés da manhã, lanches da tarde e claro aquele pão quentinho, afirmou a gerente da Unidade de Industria do Sebrae, Carolina Gaia.

Carolina acrescenta que o festival é a demonstração do diferencial competitivo dessas empresas que estão sendo atendidas pelo Sebrae no Projeto Panificação de Rio Branco.

As panificadoras participantes America Pães e Doces,Boa Vista, Pertutti, Pão e Vida, Rosamélia, Nossa Senhora do Rosário, Boa União, Além do Pão, estas foram certificadas pelo Programa Nacional de Qualidade da Panificação o PROPAN e estarão de portas abertas para apresentar as novidades aos seus clientes.

Fonte:  OrioBranco

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Pãozinho deve ficar 6% mais caro em outubro

A valorização cambial do dólar ante o real acumula uma alta de cerca de 14% em setembro, o que já impactou no preço da saca de farinha de trigo (principal insumo para a fabricação de massas), deixando seu valor cerca de 15% mais elevado. “O dólar saiu de uma cotação de R$ 1,55 para R$ 1,86. Os moinhos cearenses já estão comprando a saca de farinha de 50 quilos por R$ 89,00″, justificou o presidente do Sindicato da Indústria do Trigo do Ceará (Sindtrigo), Luiz Eugênio Pontes.

Como boa parte do trigo utilizado nas fábricas do Ceará é importado, sobretudo dos Estados Unidos, Canadá e da Argentina e o preço do grão é negociado em dólar, na outra ponta da cadeia, os consumidores cearenses devem se preparar para pagar mais pelo pãozinho francês de cada dia. O reajuste especulado pelo Sindicato da Indústria da Panificação (Sindpan/CE) é de cerca de 6%.

“Hoje o preço do quilo está custando em média de R$ 6,50 a R$ 6,80 nas padarias. Provavelmente daqui a no máximo dez dias estaremos praticando o preço novo. Não tem como manter o valor atual, teremos que repassar”, afirmou o presidente do Sindpan, Lauro Martins, que esteve na tarde de ontem reunido com representantes dos moinhos cearenses.

Embora os empresários locais tenham conhecimento de que o consumo per capita do pãozinho no Ceará (cerca de 20 quilos por ano por habitante ainda é aquém da média nacional (33 quilos anuais por pessoa) e de haver receio de que a demanda pelo alimento recue, o representante do Sindpan ressalta que não será possível segurar os preços atuais. O Estado possui atualmente mais de 2.200 panificadoras.

Para o titular do Sinditrigo, um “patamar justo” para a cotação do dólar seria R$ 1,70. “Teríamos equilíbrio e esse valor facilitaria as exportações e não prejudicaria muito o mercado de commodities”, destacou.

Desoneração

A Associação Brasileira da Indústria da Panificação e Confeitaria (Abip) está articulando ações para desonerar o pão. “Não é razoável que um produto básico seja taxado. A tributação do produto, aliás, é uma das razões pelas quais o consumo brasileiro de pães é tão acanhado”, diz o presidente da Abip, Alexandre Pereira. Segundo ele, se aprovada, a desoneração dos pães e a decorrente redução de preços beneficiará as camadas menos favorecidas da população, além de impulsionar a atividade econômica.

Enquete

Você sabia do impacto do dólar no pão?

“A cada dia que passa tudo fica mais caro e o salário da gente não acompanha. Daqui a pouco nem pão dará mais para comprar”

Ana Meyre Rodrigues
25 anos
Recepcionista

“O trigo fica mais caro e nós é que acabamos pagando. Como é que um pai de família poderá alimentar os filhos assim?”

José Tadeu da Silva
58 anos
Encarregado de setor

Opinião do especialista
Opções regionais à mesa

Com o atual cenário de alta do dólar, tenho feito campanha para que as pessoas consumam mais produtos que sejam a base de milho e goma. Este último inclusive é um produto nosso, tradicional da Região Nordeste. Alimentos como a tapioca e o cuscuz são mais práticos para consumir no dia a dia. Tanto têm um bom rendimento, como sai mais barato. A tapioca ainda leva a vantagem de poder ser congelada, o que gera praticidade. Os bolos, como o de banana também pode ser uma opção nesse momento. Dá para fazer um conjunto de alternativas que sejam saborosas, nutritivas e menos dispendiosas. E o consumidor ainda valoriza os produtos regionais.

 

Fonte:  Diário do Nordeste

Congrepan vai unir o setor em prol do desenvolvimento

Foz do Iguaçu vai receber o XXIX Congresso Brasileiro da Indústria da Panificação e Confeitaria (Congrepan ), que vai reunir mais de 2 mil pessoas de todo o país para discutir e pensar estratégias para o desenvolvimento e crescimento do setor.

O congresso está em sua 29ª edição e se consolidou como um evento que traz grandes resultados para a panificação brasileira. Para o presidente do evento, Joaquim Cancela Gonçalves, o Congrepan está forte e consolidado entre os profissionais e reunirá desde padeiros e confeiteiros a empresários e engenheiros de alimentos. “O evento tem um enorme potencial para pensar estrategicamente todos os aspectos da profissão”, diz.

Com uma expectativa anual de faturamento na ordem de R$ 49 bilhões, a panificação brasileira representa uma importante fatia do cenário econômico brasileiro, ocupando o 2º lugar no ranking do setor de comidas do país e gerando 700 mil empregos diretos e 1,8 milhão de indiretos.

O Congrepan tem a ambiciosa meta de profissionalizar e unir o setor para garantir a expansão econômica de todos os estados brasileiros. Para isso, palestrantes e consultores nacionais e internacionais vão expor as melhores técnicas de produção, administração e atendimento. “Precisamos unificar o setor e garantir que a qualidade esteja presente em todos os estabelecimentos, pois só assim vamos continuar crescendo”, afirma Gonçalves.

Outro destaque do evento é o CongreJovem, um congresso que tem como público os herdeiros da panificação, que vão aprender e vivenciar as melhores práticas de gestão e inovação do setor com uma programação dinâmica e eficaz.

Paralelamente ao Congrepan, será realizada a VI Paranapão – Feira de Produtos e Serviços para Panificadoras, que vai reunir mais de 60 expositores com novidades na área de equipamentos, produtos e serviços.

.[O Congrepan será realizado em Foz do Iguaçu, no Rafain Palace Hotel e Convention Center, de 25 a 28 de outubro.Mais informações no site www.congrepan2011.com.br, pelo fone 41-3233-7643 ou pelo e-mail: congrepan2011@ferrarieventos.com.br].

 

Fonte:  Portal Fator Brasil

 

15% das padarias paulistas têm conveniência

são paulo – Nada de pingado (café com leite) ou café com expresso. A onda das panificadoras, atualmente, é apresentarem um cardápio completo para abocanhar o gosto do freguês, afoito por serviços de conveniência e praticidade. Apesar da tendência de as padarias mudarem seus perfis para polos de gastronomia, atualmente, das 4.800 padarias registradas no Estado de São Paulo, apenas 15% aderiram ao novo conceito de panificação, disseminado pelo mercado, seja na forma de aquisição de novos equipamentos ou investindo na modernização das suas instalações.

De acordo com o Sindicato da Indústria de Panificação do Estado de São Paulo (Sindipan), o cenário reflete o novo perfil da padaria, mais moderno e dinâmico , que precisa oferecer um mix completo de itens, como um bom café da manhã, espaço para servir almoço e refeições rápidas (fast-food), café da tarde, cardápio de sopas, adega de vinhos e artigos de mercearia. O novo conceito acompanha as recentes mudanças no estilo de vida e o aumento do poder aquisitivo do brasileiro, contribuindo para que o setor apostasse todas as fichas na inovação e modernização de seus produtos e serviços.

No Brasil, o Sindipan calcula que existam 63 mil panificadoras associadas à entidade, e acredita que ainda há muito espaço para empreendedores nesse mercado que tende a crescer. A explicação é que nos últimos cinco anos, o consumo médio de pães pelo brasileiro cresceu de 27 Kg para 33 Kg, estimulado, principalmente, pela ascensão da classe C. Apesar da trajetória ascendente, o consumo não atinge a média recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), de 60 Kg, e fica abaixo dos índices registrados em países como o Chile.

Seguindo essa tendência, vale destacar o pioneirismo do Estado de São Paulo, que exporta o modelo para outras regiões do País. “Na realidade, o perfil das padarias vem mudando de 15 anos pra cá e deixou de seguir o modelo tradicional, de vender só pão e leite, para assumir atividades mais complexas”, resume o presidente do Sindipan, Antero José Pereira.

De acordo com Antero, apesar do pão francês continuar reinando como líder na preferência nacional do consumidor, o aparecimento de novos produtos, especialmente, na área de confeitaria, é um filão cada vez mais explorado e ameaça sua liderança. Na disputa por novos mercados, a ordem é inovar, oferecendo uma variedade de itens de fabricação própria, que incluam, diversos formatos de pães – orgânicos, recheados, de casca mole ou dura -, além de tortas, roscas, panetones, doces e frios. Pouco a pouco, a pizza também vem sendo introduzida na preferência do consumidor. Alguns estabelecimentos já dispõem de fornos elétricos apropriados e servem a fatia nas mesas ou no balcão.

“Para se manter no mercado e atrair a clientela, a padaria precisa oferecer, além de produtos e serviços, comodidade e isso significa também, criar espaços para sentar e passar o tempo. Percebo que há ainda um demanda potencial para a instalação de redes WiFi e já estamos nos preparando para oferecer esse serviço. Isso mostra que o consumidor quer ocupar todos os espaços: tomar um café, usar o laptop, almoçar”, observa Fernando Esteves, dono da Panetteria Conceição, localizada na zona norte de São Paulo.

Com faturamento mensal de R$ 150 mil, o empresário diz que o setor de confeitaria representa hoje 21% do faturamento total da casa, seguido dos itens de panificação e derivados (18%), do frango assado (4,23%), do cafezinho (3%) e do almoço (2,70%).

O popular pão francês, que antes representava 40% do faturamento da empresa teve queda de vendas para 20%, confirmando a tendência de que o consumidor está com o paladar mais exigente e busca variação.

O proprietário também observa a preferência por produtos de tamanho reduzido, feitos para comer na hora, como os mini bolos, que respondem pela venda de 500 a 600 unidades em seu estabelecimento. “Geralmente, as famílias levam esses produtos por serem mais práticos, servem para comer no lanche ou no jantar”, diz. Para o ano que vem, Esteves planeja investir em uma reforma completa na sua padaria. O objetivo será o de otimizar o espaço da área de atendimento, aproveitando melhor a área reservada para a copa. Com essa medida, a intenção é crescer entre 30% a 40% em 2012.

Pioneira

Com 13 anos de existência, a Galeria dos Pães, megapanificadora instalada no Jardim América, na zona sul de São Paulo, iniciou o conceito de padaria mais moderna no mercado paulistano. Em 2012, a empresa almeja crescer em torno de 10% a 15% acima do índice da inflação com foco no aumento do mix de produtos e na ampliação do mezanino.

Uma das primeiras inovações implementadas no local foi investir na ampliação do espaço físico da loja, hoje de 650 metros quadrados, distribuídos em quatro andares, incluindo, serviço de copa, espaço para mais de mil tipos de queijos e frios, mezanino, onde são servidos café da manhã, chá da tarde, almoço e sopa da noite, adega com 1.600 rótulos e mercearia. No estabelecimento, o setor de pães e doces responde por cerca de 28% do faturamento mas, sem revelar valores totais, o proprietário garante existir equilíbrio na venda de todos os itens. Ele relembra que a busca pela diferenciação do mercado partiu da constatação que os supermercados da região estavam retirando o espaço, antes reservado para as panificadoras.

Equipamentos

Para se tornar mais moderna e conveniente aos clientes, as empresas têm investido em tecnologia e equipamentos de ponta. O investimento médio aplicado na aquisição de equipamentos voltados para o novo perfil da panificação varia de acordo com o tamanho do negócio, mas, deve girar em torno de R$ 70 mil, presume Paulo Brito, gerente Nacional de Vendas da Cozil, fabricante de equipamentos para cozinhas profissionais. Para atender a nova demanda da panificação, a empresa passou a focar sua atenção na fabricação de produtos mais compactos e racionais, que ocupem menos espaço e sejam de fácil manipulação.

 

 

Fonte:  DCI