Preço do pão varia mais que 115% em SP

Quilo do pãozinho francês custa de R$ 5,99 a R$ 12,90 em pesquisa feita em padarias das cinco regiões da cidade

Na inflação medida pelo IPCA, produto ficou 4,7 % mais caro desde janeiro; alta no preço do trigo é uma das causas

A massa é basicamente a mesma: farinha, água e sal.

O modo de preparo é o básico e o produto é vendido sem embalagens ou refinamentos que pudessem justificar sobretaxa “premium”.

Mas o preço do quilo do pão francês na cidade de São Paulo varia mais de 115% dependendo da padaria escolhida pelo freguês. Se comprar no Alto da Lapa (zona oeste), gastará o dobro do que no Jardim Amália (zona sul).

Nos dois bairros foram encontrados os extremos mínimo e máximo de uma pesquisa realizada pelo “Agora”, por telefone, com 40 padarias das cinco regiões da cidade.

A loja que oferece o pão mais barato, do Jardim Amália, vende o produto por R$ 5,99 o quilo. Já a padaria do Alto da Lapa, onde foi encontrado o pãozinho mais caro, cobra R$ 12,90 o quilo.

Embora o menor preço tenha sido encontrado na zona sul, é a zona leste que apresenta, na média, o preço mais em conta: R$ 8,70 o quilo.

Já o centro da capital paulista tem o pãozinho mais caro, com média de R$ 10,82 por quilo. Na região central, a variação também é a menor da cidade: 32% entre o quilo mais barato (R$ 9) e o mais caro (R$ 11,90).

Na zona sul, o preço médio do pãozinho é 50% maior que o da padaria mais barateira. Na média, as padarias cobram R$ 9,09. É nessa região da cidade que está a maior diversidade de preços do pãozinho. O mais caro custa R$ 11,80 o quilo, praticamente o dobro do mais barato.

A zona oeste é a vice-campeã de preços altos, com valor médio de R$ 10,37, e, na zona norte, o quilo do pão francês sai por, em média, R$ 9,70 (veja quadro).

Segundo a inflação medida pelo IPCA, o pão teve alta de 0,8% em abril e aumento de 4,7% em 2013.

Um dos fatores que mais influenciam esse mercado, segundo o pesquisador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, Lucilio Alves, é que o país importa metade do trigo usado.

No último ano, a queda no estoque internacional aumentou o preço da matéria-prima. A consequência é que o preço do pão subiu.

Para tentar segurar os preços nas padarias, o governo isentou a TEC (Tarifa Externa Comum) de 10% nas importações. No Brasil, os produtores de trigo encontraram melhor oportunidade na exportação do produto, o que também reduziu a oferta nacional.

A expectativa é que a oferta melhore a partir de setembro, quando começa a colheita do produto no país.

MOTIVOS

A reportagem tentou ouvir as padarias com os maiores valores encontrados por região. A Padaria Estado Luso, por exemplo, que fica em Santana, informou que trabalha com preços similares aos da região e que seus pães são assados em forno à lenha.

A Boulevard de Ville, na Vila Formosa, a Trigueira Pães e Doces, no Campo Belo, e a Estalagem, no Limão, disseram que usam trigo de alta qualidade e, por isso, têm custo mais alto. Outras seis padarias contatadas não responderam à reportagem.

Fonte: Folha de S.Paulo

Comissão aprova projeto que desonera o pão

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou, nesta terça-feira (21), projeto de lei complementar que exclui da base de cálculo do Simples Nacional as receitas decorrentes da venda de pão produzidos por padarias e outros estabelecimentos similares.

“A aprovação deste projeto vai resultar não somente na redução do preço do pão, um produto básico para a população brasileira, como também vai corrigir o desequilíbrio tributário do regime anterior, que tributava o pão de forma desproporcional”, comemora o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria (Abip), Alexandre Pereira.

O PLS 63/2011 é de autoria da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e foi relatado pelo senador Cyro Miranda (PSDB-GO). A autora cita informações da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre o baixo consumo de pão no Brasil e enfatiza a imensa quantidade de trabalhadores e empresas envolvidas no segmento no país. A expectativa dela é de que, com a redução da tributação incidente sobre o segmento, seja estimulado o consumo do produto.

A Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria (Abip), que representa 64 mil padarias em todo o Brasil, foi uma das principais patrocinadoras do projeto. “Cerca de 95% das padarias são constituídas por micro e pequenas empresas familiares”, calcula o presidente da entidade, Alexandre Pereira.

O Simples é um regime tributário diferenciado que contempla microempresas, com receita bruta anual de até R$ 360 mil e empresas de pequeno porte, com receita bruta de até R$ 3,6 milhões por ano. Pelo projeto, os pães ficariam praticamente de fora da soma destes montantes.

O projeto foi aprovado pela CAE com duas emendas com correções técnicas feitas pelo relator, inclusive para evitar questionamentos quanto à constitucionalidade. Cyro Miranda propôs a alíquota simbólica de 0,5% de ICMS incidente sobre todas as faixas de receita bruta, visto que a isenção total desse tributo só poderia ser concedida pelos estados, conforme o artigo 151, III da Constituição Federal. A proposição segue agora para o Plenário do Senado.

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O presidente da Abip, Alexandre Pereira, à esquerda do ministro da Fazenda, Guido Mantega, ladeado por lideranças da panificação brasileira.

FONTE: Revista Panificação Brasileira

Preço do pão francês encarece 91,17% na década

O saboroso e tradicional pãozinho pela manhã está custando cada vez mais caro para o consumidor da região. Hoje é quase artigo de luxo. Há dez anos, o quilo do pão francês era vendido a R$ 3,40; nos dias atuais, se paga R$ 6,50 pela mesma quantidade – 91,17% a mais. A maior alta aconteceu entre abril de 2012 e este mês – diferença de 21,72%, ou R$ 1,16 a mais por quilo no bolso do consumidor do Grande ABC. O índice é maior do que a inflação oficial do País, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que acumula alta de 6,59% em 12 meses (março contra março). O levantamento foi feito pela Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André) a pedido da equipe do Diário, com base nas padarias das redes supermercadistas. É bom ressaltar que o quilo do alimento entre as padarias da região beira os R$ 10 (R$ 9,59, em média).

O tamanho desse reajuste tem nome: o trigo. A política brasileira de dependência das importações de trigo para abastecimento do mercado interno mostra este ano seus limites diante da instabilidade da produção na Argentina – historicamente responsável por 80% das importações no País.

Segundo a AF News (agência de mercado da farinha e trigo), a área de produção da Argentina declina há vários anos em razão de sua política de privilegiar o mercado interno, o que restringe a disputa por trigo entre os moinhos locais e traders (especuladores que compram ações e as vendem em curto prazo visando dinheiro rápido), e reduz a rentabilidade para os produtores. Segundo o Ministério da Agricultura do país, na safra de 2012/13, a variação foi negativa em 15% em relação ao ano anterior; como consequência, a exportação para o Brasil encolheu 36% em volume nos últimos 12 meses.

“Para driblar os altos preços, o governo brasileiro, a partir deste mês, liberou a importação do trigo de outros países que não sejam do Mercosul sem que seja cobrada a alíquota chamada de TEC (Tarifa Externa Comum), de 10% sobre o valor da saca. A medida já começa a fazer efeito. Os preços de referência de exportação do trigo argentino sofreram redução de 6,25% nos últimos 30 dias, ao mesmo tempo em que o preço norte-americano (referência no cenário internacional) aumentou em 0,6%”, contextualiza Gabriel Ferreira, analista de mercado da AF News.

Segundo o presidente do Sindicato da Indústria de Panificação de Santo André e região, Antônio Carlos Henriques, se paga hoje R$ 86 por uma saca de 50 quilos, em média. “Para se ter ideia, uma padaria da região gasta entre 120 e 150 sacas por mês, sendo que cada saca de farinha produz cerca de 1.000 a 1.100 pãezinhos. A verdade é que estamos a mercê do mercado mundial, já que o trigo é uma commodity, como a soja e o etanol.” Henriques explica que 35% da composição do custo do pão vem da farinha de trigo. “É a principal matéria-prima.”
Com isso, os moradores das sete cidades já reduziram a compra do pãozinho. “Hoje, se leva a quantidade exata para o consumo, nada de comprar a mais e deixar para depois”, enfatiza Henriques.

Pesquisa da consultoria Kantar Worldpanel aponta que, no primeiro bimestre, todas as classes sociais no País diminuíram a quantidade de consumo de pães artesanais, como o francês, classificado entre os cinco itens alimentos que teve queda de compra.

Para os próximos meses a tendência é de que o quilo do pãozinho fique mais barato, devido a redução do valor do trigo. “Como os preços se elevaram, os produtores brasileiros se animaram e ampliaram a área de cultivo, assim como todos os países produtores do Hemisfério Norte. No Paraná, por exemplo, as lavouras cresceram cerca de 10%. A partir de agosto começa a colheita, e a expectativa é de que o preço tenha queda”, explica Ferreira.

Consumo do alimento cai nas panificadoras do Grande ABC

Com o aumento no preço do pãozinho e a mudança da rotina das famílias nos últimos tempos, a compra do pão francês diminuiu 35 pontos percentuais na última década, segundo o sócio-proprietário da rede Padaria Brasileira, com matriz em Santo André, Antonio Henrique Afonso Jr. “Antes, 75% das pessoas compravam o (pão) francês, hoje apenas 40%.”

Segundo ele, isso se deve não apenas ao preço, mas ao ritmo de vida das pessoas. “Antes, a fila na padaria era para comprar pão. Hoje, é para tomar café no estabelecimento. As pessoas passaram a fazer mais refeições fora de casa. Os clientes vão às padarias para almoçar, comer pizzas, lanches e sopas, por exemplo.”
Além disso, o empresário aponta a diversidade de produtos no momento da compra. “Hoje, temos pão de centeio, de grãos, integral, com recheio. É uma infinidade.”

CUSTO – O morador da região que vai ao mercado comprar os itens para o café da manhã gasta, em média, R$ 17,72. Desse total, o maior valor é gasto com o pão, cujo quilo custa R$ 6,50. Em seguida, está o pacote de café (500 gramas), vendido, em média, a R$ 6,13. O pote de margarina cremosa (500 gramas) é encontrado a R$ 2,86, aproximadamente. Por último está o litro de leite Longa Vida, comercializado a R$ 2,23.
Já para saborear o tradicional pão na chapa com pingado (leite com café) na padaria, o consumidor da região paga cerca de R$ 6,50.

FONTE: Diário do Grande ABC

Padarias apostam na diversificação

Empresas se preparam para receber novos clientes e continuar agradando os antigos freqüentadores.

Diversificação é a palavra de ordem entre as padarias de Belo Horizonte. Às vésperas da Copa das Confederações, que acontece entre 15 e junho e 15 de julho, elas se preparam para receber novos clientes e, claro, continuar agradando os antigos freqüentadores. Para isso, investem em novos produtos e serviços, aumentam a área de circulação e se esmeram na apresentação.

A tradicional Trigopane, com unidades nos bairros Buritis (região Oeste) e Sion (Centro-Sul), aposta no aumento de vendas no período do evento esportivo, já que o clima festivo favorece o consumo, principalmente de petiscos, bebidas e lanches rápidos. Segundo o gerente de Marketing da empresa, Igor Silva, estratégias específicas já foram traçadas. “Especialmente nos dias de jogos serão oferecidos produtos típicos dos países participantes. Também serão feitas ações relacionadas ao clima dos jogos, de alegria e patriotismo”, adianta Silva.

Mas não são apenas as competições esportivas que motivam a busca por novidades. A padaria já oferece, além de pães variados, mais de 25 serviços diferentes, como açougue, restaurante, revistaria, hortifrúti, comida japonesa e pizzas, entre outros. “Está em nosso slogan ‘Tudo para você em um só lugar!’, que é realmente uma de nossas metas, que é atender nossos clientes em suas necessidades alimentares”, afirma o gerente.

A tarefa de sempre proporcionar novas experiências aos consumidores, porém, torna-se mais difícil com a escassez de mão de obra qualificada, que também atinge o setor. “Para amenizar o problema, procuramos contratar colaboradores dentro de nosso perfil e oferecer oportunidades de crescimento e treinamento. Nesta época do ano, o quadro de pessoal sofre um reforço de 15%, devido às festas juninas e à Copa das Confederações. Prezamos o atendimento aos nossos clientes e por isso temos essa preocupação”, completa Silva.

Pampulha – Na mesma direção caminha a Padaria Pampulha, instalada há 18 anos no bairro Santa Amélia, na região Norte de Belo Horizonte. Depois de uma reforma para ampliação do espaço, no fim do ano passado, e da modificação na forma de exposição dos produtos, que permitiu o aumento do autoatendimento, a novidade agora é a introdução das pizzas no cardápio.

Para o responsável pelas compras da panificadora, Rodrigo Vieira, além de novos produtos e serviços, os clientes querem rapidez e eficiência no atendimento. “Mudamos o layout da loja para facilitar o atendimento. As pessoas querem qualidade e agilidade. Apesar de nossos clientes não abrirem mão dos produtos tradicionais, eles querem sempre novidades. A pizza surgiu dos pedidos dos clientes”, revela Vieira.

Segundo ele, as padarias da região da Pampulha devem ficar bastante movimentadas na época da Copa das Confederações, devido à sua proximidade do Estádio Governador Magalhães Pinto – o Mineirão. Por isso, a maioria delas já está preparada para o evento esportivo. “Percebemos que as outras padarias da área também estão investindo com novos produtos e pequenas reformas. Todos estão animados”, aponta.

Inovação – No bairro Nova Floresta (região Nordeste), a Padaria Forno d’Oro, inaugurada em 1986, fez da inovação sua marca registrada. Para a proprietária Aline Eliazar Moreira Mignolo essa é uma estratégia que deve ser corriqueira e não apenas nas épocas de grandes eventos. “Lançamos, pelo menos, sete produtos por semana. Procuramos otimizar a produção, utilizando as mesmas massas com novos formatos e recheios. O objetivo é sempre surpreender o consumidor”, explica a empresária.

Além da grande variedade de produtos tradicionais, a padaria oferece lanches rápidos, pizza feita na hora, sanduíches montados pelos clientes, quitutes assados na hora, diversificado mix de rotisserie e uma linha produtos prontos, como molho de cachorro quente e almôndegas. “Desenvolvemos linhas de produtos artesanais próprios. Os clientes estão cada vez mais interessados em artigos artesanais, feitos na hora e que agregam valores como saudabilidade e praticidade”, ressalta.

Para Aline, entretanto, é preciso tomar cuidado para que as inovações não descaracterizem o empreendimento. Tudo deve ser feito pensando na conveniência do cliente, mas sem deixar de ser uma padaria. E, para garantir o sucesso da empreitada, contar com uma equipe qualificada e experiente é fundamental. “Vivemos a mesma dificuldade com a mão de obra que qualquer outro setor. Procuramos, então, reter os talentos, oferecendo a possibilidade de desenvolvimento de carreira e premiações, mas, mesmo assim, não conseguimos manter o quadro sempre completo”, reclama.

Contramão – Apesar das promessas de bons negócios com a Copa das Confederações, a Padaria Pão Fofo, localizada no bairro Coração Eucarístico (região Noroeste), preferiu apostar na fidelidade de seus clientes. Por isso, não criou nenhuma estratégia específica para a competição esportiva.

Segundo a gerente da unidade, Irês Maltês, a empresa aposta mais na tradição e na clientela cativa. “Estamos localizados bem em frente à PUC-Minas (Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais) e o nosso maior público é formado por estudantes, que estão acostumados com produtos mais simples e baratos”, explica a funcionária.

FONTE: Diário do Comércio – MG

COL libera bares e restaurantes a exibirem jogos da Copa

Donos de bares, restaurantes e similares

que transmitirem os jogos da Copa do Mundo sem comercialização de ingressos não precisarão pagar à Fifa pela exibição. As regras foram apresentadas pela Fifa e pelo Comitê Organizador Local da Copa da Mundo (COL).

A Fifa definiu, em conjunto com a TV Globo, que detém os direitos de transmissão, três categorias para as exibições públicas dos jogos da Copa do Mundo: os não-comerciais (jogos exibidos em locais com capacidade de público para até cinco mil pessoas em que não haja cobrança de ingresso), promoções comerciais (sorteio de brindes) ou qualquer outra manifestação que registre lucro com a exibição. Nesta categoria não há necessidade de registro ou autorização prévia.

A categoria não-comercial especial engloba locais com expectativa de público superior a 5 mil pessoas. Deve se encaixar nas mesmas características do não-comercial, mas é preciso obter uma licença após registro no site exibicaopublicafifa.com.br e também não haverá cobrança de taxa.

Já os organizadores de eventos de exibição pública comercial precisam pagar uma taxa à Fifa. São aqueles que têm patrocínio, cobrança de ingresso, promoção ou qualquer outro tipo de exploração que seja considerada comercial pela Fifa e pela TV Globo. Nesta categoria, as taxas vão de R$ 2 mil a R$ 28 mil, que varia de acordo com a estimativa de público.

Fonte: GuiaRseleto

J. Macêdo mira padarias e atacadistas

A cearense J.Macêdo e a americana Bunge, que durante oito anos foram parceiras na venda de produtos de panificação, serão concorrentes a partir de 1º de março. O mercado de farinha para consumo doméstico encolhe há alguns anos, e a J.Macêdo – líder no setor, com as marcas Dona Benta e Sol – perde participação. Agora, a J.Macêdo vai mudar o foco e passa a apostar na alimentação fora do lar (“food service”). A panificação é o primeiro passo desse novo momento da companhia, conforme antecipou ontem o Valor PRO, serviço de informação em tempo real do Valor.

A J. Macêdo investe R$ 10 milhões no projeto de panificação. A verba saiu do caixa, uma parte foi contabilizada no orçamento de 2012 e outra neste ano. A meta é que a venda de farinhas para o “food service” corresponda a 10% do volume de vendas já em 2013. Para isso, a J.Macêdo treina uma nova equipe de 40 pessoas, entre vendedores e técnicos, que ensinam padeiros a manusear seus produtos. As ações começaram com 30 produtos (farinhas e misturas para pães e bolos) para os mercados das regiões Norte e Nordeste. O objetivo é estar em 3 mil pontos de venda no primeiro ano, principalmente padarias e atacadistas.

A J.Macêdo não vai entrar em uma

área desconhecida. A panificação já foi seu principal negócio, área em que atuou de 1952 e 2004, até o acordo com a Bunge. Em 2004, a J.Macêdo tinha seis produtos para panificação, que representavam 60% do volume vendido.

O contrato de compartilhamento de linhas de produção (“Consórcio Trigo Brasil”), assinado em 2004, impediu a concorrência entre as empresas, uma vez que a J.Macêdo fornecia farinha para a Bunge usar em panificação e vender para o “food service”, e a Bunge produzia farinha de trigo para consumo doméstico, que a J.Macêdo vendia ao consumidor, além de massas e biscoitos.

Agora, a J.Macêdo vai disputar com a Bunge espaço no mercado de panificação, que faturou R$ 63 bilhões em 2011 e cresceu 11,9% no ano, segundo a Associação Brasileira da Indústria da Panificação e Confeitaria (Abip).

O movimento faz parte da estratégia da J.Macêdo para aumentar a rentabilidade em um setor concorrido e no qual as margens são apertadas. No balanço do 3º trimestre de 2012, o mais recente a ser divulgado, a J.Macêdo informou que perdeu participação de mercado em farinhas domésticas (de 26,6% para 25,4%) – seu principal produto, que corresponde a 40% da receita bruta -, sendo que o volume do mercado como um todo recuou 6,9%, em relação a 2011.

A J.Macêdo também perdeu participação em outras duas categorias: massas – a segunda maior do portfólio, com 32% da receita bruta – e misturas para pães e bolos. A receita líquida no período foi de R$ 305 milhões, praticamente estagnada em relação a 2011 (0,7% maior). O faturamento da J.Macêdo em 2011

foi de R$ 1,4 bilhão.

“A parceria estava restringindo, ao invés de ampliar as possibilidades”, diz o presidente da J. Macêdo, Enrique Ussher. Segundo ele, algumas tendências de consumo se desenham no país – como o crescimento da alimentação fora do lar e a demanda por produtos de maior praticidade e valor agregado -, e esse novo cenário levou as empresas a caminhos diferentes.

Fornecer a linha de produtos de panificação é o primeira fase da estratégia da J.Macêdo. “No futuro poderemos criar novos produtos, feitos a quatro mãos, com donos de padarias”, diz Ussher. “A padaria está se tornando um negócio bem mais importante e amplo”, diz o recém-empossado diretor de negócios de panificação e trigo, Irineu Pedrollo, executivo da J.Macêdo há 20 anos.

Procurada, a Bunge não atendeu o pedido de entrevista feito pela reportagem para comentar a entrada da J.Macêdo na panificação. Mas em julho de 2012, semanas depois de as duas empresas divulgarem que a parceria iria terminar, o vice-presidente de alimentos da Bunge Brasil, Gilberto Tomazoni, disse ao Valor que a meta da multinacional era aumentar a participação dos derivados de trigo nas vendas totais, focar em produtos de maior valor agregado e analisar potenciais aquisições.

Fonte: Valor Econômico

Empresas Ganhadoras 2012 – Prêmio Maiores & Melhores da Panificação Brasileira

O Grupo Max Foods, com cinco anos de atuação, vem se destacando no cenário nacional de veículos especializados e de grandes ações junto ao setor de panificação e confeitaria.
O evento:
Maiores & Melhores da Panificação Brasileira 2012, na sua quinta edição, cresce em importância junto aos fornecedores para o setor de panificação e confeitaria.
Setor de panificação e confeitaria.
São 64.000 padarias em todo o Brasil, com faturamento superior a 60 bilhões por ano. São inúmeras empresas que produzem, distribuem produtos e serviços, para atender ao importante setor.
Apresentação
O Prêmio “Maiores e Melhores da Panificação Brasileira 2012” acontecerá em São Paulo, no dia 05 de dezembro 2012, no Hotel Renaissance, em mais um grande momento de reconhecimento das principais empresas, profissionais, instituições e personalidades que atuam no setor.
O evento tem o apoio das principais entidades ligadas ao setor:
Abip – Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria
Abitrigo – Associação Brasileira da Indústria de Trigo
Abima – Associação Brasileira da Indústria de Massas Alimentícias
Abiepan – Associação Brasileira das Indústrias de Equipamentos de Panificação.
A premiação:
• O prêmio é aferido por meio de pesquisa realizada por uma equipe de especialistas do Instituto de Pesquisa – DataFoods. O processo de indicação dos melhores fornecedores é feito

pelas padarias com panificadores de todo o Brasil e tem a oportunidade de destacar aqueles que nos servem durante o ano com produtos e serviços, dentro de critérios estabelecidos.
• Maiores e Melhores da Panificação Brasileira 2012 premiará as categorias: Insumos, Produtos Prontos, Equipamentos e Acessórios, Aditivos e Ingredientes para a Panificação Industrial, entre outros. Além desses, serão entregues os Prêmios Inovação & Tecnologia, Tradição/Personalidade e Instituição de Ensino.

Os prêmios
São divididos em categorias, onde cada uma delas tem as empresas ganhadoras.
Categoria Insumos
Categoria Produtos Prontos
Categoria Equipamentos
Categoria Insumos para a Panificação Industrial
Prêmios especiais serão entregues:
Inovação e Tecnologia – Ecofry – da empresa Prática Equipamentos
Tradição – João Gomiero – Ferri Equipamentos de Panificação
Empresário do Ano: André Rezende – Prática Equipamentos
Homenagem (in Memoriam) – Domingos Costa e Cezar Tavares – Vilma Alimentos.
Instituição de Ensino: Centro de Produções Técnicas – CPT
Escola de Panificação – Escola Levain – Chef Rogério Shimura
Chef do Ano – Luiz Farias
Lançamento do ano:

Livro Massa Folhada
Chef Luiz Farias estará autografando durante o evento.

Outros prêmios:
Anúncios do Ano
Nestlé Agência Tradec
AB Brasil – Agência Luminas
Ferri Equipamentos – Macro Brasil
Liquigás – Contexto
BNDES – Giacometti

Jantar de comemoração:
Os ganhadores dos prêmios participarão do jantar no Salão America do Hotel Renaissance.
Terá a entrega dos prêmios, show musical e apresentação do humorista Rodrigo Cáceres.

Presença:
Empresas, profissionais, instituições e personalidades que atuam no setor estarão presentes no evento para receberem os prêmios auferidos as suas empresas, como também para o encontro com amigos e pares de outras empresas.

Caso necessite fotos:
Acessar site www.maioresemelhores.net

Mais informações:
Sites:
Revista Panificação Brasileira – www.panificacaobrasileira.com.br
Revista Confeitaria Brasil – www.revistaconfeitariabrasileira.com.br
Revista Cerealtec – www.revistacerealtec.com.br
Revista O Empreendedor Food Service – www.revistaoempreendedor.com.br

Ou através dos emails:
falecomoeditor@panificacaobrasileira.com.br – Augusto Cezar
publicidade@panificacaobrasileira.com.br – Cleber Affonso

No CD:
Logos dos eventos

Fonte: Revista Panificação Brasileira

Interior começa a importar modelo de 'padocas' paulistanas

Cidades como São José do Rio Preto, Ribeirão Preto e Franca ganham padarias sofisticadas com multisserviço

Serviços como café da manhã, almoço e happy hour já respondem por até 50% do faturamento dos estabelecimentos

O modelo de negócio das padarias “multisserviço”, com café da manhã, almoço, lanchonete e happy hour uma instituição típica da vida paulistana-, começa a alcançar o extremo do interior de São Paulo.

Nas regiões nordeste e norte do Estado, o modelo começou a ganhar força há três anos, embora em cidades como Ribeirão Preto, Franca ou São José do Rio Preto, distantes 300 quilômetros ou mais da capital, ainda não existam as chamadas “superpadocas” como a Sta. Etienne, no Alto de Pinheiros, ou a Boston Bakery, no Itaim Bibi.

Os estabelecimentos seguem modelos tradicionais de São Paulo, como a Requinte, na Penha, ou a Barcelona, em Higienópolis.

São Paulo tem tem cerca de 13 mil padarias e, segundo estimativa da Aipesp (Associação Estadual das Padarias), um terço delas adota o novo conceito.

O presidente da associação, Cássio Luciano Borges Barbosa, diz que o modelo “paulistano” de padaria cresce entre 5% e 10% por ano.

“Montar uma padaria desse tipo do início custa até R$ 2 milhões. Uma adaptação, dependendo do projeto e dos materiais usados, chega a R$ 500 mil”, diz Barbosa, dono de duas padarias em Piracicaba.

ESPAÇOS GOURMET

Em Ribeirão Preto, o setor começou a modernização

em 2009, segundo o presidente do sindicato local das panificadoras, Benedito Ribeiro.

“Os donos de padarias perceberam a necessidade de atualizar suas lojas e criaram espaços gourmet.”

Braulio Bessa, 36, sentiu isso na prática. Há 12 anos, ele abriu a Villa Sucreê, uma padaria tradicional. Em pouco tempo, migrou para o estilo “paulistano”. “O cliente pedia um café, depois começou a querer um almoço.”

Sócio da Bella Citta, também de Ribeirão, Jean Riul, 32, diz que a diferenciação leva movimento à padaria durante todo o dia.

“Hoje, muitos clientes entram na padaria para tomar café da manhã, voltam no almoço, vêm comer alguma coisa à tarde e, à noite, passam para comprar algo para levar para casa”, afirmou Riul.

A Padaria Estrela, em Franca, é uma das que mais se aproximam das “megapadarias”

paulistanas. Tem cerca de 130 funcionários.

A expansão da Estrela começou em 2006 e ainda não terminou, de acordo com o gerente Alexandre Marques Xavier, 28.

Além de responder por entre 20% e 50% do faturamento das empresas, os serviços incorporados incrementam de 7% a 10% a venda dos outros itens à venda na padaria.

Fonte: Folha de S.Paulo

Panetone e peru vão encarecer o Natal

Consumidor vai encarar preço até 15% mais alto

Quem acha que as festas de final de ano têm gosto de panetone deve preparar o bolso para pagar mais pela iguaria. De acordo com expectativa do Sindicato das Indústrias de Panificação e Confeitaria e de Massas Alimentícias e Biscoitos do Rio Grande do Sul (Sindipan), o panetone produzido nas padarias deve apresentar aumento entre 10% e 15%.

Os motivos são os aumentos sofridos pelos principais insumos da receita: farinha (50%), gordura (40%) e açúcar (30%).

- As pessoas têm preferido comprar panetone nas padarias porque os

industrializados são mais caros, mais secos e têm mais conservantes. Os de padaria, por terem validade de 30 dias, são mais molhadinhos – observa o presidente da entidade, Arildo Bennech Oliveira.

Em relação aos panetones de marcas tradicionais, vendidos em supermercados, o presidente da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), Antônio Cesa Longo, comenta que os preços devem se manter os mesmos de 2011.

Peru e aves especiais

Outra estrela na mesa da ceia de Natal, o peru (e as aves natalinas) também deve estar 15% mais caro neste final de ano em relação a 2011. O motivo é a alta dos custos de produção das aves por causa da elevação do preço de insumos para ração, como o milho.

A tendência é confirmada tanto pelas indústrias do setor avícola quanto pelos supermercadistas e se repete nos últimos quatro anos. Em 2011, o preço médio das aves natalinas, segundo o presidente da Agas, ficou entre R$ 9,90 e R$ 10,90.

Em um ano, conforme o secretário executivo da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), José Eduardo dos Santos, o custo médio de produção das aves aumentou 30%. O reajuste foi acompanhado por uma

alta de 20% no preço da carne de frango nos últimos seis meses.

Fonte: Zero Hora – RS

Indústria investe em panetone para presente

A agressiva investida das padarias de supermercados e de pequenos fabricantes no segmento de panetones, com oferta dos produtos de 500 gramas a R$ 4, levou a líder de mercado a rever sua estratégia. A partir deste ano, a Panduratta, dona da marca Bau

ducco, reforça a oferta de panetones como opção de presente. O produto virá em dez novas versões, que incluem porta-panetone de acrílico, cesta composta por itens Bauducco e chocolates Hershey’s, e sabores que excluem as frutas cristalizadas, como o panetone de uvas passas com crosta de amêndoas e o chocotone com uvas passas.

“As novas gerações não são adeptas de frutas cristalizadas”, afirma Renata Vieira, gerente de marketing da Pandurata. Este ano, a empresa aumentou em 12% os investimentos no Natal, para R$ 28 milhões. O valor inclui desenvolvimento de produtos e campanha de mídia. A Pandurata produz as marcas Bauducco, Visconti e Tommy, que concentram 65,5% das vendas de panetones industrializados no Brasil, que movimenta cerca de R$ 500 milhões ao ano.

“Queremos oferecer um produto com qualidade e sofisticação superiores às que o varejo trabalha”, diz Renata, que prevê alta de 8% nas vendas. O item mais caro é a cesta (R$ 49,99), que inclui o panetone com crosta de amêndoas, duas caixinhas de biscoitos, uma barra de chocolate amargo e uma caixa de bombons da Hershey’s.

A oferta de panetones para presente se concentra na marca Bauducco, que sozinha responde por 48% das vendas de panetones industrializados no país. O carro-chefe da marca é o panetone de frutas de 500 gramas (R$ 13,99). As outras duas marcas da Pandurata – Visconti e Tommy – seguem brigando por preço. “A Tommy é uma marca de combate, que tem panetones de 500 gramas a R$ 6,99″, diz Renata. Voltada para a classe D, a Tommy é vice-líder de vendas, com participação de 9% em valor, segundo a Pandurata. A Visconti, terceira colocada, tem fatia de 8,5% e é voltada para a classe C. “Na Visconti, lançamos a embalagem em lata, a R$ 13,79″, diz Renata. O tradicional da Visconti custa R$ 10,99.

Embora detenha dois terços do mercado nacional de panetones, a Pandurata já foi dona de 83% há nove anos. Uma das rivais que vêm tirando o seu espaço é a Village, marca que nasceu em uma padaria, a Cepam, ainda funcionando na zona leste de São Paulo. A Village investiu R$ 2 milhões para aumentar em 22% a capacidade de produção este ano, que ultrapassa os 100 mil panetones por dia, o que a tornou a segunda maior fabricante do produto no país, só atrás da Pandurata.

“Setenta por cento da produção é da marca Village e os demais 30% são de terceiros”, diz o diretor de vendas da Village, Reinaldo Bertagnon. Ele não confirma, mas o Valor apurou que, entre os terceiros, estão as redes Pão de Açúcar, Carrefour, Dia% e Makro e a multinacional Nestlé que, mesmo sem produzir panetones no Brasil, é a quarta maior marca do mercado.

A expectativa é aumentar as vendas de panetones em 10% este ano. Devido ao crescimento na demanda pela sua marca, a Village ampliou o período de produção, que está em três turnos diários desde 1º de agosto. “No ano passado, começamos no final de agosto e encerramos no início de dezembro”, diz Bertagnon. “Este ano, a produção vai até

20 de dezembro”.

Além de ampliar a presença no Norte e Nordeste este ano, a Village também cresce a venda de panetones no exterior. As exportações, que chegam a países da América do Sul, África e a Portugal, vão somar 7% do volume produzido este ano, frente a 4% de 2011.

O carro-chefe da Village, o panetone de frutas de 500 gramas, é vendido a R$ 10,99. Em vez do panetone sofisticado, a empresa prefere o licenciamento infantil: lançou versões de 80 gramas do Patati Patatá e da Galinha Pintadinha.

Já a Arcor aumenta a investida nos times de futebol. Em 2011, lançou os panetones dos times paulistas e este ano expande para os clubes Flamengo, Vasco, Internacional, Grêmio, Atlético Mineiro e Cruzeiro, sob as marcas regionais Triunfo e Aymoré. Em marketing e promoções, os investimentos superam R$ 2 milhões. Este ano, a Arcor lança uma versão mais sofisticada, o “recheado com chocolate”.

A Nestlé também lançou versão para presente, da marca Alpino: o panetone de 750 gramas custa R$ 29,99. A Bimbo, dona das marcas Pullman, Plus Vita, Nutrella e Ana Maria, chamou o chef Olivier Anquier para fazer um panetone de nozes com recheio de chocolate belga. Com preço sugerido de R$ 17,90, será vendido, inicialmente, na rede Pão de Açúcar.

Fonte: Valor Econômico