O que muda com a nova legislação para exportações do trigo e farinha de trigo?

Nos deparamos ontem em uma conversa com um dos agentes de mercado paranaense com uma alteração na legislação fiscal argentina e que interfere nas vendas externas de trigo argentino e farinhas argentinas (NCMs do capítulo 10 e 1101.00.10) com relação ao câmbio e o pagamento dos impostos. Grosso modo, por meio da nova Resolução do Ministério da Economia e Finanças Públicas, o prazo de ingresso de divisas passa a ser de 15 dias tanto para as negociações do trigo como para a farinha de trigo. No que isso influencia o mercado de trigo nacional? Buscamos algumas fontes envolvidas nestas transações para apurar aos nossos assinantes. No mercado de trigo, expe

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elata que em nada se modifica o padrão atual de negócios. Os negócios são arrematados (pagos) quando do recebimento do produto, algo que salvo raríssimas exceções é o praxe neste tipo de negócios. Aliás, em geral este é um problema ao importador que muitas fixa preço mas se surpreende com as alterações do câmbio. Na farinha de trigo, a alteração afeta principalmente compradores grandes e fiéis, que contavam com prazos especiais para pagamento. No caso de distribuidores de farinha importada, os negócios já eram mesmo realizados a vista segundo moinho argentino consultado.

Fonte:   AF News (Parceiro Abima)

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Canadá quer fim do monopólio no trigo

O Conselho Canadense do Trigo (CWB, na sigla em inglês), maior exportador mundial do grão em volume, pode se tornar alvo de aquisição depois de agosto de 2012 na esteira de uma proposta que prevê o fim do monopólio de 76 anos do conselho nas exportações do cereal do país.

A nova legislação, apresentada na terça-feira passada, obriga o conselho a elaborar um plano de privatização para 2016, mas um alto funcionário do Departamento de Agricultura canadense informou que o conselho poderá recomendar a antecipação dessa mudança, caso receba uma oferta que julgue adequada.

Os atuais 15 diretores do conselho, a maioria eleita pelos agricultores, serão substituídos por cinco membros nomeados pelo governo assim que o projeto se tornar lei, provavelmente antes do fim do ano. O ministro da Agricultura do Canadá, Gerry Ritz, afirma que o “livre mercado vai atrair investimentos, encorajar inovação e criar empregos de valor agregado”.

Entretanto, o conselho, cujas vendas alcançaram 5,1 bilhões de dólares canadenses no ano passado, prometeu continuar sua luta contra a competição aberta, inclusive nos tribunais.

Allen Oberg, presidente do CWB, afirmou, com veemência: “A abordagem do governo é ilegal. Ela é contrária aos desejos dos fazendeiros e é prejudicial aos interesses econômicos do Canadá”. Oberg acrescentou que “num tempo em que a economia mundial está vacilante, nosso governo está removendo o sistema que sustenta a estabilidade financeira e os lucros diferenciados com o cereal para os fazendeiros da pradaria”.

Quase dois terços dos produtores canadenses de trigo e 51% dos produtores de cevada votou para manter o monopólio num plebiscito organizado durante o verão, como parte de uma ação de retaguarda do conselho.

O sistema de comercialização de “balcão único” será encerrado no início da próxima temporada, em agosto de 2012, permitindo aos traders e aos processadores privados lidarem diretamente com os fazendeiros. O conselho vai funcionar como um pool de voluntários.

Atualmente, companhias privadas atuam apenas como agentes do conselho, fornecendo o transporte e o manuseio de instalações e infraestrutura.

Os maiores “players” com atuação no país são a Cargill, Viterra e a Richardson International, uma companhia baseada em Winnipeg. Bunge e Archer Daniels Midland (ADM) também devem se expandir no Canadá.

O conselho previu que provavelmente será engolido por um dos traders do setor privado, como aconteceu na Austrália, porque não tem infraestrutura própria para o tratamento do grão e capital para empréstimos e operações financeiras.

Fonte:   Valor Econômico