Consumo estimado para a safra 2011/2012 no Brasil é de 10,4 milhões de toneladas

10 de fevereiro de 2012- O trigo é considerado um dos alimentos mais importantes na dieta humana. Da farinha de trigo se faz pão, bolo, pizza, massas, biscoitos, entre outros produtos que integram a nossa alimentação. Atualmente é possível encontrar mais de mil tipos de massas e estima-se que cerca de 50% do trigo consumido no Brasil é usado na

fabricação de pães.
O consumo estimado de trigo no Brasil para a safra 2011/2012 é de 10,4 milhões de toneladas e a produção de 5,8. Para tentar reduzir esse déficit existente e minimizar as importações, a alternativa mais viável é estimular a produção interna por meio de cultivares adaptadas às diferentes regiões produtoras.

Como a região dos Cerrados apresenta grande potencial para a expansão da cultura do trigo, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, como forma de tentar estimular o aumento da produção nacional e melhorar a qualidade do trigo vendido no País, tem indicado para cultivo na região as cultivares de trigo BR 18 (Terena), BRS 254 e BRS 264.

BR 18 (Terena) – variedade conhecida dos agricultores, destaca-se pela precocidade, ampla adaptação, principalmente em anos pouco favoráveis para a cultura do trigo. Cultivada principalmente no sistema de sequeiro, com potencial produtivo de três toneladas por hectare. É recomendado para os estados do Paraná, São Paulo (região III e IV), Minas Gerais, Mato Grosso do Sul (região III), Mato Grosso, Distrito Federal e Goiás. Tem moderada resistência à ferrugem da folha e moderada suscetibilidade à brusone e ao oídio. Apresenta ainda baixo porte (74 cm), moderada sensibilidade ao alumínio, grãos vítreos, alta força de glúten e farinha de boa qualidade industrial (classe Trigo Pão com boa força do glúten – W médio de 270). Recomenda-se aos agricultores realizarem a colheita prontamente após a maturação, quando houver risco de chuvas, a fim de evitar prejuízos de germinação na espiga.

BRS 254 - identificada como trigo Melhorador (W médio de 330), essa cultivar atende ao mercado de farinha de trigo. É indicada para Minas Gerais, Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e Bahia. Em sistema irrigado, tem potencial produtivo de seis toneladas por hectare. Apresenta resistência à debulha natural, moderada suscetibilidade às manchas foliares e ampla adaptação (recomendada para regiões com altitude superior a 400 m). O plantio em regiões com altitude superior a 900 m demonstra ainda expressiva elevação no rendimento, como também em regiões de clima quente.

BRS 264 - é uma cultivar de trigo da classe Pão (W médio de 241) com potencial produtivo de 7,5 toneladas por hectare. Recomendada para os estados de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Distrito Federal. Tem como principal diferencial a precocidade (110 dias no Distrito Federal), que diminui os custos de produção devido à menor demanda de água e energia elétrica.

Fonte:  UltimoInstante

Especialistas elegem café mineiro como o melhor da safra 2011

Belo Horizonte - Os cafés naturais da Serra da Mantiqueira, que conquistaram o selo de Indicação Geográfica com auxílio do Sebrae em Minas Gerais no ano passado, foram destaque no primeiro Cup of Excellence – Natural Late Harvest, concurso promovido pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA). O primeiro colocado na competição e outras noves amostras são produzidos em fazendas de Carmo de Minas, município que fica na região.

No total, 19 cafés do sul do estado foram selecionados para a final. Para chegar à última etapa do concurso, as amostras devem obter nota superior a 84 pontos em uma escala de 0 a 100. O júri é composto por degustadores e classificadores internacionais das principais empresas compradoras de café da Europa, América do Norte, Ásia e Oceania. Cafés naturais, conforme a Associação Brasileira da Indústria de Café, são aqueles colhidos e secos com a casca.

O melhor café natural da safra de 2011 obteve 91,656 pontos e é produzido no Sítio Colinas, em Carmo de Minas, pelo produtor Luiz Flávio de Castro. A produtora Ana Cristina Junqueira Vilela, do Sítio Vista Alegre, em Dom Viçoso, também na Serra da Mantiqueira, conquistou o segundo lugar, com 90,406 pontos. De acordo com os critérios mundiais de classificação dos concursos Cup of Excellence, cafés que superam a casa dos 90 pontos são considerados “presidenciais”.

Os lotes finalistas do Cup of Excellence serão leiloados no dia 14 de março. Segundo o presidente da BSCA, Luis Paulo Pereira Filho, compradores de todo o mundo devem pagar, em média, até U$ 1.100 mil por saca. A saca do lote vencedor deverá custar cerca de U$ 6 mil. Uma saca de café sem tal qualificação geralmente é comercializada por U$ 280,00.

O analista do Sebrae em Minas Gerais, Rogério Galuppo, responsável pelo projeto de internacionalização do café da Serra Mantiqueira, lembra que o resultado do concurso comprova a qualidade dos produtos especiais da região. “Agora trabalhamos em conjunto com os cafeicultores para reforçar a marca e a identidade regional da Serra da Mantiqueira”, afirma Galuppo.

 

Fonte:  Tosabendo

Eike deve investir em produção de café

São Paulo – O empresário Eike Batista está buscando novos negócios. De acordo com a coluna Radar, assinada pelo jornalista Lauro Jardim, na revista Veja, o bilionário estaria interessado em plantar e exportar café.

Depois de investir em negócios que vão de petróleo a hotéis, Eike comprou fazendas de café em Araxá, em Minas Gerais. Segundo a publicação, o homem mais rico do Brasil estaria planejando acrescentar um X em seu portfolio, a BCX.

O objetivo do empresário seria vender tanto no mercado interno quanto no exterior. No controle do grupo EBX, Eike comanda mais de 10 empresas, entre elas a OGX, de exploração de petróleo, o RJX, um time de volei no Rio de Janeiro, e a SIX, da área de automação industrial.

Na última semana, Eike anunciou também que pretende entrar na concorrência para a administrar o Maracanã. Em dezembro de 2011, o empresário já havia sinalizado que tinha interesse em investir no estádio e em outras arenas esportivas. Com tantas empresas, Eike não esconde de ninguém o seu objetivo de ser o homem mais rico do mundo, ultrapassando Carlos Slim, empresário dono da Claro.

 

Fonte:  Exame

Em MG, preço do café estimula investir na renovação dos cafezais

O bom preço do café está provocando uma corrida em busca de novas mudas em Minas Gerais.

Na esperança de que o mercado se mantenha compensador, os produtores voltaram a investir na renovação dos cafezais. Em uma fazenda em Santana da Vargem, que emprega 120 trabalhadores, a meta é plantar 400 mil mudas de café em 100 hectares até fevereiro.

O cafeicultor Antônio Santos, que está otimista, tem a intenção de manter uma média de safra anual. “A ideia é ter 100 hectares produzindo e 100 hectares que serão podados”, diz.

O agricultor Sebastião Cardoso está aumentando a área plantada da fazenda em Três Pontas. São mais de 100 mil pés. O trabalho começou há 15 dias e, aos poucos, o pasto se transforma em lavoura de café.

A Emater estima que em Campos Gerais haja um crescimento de 500 hectares de área plantada com café este ano, o que representa 1,5 milhão de novas plantas.

O crescimento das lavouras de café na região pode ser medido também nos viveiros que produzem as mudas de café. Quem deixou para comprar na última hora pagará mais caro pela planta e corre o risco de ficar sem o produto.

O agricultor Elias Pereira diz que vendia cada muda por R$ 0,35. Agora, a planta sai por R$ 0,50. Ele comercializou mais de um milhão de mudas e outras 500 mil estão encomendadas.

 

Fonte:  G1

 

Chuvas beneficiam plantações de café no Sul de Minas

As chuvas nos últimos dias em regiões cafeeiras do país têm sido benéficas para as lavouras, segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). A precipitação é essencial nesta época para o enchimento dos grãos e contribui para a perspectiva de recorde de safra do café para este ano.

Segundo César Botelho, coordenador do Núcleo Tecnológico do Café da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), pode haver prejuízo nas plantações mais novas devido à evasão de nutrientes e à diminuição da proteção do solo decorrentes do escoamento das águas pela lavoura, mas isso não deve comprometer a safra total. “O produtor ainda pode adotar medidas preventivas de conservação do solo, como manejar o mato, levantar terraços emergenciais e bacias de contenção”, afirma.

A previsão é de que em 2012, ano de alta bienalidade conforme a característica do grão, que tem produções maiores e menores em anos alternados, o Estado alcance uma produção maior do que na alta bienalidade anterior, ocorrida em 2010.

Em Itamogi, na região sul de Minas Gerais, houve prejuízos por conta da chuva de granizo que aconteceu nos últimos 30 dias. A chuva atingiu 17% da área de produção e a perda estimada foi de 10 mil sacas de café, um prejuízo de mais de R$ 5 milhões. O município, que tem 90% da economia baseada nos cafezais de pequenos produtores, esperava colher cerca de 170 mil sacas nesta safra.

Safra 2012
Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o país deve colher entre 48 e 52 milhões de sacas de 60 quilos do produto beneficiado. O crescimento pode chegar a até 20% na comparação com a safra anterior. O resultado confirma que este ano será a maior safra já produzida no Brasil, superando o recorde de 48 milhões de sacas colhidas no período de 2002/2003.

 

Fonte:  Sonoticias

 

Chuvas de verão beneficiam safra do café

Enquanto muitas cidades lamentam o excesso de chuvas, nas lavouras de café, as águas têm sido benéficas. Essenciais nesse período para o enchimento dos grãos, a chuva vem contribuindo para perspectiva de recorde de safra do café para este ano, segundo informações da Embrapa.

Com a maioria das plantações preparadas desde meados de 2011, as chuvas iniciadas por volta de dezembro, no Espírito Santo e Minas Gerais, eram bastante esperadas. Ainda assim, os dois estados chegaram a registrar prejuízos pontuais em alguns municípios, mas nada que afete, até o momento, a boa perspectiva da produção estadual.

Instituições de pesquisa de Minas e Espírito Santo, participantes do Consórcio Pesquisa Café, cujo programa de pesquisa é coordenado pela Embrapa Café, explicam o benefício da chuva para a plantação nesse período.

Lavoura

Segundo o coordenador do núcleo tecnológico do café da Epamig, César Botelho, as chuvas têm sido satisfatórias para a maioria das lavouras de Minas Gerais. “Para plantações mais novas – de dezembro e janeiro – talvez haja algum prejuízo, devido à evasão de nutrientes e diminuição da proteção do solo decorrentes do escoamento das águas pela lavoura, mas nada que comprometa a safra total”, comenta. De acordo com ele, o produtor ainda pode adotar medidas preventivas de conservação do solo, como manejar o mato, levantar terraços emergenciais e bacias de contenção. A previsão é que, com a bienalidade positiva em 2012, o estado alcance uma produção maior do que a anterior.

Na região do sul de Minas Gerais, em Itamogi, houve prejuízos por conta da chuva de granizo que aconteceu nos últimos 30 dias, atingindo cerca de 17% da área em produção no município. A perda estimada foi de 10 mil sacas de café, prejuízo de mais de cinco milhões de reais. A previsão era de que o município colhesse cerca de 170 mil sacas nesta safra. O município tem 90% de sua economia baseada na lavoura cafeeira, formada integralmente por pequenos produtores.

No Espírito Santo, as chuvas trazem benefícios para o café conilon, mantendo as boas previsões de produção para este ano. O pesquisador do Incaper, Antônio Lani, explica que a expectativa para região é que as chuvas durem até fevereiro. “O ideal é que chova até final de fevereiro, uma estiagem agora pode ser ruim para quem não tiver irrigação, gerando grãos mal formados. Aí sim, é prejuízo”, afirma.

Estiagem no sul

Para a cafeicultura, assim como as chuvas, a estiagem na região produtora do Paraná também não chegou a afetar as lavouras de café. Segundo o agrometeorologista do Iapar, Paulo Henrique Caramori, as águas começaram a cair na região cafeeira ainda em outubro e novembro, havendo apenas um pequeno período de seca no mês de dezembro. “A partir dessa semana, a previsão é que chuvas na região se regularizem, por isso não se espera prejuízo na região cafeeira do Paraná”, adianta.

 

Fonte:  Globo Rural

 

Café pode ter produção recorde em 2012

Segundo levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção brasileira de café da safra deste ano está estimada entre 48,97 e 52,27 milhões de sacas. Dessa forma, o crescimento fica entre os 12,6% e 20,2%, comparado com a safra de 2011, que foi de 43,8 milhões de sacas de 60 kg.

Um dos motivos deste aumento são os investimentos na lavoura feitos pelo produtor. Caso se confirme as expectativas, esta será a maior safra produzida no país, superando o recorde d 48,48 milhões de saca, no período de 2002-2003.

A espécie mais comercializada é a arábica, com 74,5% da produção nacional. Minas Gerais é o maior produtor. Já a espécie conilon representa 25,5% da produção cafeeira do País, e tem o Espírito Santo como maior produtor.

 

Fonte:  CapitalNews

 

Produtores de café avaliam prejuízos causados por chuva de granizo

Os produtores de café de Itamogi, no sul de Minas Gerais, enfrentaram cinco chuvas de granizo em apenas um mês, que atingiram 65 propriedades da região. O agricultor Carlos Simoni perdeu cerca de R$ 250 mil nos 40 hectares com café. “Infelizmente, a produção foi toda perdida”, lamenta.

O agricultor Luciano Volpe tem 10,5 plantados com café. Otimista com o preço da saca, ele investiu ainda mais em adubação e já teria um bom resultado. “A gente estava esperando colher uma safra boa e foi um investimento perdido. Eu já não foi colher o que pretendia”, calcula.

Foram cinco chuvas de granizo em cinco dias. A cooperativa de Itamogi estima que o prejuízo já chegue a R$ 5 milhões. Segundo o técnico agrícola, a previsão para a próxima safra no município era de 170 mil sacas. “Tivemos 6% de toda nossa produção perdida por conta do efeito climático adverso. Então, como o município tem 90% da economia voltada para a agricultura, a perda foi muito significativa”, avalia Eurípedes Cardeal.

A Emater está elaborando um laudo com os prejuízos para que os produtores possam buscar a ajuda do governo federal para recuperar as lavouras.

 

 

Fonte:  G1

Safra nacional 2012 de café deve bater recorde histórico

A safra 2012 de café deve bater um recorde histórico e alcançar entre 48,97 e 52,27 milhões de sacas, de acordo com levantamento feito pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Caso o número se confirme, esta será a maior safra produzida no país, superando o recorde de 48,48 milhões de sacas alcançadas no período 2002/2003.

O resultado representa crescimento de 12,6% a 20,2%, em relação à safra anterior, que foi de 43,48 milhões de sacas. O aumento se deve, principalmente, ao fato de 2012 ser ano de alta bienalidade, característica do grão que tem produtividade maior e menor em anos alternados.

Segundo a Conab, a produção nacional de café vem se desenvolvendo de forma crescente e consistente nos últimos dez anos. O café colhido em 2012 vai atender ao mercado interno, que cresce cerca de 4% ao ano, e recompor parcialmente os estoques nacionais a partir de agosto.

O secretário de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Manoel Bertone, lembrou que os países produtores do grão na América Central e na África estão com a produção estagnada. “Dessa forma, abre-se a possibilidade do país continuar como protagonista no mercado mundial do grão”, afirma.

Minas Gerais
O Estado de Minas Gerais, maior produtor de café do país, também deve ter uma produção recorde em 2012. A safra mineira deve ficar entre 25,5 milhões e 27,1 milhões de sacas. Os números superam o valor alcançado em 2002 e 2010 (também anos de alta bienalidade), quando Minas produziu 25,1 milhões de sacas.

O levantamento da Conab também mostra que Minas Gerais será responsável por 52% da safra nacional.

Fonte:  EPTV

Produção de trigo cai 1,6% em 2011, informa Conab

A produção nacional do trigo 2011, safra 2011/12, atingiu 5,788 milhões de toneladas, 1,6% menor que a da safra anterior, quando alcançou 5,881 milhões de toneladas, de acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A produtividade das lavouras do cereal caiu 2,3% para 2.672 quilos por hectare, de 2.736 kg/ha na safra anterior. A colheita já foi encerrada no País.

 

Na safra 2011, a área cultivada ficou em 2.166,2 mil hectares, 0,8% maior que a área cultivada na safra 2010/11, que foi de 2.149,8 mil hectares. Os Estados que apresentaram crescimento foram apenas Minas Gerais (2,2%), Distrito Federal (11,6%), São Paulo (6,1%) e Rio Grande do Sul (17,6%).

 

No Paraná, a área recuou 9,1%, para 1,042 milhão de hectares, e a produção cedeu 24,6%, para 2,501 milhões de toneladas. No Rio Grande do Sul, a área cresceu 17,6%, para 932,4 mil ha, e a produção avançou 38,9%, para 2,742 milhões de toneladas

 

 

Fonte: DGABC