Queijo de Minas no foco do mundo

Produto feito artesanalmente na Serra da Canastra será vedete de programa australiano especializado na iguaria e exibido em 22 países

Depois de ser tombado como patrimônio do estado e do país, o queijo artesanal feito em Minas vai ser a grande estrela do programa australiano Cheese slices, série internacional focada em queijos produzidos a partir do leite cru, e transmitida para 22 países. Comandado por um superespecialista no assunto, o australiano Will Studd, o Cheese slices escolheu o templo do queijo canastra para iniciar suas filmagens. No Mercado Central, Studd, que veio ao Brasil atraído pelo produto mineiro, experimentou um típico queijo meia-cura e aprovou. De certa forma, sua observação traduz o paladar do mineiro, que só no Mercado Central garante a venda de mais de 5 mil quilos de queijo por dia: “Muito bom. O gosto é intenso e pode ser um queijo muito viciante. Uma vez que você prova é difícil parar de consumi-lo.”

Os queijos artesanais de Minas farão a abertura da nova série de episódios do Cheese slices que vai ao ar no ano que vem, mostrando produtos de outros sete países. O programa já foi assistido por 35 milhões de
espectadores e traduzido para 11 línguas. “Viemos até o Brasil para provar o queijo canastra e mostrar ao mundo esse produto”, dizStudd, que há mais de três décadas trabalha como especialista em queijos e já foi premiado pelo governo francês. Ele elogiou o sabor diferenciado de todos os produtos que provou, inclusive do requeijão com raspas.

“O queijo canastra representa as regiões onde é fabricado, a habilidade dos fazendeiros, a variedade da
produção, a história, garante a continuidade da agricultura familiar e mantém a identidade de toda uma região.

Veja bem, ainda assim é ilegal”, diz o especialista australiano defendendo o processo de fabricação, que em
alguns países, como o Brasil, esbarra na legislação.

No ano passado, a Lei Estadual 14.185, que proibia a venda do queijo meia-cura, foi revogada pela Lei 20.549.

As regras sanitárias foram mantidas, mas o queijo, que representa 99% da produção do estado, antes proibido, poderá ser comercializado após regulamentação do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA). O órgão trabalha em pesquisas para definir a partir de quantos dias de maturação o meia-cura poderá ser liberado para a venda. “A lei estadual legaliza o comércio dentro do estado e deve ser regulamentada no ano que vem”, explica João Carlos Leite, produtor e presidente da Associação de Produtores de Queijo da Serra da Canastra.

Sem balança que dê a medida exata da produção artesanal, a receita passa de pai para filho nos quatros cantos de Minas. Com 27% da produção nacional, o estado é dono da maior bacia leiteira do país e também é o maior produtor de queijos a partir do leite cru. Aluísio Marques, consultor da ONG SerTãoBras, trabalhou em um levantamento da produção e estima que no Mercado Central mais de 5 mil quilos de queijo sejam vendidos por dia.

“Minas sempre viveu o conflito da liberdade responsável com o controle excessivo.” Que o diga Cláudio Costa, que antes de nascer estava no Mercado Central, onde sua mãe, grávida, já vendia os famosos queijos no comércio da família, a Casa Costa, fundada em 1958. “Em dias de movimento chegamos a vender 300 quilos por dia. A prateleira rapidamente fica vazia.” Edmilson da Fonseca, que trabalha há 13 anos na Queijaria Salim, confirma o sucesso do queijo.

“Mesmo com uma lei que proíbe a venda do queijo, olhem para isso, os consumidores garantem o mercado e compram”, comemora o apresentador australiano. O empresário Breno Castilho se considera dependente do queijo artesanal mineiro feito na Serra da Canastra. “Tem sabor diferenciado. Já visitei a região onde é feito e fiquei impressionado com a dedicação e carinho dos produtores.” A série Cheese slices está no ar mostrando a rota mundial do queijo desde 2004. “Quanto mais artesanal, mais sabor”, garante Studd.

FONTE: Estado de Minas

Custos pressionam preços do leite

Altas consecutivas são conseqüência da oferta reduzida do produto devido à estiagem.

O preço do leite recebido pelos produtores em outubro referente à produção entregue em setembro subiu 1,3% em relação ao mês anterior, com média de R$ 0,8097/litro (preço líqüido), de acordo com pesquisas do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Universidade de São Paulo (USP). A média é ponderada pelos estados de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Goiás e Bahia. O preço bruto, que inclui frete e impostos, foi para R$ 0,8808/litro. Em relação a outubro de 2011, porém, o recuo é de 5,5% em termos reais, ou seja, descontando-se a inflação (IPCA) do período.

Pesquisadores do Cepea indicam que essa terceira alta consecutiva é conseqüência da oferta reduzida de leite, dada a estiagem prolongada em várias regiões do Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste, e da finalização da safra sulista. Além disso, os custos de produção estão quase 20% mais elevados que no mesmo período de 2011 – dados de setembro. O encarecimento da alimentação concentrada é o item que mais pesa, limitando, inclusive, investimentos dos produtores.

Em setembro, o Índice de Captação de Leite (Icap-Leite/Cepea) registrou queda de 0,5% em relação a agosto. As variações foram relativamente pequenas nos sete estados da pesquisa. A queda mais expressiva, em torno de 2%, foi verificada em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul; em Goiás, a diminuição foi de 1,8%. Em Minas Gerais e no Paraná, o índice ficou praticamente estável. Em São Paulo, houve aumento em torno de 2%. Em relação a setembro de 2011, o índice esteve 1,3% superior. Considerando-se o acumulado em 12 meses, houve aumento de 2% frente aos 12 meses anteriores.

Custos pressionam preços do leite

Atacado – A menor oferta de leite tem elevado os preços também no mercado atacadista. De acordo com dados do Cepea, no atacado do Estado de São Paulo o preço médio do leite longa vida (UHT) em outubro, apurado até o dia 30, teve aumento de 3,1% frente ao mês anterior, com média de R$ 1,89/litro. O valor é praticamente estável se comparado a outubro/11.

No caso do queijo muzarela, houve alta de 3,5% no período, com média de R$ 11,13/kg. Em relação a outubro/11, entretanto, registra-se queda de 2,7% em termos nominais. A pesquisa é feita diariamente com laticínios e atacadistas.

Nesse cenário, de acordo com analistas do Cepea, a maior parte dos agentes de mercado consultados espera que os preços do leite

tenham estabilidade ou alta para o próximo pagamento. Para novembro – referente à produção entregue em outubro -, 54% dos compradores de leite entrevistados, que representam 33% do volume amostrado, acreditam em estabilidade de preços. Para 44% dos laticínios/cooperativas, que respondem por 64% do volume de leite da amostra, deve haver alta de preços, e apenas 2% dos entrevistados, que representam 3% do volume amostrado, acreditam em queda de preços.

A maior alta de preços foi novamente observada no Estado de Goiás, de 3,7%. A média foi para R$ 0,8572/litro (valor líqüido), a maior entre os estados pesquisados que compõem a média nacional. Em Minas Gerais, houve ligeiro aumento de 0,3%, com média de R$ 0,8233/litro. No Estado de São Paulo, o preço médio aumentou 0,9%, com o litro a R$ 0,8422.

No Espírito Santo, o preço médio líqüido foi de R$ 0,8005/litro em outubro, alta de 2,8% frente a setembro. No Rio de Janeiro, houve aumento de 4,9%, com média de R$ 0,8868/litro. Em Mato Grosso do Sul, houve ligeira queda de 0,3%, com média de R$ 0,7092/litro.

No Rio Grande do Sul, a alta foi de 0,9%, com o litro a R$ 0,7457. Em Santa Catarina, com o acréscimo de 1,6%, a média foi para R$ 0,7887/litro. No Estado paranaense, houve alta de 1,9%, com média de R$ 0,7859/litro. Na Bahia, o preço médio foi de R$ 0,8053/litro, aumento de 1,5% frente ao mês anterior. No Ceará, a alta foi de 3%, com média de R$ 0,8519/litro.

Fonte: Diário do Comércio – MG

Produção de leite no país pode crescer 4%

A produção formal de leite no país poderá crescer de 3% a 4% em 2012, segundo projeção divulgada pela Scot Consultoria a partir da análise de dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2011, conforme o IBGE, foram 21,8 bilhões de litros. Considerada também a participação do leite informal, que não passa por laticínios e cooperativas, o volume alcançou cerca de 31 bilhões de litros.
No primeiro trimestre deste ano, o IBGE registrou a captação “formal” de 5,7 bilhões de litros, 4,4% mais que em igual intervalo de 2011. A região Sul, que lidera a produção nacional, puxou o incremento verificado, com alta de 15,7%.

Apesar dos índices negativos registrados em abril (queda de 5,5% na captação nacional) e em maio (3%) e da ligeira alta em junho (aumento “preliminar” de 1,4%), a expectativa é que a produção leiteira retome sua força no segundo semestre, quando termina a entressafra e as pastagens tornam-se de melhor qualidade.
A projeção não descarta as pressões que podem influenciar os resultados. Entre elas estão o aumento dos custos causado pela alta dos preços dos farelos – consequência das cotações elevadas dos grãos – e a interferência do clima, cuja estiagem causou graves danos em algumas regiões do país.
 Fonte: Valor Econômico

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Industrialização de leite cresce 5,5% ao ano e comprova queda da informalidade

A informalidade na produção de leite diminuiu nos últimos anos no Brasil.

Entre 2007 e 2011, o volume de leite entregue para os laticínios cresceu 5,5% ao ano, segundo estudo inédito da Leite Brasil, associação nacional dos produtores.

Esse avanço contribuiu para diminuir o índice de informalidade do setor para 30%, ante 39% em 2000 e até 50% “no passado recente”, segundo Jorge Rubez, presidente da associação.

O nível dos investimentos nos laticínios comprova esse movimento. Cerca de R$ 1,8 bilhão foi destinado às indústrias de leite no ano passado, o equivalente a 11% do total investido na indústria de alimentos, segundo a Abia (Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação).

Rubez atribui a mudança à maior preocupação do consumidor, atualmente mais informado, com a origem do leite e de seus derivados.

Outro fator de estímulo à

formalidade é o aumento do consumo de lácteos no país -reflexo do maior poder de compra do brasileiro.

O consumo per capita de leite e derivados passou de 166 litros por ano para 170 litros desde meados do ano passado, afirmou Rubez.

Como as indústrias pagam melhores preços pelo leite, o produtor aproveitou o período de demanda firme para se aproximar delas.

Com a taxa de 5,5% ao ano, o Brasil liderou o crescimento na industrialização entre tradicionais produtores.

O resultado foi comemorado por Rubez, embora reconheça que a comparação com os países desenvolvidos, que têm altos índices de industrialização, seja prejudicada. Nos EUA e na Nova Zelândia, o mercado formal representa quase 100% da produção.

“Mas a Índia, que apresentou crescimento inferior ao do Brasil, tem taxa de informalidade de 88%”, disse.

 Fonte: Folha de S.Paulo

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Leite fermentado de cabra será mais uma opção alimentar

Crianças e adultos com alergia à proteína do leite de vaca ou problemas de digestão terão, em breve, mais uma opção saudável para alimentação: o leite fermentado de cabra. O produto está sendo produzido pela Fazenda Geneve, em Teresópolis, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) de Vassouras, num projeto com apoio da Faperj, por meio do edital de Apoio à Inovação Tecnológica no Estado do Rio de Janeiro.
“O leite de cabra tem glóbulos de gordura muito menores do que os da vaca e por isso é digerido mais facilmente. Além disso, sua concentração de minerais é mais alta, o que torna a bebida e seus derivados mais nutritivos”, explica o zootecnista Reinaldo Pires, que administra a fazenda, junto com a veterinária Rose Pires.
Bebida láctea fermentada é o produto obtido a partir da ação de micro-organismos lácteos específicos. Ou seja, é o resultado da combinação de leite in natura, soro de leite e o cultivo de bactérias lácticas.
“Formado por uma mistura de proteínas com diversas propriedades, como a emulsificação, a aeração e a formação de gel, o soro do leite caprino tem um considerável potencial de aplicações. Mas sua maior vantagem é ser altamente saudável, por conter elevadas concentrações de proteínas que apresentam quase todos os aminoácidos essenciais. Além disso, as proteínas do soro são facilmente digeríveis e rapidamente absorvidas pelo organimo humano, estimulando a síntese de proteínas do sangue e dos tecidos. É o motivo para que sejam classificadas pelos especialistas como proteínas de rápida metabolização, e por isso mesmo adequadas a situações de estresse metabólico, ou seja, aquelas em que o organismo necessita de uma reposição emergencial”, explica Reinaldo.
A produção do leite fermentado de cabra também será uma alternativa alimentar única no mercado fluminense, já que os produtos do gênero atualmente comercializados são de origem bovina. “Aqui, na Fazenda Geneve, essa produção também representa uma forma de preservação do meio ambiente, já que o descarte do soro de leite, resultante da fabricação de 1,5 toneladas mensais de queijos, provocaria danos ambientais. Em vez disso, doamos grande parte do nosso soro para a criação de porcos. Logo, esse soro será empregado na produção do nosso leite fermentado”, conta Rose.
O leite fermentado de cabra está em fase final de testes no Senai. Já foram avaliados o pH ideal para a bebida, o percentual entre a quantidade de leite e de soro e o tempo de prateleira. O produto também passou por um teste microbiológico para avaliar a quantidade ideal de lactobacilos que devem ser inseridos. O próximo passo serão os testes de degustação em supermercados. “Serão colocados à prova dois tipos de leite fermentado de cabra: mais e menos adocicado. Assim, veremos qual será a aceitação do público”, anima-se Rose. De acordo com a veterinária, o produto deverá ser comercializado dentro de aproximadamente cinco meses.
Com 28 hectares, a fazenda Geneve tem 200 cabras da raça suíça Saanen e uma produção leiteira de cerca de 12 mil litros mensais. “Essa raça é o equivalente às já conhecidas vacas holandesas: produzem leite de qualidade em grande quantidade. Não é à toa que nos tornamos recordistas em torneios leiteiros em todo o Brasil”, compara. Atualmente são fabricados na fazenda 12 tipos diferentes de queijos de cabra, como o tipo francês boursin aperitif, e mais duas variedades de iogurte.
O casal Rose e Reinaldo começou a produzir queijo há 20 anos. Viajaram para a França e fizeram cursos de produção de queijos, importaram equipamentos e hoje vendem seus produtos para grandes redes hoteleiras, como o Copacabana Palace e o Hotel Sofitel, e para renomados chefs de cozinha, como Rolland Villard, Olivier Cozan, Claude Troisgros, Flavia Quaresma e Roberta Sudbrack.
“Pretendemos repetir com o leite de cabra fermentado o mesmo sucesso que temos com os nossos queijos. A matéria-prima, que é o nosso leite, é incontestável no quesito qualidade. E, junto ao Senai, e com o apoio da Faperj, estamos nos empenhando para que nosso leite fermentado seja o melhor e que esteja ao alcance do grande percentual de crianças alérgicas a leite de vaca”, finaliza Rose.
Fonte: Agrosoft Brasil

Industrialização do leite reduziu informalidade a 32% da produção

Levantamento da Leite Brasil a partir de dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que a industrialização do setor leiteiro cresceu e contribuiu para reduzir a informalidade da atividade. De acordo com a entidade, entre 2000 e 2010 a produção total de leite cresceu 55% (4,5% ao ano), enquanto a oferta de leite industrializado aumentou 74% (5,7% ao ano) no mesmo período.

Leia maisImportação de leite pode desestimular produtor nacional

Por conta disso, o chamado leite formal aumentou sua participação de mercado de 61% em 2000 para 68% em 2010, enquanto o informal caiu de 39% em 2000 para 32% em 2010. De acordo com o presidente da Leite Brasil, a tendência é de um crescimento ainda maior na industrialização do leite nos próximos anos.

“A taxa de industrialização deve crescer em torno de 10% ao ano, principalmente em função dos investimentos do setor, que dobraram em 2010″, disse. Dado da Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação mostram que o investimento do setor de laticínios dobrou de 2009 para 2010, de R$ R$ 979 milhões para R$ 1,99 bilhão.

 

Fonte:  Economia Ig

Diferença no preço do pão francês chega a 68%

O preço do pão francês pode variar até 68% nos mercados de Sorocaba. Isso foi o que apontou a pesquisa feita ontem pelo Laboratório de Ciências Sociais Aplicadas da Universidade de Sorocaba (Uniso). O levantamento foi feito ontem em seis mercados da cidade e mostrou que os produtos básicos para o café da manhã podem ter até 24,8% de diferença entre os mercados de Sorocaba. A compra mais em conta foi feita no Paulistão por R$ 18,30, por outro lado, o café da manhã mais caro foi registrado no Extra, onde a compra ficaria em R$ 22,85.

Feita por estudantes da Uniso e coordenado pelo professor Manuel Payés, a pesquisa levantou os preços do pão francês, biscoito de água e sal, margarina, leite longa vida, café em pó (pacote de 500 gramas), achocolatado em pó e açúcar refinado. A diferença mais expressiva foi encontrada no pão francês que tem o quilo variando de R$ 3,99 a R$ 6,70. Esses preços foram encontrados no Paulistão e Carrefour, respectivamente. A variação é de 68%.

Como explica Payés, são tabulados as opções mais baratas do produto oferecido por cada estabelecimento. Esse fato, segundo ele, deve ser levado em consideração na hora da comparação. Assim, continua ele, a comparação fiel é feita apenas entre os preços dos produtos vendidos por quilo como é o caso do pão francês. A pesquisa foi feita no Paulistão, Santo, Coop. Walmart. Carrefour e Extra.

A pesquisa divulgada pela Uniso é parte do levantamento feito para o índice mensal da Cesta Básica sorocabana. Elaborada por dois estagiários o estudo será divulgado todas às terças-feiras e vai intercalar a publicação de preços dos produtos para o almoço, café da manhã, de higiene pessoal e limpeza doméstica. O levantamento completo, com a média de todas as semanas, é publicada no início do mês. Nessa publicação, porém, são divulgados os preços médios e, por isso, não há a relação dos mercados pesquisados e os preços por eles praticados.

Pesquisar é preciso

Fazer pesquisas antes de comprar é tido como essencial entre os economistas. O delegado do Conselho Regional de Economia (Corecon), Sidnei Oliveira, diz que a divulgação semanal dos preços é uma prestação de serviços para a comunidade e para toda a sociedade como um todo. “Informar as pessoas como estão se comportando os níveis de preços numa determinada praça é uma forma do economista contribuir para melhor utilização não só do dinheiro, mas dos recursos disponíveis como um todo”, pondera Oliveira que também é professor na Uniso.

No levantamento são divulgados os preços dos produtos e o preço total da compra. Assim, o consumidor tem condições de tomar decisões melhores. “A ideia é que haja condições para que com a pesquisa a pessoa possa poupar para poder investir em outra coisa, por exemplo”, diz o economista. Essa economia, como destaca Payés, pode ser tanto de dinheiro como de tempo. Como forma de atender a todas as necessidades básicas do consumidores, a pesquisa será divulgada semanalmente intercalando os temas. Na próxima terça-feira o levantamento trará os preços dos produtos para higiene pessoal e limpeza doméstica.

 

Fonte:  Portal Cruzeiro do Sul

Sefaz altera o valor real pesquisado do leite

O Diário Oficial do Estado (DOE) de hoje (27) traz uma Portaria da Secretaria de Estado de Fazenda que altera o Valor Real Pesquisado (VRP) do leite e seus derivados. A Portaria SAT de número 2244 entra em vigor a partir de quinta-feira (29).

De acordo com a Portaria, o leite “in natura” (saída dentro do Estado) está cotado em R$ 0,65 o litro. Já o leite “in natura” (saída para fora do Estado) está avaliado em R$ 0,84 o litro. O leite Longa Vida (produção Estadual) deve ser comercializado por R$ 2,08 o litro enquanto que o leite longa vida (entrada de fora do Estado) está orçado em R$ 2,27 o litro.

Além do leite, os seus derivados como doce de leite, manteiga e queijo, também sofreram alterações. A manteiga comum -a granel- está avaliada em R$ 3,25 o quilo. No caso o doce de leite para todos os tipos, marcas, embalagens está cotado em R$ 4,85 o quilo.

Já no caso do queijo, nove variedades foram pesquisadas. O Minas Frescal, por exemplo, deve ser comercializado por R$ 9,20 o quilo. O Minas Padrão está avaliado em R$ 10,50 o quilo. A famosa mussarela está orçada em R$ 8,50 o quilo. Para conferir a relação dos queijos que tiveram alteração no VRP acesse o Diário Oficial.

Pesquisa

O Valor Real Pesquisado substituiu a pauta de referência fiscal como base de valor mínimo para cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) nas transações de produtos. A nova forma de fixação de preços ampliou a base de dados da pesquisa realizada pela Sefaz com o objetivo de chegar mais próximo do valor real de comercialização no mercado.

Antes de fixar um valor mínimo, a informação é repassada às entidades representativas do respectivo setor, que podem concordar ou discordar com o valor apurado. As entidades têm três dias para se manifestar após a publicação em Diário Oficial. Todos os procedimentos e sistemática aplicada na obtenção do valor base são informados aos representantes setoriais.

 

 

Fonte:  Correio do Estado

Importação de leite pode desestimular produtor nacional

Desde a crise econômico-financeira mundial de 2008, o Brasil perdeu sua posição de exportador de leite e a balança comercial do setor ficou desequilibrada com o avanço da importação do produto. Principalmente o oriundo da Argentina e do Uruguai.

Segundo o copresidente da LBR Lácteos Brasil, empresa resultante da junção da Bom Gosto com a LeitBom, Wilson Zanatta, o País pode retomar sua condição, mas há alguns “percalços” a serem superados, como ampliar a assistência técnica e o esclarecimento aos produtores, utilização de insumos adequados e avançar na utilização da tecnologia na cadeia de produção.

“A importação de leite é crescente e se isso continuar pode desestimular o produtor brasileiro”, ressaltou hoje o executivo à Agência Estado, após participar do evento “Tá na Mesa”, da Federação das Associações Comerciais e de Serviço do Rio Grande do Sul (Federasul).

“O grande medo do setor é desestimular o produtor e aí, só depois disso, correr atrás do prejuízo. O ciclo de recuperação de uma bacia leiteira é muito mais longo do que o ciclo de suínos ou aves, por exemplo. É uma questão do governo nos auxiliar em um equilíbrio da balança do segmento”, completou.

Zanatta aguarda um resultado positivo na reunião de representantes do setor privado e do governo brasileiro no próximo dia 28, em Buenos Aires, na Argentina, para discutir a renovação do acordo de limitação voluntária das exportações de leite argentino para o mercado brasileiro. “Apesar de haver o Mercosul, que permite o livre comércio entre os países-membros, a Argentina limitou a entrada de alguns produtos nossos, o que abriu um precedente para outros setores, como o leite”, explicou.

O resultado da reunião pode ser uma ação de impedir o avanço da importação do produto, o que pode estimular o produtor. Na sua apresentação na Federasul sobre o futuro do agronegócio brasileiro, o copresidente da LBR afirmou que nos próximos dez anos a demanda por alimentos no mundo vai apresentar um crescimento de 20% e o agronegócio brasileiro tem de estar preparado para acompanhar esse mercado, unindo esforços e se articulando.

“Ainda não somos o celeiro do mundo, temos muito a evoluir. É preciso aumentar a produtividade e aproveitar a área disponível no Brasil para melhorar a rentabilidade do agronegócio”, afirmou, citando que soja, milho, celulose, álcool e frango são os setores que têm maior potencial de crescimento. No segmento de lácteos não é diferente.

Segundo ele, o consumo per capita brasileiro é de 160 litros/ano, enquanto no Uruguai e na Argentina, por exemplo, a média já chega a 220 litros/ano. “Precisamos evoluir em lácteos assim como o setor de suínos, frango fizeram e com eficiência. Necessitamos também melhorar a produtividade do rebanho de vacas ordenhadas”, lembrou Zanatta.

O executivo informou que o Brasil tem o segundo maior rebanho do mundo, mas também a segunda pior produtividade, com 1.700 litros/vaca/ano e o Japão é apenas o 12º maior em rebanho, mas com a segunda melhor produtividade, de 9.300 litros/vaca/ano. O Uruguai consegue captar 3.800 litros/vaca/ano e a Argentina, 4.000 litros/vaca/ano.

 

Fonte:  Economia Ig

 

 

Preço do leite tem alta ao produtor no Brasil

Depois de registrar queda de 1,42% no preço pago ao produtor em julho, a tendência agora é de modesta alta de 2,2% no valor do leite. Em julho, o preço final do leite padrão foi de R$ 0,6450 e a projeção é de que chegue a R$ 0,6594 em agosto, segundo avaliação do Conseleite. Para o assessor de Política Agrícola da Fetag, Airton Hochscheid, a variação indica estabilidade. Segundo o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, a expectativa é que não aumente nos próximos meses.

O que continua preocupando o setor são as importações de lácteos. “Nos primeiros sete meses deste ano, o Brasil importou 80% de lácteos do que entrou em todo o ano passado”, destaca Hochscheid. O tema foi passado durante a Expointer para a Subcomissão do Leite da Câmara Federal com a proposta de que o Brasil estabeleça cotas para a entrada de produtos do Mercosul. O assunto voltará à pauta do grupo no dia 14, para análise da situação e construção de uma agenda comum em prol dos produtores brasileiros de leite.

 

Fonte:  Sonoticias