Gigantes do leite unificam pleitos e criam associação

Gigantes do setor de lácteos, como Nestlé, DPA, Vigor, Danone, LBR e Fonterra, entre outras, uniram-se para criar uma associação das indústrias do setor.

Entre as principais missões da Viva Lácteos, que será lançada oficialmente hoje em Brasília, está a uniformização da tributação no setor, segundo César Helou, conselheiro da associação e proprietário do Laticínios Bela Vista, uma das empresas fundadoras.

Distorções tributárias entre empresas do ramo são apontadas como uma das causas da falta de competitividade do setor no país.

A modernização das normas sanitárias será outro pleito da entidade, que nasce com 29 associados responsáveis por cerca de 70% da captação de leite no Brasil, de acordo com César Helou.

Fonte: Folha de S. Paulo

Preço do leite cai 20%

A alta produção de leite no Estado vem derrubando os preços aos produtores e indústrias. A informação é do vicepresidente do Conseleite, Nelton de Souza. Nos últimos 150 dias a queda alcançou 20%.Ele alerta que os supermercados não estão reduzindo os preços na mesma proporção.

Fonte: Diário Catarinense

Alimentos limitam alta do IPC-S na 2ª quadrissemana

A queda dos alimentos continua dando alívio à inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S), apesar de o dado ter retornado ao campo positivo na segunda quadrissemana deste mês (período de 16 de julho a 15 de agosto). É o que mostra a Fundação Getulio Vargas (FGV).

Das cinco maiores influências negativas registradas no âmbito do IPC-S entre a primeira e a segunda leitura do mês, quatro são produtos alimentícios. A exceção foi o item tarifa de ônibus urbano, que saiu de declínio de 1,89% para recuo 0,81% na segunda medição do mês, cujos efeitos da revogação do reajuste dos preços das tarifas estão diminuindo. O IPC-S, por sua vez, subiu 0,05% ante declínio de 0,02% na primeira quadrissemana de agosto.

A maior variação foi apurada no preço do tomate, que saiu de deflação de 36,54% na primeira leitura deste mês para 25,24%. A segunda maior influência de baixa foi apurada no preço da batata-inglesa, que caiu 8,68% na segunda leitura, depois de variação negativa de 6,17%. A banana-prata também ficou ainda mais barata, ao passar de -5,46% para -6,16%.

Já o leite longa, apesar da desaceleração entre a primeira e a segunda leitura do mês (de 6,43% para 6,06%), continuou pressionando o grupo Alimentação, que no período passou de -0,11% para -0,08%. Além disso, os gastos dos consumidores com alimentação fora do domicílio ficaram mais elevados na segunda quadrissemana de agosto em 0,47%, de 0,36% na primeira. Outro produto que ficou mais caro foi a cerveja, com alta de 4,14% na primeira quadrissemana de agosto e de 4,33% na segunda. Ainda integram a lista de maiores altas no IPC-S da segunda quadrissemana do mês os itens aluguel residencial (de 0,61% para 0,58%) e plano e seguro de saúde (de 0,64% para 0,65%).

FONTE: A Tarde – BA

Tomar café da manhã é fundamental para a saúde

Os pesquisadores da universidade de Harvard concluíram que tomar café da manhã é fundamental para a saúde. O estudo mostra que desprezar a refeição aumenta o risco de problemas cardíacos, hipertensão e obesidade.
A pesquisa divulgada pela revista da Associação Americana do Coração revela o que há muito

os médicos dizem, que o café da manhã deve ser tratado como uma refeição especial e é o primeiro e decisivo passo para quem busca um dia com mais saúde.

Durante 16 anos pesquisadores acompanharam quase 16.000 americanos saudáveis e concluíram que homens que não tomam café da manhã têm 27% mais chances de sofrer ataque cardíaco e o risco de desenvolver diabetes do tipo II aumenta em 21%.

O estudo constatou ainda que homens que não fazem o desjejum acabam comendo mais durante o dia e desenvolvem o hábito de beliscar ao fim da noite.

A pesquisa mostra que a ausência da primeira refeição desenvolveria outros maus hábitos como fumar e beber em excesso. O estudo não levou em consideração outros grupos demográficos como jovens e mulheres.

FONTE: Bom Dia Brasil – Rede Globo

Produção leiteira passa por momento promissor

Diálogo entre elos da cadeia e ações de estímulo inserem setor em um cenário positivo para expansão da produção e busca da qualidade

Com perspectivas prósperas, a bacia leiteira do Rio Grande do Sul nunca foi alvo de tantos debates e prognósticos positivos. As projeções do Ministério da Agricultura (Mapa) são de que se consiga aumentar em 50% a exportação do leite nos próximos 10 anos. O Mapa destaca que as grandes apostas são nas melhorias para que o pequeno produtor possa aumentar a produtividade e na expectativa de aumento do consumo interno do leite. “A expectativa não podia ser melhor”, avalia o superintendente federal da pasta, Francisco Signor. “Tínhamos um prognóstico muito ruim e, para nossa surpresa, o leite melhorou nos quesitos qualidade e preço”, destaca.

Com o melhor preço pago ao produtor desde 2007, a cadeia é favorecida pelo contexto internacional e vê a possibilidade de aumento do consumo interno, dentro desse cenário, como um dos grandes impulsionadores do segmento. Dados da Emater apontam que, de 2008 a 2012, a produção nacional tem ficado abaixo da expectativa de consumo, que registra aumento. Isso porque, ao mesmo tempo em que o mercado de consumo interno é potente, os preços pagos ao produtor não estimulavam. “Neste momento, os preços internacionais estão lá em cima. É um bom cenário para o produtor se organizar ainda mais e fazer o caixa”, sinaliza o assessor técnico da Emater Lauro Edilson Bernardi, que ressalta que este é o melhor momento para investir.

O leite é um alimento cada vez mais representativo no Rio Grande do Sul, estado que ocupa o segundo lugar no ranking nacional em volume. “A produtividade gaúcha é mais alta, o clima é mais adequado e permite trabalhar com mais qualidade com o gado holandês, então, tudo indica que seremos os grandes produtores de leite do Brasil”, prevê o presidente da Associação dos Pequenos Produtores de Laticínios (Apil), Clovis Marcelo Roesler. Para o dirigente, em poucos anos, o Rio Grande do Sul vai superar Minas Gerais, que é, no momento, o maior produtor.

A cadeia como um todo passa por um momento muito positivo, mas o assessor de política agrícola da Fetag, Airton Hochscheid, alerta que, no entanto, há desafios a serem vencidos. A implantação de medidas anunciadas pelo governo estadual e, principalmente, a qualificação para o produtor são fundamentais para garantir maior produtividade e qualidade ao produto gaúcho. “Em termos de linhas de financiamento, estamos muito bem servidos. Precisamos, agora, ampliar e qualificar a assistência técnica para que aquele produtor que deseja fazer investimento possa obter o retorno que ele espera”, argumenta. O presidente da Apil lembra que, nesse aspecto, a qualificação é mais promissora do que o próprio investimento financeiro.

Embora a produção gaúcha ainda tenha questões a superar, a atual situação da cadeia desenha um dos períodos de maior perspectiva de crescimento e as oportunidades acompanham os prognósticos positivos. O consultor da Câmara Setorial do Leite da Secretaria da Agricultura Oreno Ardêmio Heineck ressalta que os produtores têm garantida a compra do leite pelas indústrias por conta da ociosidade produtiva. “Para os transportadores (não atravessadores), há garantia de frete ascendente; para as indústrias, a possibilidade de expansão natural de 40% no mercado nacional e de conquista de um mercado externo hoje inexplorado no País; e, para os fornecedores de máquinas, equipamentos e insumos, a disponibilização da clientela de uma cadeia produtiva que agora está se estruturando, se organizando e se qualificando”, acrescenta sobre as perspectivas num horizonte de 10 anos.
Setor recrudesce ações de combate à fraude

A Operação Leite Compensado, que completa três meses, evidenciou a ocorrência de uma adulteração até então desconhecida pelo setor. Durante a fase de transporte do leite cru para a indústria, fraudadores adicionavam água e ureia com formol ao produto – a primeira para elevar a quantidade de proteína da mistura e o formol para mascarar a presença de ureia. “A operação foi necessária para dar visibilidade às distorções ainda existentes, especialmente no segmento coleta e transporte, no qual havia, e está sendo enfrentado, um certo vazio de ação do Estado”, detalha o secretário adjunto da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Agronegócio (Seapa), Cláudio Fioreze. Além de adotar a Instrução Normativa 62 do Ministério da Agricultura estabelecer programas de qualidade da coleta e transporte, entre outras ações, a Seapa prevê para este ano a contratação de 130 novos fiscais estaduais agropecuários – 110 destinados à inspeção sanitária agropecuária.

“O mundo inteiro desconhecia essa fraude”, menciona o presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Rio Grande do Sul (Sindilat-RS), Wilson Zanata. “Estamos com uma agenda positiva junto ao Ministério da Agricultura para que as análises sejam transparentes e eficientes”, acrescenta. Trabalhando em conjunto, Superintendência Federal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SFA/RS), Seapa, Sindilat e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) promovem ações de orientação aos produtores, detalhando as condições em que o leite deve ser entregue e transportado até a indústria.

“Acredito que vamos demorar muito tempo, agora, para ter problema de fraude. O Mapa vai exigir cada vez mais das empresas que cuidem daquilo que recebem, conforme determina a legislação”, assegura o superintendente federal do Ministério da Agricultura, Francisco Signor. “Esse diálogo sempre existiu e tem sido fortalecido. Somos a favor da fiscalização e da transparência. Ninguém brinca com isso”, salienta Zanata.
Poder público, produtores e indústria debatem propostas

Com o objetivo de dobrar a produção de leite em 10 anos, a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Agronegócio (Seapa) divulgou, ainda no contexto da crise, uma série de iniciativas para impulsionar o setor. As medidas, conforme o consultor da Câmara Setorial do Leite da Secretaria da Agricultura Oreno Ardêmio Heineck, devem estar implantadas em setembro, segundo estimava do secretário-adjunto da Seapa, Cláudio Fioreze.

Duas propostas têm foco direto no estímulo ao produtor. O programa Mais Água Mais Renda, que assegura subsídio total (considerando carência, prazo, juros fixos e subvenção de 30% do governo estadual) de 60% a 70% no financiamento de sistema completo de irrigação, diz Fioreze, tem o objetivo de aumentar a produtividade. Dados da Emater apontam que a produtividade pode chegar a mais de 20 mil litros de leite por hectare utilizando irrigação e pastoreio rotativo.

Com foco no incentivo ao uso de resfriadores de expansão direta e de ordenhadeiras, o programa Mais Leite de Qualidade foi lançado em março, tendo como meta colocar 44 mil resfriadores no Estado em quatro anos, praticamente zerando o déficit estimado para esses equipamentos. “Até aqui, está em fase de estruturação e formalização de convênios com fabricantes, laticínios, bancos e entidades representativas do setor”, pontua o secretário adjunto.

Outros três mecanismos independentes visam a criar um modelo de produção sistematizado: o Programa de Desenvolvimento da Cadeia Produtiva do Leite no Rio Grande do Sul (Prodeleite/RS), o Fundo de Desenvolvimento da Cadeia Produtiva do Leite (Fundoleite) e o Instituto Gaúcho do Leite (IGL). O Prodeleite é um projeto de lei, que, de acordo com Fioreze, será encaminhado para a Assembleia Legislativa até o fim do mês e estrutura “seis áreas de ação: políticas públicas, sanidade animal e qualidade do leite, genética, alimentação animal, gestão da propriedade rural, comercialização do leite e seus derivados”.

Já o IGL terá o papel de preparar projetos estratégicos para o desenvolvimento da cadeia do leite, que o Fundoleite irá financiar. Ao mesmo tempo, o banco de dados hoje inexistente se transformará em um centro de inteligência e em organismo de apoio à gestão da cadeia. “É muito similar ao Instituto Brasileiro do Vinho, no qual nos inspiramos”, detalha o secretário adjunto.

Em tramitação na Assembleia Legislativa, o Fundoleite é um dos pontos mais controversos até o momento. Descrito por Fioreze como um fundo constituído por recursos públicos estaduais e privados, mas majoritariamente públicos, e destinado a financiar os projetos indicados pela cadeia produtiva, ele tem sido alvo de debate quanto à gestão. “Se o fundo tiver parte do recurso oriundo da iniciativa privada, não faz sentido que seja gerido pelo poder público”, critica Wilson Zanata, presidente do Sindilat-RS. Zanata pondera que o diálogo tem avançado e que deve chegar a um bom termo para todos.

Cadeia é a mais estimulante para permanência no campo

Com uma produção média diária de 2 mil litros de leite, Cláudio Schiefelbein, integrante do conselho de administração da Cooperativa Agrícola Mista General Osório (Cotribá), de Ibirubá, é um entusiasta da cadeia e já venceu 25 concursos de produção leiteira no Estado. A produtividade é garantida por um rebanho de 70 vacas, número que garante média de 30 litros por animal. A receita do sucesso, garante, está no tripé manejo, alimentação e reprodução, sendo este último um dos aspectos que considera mais relevantes. “O investimento no processo de reprodução é alto, não é rápido, mas é um processo importante e, com certeza, graças ao investimento em reprodução, em poucos anos vamos ter grandes vacas no Rio Grande do Sul”, assegura.

Schiefelbein ressalta o potencial da cadeia leiteira no Estado e estende as oportunidades às gerações futuras. “Hoje, todos os produtores têm computador e até Facebook, é o produtor do século XXI, que está muito bem informado. Eu conheço bem a área e digo que esse setor vai crescer muito”, sentencia. Segundo ele, os produtores vão melhorar muito a qualidade e aumentar a quantidade de leite produzido no Estado. Aos produtores que se dedicarem também ao investimento em genética, o cenário é ainda mais promissor. “Além de vender leite, tem que vender a genética”, reforça. “Isso com certeza estimula produtores e a família a permanecer no campo.”

Pai de três filhos, Schiefelbein vê, dentro da própria casa, o interesse dos jovens em permanecer no campo. Os jovens estão na universidade, dois com pretensão de atuar em propriedades rurais. “Tenho uma filha cursando Medicina Veterinária, um filho cursando Agronomia e uma outra filha que estuda Odontologia”, comenta. “Hoje, se fala muito da sucessão familiar e eu acredito nisso. Há anos atrás, o êxodo rural foi grande e, agora, estamos preparando nossos filhos para permanecer na propriedade. Espero que não seja assim só comigo e que outras famílias também mantenham os filhos nas propriedades, porque é bom”, destaca.

“A produção de leite é aquela atividade que tem potencial de contemplar cada vez mais pessoas e é a atividade mais direcionada para agricultura familiar e a mais viável para permanência no campo”, reforça o superintendente federal do Ministério da Agricultura, Francisco Signor. Entre as características que colaboram para que a produção leiteira seja estimulante para permanência no campo, Signor ressalta que o leite é produzido praticamente em todo Rio Grande do Sul. “Hoje, a cadeia do leite, especialmente para o pequeno produtor, é a mais rentável e tem outra vantagem que, é a garantia de renda mensal. Com a tecnologia que se tem, o serviço no campo é brando”, complementa o presidente da Associação dos Pequenos Produtores de Laticínios (Apil), Clovis Marcelo Roesler.

FONTE: Jornal do Comércio – RS

zp8497586rq

Queijo de Minas no foco do mundo

Produto feito artesanalmente na Serra da Canastra será vedete de programa australiano especializado na iguaria e exibido em 22 países

Depois de ser tombado como patrimônio do estado e do país, o queijo artesanal feito em Minas vai ser a grande estrela do programa australiano Cheese slices, série internacional focada em queijos produzidos a partir do leite cru, e transmitida para 22 países. Comandado por um superespecialista no assunto, o australiano Will Studd, o Cheese slices escolheu o templo do queijo canastra para iniciar suas filmagens. No Mercado Central, Studd, que veio ao Brasil atraído pelo produto mineiro, experimentou um típico queijo meia-cura e aprovou. De certa forma, sua observação traduz o paladar do mineiro, que só no Mercado Central garante a venda de mais de 5 mil quilos de queijo por dia: “Muito bom. O gosto é intenso e pode ser um queijo muito viciante. Uma vez que você prova é difícil parar de consumi-lo.”

Os queijos artesanais de Minas farão a abertura da nova série de episódios do Cheese slices que vai ao ar no ano que vem, mostrando produtos de outros sete países. O programa já foi assistido por 35 milhões de
espectadores e traduzido para 11 línguas. “Viemos até o Brasil para provar o queijo canastra e mostrar ao mundo esse produto”, dizStudd, que há mais de três décadas trabalha como especialista em queijos e já foi premiado pelo governo francês. Ele elogiou o sabor diferenciado de todos os produtos que provou, inclusive do requeijão com raspas.

“O queijo canastra representa as regiões onde é fabricado, a habilidade dos fazendeiros, a variedade da
produção, a história, garante a continuidade da agricultura familiar e mantém a identidade de toda uma região.

Veja bem, ainda assim é ilegal”, diz o especialista australiano defendendo o processo de fabricação, que em
alguns países, como o Brasil, esbarra na legislação.

No ano passado, a Lei Estadual 14.185, que proibia a venda do queijo meia-cura, foi revogada pela Lei 20.549.

As regras sanitárias foram mantidas, mas o queijo, que representa 99% da produção do estado, antes proibido, poderá ser comercializado após regulamentação do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA). O órgão trabalha em pesquisas para definir a partir de quantos dias de maturação o meia-cura poderá ser liberado para a venda. “A lei estadual legaliza o comércio dentro do estado e deve ser regulamentada no ano que vem”, explica João Carlos Leite, produtor e presidente da Associação de Produtores de Queijo da Serra da Canastra.

Sem balança que dê a medida exata da produção artesanal, a receita passa de pai para filho nos quatros cantos de Minas. Com 27% da produção nacional, o estado é dono da maior bacia leiteira do país e também é o maior produtor de queijos a partir do leite cru. Aluísio Marques, consultor da ONG SerTãoBras, trabalhou em um levantamento da produção e estima que no Mercado Central mais de 5 mil quilos de queijo sejam vendidos por dia.

“Minas sempre viveu o conflito da liberdade responsável com o controle excessivo.” Que o diga Cláudio Costa, que antes de nascer estava no Mercado Central, onde sua mãe, grávida, já vendia os famosos queijos no comércio da família, a Casa Costa, fundada em 1958. “Em dias de movimento chegamos a vender 300 quilos por dia. A prateleira rapidamente fica vazia.” Edmilson da Fonseca, que trabalha há 13 anos na Queijaria Salim, confirma o sucesso do queijo.

“Mesmo com uma lei que proíbe a venda do queijo, olhem para isso, os consumidores garantem o mercado e compram”, comemora o apresentador australiano. O empresário Breno Castilho se considera dependente do queijo artesanal mineiro feito na Serra da Canastra. “Tem sabor diferenciado. Já visitei a região onde é feito e fiquei impressionado com a dedicação e carinho dos produtores.” A série Cheese slices está no ar mostrando a rota mundial do queijo desde 2004. “Quanto mais artesanal, mais sabor”, garante Studd.

FONTE: Estado de Minas

Produção de leite no país pode crescer 4%

A produção formal de leite no país poderá crescer de 3% a 4% em 2012, segundo projeção divulgada pela Scot Consultoria a partir da análise de dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2011, conforme o IBGE, foram 21,8 bilhões de litros. Considerada também a participação do leite informal, que não passa por laticínios e cooperativas, o volume alcançou cerca de 31 bilhões de litros.
No primeiro trimestre deste ano, o IBGE registrou a captação “formal” de 5,7 bilhões de litros, 4,4% mais que em igual intervalo de 2011. A região Sul, que lidera a produção nacional, puxou o incremento verificado, com alta de 15,7%.

Apesar dos índices negativos registrados em

abril (queda de 5,5% na captação nacional) e em maio (3%) e da ligeira alta em junho (aumento “preliminar” de 1,4%), a expectativa é que a produção leiteira retome sua força no segundo semestre, quando termina a entressafra e as pastagens tornam-se de melhor qualidade.
A projeção não descarta as pressões que podem influenciar os resultados. Entre elas estão o aumento dos custos causado pela alta dos preços dos farelos – consequência das cotações elevadas dos grãos – e a interferência do clima, cuja estiagem causou graves danos em algumas regiões do país.
 Fonte: Valor Econômico

zp8497586rq

Industrialização de leite cresce 5,5% ao ano e comprova queda da informalidade

A informalidade na produção de leite diminuiu nos últimos anos no Brasil.

Entre 2007 e 2011, o volume de leite entregue para os laticínios cresceu 5,5% ao ano, segundo estudo inédito da Leite Brasil, associação nacional dos produtores.

Esse avanço contribuiu para diminuir o índice de informalidade do setor para 30%, ante 39% em 2000 e até 50% “no passado recente”, segundo Jorge Rubez, Cialis dosagem presidente da associação.

O nível dos investimentos nos laticínios comprova esse movimento. Cerca de R$ 1,8 bilhão foi destinado às indústrias de leite no ano passado, o equivalente a 11% do total investido na indústria de alimentos, segundo a Abia (Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação).

Rubez atribui a mudança à maior preocupação do consumidor, atualmente mais informado, com a origem do leite e de seus derivados.

Outro fator de estímulo à

formalidade é o aumento do consumo de lácteos no país -reflexo do maior poder de compra do brasileiro.

O consumo per capita de leite e derivados passou de 166 litros por ano para 170 litros desde meados do ano passado, afirmou Rubez.

Como as indústrias pagam melhores preços pelo leite, o produtor aproveitou o período de demanda firme para se aproximar delas.

Com a taxa de 5,5% ao ano, o Brasil liderou o crescimento na industrialização entre tradicionais produtores.

O resultado foi comemorado por Rubez, embora reconheça que a comparação com os países desenvolvidos, que têm altos índices de industrialização, seja prejudicada. Nos EUA e na Nova Zelândia, o mercado formal representa quase 100% da produção.

“Mas a Índia, que apresentou crescimento inferior ao do Brasil, tem taxa de informalidade de 88%”, disse.

 Fonte: Folha de S.Paulo

zp8497586rq

Leite fermentado de cabra será mais uma opção alimentar

Crianças e adultos com alergia à proteína do leite de vaca ou problemas de digestão terão, em breve, mais uma opção saudável para alimentação: o leite fermentado de cabra. O produto está sendo produzido pela Fazenda Geneve, em Teresópolis, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) de Vassouras, num projeto com apoio da Faperj, por meio do edital de Apoio à Inovação Tecnológica no Estado do Rio de Janeiro.
“O leite de cabra tem glóbulos de gordura muito menores do que os da vaca e por isso é digerido mais facilmente. Além disso, sua concentração de minerais é mais alta, o que torna a bebida e seus derivados mais nutritivos”, explica o zootecnista Reinaldo Pires, que administra a fazenda, junto com a veterinária Rose Pires.
Bebida láctea fermentada é o produto obtido a partir da ação de micro-organismos lácteos específicos. Ou seja, é o resultado da combinação de leite in natura, soro de leite e o cultivo de bactérias lácticas.
“Formado por uma mistura de proteínas com diversas propriedades, como a emulsificação, a aeração e a formação de gel, o soro do leite caprino tem um considerável potencial de aplicações. Mas sua maior vantagem é ser altamente saudável, por conter elevadas concentrações de proteínas que apresentam quase todos os aminoácidos essenciais. Além disso, as proteínas do soro são facilmente digeríveis e rapidamente absorvidas pelo organimo humano, estimulando a síntese de proteínas do sangue e dos tecidos. É o motivo para que sejam classificadas pelos especialistas como proteínas de rápida metabolização, e por isso mesmo adequadas a situações de estresse metabólico, ou seja, aquelas em que o organismo necessita de uma reposição emergencial”, explica Reinaldo.
A produção do leite fermentado de cabra também será uma alternativa alimentar única no mercado fluminense, já que os produtos do gênero atualmente comercializados são de origem bovina. “Aqui, na Fazenda Geneve, essa produção também representa uma forma de preservação do meio ambiente, já que o descarte do soro de leite, resultante da fabricação de 1,5 toneladas mensais de queijos, provocaria danos ambientais. Em vez disso, doamos grande parte do nosso soro para a criação de porcos. Logo, esse soro será empregado na produção do nosso leite fermentado”, conta Rose.
O leite fermentado de cabra está em fase final de testes no Senai. Já foram avaliados o pH ideal para a bebida, o percentual entre a quantidade de leite e de soro e o tempo de prateleira. O produto também passou por um teste microbiológico para avaliar a quantidade ideal de lactobacilos que devem ser inseridos. O próximo passo serão os testes de degustação em supermercados. “Serão colocados à prova dois tipos de leite fermentado de cabra: mais e menos adocicado. Assim, veremos qual será a aceitação do público”, anima-se Rose. De acordo com a veterinária, o produto deverá ser comercializado dentro de aproximadamente cinco meses.
Com 28 hectares, a fazenda Geneve tem 200 cabras da raça suíça Saanen e uma produção leiteira de cerca de 12 mil litros mensais. “Essa raça é o equivalente às já conhecidas vacas holandesas: produzem leite de qualidade em grande quantidade. Não é à toa que nos tornamos recordistas em torneios leiteiros em todo o Brasil”, compara. Atualmente são fabricados na fazenda 12 tipos diferentes de queijos de cabra, como o tipo francês boursin aperitif, e mais duas variedades de iogurte.
O casal Rose e Reinaldo começou a produzir queijo há 20 anos. Viajaram para a França e fizeram cursos de produção de queijos, importaram equipamentos e hoje vendem seus produtos para grandes redes hoteleiras, como o Copacabana Palace e o Hotel Sofitel, e para renomados chefs de cozinha, como Rolland Villard, Olivier Cozan, Claude Troisgros, Flavia Quaresma e Roberta Sudbrack.
“Pretendemos repetir com o leite de cabra fermentado o mesmo sucesso que temos com os nossos queijos. A matéria-prima, que é o nosso leite, é incontestável no quesito qualidade. E, junto ao Senai, e com o apoio da Faperj, estamos nos empenhando para que nosso leite fermentado seja o melhor e que esteja ao alcance do grande percentual de crianças alérgicas a leite de vaca”, finaliza Rose.
Fonte: Agrosoft Brasil

Industrialização do leite reduziu informalidade a 32% da produção

Levantamento da Leite Brasil a partir de dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que a industrialização do setor leiteiro cresceu e contribuiu para reduzir a informalidade da atividade. De acordo com a entidade, entre 2000 e 2010 a produção total de leite cresceu 55% (4,5% ao ano), enquanto a oferta de leite industrializado aumentou 74% (5,7% ao ano) no mesmo período.

Leia maisImportação de leite pode desestimular produtor nacional

Por conta disso, o chamado leite formal aumentou sua participação de mercado de 61% em 2000 para 68% em 2010, enquanto o informal caiu de 39% em 2000 para 32% em 2010. De acordo com o presidente da Leite Brasil, a tendência é de um crescimento ainda maior na industrialização do leite nos próximos anos.

“A taxa de industrialização deve crescer em torno de 10% ao ano, principalmente em função dos investimentos do setor, que dobraram em 2010″, disse. Dado da Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação mostram que o investimento do setor de laticínios dobrou de 2009 para 2010, de R$ R$ 979 milhões para R$ 1,99 bilhão.

Fonte:  Economia Ig

jfdghjhthit45
zp8497586rq