Trigo: incidência de brusone exige cuidados do produtor

As perdas nas lavouras de trigo na região do Brasil Central, em função da brusone, doença causada pelo fungo Pyricularia grisea, estão preocupantes nesta safra, pois atingiu proporções epidêmicas. A estimativa das perdas está na faixa de 20% a 30% das lavouras implantadas no Cerrado dos estados de Mato Grosso, Minas Gerais, Goiás e Distrito Federal. Em algumas lavouras as perdas chegam até a 100%. Até a maturação final dos grãos, os produtores devem tomar alguns cuidados, tais como, monitorar suas lavouras diariamente, utilizar no momento correto os fungicidas indicados para controle da doença e alterar o manejo de irrigação.

As recomendações são feitas pelo pesquisador Julio Cesar Albrecht, da Embrapa Cerrados (Brasília-DF), unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária –Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). “Está havendo dificuldade de controle da doença, pois quando os sintomas aparecem visíveis em forma de espigas infectadas, o fungo já está instalado e o controle comprometido”, afirma Albrecht.

Nesta safra, as maiores perdas são verificadas nas lavouras implantadas no mês de abril. Embora este seja o início do período recomendado para o plantio, as condições climáticas atípicas deste ano provocaram a alta incidência da brusone. A ocorrência de chuvas no período de seca, temperaturas acima de 22ºC, tempo de molhamento da planta acima de 10 horas, dias nublados e alta umidade relativa no ar causaram as condições ideais para a proliferação da doença.

“As chuvas prolongaram-se muito este ano, ocorreram frequentes precipitações nos meses de abril, maio e junho, o que favoreceu o aparecimento da brusone. O produtor deve ficar atento às condições climáticas no período do plantio da lavoura. Quando ainda estiver chovendo muito neste período, o produtor deve retardar o plantio. Na atual safra, as lavouras plantadas mais tarde, no mês de maio, estão com prejuízos menores”, destacou Albrecht.

Monitoramento – O controle da doença deve ser preventivo. Em ano com condiçõ

es climáticas favoráveis à proliferação da brusone, a primeira aplicação do fungicida deve ocorrer logo no início do espigamento e as seguintes a cada 12 dias. De acordo com o pesquisador, os fungicidas mais indicados para evitar o avanço da doença na lavoura são as misturas dos princípios ativos estrobirulina e triazol. Outro produto que tem apresentado bons resultados é o tebuconazole. Na aplicação dos fungicidas é muito importante que o volume de calda aplicado seja de 200 a 250 litros por hectare.

Em anos de alta incidência da doença o manejo da irrigação deve ser alterado. A recomendação é fazer as irrigações apenas durante o período da noite. O intervalo entre as irrigações deve ser maior para diminuir o tempo de molhamento da parte área das plantas.

O sintoma típico da brusone é o branqueamento parcial da espiga, comumente da metade para o ápice. Embora possa afetar outras partes da parte aérea da planta, como as folhas, é mais comum, principalmente no Cerrado, atingir as espigas. Nas folhas, as lesões são elípticas com o centro claro acinzentado e as margens de cor marrom escuro.

O pesquisador explica que o agente causal da brusone sobrevive em restos culturais e é capaz de infectar inúmeras gramíneas nativas e cultivadas. Portanto, o inóculo é abundante nos locais de ocorrência da doença. A dispersão dos esporos é feita pelo vento, com tempo seco, a longa distância, pois os esporos são leves.

Perdas econômicas – A importância dessa doença decorre das reduções no rendimento e na qualidade de grãos. Quando a infecção é precoce, os grãos, se houver, apresentam-se deformados, pequenos e com baixo peso hectolítrico, e a maioria é eliminado nos processos de colheita e de beneficiamento.

A Embrapa Cerrados possui projetos em andamento que visam identificar e desenvolver variedades de trigo resistentes à brusone. No entanto, a pesquisa é de médio a longo prazo para o lançamento de cultivares com resistência à doença. Além do Brasil, observa-se a ocorrência de brusone em alguns países da América Latina.
Fonte: Cenariomt

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'Consórcio do Café' valida nova técnica que diminui custos

O Brasil, que já avançou em produtividade na cafeicultura, com média de 25 a 30 sacas por hectare, tem condições de ampliar ainda mais seu potencial por meio do manejo das lavouras e alcançar entre 30 e 35 sacas por hectare. Várias cultivares melhoradas já estão à disposição do produtor e algumas pesquisas prometem maior eficiência à atividade, como a mecanização do café robusta e o plantio do capim braquiária em meio à plantação.
Grande parte dos estudos é feita pelo Consórcio Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento do Café, iniciado há 15 anos. Formado por cerca de 40 instituições, entre elas, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Epamig, Iapar, o consórcio traz em seu currículo o maior programa de estudos sobre café no mundo.
A meta é oferecer ao mercado, em quatro a cinco anos, uma variedade tolerante à seca, problema que afeta seriamente a cafeicultura nos últimos anos. A seca é responsável por diminuir o peso do fruto e a produção, pois provoca o abortamento de flores e queda do fruto ainda pequeno da planta, chamado de chumbinho.
Pesquisa como o estresse hídrico controlado, que possibilita a maturação uniforme dos frutos, colaborou para a diminuição da bienalidade da espécie arábica, em que um ano de alta produção é seguido por outro de menor colheita. A tecnologia desenvolvida para o Cerrado, combinada à nutrição equilibrada e irrigação, proporciona maior produtividade e crescimento do cafeeiro.
Outra aposta dos pesquisadores é o plantio de braquiária entre os pés de café, que inibe as plantas invasoras e reduz a aplicação de herbicidas, provocan

do a redução dos custos e menor impacto ambiental. Depois de roçada, a braquiária forma uma camada de nutrientes para a planta, principalmente o fósforo, que fica retido no solo. O nutriente garante energia para a planta, forma novos ramos, e aumenta a produção.
O estudo está prestes a ser validado. “Vamos entrar no processo de transferência de tecnologia”, afirma Gabriel Bartholo, chefe da Embrapa Café, que assumiu o cargo há cerca de três meses. De acordo com ele, técnicos agrícolas serão capacitados para levar essas tecnologias aos cafeicultores de todo o país.
Os testes começaram em 2007 em alguns plantios de Minas Gerais, oeste da Bahia e Goiás. A previsão, de acordo com Antonio Fernando Guerra, gerente de pesquisa e desenvolvimento da Embrapa Café, é que em pouco tempo a técnica esteja sendo empregada na maior parte do sistema produtivo.
Outra pesquisa, mais recente, é o desenvolvimento da mecanização para o café robusta, conhecido como conilon. A espécie, normalmente mais produtiva, tem uma estrutura que dificulta sua mecanização, como a existência de muitas hastes na comparação com o arábica. O foco é a criação de máquinas adequadas para a colheita e a seleção de plantas com potencial de mecanização, que apresentem maturação uniforme, maior facilidade do fruto se desprender da planta, por exemplo.
O estudo está em sua fase inicial. Antonio Fernando Guerra diz que é muito difícil prever quando as tecnologias estarão disponíveis, mas acredita que “de três a cinco anos será possível implementar a colheita mecanizada no café conilon”.

Fonte: Valor Econômico

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Em vigor, novas regras para o trigo são ignoradas pelo setor

Em vigor desde o dia 1º, as novas regras para a classificação do trigo passam ao largo da safra atual – e ainda devem levar alguns anos para vingar. No Rio Grande do Sul, triticultores admitem que iniciaram o plantio, entre junho e julho, sem se ater às exigências criadas, em 2010, pelo governo federal. Também a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) reconhece: “Na prática, neste ano, pouca coisa vai mudar”.
Dono da afirmação, o pesquisador Eduardo Caieirão – um dos principais especialistas em triticultura do País – explica que, para haver melhoria na qualidade do cereal, como quer o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), será preciso que os agricultores escolham novas cultivares, sigam à risca as recomendações de semeadura e colheita e passem a armazenar adequadamente o produto agrícola, separando-o por tipos.
“Não só o produtor, mas as cooperativas e os cerealistas vão ter que segregar bem o trigo”, disse Caieirão. “Vai demorar para que a cadeia produtiva se adapte. Mas, com o passar dos anos, será benéfico”, observou.
O produtor gaúcho José Antônio da Veiga, que cultiva 200 hectares do cereal, interpreta a exigência da seguinte maneira: “Vamos ter que trabalhar com outro tipo de semente e cuidar melhor dos armazéns”. Mas admite: “As normas estão estabelecidas. Agora, quanto ao cumprimento nesta safra, não sei se vai acontecer”.
Veiga é presidente da Associação de Produtores de Trigo e Soja do Rio Grande do Sul (sem sigla) e relata que os associados utilizaram, na plantação recém-semeada, as mesmas sementes de sempre. “Falta aperfeiçoamento genético”, constatou.
A concorrência com o trigo importado, os insumos mais caros neste ano e a falta de logística para se transportar o cere

al dentro do País, como listou Veiga, são impeditivos para um comportamento proativo dos triticultores em relação às novas regras. “Os primeiros anos de plantio de uma nova variedade costumam ser onerosos”, ele explicou. Além do mais, “ainda não ficou claro o que deve ser mudado”.
IN 38
A Instrução Normativa 38, de 2010, estabelece novas regras de identidade, qualidade e rotulagem para o trigo produzido no Brasil. Entre as mudanças, está a criação de uma nova categoria, a do cereal “doméstico”, que amplia para cinco tipos a gama de classificações, baseadas em níveis de glúten, acidez e outros fatores de composição.
Da categoria “pão”, cujo fator W (nível de glúten) antes devia ser maior do que 180 unidades, passou-se a exigir um índices superiores a 220, de acordo com a Embrapa Trigo. “Os critérios ficaram mais rigorosos”, resumiu Caieirão, da empresa pública.
Os tipos “básico” e “doméstico”, em substituição ao extinto “brando”, devem ter, respectivamente, força de glúten de pelo menos 50 unidades do fator W e perfil de farinha esbranquiçada.
Na agricultura paranaense, as novas regras desestimularam a produção, e devem rebaixar a classificação de 35% da safra, de acordo com análises da Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar). Das 2,2 milhões de toneladas que devem ser produzidos na região, neste ano, 770 mil toneladas correm o risco de uma classificação inferior à da última temporada.
Os proprietários de moinhos dizem que esperam a mudança na qualidade do trigo brasileiro para reduzir o nível de importações, concentradas na Argentina. O vice-presidente do Sindicato da Indústria do Trigo (Sindustrigo), Christian Saigh, contudo, recusou-se a falar com o DCI.

Fonte: DCI

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Cultivares aumentam produção de trigo

Novas opções, adaptadas para o Cerrado, mostram alto rendimento e boa aceitação nas indústrias.
Os produtores de trigo de Minas terão para o plantio da safra 2011/12 novas opções de cultivares, adaptadas às condições climáticas e de solo do Cerrado. Desenvolvidas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), elas têm como principais características a alta produtividade e a boa aceitação nas indústrias.
De acordo com o pesquisador da Embrapa Joaquim Soares Sobrinho, o desenvolvimento das novas cultivares teve como objetivo atender à demanda dos produtores de trigo por espécies com melhor desempenho e grande aceitação na indústria, o que garante mercado para o trigo.
“A região do Cerrado brasileiro, incluindo Minas Gerais, tem grande potencial para expandir a produção de trigo. Além das condições climáticas e de solo favoráveis ao desenvolvimento da cultura, a produção brasileira ainda é insuficiente para atender à demanda das indústrias, garantindo mercado para o trigo de alta qualidade. O objetivo de disponibilizar novas cultivares é proporcionar o aumento da qualidade e do rendimento do trigo no Cerrado, além de oferecer à indústria um produto adaptado à demanda”, diz.
O consumo estimado de trigo no Brasil para a safra 2011/12 é de 10,4 milhões de toneladas, e a produção de 5,8 milhões de toneladas. Para tentar reduzir o déficit e a dependência das importações, a alternativa mais viável é estimular a produção interna, por meio de cultivares adaptadas às diferentes regiões produtoras.
Como a região dos Cerrados apresenta grande potencial para a expansão da cultura do trigo, a Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), tem indicado para cultivo na região as cultivares de trigo BR 18 (Terena), BRS 254 e BRS 264.
Segundo Soares, a variedade BR 18 destaca-se pela precocidade e ampla adaptação, principalmente em anos pouco favoráveis à cultura do trigo. O cultivo ideal é no sistema de sequeiro, podendo apresentar potencial produtivo de três toneladas por hectare.
A Terena é recomendada para o plantio nos estados de Minas Gerais, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Distrito Federal e Goiás. A cultivar apresenta também resistência moderada à ferrugem da folha, e o trigo gera farinha de boa qualidade industrial.
“Esta cultivar é apropriada para Minas Gerais. Atualmente a área de sequeiro no Estado gira em torno de 500 mil hectares. Além da adaptabilidade ao clima, o trigo gera farinha de alta qualidade para a indústria”, diz Soares.
Melhorador – Outra cultivar indicada para Minas é a BRS 254, identificada como trigo melhorador. A cultivar atende prontamente ao mercado de farinha de trigo. Além de Minas é indicada para Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e Bahia. Em sistema irrigado, tem potencial produtivo de seis toneladas por hectare. Apresenta resistência à debulha natural, moderada suscetibilidade às manchas foliares e ampla adaptação a regiões com altitude superior a 400 metros e temperaturas elevadas.”A alta qualidade industrial permite que este trigo seja misturado ao de menor qualidade, melhorando os resultados na fabricação de produtos”, obsrva.
A BRS 264 tem como principal característica a precocidade, podendo o trigo ser colhido entre cinco e dez dias antes das demais cultivares, o que é essencial para reduzir os custos de produção nos sistemas irrigados. O potencial produtivo é alto, variando de sete a oito toneladas por hectare.  recomendada para os estados de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Distrito Federal.
 

Fonte: Diário do Comércio – MG

Embrapa Café vai estimular o conhecimento no agronegócio

A Embrapa Café vai liderar um projeto de transferência de tecnologia. O programa pretende estimular a geração e repasse de conhecimento com base nas exigências do agronegócio café brasileiro e melhorar a qualificação do cafeicultor. Os pontos estratégicos para a implementação de projeto voltado para produção sustentável da cafeicultura brasileira e para a transferência de tecnologia para o campo foi discutido no início desta semana entre o diretor do Departamento do Café do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Edilson Alcântara, e o gerente-geral da Embrapa Café, Paulo Cesar Afonso Júnior.

Para Alcântara, a intenção a partir de agora é focar na transferência de tecnologia e na capacitação do produtor, destacando o trabalho que a Embrapa Café vem desenvolvendo na gestão do programa de pesquisa do Consórcio Pesquisa Café. “Queremos coordenar um programa de qualificação e queremos que a Embrapa Café lidere isso. Minha ideia é iniciar esse programa com base na produção sustentável e em um bom programa de transferência, pois isso é necessário para que as tecnologias cheguem aos produtores”, adiantou. A proposta do diretor é que a unidade, com sua experiência em pesquisa, desenvolvimento e inovação, contribua na construção de um documento norteador para a ação, elencando pesquisas e técnicas que possam alinhar capacitação à transferência de tecnologia.

De acordo com Afonso Júnior, o projeto é relevante para o desenvolvimento e a sustentabilidade do agronegócio café no país. “Ficamos felizes com esse diálogo porque temos o mesmo discurso, principalmente quanto à preocupação em programar ações de transferência de conhecimento e tecnologia”, salientou. Ele explicou ainda que o consórcio Pesquisa Café tem toda a competência e articulação para atuar nesse planejamento, assim como, na execução das ações. “Precisamos dar um salto nesse aspecto, construindo metodologias de repasse das tecnologias desenvolvidas nos projetos de pesquisa. Já temos muitas tecnologias prontas para irem a campo, o que temos de fazer agora é sistematizar esse processo”, ressaltou.

Novos encontros deverão acontecer para viabilizar a construção desse programa inovador, que pretende estimular a geração e transferência de conhecimento com base em uma boa prospecção de demandas para o desenvolvimento de tecnologias compatíveis com as necessidades do campo, as particularidades de cada região e com as exigências do agronegócio café brasileiro.

 

Fonte:  Sonoticias

Governo avalia usar trigo como ração animal

Com a quebra na safra de milho, a pressão para o uso do trigo como ração animal ganhou força entre os produtores de aves e suínos do Rio Grande do Sul. E produziu efeitos em Brasília: o governo promete definir nesta semana a realização de leilões com esse objetivo.

De acordo com o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Caio Rocha, a publicação da portaria com a autorização para os leilões – que depende da assinatura dos ministros da Agricultura, do Planejamento e da Fazenda – deve sair nos próximos dias. A expectativa de entidades ligadas à produção de aves e suínos é de que 500 mil toneladas de trigo sejam incluídas no mecanismo.

Para o diretor executivo do Sindicato das Indústrias de Produtos Suínos do Estado, Rogério Kerber, a utilização do trigo resolve dois problemas: as dificuldades de escoamento do cereal e de garantia da alimentação animal.

“Como o produto está estocado no Estado, o custo seria mais acessível, pois economizaria em logística e em ICMS”, alerta Kerber.

Chefe-geral da Embrapa Trigo em Passo Fundo, Sergio Roberto Dotto concorda que essa é uma forma de escoar o excedente do Estado de cerca de 1,1 milhão de toneladas, já que o custo operacional emperra a venda externa.

“Para moinhos da região sudeste do Brasil, custa mais barato importar trigo da Argentina”, explica Dotto.

Apesar do estoque, o presidente do Sindicato da Indústria do Trigo no RS (Sinditrigo), José Antoniazzi, pondera:

“Há cerca de 345 mil toneladas à venda. Esse é o número que poderia ser incentivado. Caso contrário, ao tentar solucionar um problema, pode-se criar outro”.

 

Fonte:  Suinoculturaindustrial

Chuvas beneficiam plantações de café no Sul de Minas

As chuvas nos últimos dias em regiões cafeeiras do país têm sido benéficas para as lavouras, segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). A precipitação é essencial nesta época para o enchimento dos grãos e contribui para a perspectiva de recorde de safra do café para este ano.

Segundo César Botelho, coordenador do Núcleo Tecnológico do Café da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), pode haver prejuízo nas plantações mais novas devido à evasão de nutrientes e à diminuição da proteção do solo decorrentes do escoamento das águas pela lavoura, mas isso não deve comprometer a safra total. “O produtor ainda pode adotar medidas preventivas de conservação do solo, como manejar o mato, levantar terraços emergenciais e bacias de contenção”, afirma.

A previsão é de que em 2012, ano de alta bienalidade conforme a característica do grão, que tem produções maiores e menores em anos alternados, o Estado alcance uma produção maior do que na alta bienalidade anterior, ocorrida em 2010.

Em Itamogi, na região sul de Minas Gerais, houve prejuízos por conta da chuva de granizo que aconteceu nos últimos 30 dias. A chuva atingiu 17% da área de produção e a perda estimada foi de 10 mil sacas de café, um prejuízo de mais de R$ 5 milhões. O município, que tem 90% da economia baseada nos cafezais de pequenos produtores, esperava colher cerca de 170 mil sacas nesta safra.

Safra 2012
Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o país deve colher entre 48 e 52 milhões de sacas de 60 quilos do produto beneficiado. O crescimento pode chegar a até 20% na comparação com a safra anterior. O resultado confirma que este ano será a maior safra já produzida no Brasil, superando o recorde de 48 milhões de sacas colhidas no período de 2002/2003.

 

Fonte:  Sonoticias

 

Trigo: teor de glúten deve aumentar em 2012

O Ministério da Agricultura vai utilizar a partir de 1º de julho de 2012 uma nova escala para medição da qualidade do glúten no trigo brasileiro. Atualmente, os leilões da União para escoamento do cereal levam em conta na classificação o tipo e o peso do produto. Com a medida, o trigo brasileiro terá um novo padrão mínimo de qualidade.

Segundo informações do Globo Rural, a Embrapa já pesquisa variedades do grão a fim de melhorar o teor de glúten no trigo, responsável pelo crescimento da massa durante o cozimento.

Ainda de acordo com o site de notícias, o presidente da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul, Carlos Speroto, solicitou ao Governo que a portaria entrasse em vigor somente em 2013.
O Ministério da Agricultura afirma que não recebeu a solicitação e afirma que a instrução já deveria ter entrado em vigor em julho de 2011 e já foi adiada em um ano.

 

Fonte:  Sonoticias

Reino Unido busca parceria da Embrapa para pesquisa com trigo

O trigo é a principal cultura agrícola do Reino Unido, apresentando produtividade média de nove mil quilos por hectare. Apesar da superioridade na produção, as lavouras britânicas apresentam problemas semelhantes aos do Brasil, como doençasclima desfavorável, que acabam afetando a qulidade comercial do trigo.

Assim, centros de pesquisa europeus estão buscando parceria com a Embrapa para o desenvolvimento de projetos de pesquisa e intercâmbio de pesquisadores.

“Historicamente, os pesquisadores brasileiros eram destinados para outros países, especialmente Europa e Estados Unidos, em busca de conhecimentos. Agora, estamos invertendo este processo, trazendo pesquisadores estrangeiros para o Brasil”, afirmou Alexandre Morais do Amaral, pesquisador do escritório da Embrapa em Londres (LabEx Europa).

Segundo Amaral, o interesse nas pesquisas com trigo no Sul do país se deve às similaridades do clima, cuja umidade resulta na incidência de doenças fúngicas e ao período de chuvas coincidir com as operações de colheita, afetando a qualidade comercial do cereal.

Na avaliação do pesquisador, a maior conquista da parceria até o momento é a vinda do chefe do departamento de doenças do Instituto Rothamsted, John Lucas, para atuar em um centro de pesquisa na Embrapa Cerrados (DF) pelo período de seis meses. A meta da visita é avaliar oportunidades de trabalhos conjuntos e intercâmbio de pesquisadores e bolsistas.

 

Fonte:  Globo Rural

Embrapa indica três cultivares de trigo para a região Sul

Neste ano de 2011, o Brasil produziu menos trigo e exportou mais. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento – Conab, a produção de trigo deve alcançar 5,15 milhões de toneladas na safra 2011/2012, 12,5% menos que a safra 2010/2011, quando o país colheu 5,88 milhões de toneladas.

As principais razões que levaram a queda da produção foram as geadas, a redução da área plantada e a quebra da safra. Com isso, é possível que as importações aumentem e os produtores recebam preços internos melhores, principalmente se o valor do dólar continuar aumentando em relação ao real.

Frente à grande oportunidade de mercado para o produtor, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa, indica as cultivares com alta produtividade de grãos e adaptadas à região sul: BRS Guamirim, BRS 327 e BRS 331.

A cultivar BRS Guamirim foi a mais plantada nas últimas safras, ela é classificada como trigo pão com alto potencial produtivo, média de força de glúten e ciclo superprecoce. É indicada para a panificação industrial e mesclas de farinha. Apresenta porte baixo e alto potencial de perfilhamento, o que garante grande quantidade de espigas por metro quadrado. É moderadamente resistente à ferrugem da folha, ao oídio, à giberela e às manchas foliares.

Lançada em 2010, a BRS 327 é classificada como trigo pão, farinha branca, de porte médio/alto e ciclo precoce. Essa cultivar conquista o produtor por conta da produtividade, sanidade e tolerância a alguns estresses abióticos. Além de ser moderadamente resistente à ferrugem da folha (suscetível a Raça B34), à giberela, ao oídio, às manchas foliares e ao mosaico do trigo.

Lançada este ano, a BRS 331 é também classificada como trigo pão e tem ciclo superprecoce. O bom desempenho frente às intempéries do clima posicionam essa cultivar como um trigo bem adaptado às condições de cultivo das regiões frias do sul do país. Em virtude do melhoramento genético, esse trigo apresenta moderada resistência à geada na fase vegetativa (queima de folhas), excelente tipo agronômico com folhas eretas e colmo resistente ao acamamento. E, ainda, tem moderada resistência à giberela.

 

Fonte:  Globo Rural