Frio extremo e chuva de junho põem em risco a safra de trigo

São Paulo

O clima frio e a incidência de chuvas ameaçam lavouras de trigo no Paraná, o principal estado produtor. Na área agroindustrial, moinhos se preocupam com a escalada de preços do cereal.

A persistência do “frio extremo” e o excesso de chuvas, em junho, podem ter comprometido a safra paranaense, de acordo com o presidente do Moinho Pacífico, Lawrence Pih.

“O trigo ainda está em desenvolvimento, e ainda é cedo para dizer se o Paraná está prejudicado. Mas, sem dúvida, há risco”, diz o especialista, explicando que as conclusões virão com a colheita, entre setembro e novembro.

O meteorologista e agrônomo Marco Antônio dos Santos, do instituto Southern Marine Weather Services (Somar), avalia que “o frio extremo permitiu maior desenvolvimento do trigo no Rio Grande do Sul, mas prejudicou seu florescimento no Paraná”.

Plantado entre junho e julho, o cereal gaúcho aproveitou os efeitos do clima na fase inicial de desenvolvimento, obtendo melhores resultados no perfilhamento (ramificação subterrânea) e na seleçãonatural, determinantes à qualidade, segundo Santos.

Já o trigo paranaense, cujo plantio acontece em torno de abril, sofreu as consequências climáticas (agravadas em junho) quando se encontrava em fase de florescimento. “As geadas queimaram o trigo no oeste do Paraná. Mas o que mais afeta são as chuvas constantes”, observa o especialista.

O pesquisador paranaense Manoel Carlos Bassoi, da divisão de Soja da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), relata que “as lavouras mais precoces, de abril, pegaram quatrocentos mililitros de chuvas, durante dezeseis dias, em junho. Depois, houve incidência de brusone e giberela [as doenças]”.

“Essas lavouras vão ter prejuízos de volume e de qualidade”, afirma. “Mas não será nada catastrófico”, pondera.

Para o pesquisador, o Paraná deve produzir uma safra de trigo similar à anterior: 2,3 milhões de hectares, na temporada atual. “Se não tiver mais problemas daqui para a

frente.”

As projeções da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que identifica o Paraná como o maior estado produtor de trigo do Brasil, são mais conservadoras, contudo.

Os números oficiais apontam para uma safra nacional de 2,1 milhões de toneladas,  metade de cujo volume de “autoria” paranaense: um milhão de toneladas, ante 1,1 milhão em 2011.

Redução de danos

Triticultores de Tamarana, Londrina e Faxinal, cidades ao norte do Paraná, foram surpreendidos pelo clima e tiveram de investir além do previsto, em meados deste ano, para amenizar as consequências do frio e da umidade.

Assim diz o também produtor (de perfil empresarial) Rafael Fróes, que dirige uma empresa de sementes e cultivo, a Sementes Fróes, atuante nas três regiões e em outro município (Goioerê), ao oeste paranaense. A companhia detém 1.500 hectares de trigo, posto como cultura de rodízio, com produtividade elevada de 3,5 toneladas por hectare.

“O agricultor tinha diminuído os investimentos, no início do ano, em adubação, cobertura e prevenção. Mas teve que investir em tratos ao longo da cultura”, afirma o empresário. A ocorrência de pragas atingiu 10% das lavouras, em sua estimativa. Para Fróes, as chuvas tiveram efeito pior do que o frio.

Preocupação de moinho

Posto que todo trigo deva ser processado — “o que preocupa os moinhos é a recente alta de preço”, nas palavras de Pih. O representante agroindustrial verifica valorização de 40%, nas últimas seis semanas, nas cotações globais da matéria-prima do pão.

Os argentinos já estariam cobrando US$ 350 por tonelada de trigo. “E eles não repassaram tudo, ainda”, endossa o executivo.

Os principais motivos para a escalada internacional do trigo são dois: 1) os preços do cereal acompanham os do milho, que sofrem fortes altas em razão da quebra de safra norte-americana; e, 2) quebras, puras e simples, de safras nos principais países produtores: Rússia, Ucrânia e Cazaquistão.

“A Austrália também nos preocupa”, acrescenta Pih. E diz que os russos, que produziram 55 milhões de toneladas de trigo em 2011, devem fornecer 42 milhões de toneladas neste ano.

O Brasil, que importa trigo, deve produzir cinco milhões de toneladas e consumir, neste ano, o dobro disto, nas projeções do especialista (que superam, em muito, as da Conab).

Em tempo, Pih defende que os moinhos esperam pelo atendimento, por parte dos produtores, às novas normas para a classificação do trigo, que exigem do segmento mudanças de qualidade.

Fonte: .Panoramabras

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Conab realiza novos leilões de trigo no dia 1º de março

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realiza, amanhã (1º), novos leilões de trigo nas modalidades de PEP e Pepro. Na categoria PEP, serão ofertadas 375 mil toneladas do grão das classes Brando, Pão e Melhorador para o Rio Grande do Sul (25 mil toneladas), Paraná (120 mil toneladas) e São Paulo (5 mil) e Santa Catarina (25 mil toneladas).

No Pepro, a serão 35 mil toneladas, sendo dividas em 10 mil para o RS, 10 mil para o PR, 10 mil para SP e 5 mil para SC. Nessa categoria a oferta será de trigo Pão e Melhorador.

 

Fonte:  Sónoticias

Trigo: Conab realiza novos leilões de PEP e Pepro em 1º de março

A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) realiza, no próximo dia 1º de março, novos leilões de trigo nas modalidades de PEP e Pepro.

Na categoria PEP, serão ofertadas 375 mil toneladas do grão das classes Brando, Pão e Melhorador para o Rio Grande do Sul (25 mil toneladas), Paraná (120 mil toneladas) e São Paulo (5 mil) e Santa Catarina (25 mil toneladas).

No Pepro, a serão 35 mil toneladas, sendo dividas em 10 mil para o RS, 10 mil para o PR, 10 mil para SP e 5 mil para SC. Nessa categoria a oferta será de trigo Pão e Melhorador.

 

Fonte:   Sonoticias

Governo promove primeiro leilão de trigo com opção de uso para ração animal

Brasília – A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) promove na próxima sexta-feira (17) o primeiro leilão de trigo subsidiado pelo governo aberto a compradores que queiram usar o produto como ração animal. Serão leiloadas 410 mil toneladas que poderão ser acessadas por agroindústrias que produzem suínos, aves e gado leiteiro. A nova destinação foi decidida pelo governo para suprir a falta de milho para ração e as dificuldades dos produtores da Região Sul, afetados por longa estiagem nos últimos meses.

Após a primeira reunião do ano da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Culturas de Inverno, o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Caio Rocha, disse que a intenção é lançar o plano agrícola das culturas de inverno até o dia 15 de março, provavelmente no município de Não-Me-Toque, no Rio Grande do Sul, durante a feira agropecuária internacional que ocorrerá entre os dias 5 e 9 de março. Segundo ele, devem ser disponibilizados cerca de R$ 3 bilhões para custeio e comercialização da safra de inverno, valor suficiente para atender à demanda dos produtores. Também haverá R$ 62 milhões para subsídio do prêmio do seguro rural.

Os produtores de trigo querem a elevação do preço mínimo do produto de R$ 477 para cerca de R$ 512 e aguardam uma posição do governo o reajuste. Além disso, eles também pedem a continuidade da programação dos leilões de trigo. O superintendente adjunto da Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar), Nelson Costa, disse que ainda faltam serem vendidas 1,5 milhões de toneladas de trigo do total de 5,78 milhões de toneladas produzidas nesta safra.

O Brasil não produz trigo suficiente para suprir o consumo do país, de aproximadamente 10 milhões de toneladas, mas a dificuldade na comercialização da safra é crônico, segundo os produtores. As saídas propostas pelo setor produtivo ao governo preveem a suspensão da licença automática para importação e vincular a compra, pelos moinhos nacionais, de cada quantidade de trigo vindo de outros países à aquisição do mesmo volume produzido no Brasil.

 

Fonte:  Agencia Brasil

Conab terá R$ 150 mi para venda do trigo

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) investirá R$ 150 milhões na comercialização de trigo. O leilão está marcado para a próxima semana, sexta-feira, dia17, e será conduzido pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), vinculada ao Mapa. Portaria autorizando a operação de Prêmio para Escoamento de Produto (PEP) foi publicada no Diário Oficial da União (DOU).
Serão beneficiados com a medida, indústrias moageiras de trigo, avicultores e suinocultores que disponham de indústrias próprias de ração animal, inclusive integração e comerciantes de cereais. Segundo o secretário de Política Agrícola do ministério, Caio Rocha, a iniciativa atende a uma demanda do setor produtivo. “É uma maneira de garantirmos o preço mínimo ao produtor e viabilizar que parte do trigo seja destinada para ração animal”, salientou Rocha, durante divulgação do quinto balanço da safra 2011/2012, hoje, em Brasília.
Seguindo o cronograma do governo de apoio aos agricultores afetados pelas oscilações do clima no País, especialmente a estiagem na Região Sul, Rocha confirmou mais duas medidas que devem amenizar os impactos da seca na região. Serão publicadas nos próximos dias, no DOU, portarias para a comercialização de milho. Uma autorizando leilões por meio de Valor de Escoamento de Produto (VEP), para criadores e indústria, no total de 500 mil toneladas, e outra que oferta o produto a balcão.

Fonte: DCI

Governo investe mais R$ 150 milhões para sustentar preços do trigo

 Com isso, uma segunda série de leilões para estimular a compra do produto nacional será realizada

O governo autorizou a destinação de mais R$ 150 milhões para apoiar a comercialização de trigo. Uma portaria interministerial publicada hoje no Diário Oficial da União assegura a continuidade dos leilões de Prêmio de Escoamento (PEP). Com a suplementação, uma segunda série de leilões para estimular a compra do produto nacional será realizada.

O último leilão da primeira série ocorrerá amanhã (10). Ao todo, o governo está investindo nesta safra R$ 300 milhões para sustentar os preços do trigo. Na primeira leva dos leilões de prêmios de escoamento, a participação estava restrita a moinhos e tradings. A partir de agora, criadores de aves e suínos, empresas processadoras de carnes que têm produtores integrados, cerealistas e indústrias de rações de todo território nacional também poderão participar.

O Ministério da Agricultura informou que o próximo leilão está marcado para a sexta-feira da próxima semana (17). Essas operações deverão ocorrer quinzenalmente. O secretário de Política Agrícola do ministério, Caio Rocha, a explica que iniciativa atende a demanda do setor produtivo.

“É uma maneira de garantirmos o preço mínimo ao produtor e viabilizar que parte do trigo seja destinada para ração animal”, disse ele, em entrevista durante a divulgação do quinto levantamento de safra da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Milho

Caio Rocha anunciou que a Conab vai ofertar 500 mil toneladas de milho por meio de leilões de Valor de Escoamento de Produto (VEP), para atender criadores e indústrias da região Sul, que enfrentam problemas com a falta da matéria-prima, por causa da quebra de safra provada pela estiagem. Ele também anunciou que a Conab também realizará vendas de milho em balcão, com ofertas de 27 toneladas por produtor rural, ao preço de R$ 20,50/saca.

 

 

Fonte:  CenarioMT

Preços do trigo no RS superam em até 12% valor pago no PR

Clima e alta tecnologia empregada nas lavouras gaúchas fizeram com que o Estado superasse o Paraná em termos de produção, na última safra. O clima e tecnologia empregada nas lavouras de trigo na última safra apresentam seus méritos agora, com relação aos preços.

 

Em alguns casos, as cotações chegam a ser superiores do que no Paraná – principal estado produtor do país. Essa situação ocorre porque o produto gaúcho teve melhor qualidade do que o paranaense, que também teve quebra de safra por causa do clima. Por causa disso, a safra 2011 foi a segunda na história em que o Paraná obteve menor produção do que o RS.

 

De acordo com o analista de mercado, Luiz Carlos Pacheco, de Curitiba, como o plantio do cereal ocorre em épocas diferentes nos dois estados, o clima prejudicou a qualidade das lavouras do Paraná e favoreceu as do Rio Grande do Sul.
Além disso, desestimulados com os baixos preços do ano anterior, os triticultores paranaenses também não aplicaram toda tecnologia de produção disponível, por ser muito cara. “Assim, o resultado foi que tivemos uma produção menor e preços menores”, comenta.
Até 2011, o Paraná era o principal estado produtor de trigo do país. Mas na última safra o RS ultrapassou, conforme os dados do último levantamento de Safras feito pela Conab.
Na safra 2011/12, o RS plantou 932,4 mil hectares de trigo, contra 1.042,5 mil do Paraná. Mas, o RS teve uma produtividade maior: 2.941 quilos/hectare, contra 2.399 kg/ha do PR. Como conseqüência, o RS colheu 2.742,2 mil toneladas de trigo e o PR colheu 2.501,0 mil toneladas.
O produtor gaúcho também cultivou mais trigo pão, em torno de 80%, contra a média de 30% ou 50% dos últimos anos. Além de usar sementes de trigo de melhor qualidade, o RS foi favorecido com condições climáticas próximas do ideal, condição que não ocorreu com o PR, que sofreu com geadas e chuvas fora de hora.Mas conforme Pacheco, o produtor tem que ter em vista as necessidades do mercado na hora da formar sua lavoura.
“O que ocorria até recentemente, era que o triticultor não pensava nisto, plantava qualquer tipo de trigo e depois vendia tudo para o governo, o que ocasionava um descompasso no mercado. O problema maior da expansão do trigo no Brasil parece ter sido a interferência do governo na comercialização, implantada na década de 60, quando passou a tutelar 100% da produção e comercialização do cereal, comprando tudo o que o produtor produzia, sem nenhuma exigência de qualidade, numa ponta e vendendo na outra para os moinhos a preços subsidiados. Com isto, acostumou o produtor a ‘plantar para o governo’, e não para o mercado, não se preocupando em aprimorar a qualidade do trigo e as indústrias se acostumaram a buscar qualidade e volume no exterior, modelo que funciona até os dias de hoje. Agora, aos poucos, o mercado volta a se alinhar: produtor – moinho – indústrias – consumidor final. E, com isto, todos ganham, inclusive o país, porque a longo prazo, principalmente quando houver mais rentabilidade vinda deste alinhamento, a área de trigo no Brasil certamente vai aumentar muito e poderemos até exportar”, destaca.
Conforme o analista, essa situação aconteceu com muitos outros produtos que começaram a ter plantio extensivo depois do trigo, como a soja, o milho, o café e a cana de açúcar, que não só cresceram e abasteceram o mercado interno, como geram grandes excedentes para exportação.
De acordo com dados do analista de mercados, hoje os preços pagos aos produtores em Cascavel, Londrina e Maringá, que são as maiores regiões produtoras do PR, estão ao redor de R$ 23,00/saca; em Campo Mourão, também grande produtor, está a R$ 21,82.
Em compensação, está em R$ 24,63 em Irati e R$ 26,74 em Ponta Grossa, mas estas são praças compradoras de trigo (embora também produzam). Já os preços médios do Rio Grande do Sul estão a R$ 24,00 em Bagé, Cachoeira do Sul e Cruz Alta e R$ 23,00 em Carazinho. O que aponta que há mais praças gaúchas pagando mais.
O normal é que os preços do PR sejam maiores, porque produz trigo pão e no RS se produzia mais trigo brando. Mas, como neste ano o tipo do produto foi quase o mesmo, e a qualidade do cereal gaúcho foi melhor, os preços ficaram melhores no RS.
Alguns moinhos buscaram no Norte do RS trigo brando, mesmo assim, é vantajoso, porque o RS tem o problema da super produção: produziu 2.742,2 milhões toneladas e só consome 1.100 milhões de t, acaba sendo necessário escoar o excedente. Entretanto, como está longe das indústrias, porém, este escoamento é mais viável para exportação, apesar de que, qualquer volume escoado, por pouco que seja, sempre ajuda.
Além disso, Pacheco destaca que um problema que deve se intensificar em março, é o espaço nos armazéns, quando entram as safas de soja e milho, que dão maior rentabilidade ao agricultor, e às cooperativas e cerealistas, precisando escoar o trigo, o escoamento para o PR é vantajoso.
Fonte:  CenarioMT

Famasul quer incluir MS em leilões de escoamento de trigo

Mato Grosso do Sul tem uma produção de 42 mil toneladas de trigo, com uma área plantada de 33 mil hectares, segundo dados do IBGE. Para comercialização do produto, apenas uma empresa instalada no Estado negocia a compra do trigo. Para melhorar as condições de preços para os produtores, a Federação de Agricultura e Pecuária de MS – Famasul vai oficializar junto a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) pedido de inclusão do Estado nos leilões de escoamento.

A solicitação da inclusão do trigo nos leilões da Conab partiu do Sindicato Rural de Laguna Caarapã. O município conta com uma área de 5.300 hectares, ficando atrás somente de Ponta Porã, no Estado, que destina 6 mil hectares para produção do grão. O plantio de trigo tem início no inverno, entre os meses de março e abril. A colheita acontece entre julho e agosto. No país, a ultima safra rendeu 5,788 milhões de toneladas, colhidas em uma área de 2,165 milhões de hectares.

Na última semana, o leilão de trigo da Conab comercializou 96% da oferta total de 380 mil toneladas. Com esse mecanismo, o governo reduz o custo do frete ao comprador e assegura ao vendedor um preço mínimo pelo produto.

Famasul
Como representante do homem do campo, a Famasul põe seu corpo técnico a serviço da competitividade da agropecuária, da segurança jurídica e da valorização do homem do campo. O produtor rural sustenta a cadeia do agronegócio, respondendo diretamente por 16,6% do PIB sul-mato-grossense e responsável por parcela substancial da produção industrial de Mato Grosso do Sul

 

Fonte:  Jptl

Mesmo com prêmio menor, leilão de trigo negocia 96% da oferta

Os leilões de Prêmio de Escoamento de Produto (PEP) e de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro) seguem concentrando a atenção do mercado de trigo, mesmo com subsídios mais baixos. Hoje foi arrematada subvenção equivalente a 364,25 mil toneladas, 96% da oferta total de 380 mil toneladas. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) reduziu o valor da subvenção em 10% no caso do trigo destinado ao Nordeste e/ou mercado externo e em até 30% para o produto comercializado dentro do País.

Ainda assim, houve disputa e os prêmios fecharam bem abaixo do preço de abertura. Foi o caso do trigo gaúcho a ser transferido para o Nordeste ou outros países, cujo PEP inicial era de R$ 152,50 a tonelada e saiu a R$ 98/t, queda de 36%. No PEP para qualquer Estado, o valor caiu de R$ 37,70/t para R$ 19/t, no caso do trigo paranaense, e de R$ 37,70/t para R$ 23,20/t, caso do trigo gaúcho.

De acordo com fontes do mercado, é possível explicar a disputa entre exportadores, e que acaba reduzindo o prêmio, mas não o interesse de moinhos nacionais em adquirir trigo no leilão aceitando prêmios mais baixos. Um importador lembra que a interrupção das operações pela Conab em dezembro atrapalhou a programação das tradings que, com a retomada dos leilões nesta segunda quinzena de janeiro, “correm” para cobrir posições vendidas.

Não é o caso da indústria moageira, diz a fonte, alegando que no mercado é possível adquirir trigo por menos que o preço mínimo (nos leilões o valor mínimo é condição para arrematar o subsídio) e “seguir na disputa mesmo com o prêmio em queda não parece lógico.” Com PEP e Pepro o governo busca reduzir o custo do frete ao comprador, ao mesmo tempo em que assegura ao vendedor um preço mínimo pelo produto.

Pelo trigo pão negociado no leilão, produtor deve receber R$ 477/t. O comprador que participou hoje do leilão recebeu R$ 19/t, o que significa que desembolsará de fato R$ 458/t. Mas no Paraná nesta semana houve oportunidades de compra, segundo um corretor, a R$ 420/t. Trigo melhorador vale um pouco mais, R$ 460/t. No primeiro leilão, realizado na semana passada, cooperativas foram os grandes negociadores. Os adquirentes de hoje só serão conhecidos nos próximos dias.

Argentina

Moinhos e tradings se movimentam no mercado interno ao mesmo tempo em que negociam trigo na Argentina. Segundo Walter Von Mü;hlen, da Serra Morena, o mercado ainda espera que um volume maior de licenças de exportação seja disponibilizado – no início de janeiro o governo argentino anunciou a liberação de um volume de 3 milhões de toneladas, mas isso ainda não aconteceu de fato. Apesar de prometer menos burocracia nas vendas externas de trigo, o governo ainda deve controlar a emissão dos documentos, liberando-os em etapas, acredita Mühlen.

A perspectiva de alta das cotações da commodity no mercado internacional está por trás dessa estratégia. Com a Rússia reduzindo o ritmo de suas exportações, o mercado deixa de ser “inundado” de trigo do Leste Europeu e os preços ficam menos pressionados. Além disso, o anúncio do Federal Reserve, de manutenção de juros baixos nos Estados Unidos até 2014, sugere aos participantes que os investidores voltarão ao mercado de commodities e os preços do produto tornarão a subir.

“Hoje temos o preço do trigo argentino equiparável ao do soft americano e a tendência é de que se aproxime mais do hard (tipo pão)”, diz o analista. Nesta sexta-feira, trigo hard americano para embarque em fevereiro está cotado a US$ 304/t FOB Golfo, contra US$ 270/t do soft. Produto da Rússia e da França têm preços equivalentes, de US$ 267/t.

Já o argentino vale US$ 255/t na região de Up River, e até US$ 265/t (alta proteína) em Bahia Blanca. “Deveremos ter um mercado firme para trigo pelo menos até conhecer a safra do Hemisfério Norte”, diz Mü;hlen. A safra americana chega ao mercado em julho.

 

Fonte:  Sonoticias

Mesmo com prêmio menor, leilão de trigo negocia 96% da oferta

Os leilões de Prêmio de Escoamento de Produto (PEP) e de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro) seguem concentrando a atenção do mercado de trigo, mesmo com subsídios mais baixos. Hoje foi arrematada subvenção equivalente a 364,25 mil toneladas, 96% da oferta total de 380 mil toneladas. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) reduziu o valor da subvenção em 10% no caso do trigo destinado ao Nordeste e/ou mercado externo e em até 30% para o produto comercializado dentro do País.

Ainda assim, houve disputa e os prêmios fecharam bem abaixo do preço de abertura. Foi o caso do trigo gaúcho a ser transferido para o Nordeste ou outros países, cujo PEP inicial era de R$ 152,50 a tonelada e saiu a R$ 98/t, queda de 36%. No PEP para qualquer Estado, o valor caiu de R$ 37,70/t para R$ 19/t, no caso do trigo paranaense, e de R$ 37,70/t para R$ 23,20/t, caso do trigo gaúcho.

De acordo com fontes do mercado, é possível explicar a disputa entre exportadores, e que acaba reduzindo o prêmio, mas não o interesse de moinhos nacionais em adquirir trigo no leilão aceitando prêmios mais baixos. Um importador lembra que a interrupção das operações pela Conab em dezembro atrapalhou a programação das tradings que, com a retomada dos leilões nesta segunda quinzena de janeiro, “correm” para cobrir posições vendidas.

Não é o caso da indústria moageira, diz a fonte, alegando que no mercado é possível adquirir trigo por menos que o preço mínimo (nos leilões o valor mínimo é condição para arrematar o subsídio) e “seguir na disputa mesmo com o prêmio em queda não parece lógico.” Com PEP e Pepro o governo busca reduzir o custo do frete ao comprador, ao mesmo tempo em que assegura ao vendedor um preço mínimo pelo produto.

Pelo trigo pão negociado no leilão, produtor deve receber R$ 477/t. O comprador que participou hoje do leilão recebeu R$ 19/t, o que significa que desembolsará de fato R$ 458/t. Mas no Paraná nesta semana houve oportunidades de compra, segundo um corretor, a R$ 420/t. Trigo melhorador vale um pouco mais, R$ 460/t. No primeiro leilão, realizado na semana passada, cooperativas foram os grandes negociadores. Os adquirentes de hoje só serão conhecidos nos próximos dias.

Argentina

Moinhos e tradings se movimentam no mercado interno ao mesmo tempo em que negociam trigo na Argentina. Segundo Walter Von Mü;hlen, da Serra Morena, o mercado ainda espera que um volume maior de licenças de exportação seja disponibilizado – no início de janeiro o governo argentino anunciou a liberação de um volume de 3 milhões de toneladas, mas isso ainda não aconteceu de fato. Apesar de prometer menos burocracia nas vendas externas de trigo, o governo ainda deve controlar a emissão dos documentos, liberando-os em etapas, acredita Mühlen.

A perspectiva de alta das cotações da commodity no mercado internacional está por trás dessa estratégia. Com a Rússia reduzindo o ritmo de suas exportações, o mercado deixa de ser “inundado” de trigo do Leste Europeu e os preços ficam menos pressionados. Além disso, o anúncio do Federal Reserve, de manutenção de juros baixos nos Estados Unidos até 2014, sugere aos participantes que os investidores voltarão ao mercado de commodities e os preços do produto tornarão a subir.

“Hoje temos o preço do trigo argentino equiparável ao do soft americano e a tendência é de que se aproxime mais do hard (tipo pão)”, diz o analista. Nesta sexta-feira, trigo hard americano para embarque em fevereiro está cotado a US$ 304/t FOB Golfo, contra US$ 270/t do soft. Produto da Rússia e da França têm preços equivalentes, de US$ 267/t.

Já o argentino vale US$ 255/t na região de UpRiver, e até US$ 265/t (alta proteína) em Bahia Blanca. “Deveremos ter um mercado firme para trigo pelo menos até conhecer a safra do Hemisfério Norte”, diz Mühlen. A safra americana chega ao mercado em julho.

 

Fonte:  Tosabendo