Safra de trigo do Paraná deve ser menor e País colhe 5 mi de toneladas

A safra de trigo de 2013 no Paraná foi estimada em 1,98 milhão de toneladas, queda de 26% ante a previsão anterior de 2,7 milhões de toneladas, devido a geadas no mês de julho, disse ontem a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A nova previsão da Conab está em linha com a divulgada pelo governo do Paraná em meados do mês, quando o Departamento de Economia Rural (Deral) apontou uma safra de 1,9 milhão de toneladas.

De acordo com as entidades, em função das geadas, o Paraná deverá perder o posto de principal produtor de trigo do país para o Rio Grande do Sul neste ano.

Apesar das perdas, o Brasil ainda colherá mais trigo do que no ano passado, quando o plantio foi menor do que o atual e adversidades climáticas também afetaram a produção nacional, especialmente a colheita gaúcha.

“Em termos reais, a safra nacional de trigo deve alcançar quase 5 milhões de toneladas”, afirmou a Companhia Nacional de Abastecimento em nota sobre a nova estimativa, realizada após os efeitos das geadas terem sido dimensionados.

Em 2012, a produção de trigo do Brasil somou 4,4 milhões de toneladas, segundo a Conab.

Na temporada passada, o Paraná produziu 2,1 milhões de toneladas, enquanto o Rio Grande do Sul colheu 1,9 milhão de toneladas.

Os gaúchos deverão elevar a safra em 2013 para 2,45 milhões de toneladas, segundo a Conab.

Na próxima semana, os técnicos da Conab retornarão ao Paraná para realizar mais uma avaliação e levantar os possíveis efeitos das geadas do mês de agosto. “Além de verificar a produção, eles irão avaliar também o impacto na qualidade do produto, cuja colheita já foi iniciada”, disse a Conab.

Soja crescerá 8,5%

O Brasil deve colher uma safra de soja de 88,4 milhões de toneladas em 2013/2014, crescimento de 8,5% na comparação com a anterior, em meio a um aumento na área plantada, estimou nesta segunda-feira a consultoria Agroconsult.

A estimativa oficial do governo para a safra anterior (2012/2013) é de 81,46 milhões de toneladas da oleaginosa.

O cenário de rentabilidade mais favorável à soja favorece a expansão do cultivo da oleaginosa sobre parte das áreas de milho, em novas áreas no cerrado, como no Piauí, Maranhão e Bahia, mas principalmente com um avanço sobre as pastagens no Centro-Oeste, disse o diretor da consultoria, André Pessôa.

“A valorização cambial traz um efeito positivo para a renda do produtor brasileiro de soja, que antes estava apreensivo quanto à expectativa de redução de preços após a entrada da safra norte-americana”, disse Pessôa em São Paulo.

FONTE: DCI

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Produção de trigo do país terá expansão

Estimativa é de que área plantada do cereal deverá crescer 5,9% nesta safra em relação a 2012 .

Brasília – A área de trigo no Brasil deverá crescer 5,9% em relação ao ano passado, mas o incremento na produção deverá chegar a 19,6%, segundo estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A previsão considera um possível aumento no rendimento médio das lavouras depois da quebra de 30% na última safra. Clima e preço favoráveis constroem o cenário positivo da triticultura em 2013.

Nesta safra, o Brasil deverá retomar a média histórica de produção de trigo, entre 5 e 6 milhões de toneladas. Segundo levantamentos de intenção de plantio, a área que começou a ser semeada em abril e se estende até julho deverá contar com pouco mais de 2 milhões de hectares (ha), apontando crescimento da área semeada nos estados do Paraná (10,5% com 897 mil ha), Minas Gerais (10,2% com 23,7 mil ha), Santa Catarina (5% com 66,6 mil ha), Goiás (4,5% com 9,4 mil ha) e Rio Grande do Sul (3,8% com 1.027 mil ha). O rendimento médio esperado sobe de 2.260 kg/ha em 2012 para 2.700 kg/ha em 2013.

Em Santa Catarina, o crescimento deverá ser acompanhado de maior investimento pelo produtor. A razão apontada pela economista da Epagri Márcia Cunha é o bom preço do cereal no início dos plantios de inverno. “Em algumas regiões encontramos novos silos em construção destinados ao armazenamento do trigo. Mas ainda é cedo para projeções, pois tudo pode mudar em função dos preços dos insumos e da cotação do cereal”, avalia Márcia Cunha.

De acordo com a Embrapa Trigo, o ganho genético nas lavouras de trigo tem sido de 50 kg/ha ao ano, refletindo nas lavouras que passaram de 2.000 para 2.500 kg/ha na última década, exceto em anos de frustrações climáticas como 2003, 2006 e 2012. Hoje, o produtor dispõe de mais de 106 cultivares de trigo (com sementes disponíveis no mercado e registradas no Mapa) para cultivo nas em três regiões tritícolas e adaptadas às mais diversas realidades e padrões tecnológicos.

Conforme o pesquisador Pedro Luiz Scheeren, “a pesquisa está oferecendo o que existe de melhor em termos de genética. O produtor está cada vez mais profissional na condução da lavoura. Neste cenário, eu acredito que, nos próximos dez anos, o Brasil será competitivo no mercado internacional de trigo”.

Clima – O clima que prejudicou o trigo na última safra não deverá se repetir neste ano. Segundo o agrometeorologista da Embrapa Trigo Gilberto Cunha, a tendência, em função dos grandes indicadores globais, é de uma condição climática normal em 2013.

As chances de El Ni¤o, trazendo excesso de chuva na primavera, são baixas. Este cenário indica menor incidência de doenças e melhor qualidade do produto colhido.

Contudo, o pesquisador ressalta que, mesmo não sendo possível prever como será o tempo na época de colheita e quando exatamente ocorrerão as geadas, principais intempéries que representam riscos à cultura, “a antecipação de que não deveremos ter El Ni¤o nessa safra é uma boa notícia para os triticultores do Sul do Brasil”, e recomenda: “o produtor deve seguir o zoneamento agrícola, fazer escalonamento de semeadura com diferentes cultivares, investir em adubação e tratamento fúngicos conforme necessidade, enfim, zelar pelo manejo da lavoura do começo ao fim da safra”, orienta.

Outra recomendação do pequisadora pesquisa ao produtor é semear apenas o que terá capacidade de colher: “se eu posso plantar 50 hectares por dia, é porque minha capacidade é para colher 50 hectares num único dia. O que acontece, muitas vezes, é que o trigo é plantado todo num dia, mas a colheita pode levar até uma semana. O cereal fica pronto para colher, mas acaba estragando enquanto espera na lavoura”, alerta o pesquisador Pedro Scheeren.

FONTE: Diário do Comércio – MG

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Preço do pão pressionado por entressafra do trigo e pelo dólar

A baixa oferta nacional de trigo volta à tona para assombrar os consumidores brasileiros, já sensíveis aos aumentos de preços. Farinha, macarrão, biscoitos e o pãozinho devem ter novos reajustes nos próximos meses em razão da entressafra do cereal, da dependência das importações e do dólar em alta.

A colheita 2013 de trigo no Brasil começa em final de agosto, sendo que o grão colhido nesta época estará apto para moagem em meados de setembro. Isto significa que em julho, agosto e setembro, os moinhos do Sul e Sudeste do país terão um forte incremento nos custos da farinha, considerando a necessidade de importação com uma taxa de câmbio que se apreciou em 12% em pouco mais de um mês.

Até o final de julho haverá isenção do pagamento da TEC (Tarifa Externa Comum) para as importações de trigo externas ao MERCOSUL. Após esta data, espera-se um incremento de 10% no custo, já que Argentina, Uruguai e Paraguai não dispõem de estoques para suprir a demanda brasileira neste momento.

A CONAB (Companhia Nacional de Abastecimento), que realiza quinzenalmente leilões de venda, tem apenas 100 mil toneladas de trigo para ofertar. Não bastasse a baixa disponibilidade, os preços nos leilões de junho elevaram-se em até 30% comparados com aqueles realizados no final de maio. Já os preços do pouco trigo que resta no país subiram pelo menos R$ 120 por tonelada no decorrer de um mês no Paraná, maior estado produtor nacional.

Segundo o analista de mercados da AF News, a crise no abastecimento de trigo no Brasil acompanha a conjuntura mundial da safra 2012/13, com destaque para problemas climáticos que afetaram a produção de trigo do Brasil e principalmente da Argentina, o nosso maior fornecedor. Naquele país, segundo dados do Ministério de Agricultura argentino reproduzidos recentemente na AF News, o mercado interno do cereal teve elevações de preços entre 31 e 51% no período de 02/05 a 20/06, pela baixa qualidade industrial do produto e, consequentemente, altas de aproximadamente 30% nas farinhas vendidas às padarias locais, algo que reflete também nas importações por parte de distribuidores brasileiros.

Dados da CONAB mostram que em 2013/14 o Brasil produzirá 5,5 milhões de toneladas de trigo, e importará outras 6,8 milhões de toneladas. Em 2012/13 a colheita foi de 4,3 milhões de toneladas e a importação 7,2 milhões de toneladas. O consumo brasileiro de trigo está estimado em 10,7 milhões de toneladas.

FONTE: AF News

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Frio extremo e chuva de junho põem em risco a safra de trigo

São Paulo

O clima frio e a incidência de chuvas ameaçam lavouras de trigo no Paraná, o principal estado produtor. Na área agroindustrial, moinhos se preocupam com a escalada de preços do cereal.

A persistência do “frio extremo” e o excesso de chuvas, em junho, podem ter comprometido a safra paranaense, de acordo com o presidente do Moinho Pacífico, Lawrence Pih.

“O trigo ainda está em desenvolvimento, e ainda é cedo para dizer se o Paraná está prejudicado. Mas, sem dúvida, há risco”, diz o especialista, explicando que as conclusões virão com a colheita, entre setembro e novembro.

O meteorologista e agrônomo Marco Antônio dos Santos, do instituto Southern Marine Weather Services (Somar), avalia que “o frio extremo permitiu maior desenvolvimento do trigo no Rio Grande do Sul, mas prejudicou seu florescimento no Paraná”.

Plantado entre junho e julho, o cereal gaúcho aproveitou os efeitos do clima na fase inicial de desenvolvimento, obtendo melhores resultados no perfilhamento (ramificação subterrânea) e na seleçãonatural, determinantes à qualidade, segundo Santos.

Já o trigo paranaense, cujo plantio acontece em torno de abril, sofreu as consequências climáticas (agravadas em junho) quando se encontrava em fase de florescimento. “As geadas queimaram o trigo no oeste do Paraná. Mas o que mais afeta são as chuvas constantes”, observa o especialista.

O pesquisador paranaense Manoel Carlos Bassoi, da divisão de Soja da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), relata que “as lavouras mais precoces, de abril, pegaram quatrocentos mililitros de chuvas, durante dezeseis dias, em junho. Depois, houve incidência de brusone e giberela [as doenças]”.

“Essas lavouras vão ter prejuízos de volume e de qualidade”, afirma. “Mas não será nada catastrófico”, pondera.

Para o pesquisador, o Paraná deve produzir uma safra de trigo similar à anterior: 2,3 milhões de hectares, na temporada atual. “Se não tiver mais problemas daqui para a

frente.”

As projeções da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que identifica o Paraná como o maior estado produtor de trigo do Brasil, são mais conservadoras, contudo.

Os números oficiais apontam para uma safra nacional de 2,1 milhões de toneladas,  metade de cujo volume de “autoria” paranaense: um milhão de toneladas, ante 1,1 milhão em 2011.

Redução de danos

Triticultores de Tamarana, Londrina e Faxinal, cidades ao norte do Paraná, foram surpreendidos pelo clima e tiveram de investir além do previsto, em meados deste ano, para amenizar as consequências do frio e da umidade.

Assim diz o também produtor (de perfil empresarial) Rafael Fróes, que dirige uma empresa de sementes e cultivo, a Sementes Fróes, atuante nas três regiões e em outro município (Goioerê), ao oeste paranaense. A companhia detém 1.500 hectares de trigo, posto como cultura de rodízio, com produtividade elevada de 3,5 toneladas por hectare.

“O agricultor tinha diminuído os investimentos, no início do ano, em adubação, cobertura e prevenção. Mas teve que investir em tratos ao longo da cultura”, afirma o empresário. A ocorrência de pragas atingiu 10% das lavouras, em sua estimativa. Para Fróes, as chuvas tiveram efeito pior do que o frio.

Preocupação de moinho

Posto que todo trigo deva ser processado — “o que preocupa os moinhos é a recente alta de preço”, nas palavras de Pih. O representante agroindustrial verifica valorização de 40%, nas últimas seis semanas, nas cotações globais da matéria-prima do pão.

Os argentinos já estariam cobrando US$ 350 por tonelada de trigo. “E eles não repassaram tudo, ainda”, endossa o executivo.

Os principais motivos para a escalada internacional do trigo são dois: 1) os preços do cereal acompanham os do milho, que sofrem fortes altas em razão da quebra de safra norte-americana; e, 2) quebras, puras e simples, de safras nos principais países produtores: Rússia, Ucrânia e Cazaquistão.

“A Austrália também nos preocupa”, acrescenta Pih. E diz que os russos, que produziram 55 milhões de toneladas de trigo em 2011, devem fornecer 42 milhões de toneladas neste ano.

O Brasil, que

importa trigo, deve produzir cinco milhões de toneladas e consumir, neste ano, o dobro disto, nas projeções do especialista (que superam, em muito, as da Conab).

Em tempo, Pih defende que os moinhos esperam pelo atendimento, por parte dos produtores, às novas normas para a classificação do trigo, que exigem do segmento mudanças de qualidade.

Fonte: .Panoramabras

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Conab realiza novos leilões de trigo no dia 1º de março

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realiza, amanhã (1º), novos leilões de trigo nas modalidades de PEP e Pepro. Na categoria PEP, serão ofertadas 375 mil toneladas do grão das classes Brando, Pão e Melhorador para o Rio Grande do Sul (25 mil toneladas), Paraná (120 mil toneladas) e São Paulo (5 mil) e Santa Catarina (25 mil toneladas).

No Pepro, a serão 35 mil toneladas, sendo dividas em 10 mil para o RS, 10 mil para o PR, 10 mil para SP e 5 mil para SC. Nessa categoria a oferta será de trigo Pão e Melhorador.

 

Fonte:  Sónoticias

Trigo: Conab realiza novos leilões de PEP e Pepro em 1º de março

A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) realiza, no próximo dia 1º de março, novos leilões de trigo nas modalidades de PEP e Pepro.

Na categoria PEP, serão ofertadas 375 mil toneladas do grão das classes Brando, Pão e Melhorador para o Rio Grande do Sul (25 mil toneladas), Paraná (120 mil toneladas) e São Paulo (5 mil) e Santa Catarina (25 mil toneladas).

No Pepro, a serão 35 mil toneladas, sendo dividas em 10 mil para o RS, 10 mil para o PR, 10 mil para SP e 5 mil para SC. Nessa categoria a oferta será de trigo Pão e Melhorador.

 

Fonte:   Sonoticias

Governo promove primeiro leilão de trigo com opção de uso para ração animal

Brasília – A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) promove na próxima sexta-feira (17) o primeiro leilão de trigo subsidiado pelo governo aberto a compradores que queiram usar o produto como ração animal. Serão leiloadas 410 mil toneladas que poderão ser acessadas por agroindústrias que produzem suínos, aves e gado leiteiro. A nova destinação foi decidida pelo governo para suprir a falta de milho para ração e as dificuldades dos produtores da Região Sul, afetados por longa estiagem nos últimos meses.

Após a primeira reunião do ano da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Culturas de Inverno, o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Caio Rocha, disse que a intenção é lançar o plano agrícola das culturas de inverno até o dia 15 de março, provavelmente no município de Não-Me-Toque, no Rio Grande do Sul, durante a feira agropecuária internacional que ocorrerá entre os dias 5 e 9 de março. Segundo ele, devem ser disponibilizados cerca de R$ 3 bilhões para custeio e comercialização da safra de inverno, valor suficiente para atender à demanda dos produtores. Também haverá R$ 62 milhões para subsídio do prêmio do seguro rural.

Os produtores de trigo querem a elevação do preço mínimo do produto de R$ 477 para cerca de R$ 512 e aguardam uma posição do governo o reajuste. Além disso, eles também pedem a continuidade da programação dos leilões de trigo. O superintendente adjunto da Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar), Nelson Costa, disse que ainda faltam serem vendidas 1,5 milhões de toneladas de trigo do total de 5,78 milhões de toneladas produzidas nesta safra.

O Brasil não produz trigo suficiente para suprir o consumo do país, de aproximadamente 10 milhões de toneladas, mas a dificuldade na comercialização da safra é crônico, segundo os produtores. As saídas propostas pelo setor produtivo ao governo preveem a suspensão da licença automática para importação e vincular a compra, pelos moinhos nacionais, de cada quantidade de trigo vindo de outros países à aquisição do mesmo volume produzido no Brasil.

 

Fonte:  Agencia Brasil

Conab terá R$ 150 mi para venda do trigo

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) investirá R$ 150 milhões na comercialização de trigo. O leilão está marcado para a próxima semana, sexta-feira, dia17, e será conduzido pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), vinculada ao Mapa. Portaria autorizando a operação de Prêmio para Escoamento de Produto (PEP) foi publicada no Diário Oficial da União (DOU).
Serão beneficiados com a medida, indústrias moageiras de trigo, avicultores e suinocultores que disponham de indústrias próprias de ração animal, inclusive integração e comerciantes de cereais. Segundo o secretário de Política Agrícola do ministério, Caio Rocha, a iniciativa atende a uma demanda do setor produtivo. “É uma maneira de garantirmos o preço mínimo ao produtor e viabilizar que parte do trigo seja destinada para ração animal”, salientou Rocha, durante divulgação do quinto balanço da safra 2011/2012, hoje, em Brasília.
Seguindo o cronograma do governo de apoio aos agricultores afetados pelas oscilações do clima no País, especialmente a estiagem na Região Sul, Rocha confirmou mais duas medidas que devem amenizar os impactos da seca na região. Serão publicadas nos próximos dias, no DOU, portarias para a comercialização de milho. Uma autorizando leilões por meio de Valor de Escoamento de Produto (VEP), para criadores e indústria, no total de 500 mil toneladas, e outra que oferta o produto a balcão.

Fonte: DCI

Governo investe mais R$ 150 milhões para sustentar preços do trigo

 Com isso, uma segunda série de leilões para estimular a compra do produto nacional será realizada

O governo autorizou a destinação de mais R$ 150 milhões para apoiar a comercialização de trigo. Uma portaria interministerial publicada hoje no Diário Oficial da União assegura a continuidade dos leilões de Prêmio de Escoamento (PEP). Com a suplementação, uma segunda série de leilões para estimular a compra do produto nacional será realizada.

O último leilão da primeira série ocorrerá amanhã (10). Ao todo, o governo está investindo nesta safra R$ 300 milhões para sustentar os preços do trigo. Na primeira leva dos leilões de prêmios de escoamento, a participação estava restrita a moinhos e tradings. A partir de agora, criadores de aves e suínos, empresas processadoras de carnes que têm produtores integrados, cerealistas e indústrias de rações de todo território nacional também poderão participar.

O Ministério da Agricultura informou que o próximo leilão está marcado para a sexta-feira da próxima semana (17). Essas operações deverão ocorrer quinzenalmente. O secretário de Política Agrícola do ministério, Caio Rocha, a explica que iniciativa atende a demanda do setor produtivo.

“É uma maneira de garantirmos o preço mínimo ao produtor e viabilizar que parte do trigo seja destinada para ração animal”, disse ele, em entrevista durante a divulgação do quinto levantamento de safra da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Milho

Caio Rocha anunciou que a Conab vai ofertar 500 mil toneladas de milho por meio de leilões de Valor de Escoamento de Produto (VEP), para atender criadores e indústrias da região Sul, que enfrentam problemas com a falta da matéria-prima, por causa da quebra de safra provada pela estiagem. Ele também anunciou que a Conab também realizará vendas de milho em balcão, com ofertas de 27 toneladas por produtor rural, ao preço de R$ 20,50/saca.

 

 

Fonte:  CenarioMT

Preços do trigo no RS superam em até 12% valor pago no PR

Clima e alta tecnologia empregada nas lavouras gaúchas fizeram com que o Estado superasse o Paraná em termos de produção, na última safra. O clima e tecnologia empregada nas lavouras de trigo na última safra apresentam seus méritos agora, com relação aos preços.

 

Em alguns casos, as cotações chegam a ser superiores do que no Paraná – principal estado produtor do país. Essa situação ocorre porque o produto gaúcho teve melhor qualidade do que o paranaense, que também teve quebra de safra por causa do clima. Por causa disso, a safra 2011 foi a segunda na história em que o Paraná obteve menor produção do que o RS.

 

De acordo com o analista de mercado, Luiz Carlos Pacheco, de Curitiba, como o plantio do cereal ocorre em épocas diferentes nos dois estados, o clima prejudicou a qualidade das lavouras do Paraná e favoreceu as do Rio Grande do Sul.
Além disso, desestimulados com os baixos preços do ano anterior, os triticultores paranaenses também não aplicaram toda tecnologia de produção disponível, por ser muito cara. “Assim, o resultado foi que tivemos uma produção menor e preços menores”, comenta.
Até 2011, o Paraná era o principal estado produtor de trigo do país. Mas na última safra o RS ultrapassou, conforme os dados do último levantamento de Safras feito pela Conab.
Na safra 2011/12, o RS plantou 932,4 mil hectares de trigo, contra 1.042,5 mil do Paraná. Mas, o RS teve uma produtividade maior: 2.941 quilos/hectare, contra 2.399 kg/ha do PR. Como conseqüência, o RS colheu 2.742,2 mil toneladas de trigo e o PR colheu 2.501,0 mil toneladas.
O produtor gaúcho também cultivou mais trigo pão, em torno de 80%, contra a média de 30% ou 50% dos últimos anos. Além de usar sementes de trigo de melhor qualidade, o RS foi favorecido com condições climáticas próximas do ideal, condição que não ocorreu com o PR, que sofreu com geadas e chuvas fora de hora.Mas conforme Pacheco, o produtor tem que ter em vista as necessidades do mercado na hora da formar sua lavoura.
“O que ocorria até recentemente, era que o triticultor não pensava nisto, plantava qualquer tipo de trigo e depois vendia tudo para o governo, o que ocasionava um descompasso no mercado. O problema maior da expansão do trigo no Brasil parece ter sido a interferência do governo na comercialização, implantada na década de 60, quando passou a tutelar 100% da produção e comercialização do cereal, comprando tudo o que o produtor produzia, sem nenhuma exigência de qualidade, numa ponta e vendendo na outra para os moinhos a preços subsidiados. Com isto, acostumou o produtor a ‘plantar para o governo’, e não para o mercado, não se preocupando em aprimorar a qualidade do trigo e as indústrias se acostumaram a buscar qualidade e volume no exterior, modelo que funciona até os dias de hoje. Agora, aos poucos, o mercado volta a se alinhar: produtor – moinho – indústrias – consumidor final. E, com isto, todos ganham, inclusive o país, porque a longo prazo, principalmente quando houver mais rentabilidade vinda deste alinhamento, a área de trigo no Brasil certamente vai aumentar muito e poderemos até exportar”, destaca.
Conforme o analista, essa situação aconteceu com muitos outros produtos que começaram a ter plantio extensivo depois do trigo, como a soja, o milho, o café e a cana de açúcar, que não só cresceram e abasteceram o mercado interno, como geram grandes excedentes para exportação.
De acordo com dados do analista de mercados, hoje os preços pagos aos produtores em Cascavel, Londrina e Maringá, que são as maiores regiões produtoras do PR, estão ao redor de R$ 23,00/saca; em Campo Mourão, também grande produtor, está a R$ 21,82.
Em compensação, está em R$ 24,63 em Irati e R$ 26,74 em Ponta Grossa, mas estas são praças compradoras de trigo (embora também produzam). Já os preços médios do Rio Grande do Sul estão a R$ 24,00 em Bagé, Cachoeira do Sul e Cruz Alta e R$ 23,00 em Carazinho. O que aponta que há mais praças gaúchas pagando mais.
O normal é que os preços do PR sejam maiores, porque produz trigo pão e no RS se produzia mais trigo brando. Mas, como neste ano o tipo do produto foi quase o mesmo, e a qualidade do cereal gaúcho foi melhor, os preços ficaram melhores no RS.
Alguns moinhos buscaram no Norte do RS trigo brando, mesmo assim, é vantajoso, porque o RS tem o problema da super produção: produziu 2.742,2 milhões toneladas e só consome 1.100 milhões de t, acaba sendo necessário escoar o excedente. Entretanto, como está longe das indústrias, porém, este escoamento é mais viável para exportação, apesar de que, qualquer volume escoado, por pouco que seja, sempre ajuda.
Além disso, Pacheco destaca que um problema que deve se intensificar em março, é o espaço nos armazéns, quando entram as safas de soja e milho, que dão maior rentabilidade ao agricultor, e às cooperativas e cerealistas, precisando escoar o trigo, o escoamento para o PR é vantajoso.
Fonte:  CenarioMT