SÃO PAULO – Apenas de 4% a 5% da safra de trigo do Paraná está vendida até o momento, segundo estimativas da Safras Mercado. Segundo Michael Prudêncio, analista da consultoria, a baixa comercialização é reflexo principalmente da qualidade abaixo do esperado pelos compradores. “A produção foi prejudicada pelas intempéries climáticas”, diz o especialista da Safras.
Último relatório do Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral), órgão ligado à Secretaria de Agricultura do Estado, feito em 19 deste mês indicava que 42% da área total plantada no Estado já havia sido colhida. Em torno de 11% da produção foi considerada ruim, 24% de qualidade média e 65% de qualidade boa.
Por causa dos poucos negócios, diz Prudêncio, os preços permanecem praticamente estáveis em R$ 490 a tonelada no Paraná.
Segundo avaliação do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq) compradores e vendedores estão atentos à seca na Argentina e às quedas nas cotações dos Estados Unidos, enquanto aguardam o avanço da colheita no Paraná e início dos trabalhos no Rio Grande do Sul, onde há boa expectativa de produção. De modo geral, segundo o Cepea, os agentes do mercado estão apreensivos quanto ao tamanho da safra brasileira, assim como com a qualidade.
A previsão do Deral é que a produção do Paraná seja de 2,48 milhões de toneladas de trigo, 28% menor do que na safra passada.
Fonte: O Globo