CAFÉ – Recursos começam a chegar no campo

O aviso de lançamento dos leilões de Opções Públicas de Venda para o café está em fase de conclusão, conforme apuramos junto ao governo federal nesta semana. De acordo com informações passadas, o programa abrangerá 3 milhões de sacas de 60 kg, ao preço unitário de R$ 343 para o café arábica tipo 6.

A boa notícia é que, compreendendo a situação da cafeicultura brasileira e atendendo a um pleito das lideranças do setor de produção, o governo deverá lançar o programa com ágio de preço para cafés superiores e deságio para cafés inferiores ao tipo 6. Entendemos essa medida como positiva, uma vez que possibilita a participação de um maior número de produtores.

Também em audiência com representantes do governo federal, tivemos a informação que todos os contratos com os agentes financeiros interessados em operar os recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) na safra atual foram assinados na semana passada e estão chegando ao Ministério da Agricultura para assinatura do ministro Antônio Andrade desde o último dia 13.

De imediato, o Departamento do Café está liberando o valor contratado seguindo o cronograma apresentado por cada banco ou cooperativa, o que significa que, desde sexta-feira, 16, os recursos já estão sendo disponibilizados.

Na semana passada, o Conselho Nacional do Café (CNC) participou da palestra “Perspectivas, Cenários Atuais e Tendências da Cafeicultura: Brasil, Vietnã e Colômbia”, organizada pela Embrapa Café e ministrada por Juliano da Silva Mota, da Agricultural Consultancy Services (ACS). Na ocasião, foram apresentadas características da cafeicultura nos três importantes países produtores de café e passadas algumas sugestões de como o Brasil se posicionar frente a esses dois grandes concorrentes.

O CNC enaltece a iniciativa da Embrapa Café no sentido de entendermos o que ocorre na cafeicultura mundial, o que tem importância sobremaneira para que o Brasil, na condição de principal player desse mercado, possa adotar medidas preventivas e de geração de renda a todos os elos da cadeia produtiva nacional, pois temos que pensar na atividade cafeeira com o máximo de sustentabilidade possível.

Em reunião realizada no dia 14 de agosto, no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o setor privado da cafeicultura brasileira, capitaneado por iniciativa da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), deu seqüência ao debate sobre o nível de impurezas aceitável nos produtos à disposição do consumidor brasileiro.

Um ponto consensual no encontro foi que a maioria dos cafés consumidos no país respeita o limite máximo de 1% de impureza. Além disso, visando acabar com esse pequeno grupo de produtos que possuem impurezas acima de um ponto percentual, determinou-se a criação de um grupo de acompanhamento para a definição de novas regras na produção de cafés no Brasil que deverão nortear as ações do setor industrial.

O mercado futuro do café arábica apresentou certa volatilidade na semana, com o fator climático pesando entre as altas e as baixas. Embora a previsão de frio intenso na região Sul do país tenha dado sustentação às cotações no meio da semana, como as geadas que atingiram o Paraná na madrugada de quinta-feira não afetaram áreas cafeeiras, o mercado devolveu os ganhos. O vencimento setembro do contrato C da bolsa de Nova York apresentou queda acumulada de 105 pontos até o fechamento de quinta-feira, quando foi cotado a US$ 1,2185 por libra-peso.

As cotações do robusta na bolsa de Londres apresentaram comportamento semelhante ao do arábica em Nova York. O vencimento setembro do contrato 409 encerrou a quinta-feira a US$ 1.952 por tonelada, acumulando desvalorização de US$ 11/t na semana.

A valorização do dólar frente ao real também ajudou a pressionar os preços internacionais do arábica. Apresentando alta em todos os fechamentos diários, a moeda americana acumulou ganhos de 2,84% até a quinta-feira, quando foi cotada a R$ 2,34. Dados que comprovam o fortalecimento da economia dos Estados Unidos têm motivado essa tendência, mesmo com sucessivas intervenções do Banco Central do Brasil.

O Departamento do Café do Ministério da Agricultura (DCAF/Mapa) divulgou, também nesta semana, seu Informe Estatístico referente a julho, no qual é possível avaliar como a situação do comércio exterior do café brasileiro foi afetada pelos preços internacionais aviltados. Mantendo a tendência dos meses anteriores, o volume exportado em julho de 2013 (2,24 milhões de sacas) foi superior ao do mesmo período de 2012 (2,13 milhões de sacas), porém a receita gerada foi 19% inferior, de US$ 353 milhões, ante os US$ 437 milhões de julho do ano passado.

Quando se analisa os dados globais da exportação do agronegócio do Brasil no período de janeiro a julho de 2013, nota-se que entre as seis principais cadeias agroindustriais geradoras de divisas, apenas o café apresentou perda de receita. Esse fato reforça a necessidade e os benefícios para o país da ação governamental para socorrer a cafeicultura brasileira.

FONTE: Diário do Comércio – MG

Políticas governamentais para o café

Participamos, na quarta-feira passada, de audiência pública conjunta das comissões de Finanças e Tributação; de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; de Fiscalização Financeira e Controle; e de Viação e Transportes na Câmara dos Deputados. Na ocasião, questionamos o ministro da Fazenda, Guido Mantega, sobre as políticas para a cafeicultura brasileira.

Mantega reconheceu que o café vive um momento de crise, principalmente por causa de um cenário de oferta satisfatória à demanda e devido aos baixos preços oferecidos pelo mercado aos produtores. O ministro também ressaltou que a Secretaria de Política Econômica da Pasta está aberta a discussões para buscarmos uma solução para o atual cenário vivido pelo setor, haja vista que o governo precisa participar nas épocas de crise do café, conforme postura que adotou em relação aos outros setores de nossa economia.

Nesse sentido, agendamos para esta segunda-feira audiência com o secretário de Política Econômica da Fazenda, Márcio Holland, com o intuito de definirmos a implantação dos leilões de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro) e a possibilidade da realização de leilões de Opções Públicas. Esses também serão os itens da pauta de outras duas reuniões, que teremos ainda nesta segunda-feira, com o ministro da Agricultura, Antônio Andrade, e com o secretário de Produção e Agroenergia da Pasta, João Alberto Paixão Lages.

O emprego dessas ferramentas de mercado se faz extremamente necessário para que se comece a devolver a competitividade aos produtores, com remuneração justa, e, principalmente, mantenha-se o emprego no campo. Vale destacar, ainda, que buscamos um valor médio que cubra nossos custos de produção e que, de maneira alguma, gere inflação no preço da bebida, “punindo” o consumidor final, o que, definitivamente, o CNC não concorda e nem permitirá que ocorra.

No dia 21, a Secretaria de Produção e Agroenergia (Spae) e o Departamento do Café do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), divulgaram que estão contratando instituições financeiras integrantes do Sistema Nacional de Crédito Rural (SNCR) para atuarem como agentes financeiros na aplicação e na administração de recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé). Os agentes financeiros interessados deverão encaminhar, formalmente, proposta de contratação dos recursos à Spae até o dia 5.

A semana foi marcada por volatilidade nas cotações do mercado futuro de café arábica, em Nova York, e tendência de queda do robusta, em Londres. De maneira geral, o mercado das commodities foi influenciado pelas variáveis macroeconômicas internacionais. No Brasil, mereceu atenção o arrefecimento das cotações do dólar após adoção de novo artifício pelo Banco Central.

A divulgação de dados aquém da expectativa sobre o crescimento do PIB dos Estados Unidos no primeiro trimestre deste ano gerou mais tranqüilidade no mercado cambial e a reação dos preços de algumas commodities. Com o menor crescimento norte-americano, de 1,8% ante os 2,4% previstos por analistas, os investidores consideraram que a redução da injeção de dólares na economia pelo Banco Central dos EUA (Fed, em inglês) não será tão imediata. Por outro lado, o desempenho da China continuou preocupando diante do aperto no mercado interbancário, que sinaliza menor crescimento da oferta de crédito.

No Brasil, o dólar apresentou queda de 2,17%, até o fechamento de quinta-feira passada. A tendência internacional de desvalorização foi reforçada pela decisão do Banco Central do Brasil de eliminar o recolhimento compulsório sobre as posições vendidas dos bancos no mercado de câmbio. Essa foi a terceira medida adotada pela autoridade monetária brasileira, desde o início de junho, para conter a alta do dólar.

No mercado doméstico, o volume de negócios se mantém baixo em função dos preços aviltados do café arábica e das chuvas que têm atrasado as operações de colheita em Minas Gerais e São Paulo. O indicador de preços do café arábica levantado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) permaneceu praticamente inalterado em relação à semana passada, apontado em R$ 283,28 por saca (0,17%) na quinta-feira. Já a saca do conilon apresentou variação negativa de 0,70%, situando-se em R$ 241,44.

FONTE: Diário do Comércio – MG

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O preço do café continua a cair no mercado internacional

As vendas futuros de café arábica despencaram mais de 40% desde o início de maio do ano passado. O declínio foi em grande parte devido à expectativa de uma safra grande no Brasil, um dos principais produtores mundiais de café. Embora o café tenha subido 1% na sexta-feira para chegar a US$ 1,7875 por libra-peso, no início da semana passada atingiu o seu menor preço em 18 meses. Em maio, o café atingiu seu pico recente nos EUA, a US $ 3,049 por libra peso. Andrea Illy, presidente-executivo da empresa italiana illycaffè, o mau tempo em regiões-chave, como a Colômbia, vai aliviar o impacto de grandes colheitas esperadas este ano no Brasil.
Fonte: DCI

Exportação de café: volume cai, mas receita se mantém

Vitória (ES)-Mesmo exportando quase 100 mil sacas a menos, a valorização do preço da saca ajudou a segurar a movimentação de mais de 51 milhões de dólares, valor próximo do resultado do mesmo período de 2011. Panorama do CCCV é de que o primeiro semestre registre uma leve baixa no volume exportado

A exportação capixaba de café em janeiro deste ano totalizou 244.513 sacas enviadas pelo Porto de Vitória, segundo o Centro do Comércio de Café de Vitória (CCCV). Dados do relatório, que segue anexo, indicam que a receita movimentada por esse volume foi de US$ 51.911.201,56. O Estado embarcou 194.281 sacas de café arábica, 31.737 de cCnilon e 18.495 de café solúvel, a um preço médio de US$ 212,30 a saca. O volume total corresponde a aproximadamente 11% de toda a exportação nacional de café.

Comparado ao mesmo período de 2011, o porto capixaba exportou aproximadamente 100 mil sacas de café a menos do que ano passado. Segundo Luiz Polese, presidente do CCCV, o mês de janeiro deu uma prévia do que pode ocorrer no segundo semestre deste ano, que é uma pequena baixa no volume exportado. “Os números estão dentro do esperado para o início do ano. Apesar disso, acreditamos que o segundo semestre de 2012 será de forte recuperação”, afirma o presidente do CCCV.

A relação de países importadores do café capixaba em janeiro de 2012 tem os Estados Unidos na liderança, 14,31% do total exportado, seguido pelo Líbano, que em novembro ocupava a sétima posição, com 10,46%, Alemanha, com 7,49% e a Síria, com 7,37%.

O volume gerado se aproximou dos US$ 54.066.824,41 movimentados em janeiro do ano passado. Isso porque, de acordo com Polese, o preço médio da saca de café teve uma valorização de 46,7% nos sete primeiros meses do ano-safra 2011/12 se comparado ao mesmo período da safra 2010/11. “Isso explica o valor positivo da receita de janeiro, mesmo com a redução das exportações”, destaca Polese.

Vale ressaltar que o decréscimo foi sentido também em outros produtos exportados pelo Brasil. A comparação de janeiro de 2012 com o mesmo período do ano anterior revela que duas categorias de produtos também tiveram queda. São elas: os bens manufaturados (-0,1%) e básicos (-0,7%). Entretanto, outros itens da cartela de exportação brasileira também apresentaram elevação de preços em relação a janeiro de 2011. Nessa pauta destacam-se o café (+31,7%), o açúcar em bruto (+5,7%), o açúcar refinado (+15,5%), o algodão (+10,3%), o milho (+16,6%) e o etanol (+36,9%).

 

Fonte:   Revista Fator

Starbucks acerta parceria para exportar café chinês

São Paulo – A companhia norte-americana de cafeterias Starbucks anunciou hoje um acordo de joint venture com a chinesa Ai Ni Group, uma das principais companhias agrícolas da província de Yunnan, na China. A empresa resultante da parceria, que será controlada pela Starbucks, deve comprar e exportar café arábica de qualidade originado em Yunnan, além de operar unidades de processamento do grão. O acordo faz parte do plano estratégico da Starbucks de se expandir em mercados emergentes, como China e Índia. Não foram divulgados os valores de investimento.

O presidente da Starbucks China e Ásia-Pacífico, John Culver, e o presidente do Ai Ni Group, Liu Minghui, participaram hoje de uma cerimônia para assinatura do acordo em Kunming, capital provincial. O vice-governador Gu Zhaoxi, do governo provincial de Yunnan, testemunhou a cerimônia e destacou que as condições climáticas e o solo de Yunnan são bastante favoráveis e considera a província uma das melhores regiões do mundo para se produzir café.

 

Fonte:  Veja

 

Perda de café no sul de Minas Gerais é compensada por outras regiões

A Exportadora Comexim, que estimou hoje a safra brasileira de café em 55,8 milhões de sacas de 60 kg em 2012, informa que a leve seca no fim de setembro passado provocou perdas na produção no sul de Minas, principal área produtora do País. No entanto, a exportadora pondera que a frustração de safra na região será compensada pela produção no cerrado mineiro, Espírito Santo e Bahia.

A Comexim comenta, ainda, que outro fator importante que vem sendo observado no Brasil é que a bienalidade do café (safra grande alternada com outra menor no ano seguinte) vem se reduzindo a cada ano. “Isso pode estar ocorrendo por causa dos melhores tratos culturais das lavouras, aplicação de fertilizantes e números de safra mais transparentes por diferentes fontes, especialmente do governo”, afirma em comunicado o trader da Comexim, John Wolthers.

No momento atual, informa a Comexim, os preços do café brasileiro definitivamente não atraem os compradores. Os preços internos caíram, especialmente para conillon, mas as cotações dos cafés arábica ainda estão muito altas.

 

Fonte:  Tosabendo

Café do Brasil – Cooxupé eleva exportações

Café do Brasil (Cecafé). O faturamento da cooperativa deverá encerrar 2011 em aproximadamente R$ 3 bilhões.

De acordo com o superintendente de Mercado Externo da Cooxupé, Joaquim Libânio Ferreira Leite, a cooperativa embarcou 2,465 milhões de sacas de café arábica e alcançou o topo do ranking dos exportadores. O resultado também foi alcançado nos anos de 1998 e 2010.

“Esse é um marco histórico. O aumento das exportações vem de um longo trabalho, iniciado em 1957, quando começamos a oferecer diferentes padrões de café e garantia de volume. O trabalho foi essencial para a expansão da atuação no mercado internacional”, afirma Ferreira Leite.

Segundo Ferreira Leite, a cooperativa, ao longo dos anos, desenvolveu diversos padrões de cafés, atendendo ao gosto individual dos consumidores do mundo e garantindo abastecimento. “Com a padronização e a garantia de volume, conquistamos credibilidade no mundo e hoje exportamos para 35 países”, disse.

Desde 1983 a Cooxupé exporta diretamente a produção. Os embarques diretos feitos pela Sul de Minas e Cerrado Comercial e Exportadora de Café S/A, empresa da cooperativa, em 2011, ficaram em 178,876 mil sacas, que somadas aos números da Cooxupé, totaliza 2,644 milhões de sacas exportadas. Comparando com as exportações de 2010, cerca de 1,868 milhões de sacas, houve um aumento de 31,97%.

Mercado – Os principais destinos são os Estados Unidos, Alemanha, Bélgica, Itália e Japão. Para os próximos anos é esperada expansão dos embarques para a China. Atualmente o país importa pequeno volume de café especial da Cooxupé, porém o consumo no país vem crescendo, mesmo que ainda em pequena escala.

“O consumo mundial de café cresce cerca de 2% ao ano, o que demanda em torno de 2,3 milhões de sacas a mais. Na China, o consumo de café cresce cerca de 30% ao ano, porém a grande preferência é pelos blends, mas já tem uma parcela interessada em consumir cafés finos. Há 10 anos comercializamos pequenas quantidades com o país e pretendemos, através da participação em feiras e divulgação do produto, expandir nossa atuação a cada ano”, disse.

As expectativas para este ano são positivas. A demanda crescente no mundo e os estoques ainda baixos de café irão sustentar os preços em níveis rentáveis para os cafeicultores, mesmo com o aumento da safra.

Além disso, a quebra de safra da Colômbia e a estagnação observada na América Central contribuem para limitar a oferta do grão, abrindo novos mercados para os produtores brasileiros. A saca de 60 quilos do produto está avaliada entre R$ 480 e R$ 520, dependendo da qualidade do grão.

A previsão é que a produção da cooperativa na safra atual alcance 5 milhões de sacas, contra as 3,8 milhões de sacas produzidas em igual período anterior. O incremento significativo de 31,5% se deve ao período de bianualidade positiva e ao aumento dos investimentos nos cafezais.

Preços – “Os preços do café se mantiveram altos ao longo da safra passada, o que foi suficiente para capitalizar os produtores e incentivar a retomada dos investimentos em tratos culturais, mecanização e na melhoria dos processos, o que contribui para o aumento da produtividade e da qualidade final do grão”, disse.

Para este ano está prevista a inauguração da expansão feita pela Cooxupé nos armazéns, silos e áreas voltadas para a seleção e beneficiamento da produção. Os equipamentos de alta tecnologia estão em fase de implantação. O aporte na construção de galpões foi de R$ 30 milhões e irá ampliar em 30% a capacidade de armazenagem da cooperativa, que atualmente é de 3,5 milhões de sacas. O restante, R$ 20 milhões, será aplicado nas estruturas de processamento e envio do café.

Fonte: Diário do Comércio – MG

Torrefação de café vence em três categorias

são sebastião da grama – A Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) anunciou para janeiro de 2012 a entrega do diploma de “Maior Nota de Qualidade Global na Categoria Tradicional”, café vendido nos supermercados, para o Café Serra da Grama, do Município de São Sebastião da Grama na divisa de São Paulo com Minas Gerais.

Desde a criação do Programa de Qualidade do Café (PQC) em 2004, a Abic homenageia empresas participantes de todo Brasil que se destacaram ao longo do ano. Para a Torrefação Serra da Grama, que está entre as cem maiores do Brasil, mas é uma empresa de porte médio, com atuação apenas no Estado de São Paulo, este prêmio reflete o respeito com o consumidor brasileiro. “Cuidar da qualidade do mais querido produto da agricultura brasileira é uma obrigação da indústria que não pode estragar a perfeição do fruto”, diz Mariângela Taramelli Francisco, sócia-gerente da marca.

Café de qualidade

A Torrefação e Moagem de Café Serra da Grama conquistou também este ano o título de empresa campeã nas categorias Ouro e Diamante no 10º Concurso Estadual de Qualidade do Café de São Paulo. Ganhou “Ouro” pela compra por saca (R$ 4.500,00) e “Diamante”, pelo maior investimento feito no concurso. Arrematou por R$ 45 mil o lote de 10 sacas do produtor José dos Santos Cecílio Filho, da Fazenda Bela Vista da Grama, do mesmo município. Prêmio que será entregue no próximo dia 14 no Palácio dos Bandeirantes em São Paulo.

O Café Serra da Grama conquistou prêmios em 2005, 2007, 2008, 2009, 2010 e 2011, e nos dois últimos anos conquistou o “Diamante”, que significa maior investimento em qualidade.

Café com sobrenome

O Café Serra da Grama vence investindo na compra de cafés especiais da própria cidade. Para Mariângela Taramelli Francisco, sócia-gerente da marca, os produtores da cidade facilitam a sua vida: “Valorizar o produtor e promover o café do nosso município, São Sebastião da Grama, que sempre é finalista deste concurso, é uma obrigação e um prazer, afinal nosso café tem o sobrenome da nossa terra”, diz ela.

Segundo Mariangela, a vitória do Café Serra da Grama, é uma vitória da indústria e dos produtores de São Sebastião da Grama, que se orgulham do café que é produzido em suas encostas há dezenas de décadas. Altitude, clima, solo, somados a um plantio de baixo impacto, manejo especial e uma colheita manual cuidadosa se têm refletido nas vitórias em todos os concursos, nos bons preços recebidos por seus produtores, e também em contratos importantes, como o fechado pelo café Serra da Grama com a rede francesa Hediard. “O segredo desse café é o cuidado e a paixão, mas também a benção de ser produzido em dos poucos lugares do mundo considerados entre os melhores terroirs para produção do café arábica fino: São Sebastião da Grama, São Paulo, uma faixa privilegiada do planeta entre o Trópico de Câncer e o de Capricórnio, a uma altitude, 1.300 metros, onde o terreiro parece flutuar entre as nuvens”, diz ela.

França

O Café Serra da Grama é fornecedor da rede francesa Hediard, uma das mais exclusivas butiques de alimentos do mundo. A Hediard vende atualmente apenas café verde, de diversas origens, como América Central e África, o qual é torrado e moído na hora.

O consumidor de Paris terá à disposição café da torrefadora de São Sebastião da Grama em embalagem com a marca da Hediard, do Serra da Grama e com o Selo de Qualidade da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic). Os franceses ainda não definiram preços, nem volume que pretendem importar, mas exigiram que seja reservado com exclusividade um talhão de cerca de cinco hectares da Fazenda São Gabriel, de propriedade da família Taramelli, onde são cultivados cerca 25 mil pés de café, que deram a primeira carga no ano passado. Dali devem sair, a partir de maio, cerca de 200 sacas do produto, da variedade bourbon-amarelo, com destino à França. O abastecimento da Hediard a partir de abril está garantido porque, segundo Mariângela, foram reservadas 17 sacas da safra passada.

As embalagens são desenvolvidas por uma agência de publicidade no Brasil. “A Hediard pede sofisticação”, comenta Mariângela. A empresária revelou que na loja Hediard de Paris, hoje, uma xícara de café custa cerca de 6,5 euros, ou seja, perto de R$ 15,30. Um pacote com 250 gramas de café torrado na rede não sai por menos de 25 euros, ou R$ 58,75.

O relacionamento entre o Café Serra da Grama e a Hediard, porém, não é de hoje. No ano passado, para a comemoração dos 130 anos de seu principal endereço, o da Place de La Madeleine, a Hediard pesquisou produtos em diversas partes do mundo para que pudessem ser vendidos na loja com suas marcas originais, mas com etiquetas de exclusividade produzidas pela própria rede. O Serra da Grama foi o café escolhido entre os vários concorrentes.

A família Taramelli administra duas fazendas de café em São Sebastião da Grama, além da São Gabriel: a Santa Terezinha e a São Caetano. Juntas, as três fazendas têm plantado cerca de 1 milhão de pés de café.

 

Fonte:  DCI

Café: indicador do arábica volta a subir

Depois de recuar por quatro dias consecutivos, as cotações do café arábica voltaram a registrar aumento no Brasil nessa quarta-feira, 30, impulsionadas pelas elevações internacionais. O Indicador CEPEA/ESALQ tipo 6 bebida dura para melhor, posto na capital paulista, fechou a R$ 504,24/saca de 60 kg, alta de 0,9% em relação ao dia anterior. Em novembro, o aumento é de expressivos 7,7%. Vendedores se mantêm retraídos à espera de novos aumentos.

Dessa forma, as negociações continuam lentas no físico brasileiro. Em relação ao café robusta, os valores continuam em alta devido à retração vendedora. O Indicador CEPEA/ESALQ do tipo 6 peneira 13 acima fechou a R$ 290,71/saca de 60 kg na quarta, registrando forte elevação de 14,2% em novembro. O tipo 7/8 bica corrida finalizou a R$ 277,57/saca de 60 kg, aumento expressivo de 13,7% no mesmo período – ambos a retirar no Espírito Santo.

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Fonte:  Sonoticias

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Exportação de café já é maior que 2010 no ES

Vitória – O ano de 2011 ainda nem terminou e já foram exportadas pelo Porto de Vitória mais sacas de café do que todo o volume de 2010. O recorde foi quebrado no fim de outubro, quando a quantidade do grão embarcada pelo Espírito Santo desde janeiro deste ano atingiu 4.878.400 sacas, somando uma receita de US$ 871.243.358,46, valor quase 37% superior ao do ano passado, segundo o Centro do Comércio de Café de Vitória (CCCV).

No mês de outubro, o complexo portuário de Vitória enviou para o exterior 326.370 sacas de café arábica, 215.046 de conilon e 15.273 de café solúvel, totalizando 556.689 sacas. A receita gerada no mês foi de US$ 109.931.005,02 e o preço médio da saca de 60 kg foi US$ 197,47, sendo US$ 239,02 o valor médio da saca de arábica, US$ 135,66 de conilon e US$ 179,78 o café solúvel. Comparando-se as exportações do Espírito Santo com o volume total exportado pelo Brasil, enquanto no estado os embarques cresceram 19% no mês de outubro de 2011 em relação ao mesmo mês do ano passado, os embarques do Brasil caíram 11% no mesmo período.

Fonte:  DCI

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