“CAFÉ PARA COMER” CHEGA AO GRUPO PÃO DE AÇÚCAR NO ABC

O mais inovador lançamento da gastronomia brasileira para o mercado mundial, o café para comer, chega à rede Pão de Açúcar de Supermercados nas unidades do ABC, em Santo André, São Bernardo e São Caetano.

Coffee Beans – café comestível para o consumidor final – e Coffee Coins – sugerido para chefs e profissionais da culinária – foram criados pela indústria SPA, instalada em Vila Velha, no Espírito Santo, e apresentados ao segmento em novembro de 2012. Coffee Beans & Coffee Coins são feitos de massa de café integral obtida a partir do processamento do café premium 100% Arábica. Inicialmente, os pacotes de 84 gramas com grãos de 6 gramas (R$ 8,89) e as caixas de sortidos, que contem nove grãos de 10 gramas, sendo três de cada sabor (R$ 9,29).

Fonte: ABC Repórter

Pullman completa 60 anos

Marca do grupo Bimbo ganha nova logo e campanha.

São Paulo – A Pullman, marca mais tradicional do Grupo Bimbo no Brasil, líder mundial em panificados, comemora 60 anos de história junto à família brasileira. Para celebrar este aniversário, a marca desenvolveu uma logo comemorativa exclusiva, que ganhou a presença especial do Osito Bimbo, ícone do grupo em todo o mundo. O Osito traduz todo o cuidado e carinho da marca na produção de seus produtos, e reforça ser vínculo com a consumidora no preparo de lanches e refeições para a família.

“Ele é o parceiro da dona-de-casa, que busca cada vez mais praticidade e versatilidade. Com os produtos Pullman, ela ganha mais tempo para se divertir e aproveitar os momentos em família”, destaca o gerente de Grupo da Bimbo do Brasil, Bruna Tedesco. A logo exclusiva com o Osito estará presente em todas as ações da campanha de Pullman 60 anos que envolve TV, material de ponto de venda e internet, com a estreia de uma página oficial da marca no Facebook.

“A campanha celebra muitos anos de participação da Pullman em reuniões familiares e destaca a importância destes instantes que são tão essenciais, mas tão raros nos dias de hoje. Esta união à mesa, que sempre traz os tradicionais pães e bolos da marca, faz com que estes momentos únicos sejam vividos de forma compartilhada, entre família e amigos”, comenta a gerente da Marca Pullman, Juliana Cora Bastos.

Internet – Para promover uma conexão ainda mais direta com seus consumidores e fortalecer a comunicação através da internet, a Pullman estreia sua página oficial no Facebook com um exclusivo concurso cultural que ressalta a importância de se vivenciar e, principalmente, recordar esses momentos únicos em família. Com o conceito Pullman: sabor de família reunida, a marca convida todos os consumidores, sejam avós, pais, mães, e filhos, para construir a história da Pullman por meio de suas deliciosas lembranças com a marca.

O concurso cultural História Saborosa é uma oportunidade para cada um compartilhar os momentos inesquecíveis que vivemos com nossos amigos e familiares. Em sua página oficial do Facebook (www.facebook.com/pullman), há um link específico do concurso cultural para que, ao acessar, o consumidor preencha seus dados pessoais e descreva a sua história em família com a participação de Pullman. Lembranças que transformaram aqueles cafés, lanches, almoços, e festas em momentos inesquecíveis podem agora ser registrados para que todos passem a ver como é importante e gostoso compartilhar de momentos como estes ao longo da vida. O concurso cultural História Saborosa premiará as dez melhores histórias com uma cesta de piquenique recheada com produtos Pullman para que continuem desfrutando o sabor que tem quando toda a família está reunida.

Além dessa plataforma digital, a Pullman reforça a interação com a marca através de seu site oficial Mundo Pullman (www.mundopullman.com.br), em que disponibiliza informações sobre a linha de produtos da marca e muito mais.

Inovação – A Pullman celebra os 60 anos investindo também no segmento de torradas e ampliando seu portfólio de bolos com Delice disponível nas versões chocolate com brigadeiro e cenoura com chocolate, além de oferecer toda a sua linha de pães (tradicional, pães de lanche, integrais e light), bisnagas, tortilhas, bolos, mini bolos, rocamboles, e biscoitos.

O Grupo Bimbo é uma das maiores empresas de panificação do mundo em volume de produção e vendas. Líder no continente americano, conta com 153 plantas e mais de mil centros de distribuição localizados estrategicamente em 19 países da América, Ásia e Europa. Suas linhas de produtos incluem pão de forma, bolos, bolachas, doces, tortilhas, snacks doces e salgados, entre outras. O Grupo Bimbo fabrica mais de 8 mil produtos e tem uma das maiores redes de distribuição do mundo, com mais de 50 mil rotas e cerca de 127 mil colaboradores. No Brasil, desde 2001, quando assumiu duas tradicionais marcas Pullman e Plus Vita, a empresa possui mais de 5.300 colaboradores em oito fábricas presentes nas regiões Sudeste, Centro-Oeste, Sul e Nordeste. Além de Pullman e Plus Vita, é detentora das marcas Nutrella, Ana Maria, Crocantíssimo, Firenze e Laura.

FONTE: Diário do Comércio – MG

Governo deve 'ajustar' desoneração da cesta básica

Após retirar a incidência de PIS e Cofins sobre os itens que compõem a cesta básica, o governo federal prepara ajustes nos tributos de algumas cadeias produtivas. A intenção é corrigir distorções para garantir que toda a desoneração da

cesta básica chegue ao consumidor.

Como o Portal SM informou na semana passada, particularidades dos regimes tributários de algumas categorias, como óleo de soja, café e açúcar, impedem que o repasse das desonerações seja feito de forma integral pela indústria. As empresas desses setores utilizavam créditos presumidos na venda de seus produtos para o varejo, o que não poderá mais ser feito com o benefício concedido pelo governo.

Na última sexta-feira (22/3), o secretário da Receita Federal Carlos Alberto Barreto disse que o governo estuda formas de ajustar a tributação dessas cadeias, para que os produtores não fiquem com excesso de créditos acumulados. Assim, seria viável reduzir preços no percentual prometido pela presidente Dilma.
Ainda não se sabe, porém, como isso será feito. Segundo Barreto, o governo vai fazer “um balanceamento do crédito presumido”, reduzindo ou aumentando o crédito de acordo com o produto. O pagamento em dinheiro de créditos que as empresas não conseguem compensar também é analisado.

FONTE: Supermercado Moderno

Cafés especiais estão em alta

Produtores do Sul de Minas estão investindo na melhoria para participar de concursos

“Cup of Excellence Natural Late Harvest” gerou faturamento de US$ 401 mil.

O leilão dos 22 lotes de cafés premiados pelo 2º Concurso de Qualidade “Cup of Excellence Natural Late Harvest”, realizado pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), na última semana, gerou faturamento de US$ 401 mil. Com o resultado, o preço médio pago pela saca de 60 quilos alcançou R$ 1,64 mil, valor muito superior aos R$ 320 pagos pelo mesmo volume do grão arábica comum. A supervalorização deve incentivar os investimentos na melhoria do café produzido no Estado.

A segunda edição do premio da BSCA foi realizada em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e com a Alliance for Coffee Excellence (ACE).

De acordo com os dados da BSCA, todos os 22 lotes de cafés foram negociados e geraram receita total na ordem de US$ 401,8 mil ou R$ 793,6 mil, o que significou um valor médio de US$ 6,31 por libra peso, correspondendo a US$ 834,69 ou R$ 1,64 mil por saca de 60 quilos. O valor médio pago pela saca dos cafés especiais representou uma alta de 451,84% sobre os valores registrados no fechamento na Bolsa de Nova York, US$ 1,39 por libra peso, no contrato com vencimento em maio de 2013.

Ainda conforme os dados da associação, o maior lance registrado foi de US$ 18,80 por libra peso, alta de 1.346,22% ante Nova York, pago pela empresa UCC Ueshima Coffee Co.Ltd, do Japão. Esse valor equivale a US$ 2,48 mil ou R$ 4,91 mil pagos por cada uma das 21 sacas do Sítio São Joaquim, situado em Conceição das Pedras, no Sul de Minas Gerais.

O lote rendeu um total de US$ 52,226 mil ou R$ 103,14 mil ao produtor Jesimar de Oliveira Sandi, vencedor do concurso destinado exclusivamente aos cafés naturais do Brasil.

De acordo com a diretora executiva da BSCA, Vanúsia Nogueira, os preços altos pagos pelo café do produtor mineiro já eram esperados, uma vez que o café é uma novidade no mercado.

“O vencedor da edição atual do prêemio da BSCA nunca tinha participado de nenhum outro concurso e a região também foi novidade. Este diferencial chama a atenção dos compradores, que acabam pagando mais pela qualidade e inovação”, disse.

Vencedor – Para o produtor Jesimar de Oliveira Sandi, tanto a conquista do prêmio “Cup of Excellence Natural Late Harvest”, como o valor recorde pago pelas sacas do lote premiado foram grandes surpresas.

“Cultivamos o café há muito anos, mas nunca tínhamos participado de concursos de qualidade. Fomos surpreendidos e, a partir de agora, vamos nos inscrever em outras premiações. Estamos muitos felizes pelo reconhecimento da qualidade do nosso café e pelos valores pagos pelo lote premiado”, disse Sandi.

A produção do Sítio São Joaquim, em 2012, foi de mil sacas de 60 quilos de café e para este ano deverá ter um pequeno incremento. Após os resultados do concurso, a saca do café produzido na propriedade passou a ser negociada em torno de R$ 520, sendo que nas demais propriedades produtoras os preços do mesmo volume giram em torno de R$ 320.

“Nosso objetivo é continuar a investir na melhoria dos tratos culturais e na renovação. Com isso esperamos ampliar ainda mais a qualidade do grão. Este investimento é muito importante e tem retorno, já que os cafés especiais possuem maior valor agregado e grande demanda”, disse.

Ainda segundo Sandi, toda a produção de 2012 já foi negociada. O café terá como destino o mercado internacional. No município de Conceição das Pedras, vários outros produtores estão investindo na melhoria dos tratos e também têm a intenção de participar de concursos de qualidade.

FONTE: Diário do Comércio – MG

Negócios mais lentos e perda de preço comprometem café

A desvalorização de quase 40% do café, em um ano, desacelera o ritmo das negociações em torno do grão, que estão cerca de 10% mais lentas neste período.

Segundo especialistas, a passividade dos compradores em relação à oferta e a postura dos cafeicultores, retendo produto à espera de uma elevação de preços, colocam ainda mais em risco as cotações da commodity. Com a entrada da nova safra, em junho, os valores podem despencar.

Depois de uma colheita recorde que compôs estoques de 1,6 milhão de sacas (60 quilos) ano passado, o excedente de oferta fez cair o volume de negociações,

que eram de 67% (36,75 milhões de sacas) da produção total em fevereiro, ante 79% no mesmo mês de 2012, segundo análise do especialista Gil Barabach, da consultoria Safras & Mercado.

“O principal fator dessa redução é a postura mais lenta e comedida dos compradores, que consideram o cenário de crise e estão confortáveis quanto à oferta”, observa Barabach. “A maior ameaça, em função disso, é quando se emendarem as safras [2012/2013 e 2013/2014]“, ele prevê.

O excesso de oferta provocaria, então, uma derrubada de preços, segundo o especialista. A Safras & Mercado projeta uma temporada ainda mais volumosa para o próximo período, com uma colheita de 54,4 milhões de sacas e acúmulo de estoques de três a quatro milhões de sacas.

“Sensação de estoque alto”

A Cooperativa Regional dos Cafeicultores de Guaxupé (Cooxupé), que dispõe de aproximadamente cinco milhões de sacas para vender – e que é a maior organização cafeicultora do País -, apura ritmo 15% mais lento na comercialização do produto neste ano. 60% do volume total produzido pela empresa foram vendidos até agora, na safra de 2012/2013, ante 75% no mesmo período da temporada anterior.

“O produtor, por conta do baixo preço, não quer colocar o produto no mercado”, diz o superintendente de Mercado Interno da Cooxupé, Lúcio Araújo Dias. “Se o preço não subir, o pessoal não vai vender e o estoque interno crescerá”, acrescenta.

As cotações do café na Bolsa de Nova York, em que é negociado, vêm caindo a um patamar quase 40% inferior, neste ano, em relação ao início de 2012. Nos primeiros pregões de cada ano, em janeiro, os preços variaram de US$ 227,2 para US$ 146,5 por libra-peso (medida padrão). Ontem, o valor era de US$ 140,6.

“Os compradores têm a sensação de que os estoques estão altos e de que o produtor vai ter de vendê-los, afinal”, aponta Dias, citando também uma perda de 20% na qualidade do café em decorrência das chuvas, neste ano.

O especialista também observa que há uma pressão exercida pelas negociações futuras sobre o valor do produto no mercado físico. Segundo ele, a ação de fundos de investimento em torno do café afeta negativamente o preço.

Até esta semana, esses fundos já negociaram 37 mil lotes (ou 10,5 milhões de sacas, em média) do grão, pressionando suas cotações. “É um impacto forte: o produtor se retrai e o comprador desiste de comprar”, afirma Dias.

O operador de valores Roberto Costa Lima, da corretora nTerra Investimentos, observa uma elevação dos negócios focados no mercado futuro, neste início de ano. “Há um remanescente da safra passada que tem aparecido no mercado”, comenta.

Fonte: DCI

Grão brasileiro ganha terreno sobre o colombiano

Compradores internacionais pagaram mais pelo café brasileiro

No decorrer deste ano, a cotação do café arábica brasileiro vem melhorando no mercado internacional em relação ao colombiano, grande adversário do produto nacional. Afora a Colômbia ser o segundo maior produtor de arábica do mundo, atrás do domínio brasileiro, o café colombiano lavado (suave) de alta qualidade recebe usualmente ágio sobre a cotação da Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures), enquanto o Brasil tem normalmente deságio para o seu arábica natural.

Mas, com a escassez na oferta da Colômbia e também da América Central nos últimos anos, os compradores tiveram de pagar mais pelo grão brasileiro. Agora em 2012, apesar de uma grande safra do Brasil, dentro do ciclo bienal da cultura, a boa dosagem da oferta e o controle das vendas por parte

do produtor nacional vêm fazendo com que

os prêmios (diferenciais) sobre a bolsa de NY entre o café do Brasil e da Colômbia estejam mais próximos.

Segundo o analista de Safras & Mercado Gil Barabach, esse cruzamento do desempenho do café brasileiro com o colombiano mostra um ligeiro avanço relativo no preço do natural nacional em relação ao suave do país vizinho. Em abril deste ano, o café colombiano era negociado a 35,77 cents acima da ICE, enquanto o natural brasileiro recebia mais 2,21 cents sobre o referencial nova-iorquino. Os diferenciais têm por base o preço médio levantado pela OIC. Guardavam assim, diz Barabach, uma diferença de 33,56 cents a favor do colombiano. O mercado brasileiro estava começando a ser pressionado com a proximidade da nova safra.

Agora em outubro, depois de colhida a safra recorde brasileira e com café novo da Colômbia começando a aparecer no mercado, as bases de venda externa mudaram bastante, comenta o analista. O café colombiano gira em torno de 8,42 cents acima de NY, enquanto o natural do Brasil é negociado a menos 11,40 cents em relação à ICE. A diferença diminuiu para 19,82 cents a favor ainda do colombiano. Enquanto a base de venda externa do café colombiano recuou 27,35 cents, o brasileiro caiu apenas 13,61 cents por libra, avalia Barabach.

“ nítida a perda de valor da origem Colômbia frente ao Brasil. Isso ratifica a ideia de um café brasileiro mais forte e procurado no cenário mundial de café, o que serve de estímulo para um reposicionamento da origem Brasil. Enfim, está na hora de o país deixar de ser reconhecido somente como um vendedor de quantidade e passar a ser visto como um vendedor também de qualidade”, conclui Barabach.

Fonte: Diário do Comércio – MG

PILÃO INOVA NA EXPOSIÇÃO DE CAFÉ

Só a marca que é líder absoluta poderia promover uma revolução no mercado de café. Pilão, que é lembrada por 9 entre 10 consumidores e detém 40% de

participação em São Paulo e Rio de Janeiro, reformulou sua linha de produtos para criar um novo jeito de o consumidor escolher seu café, otimizando ao máximo a comunicação nas embalagens. Todas as novidades terão amplo trabalho de divulgação nos pontos de venda, com materiais de destaque e ações promocionais.

Inovação

As novas embalagens do café Pilão contam agora com ícones para classificar cada tipo de café, divididos em: Suave & Equilibrado; Forte & Encorpado; Redondo & Marcante; Aromático & Refinado; e Intenso & Saboroso (confira nas imagens ao lado). As mudanças têm como objetivo facilitar a escolha do consumidor, que poderá selecionar seu produto pelo sabor e aroma, encontrando o café ideal para o seu paladar.

Exposição

As embalagens são modernas e os ícones de identificação muito fáceis de serem visualizados. Essa inovação da marca valoriza ainda mais a bebida preferida do país. Adotar a exposição e destacar as novidades de Pilão na gôndola são garantias de incremento

nas vendas, não só pelo novo jeito de trabalhar com a categoria, mas pelo fato de o varejo poder oferecer mais modernidade e facilidade para o consumidor.

Prepare-se

A marca Pilão já possui um plano forte e integrado de ativação para esta novidade, com materiais de ponto de venda diferenciados, com design moderno e inteligente, ações de pdv que geram interesse e facilitam a decisão de compra, além de degustações comparativas, tudo para que o consumidor veja na prática toda a inovação e diferencial da marca que não para de revolucionar o mercado de café.

Minas ganha maior complexo mundial de armazéns de café

A maior organização de café do mundo, a Cooperativa Regional de Cafeicultores de Guaxupé (Cooxupé), em Minas Gerais, dispensou o uso de sacas na safra atual e iniciou, ontem, uma operação totalmente mecanizada para receber e preparar o grão. Trata-se do maior complexo mundial de armazéns de café.

O Complexo Industrial Japy permite aos cerca de doze mil cooperados transportar a granel parte da produção, estimada em 330 milhões de toneladas (14% do arábica

produzido no Brasil).

Com o fim da segunda etapa do projeto, ontem, acrescentaram-se ao empreendimento tecnologias capazes de filtrar, segregar e classificar (com código de barras) o café, tudo de forma automática.

“A logística é mais moderna: o café passará pelo complexo sem ter nenhum contato humano”, disse ao DCI o presidente da Cooxupé, Carlos Paulino. Ele explicou que o produto vai chegar por caminhões graneleiros, ser despejado por meio de rampas para carretas de até trinta toneladas e, enfim, ensacado em grandes sacolas (big bags) de 1,2 tonelada.

O projeto custou R$ 7,5 milhões e ocupa área de 40 mil metros quadrados, dispõe de 80 silos para processamento e armazenagem e de mecanismos para coleta, pesagem e análises do café.

Com o complexo, a capacidade de armazenagem da Cooxupé chega a 5,2 milhões de sacas, quase toda a produção própria esperada para a safra de 2012/2013, de 5,5 milhões de toneladas.

Uma porta-voz da Cooxupé explicou que o novo modelo de transporte e armazenagem da cooperativa, pioneiro no segmento de café, foi inspirado no tipo de trabalho desempenhado pelos produtores de soja e milho no centro-oeste brasileiro – onde os grãos costumam ser transportados a granel.

A dispensa do uso de sacas de sessenta quilos, além disso, gera economia para os cafeicultores. O cafeicultor César Coutinho, de Serra do Salitre (MG), por exemplo, está deixando de gastar R$ 5 por saco e R$ 0,60 pelo serviço de carregamento dos caminhões , desde que aderiu ao transporte graneleiro.

“Até subiram o preço da sacaria para desestimular o uso. Não querem mais que carreguem peso no campo”, afirmou, referindo-se a uma questão de saúde. “Todas as unidades já estão utilizando as bags [no lugar das sacas]“, acrescentou.

Mesmo assim, segundo o engenheiro agrônomo Francisco Corrêa Jr., ligado à unidade de Monte Carmelo (MG) da Cooxupé, muitos agricultores ainda resistem à mudança, ” por uma questão de costume”.

Segundo Corrêa Jr., nas exportações da cooperativa, os meios de embarque estão divididos: 50% ensacados, e a outra metade a granel.

Em seu município de atuação, a relação é de 20% e 80%, respectivamente.

O complexo industrial de Japy pode ser considerado um empreendimento da agricultura familiar, posto que 84% dos produtores rurais ligados à Cooxupé pertençam a essa classe. Eles movimentam, junto ao restante (de propriedades de médio e grande porte), um faturamento anual bilionário, que atingiu R$ 3 bilhões no ano passado.

Sediada em Guaxupé e presente em 224 municípios, nas regiões do sul de Minas, Alto do Parnaíba (cerrado mineiro) e Vale do Rio Pardo (SP), a estrutura da cooperativa se divide em 22 escritórios avançados, nos quais recebe a produção, e um posto dedicado às exportações em Santos, no litoral paulista.

A safra de 2011/2012 da Cooxupé era estimada em seis milhões de sacas no começo deste ano, mas a falta de chuvas não favoreceram o recorde na produção. Cerca de 80% da colheita real já foram apurados, e o resultado atualmente esperado é de 5,5 milhões – ou melhor, o equivalente (a granel) a esse volume.

O número corresponde a cerca de 10% das previsões oficiais sobre a safra de café brasileira, incluindo o tipo conilon, que a cooperativa não produz.

Fonte: DCI

Brasil ganha mercado com grãos especiais

Cresce no país o consumo dos cafés de qualidade

Depois de ter se tornado o maior produtor e exportador e o segundo maior consumidor de café do mundo – conquistas mantidas graças ao uso da melhor ciência e tecnologia disponível para os produtor

es, garantindo produtividade e sustentabilidade à cultura – o Brasil desponta como um dos maiores fornecedores mundiais de cafés especiais, diferenciados por sua qualidade e agregação de valores socioambientais. Atualmente praticamente todas as regiões cafeeiras do país produzem grãos especiais, como o Cerrado, Zona da Mata e Sul de Minas Gerais, Serra do Espírito Santo, Bahia, São Paulo e Paraná.

“Que o Brasil há muitos anos produz cafés de qualidade excepcional e variada não é novidade, inclusive pela sua diversidade de climas, altitudes e tipos de solo. O que é novo é o fato de o setor produtivo aguçar cada vez mais a visão de mercado impulsionado pelo crescente movimento rumo à diferenciação do produto, grande parte dele devido às novas

exigências do mercado externo e interno. Essa tendência é irreversível e cresce em ritmo acelerado, trazendo novas oportunidades de negócios e desenvolvimento para o país, pois o preço também é diferenciado”, diz o professor Flávio Borém, da Universidade Federal de Lavras (Ufla), instituição participante do Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café.

Segundo o professor, por muitos anos, o Brasil foi conhecido como fornecedor de café comum, com pouca qualidade, comparativamente a outros países produtores. “No mercado internacional, o Brasil ainda possui a imagem de grande produtor de um único tipo de café. Essa é uma imagem equivocada e bastante negativa. Na verdade, a pluralidade dos sabores e aromas dos cafés do Brasil deve ser sua marca mais notável refletindo a exuberância de sua natureza e diversidade cultural de seu povo. Isso precisa ser mais bem compreendido e explorado para o bem da nossa cafeicultura”, lembra.

Segundo Flávio Borém, é possível encontrar várias definições para café especial, refletindo muitas vezes os efeitos da cultura, costumes e valores de cada povo, região ou país e estando associado ao prazer que a bebida proporciona. “O café especial é aquele que se distingue por uma característica peculiar ou grupo de atributos singulares possuindo, portanto, uma especialidade ou especificidade na percepção de seus atributos sensoriais e de seu sistema de produção. O café pode ser especial por possuir sabor e aroma únicos e distintos do café comum, por ser produzido em sistema orgânico, ser de origem controlada ou até mesmo por ser raro e exóticoõ, explica.

Atributos – O professor esclarece que mesmo sendo os aspectos sensoriais os mais relevantes na caracterização de um café especial, os atributos ambientais e sociais cada vez mais influenciam na caracterização do produto. “Nesse caso, como o atributo não é percebido sensorialmente, a diferenciação é obtida por meio de certificações de origem e uso de selos de garantia. Os mais conhecidos no mercado atual são os certificados ambientais como da Rain Forest, os cafés orgânicos e os sociais, como o Fair Trade, consumido em países desenvolvidos”, completa. O pesquisador Sérgio Pereira do Instituto Agronômico (IAC), instituição participante do Consórcio Pesquisa Café, acrescenta ainda as certificações UTZ e Certifica Minas.

O segmento representa hoje cerca de 12% do mercado internacional da bebida. O valor de venda atual para alguns cafés diferenciados tem um sobrepreço que varia entre 30% e 40% a mais em relação ao café cultivado de modo convencional. Em alguns casos, pode ultrapassar a barreira dos 100%.

Os principais mercados consumidores dos cafés especiais brasileiros são, na ordem, Japão, Estados Unidos e União Europeia, havendo crescimento muito grande por parte da Coreia e Austrália. No que diz respeito ao consumo interno do produto, das 19,7 milhões de sacas consumidas no mercado interno, um milhão é de cafés especiais. “O Brasil está assumindo o posto de fornecedor de cafés especiais para o mundo”, garante.

Para o gerente geral da Embrapa Café, Gabriel Bartholo, “a produção brasileira atual de cafés diferenciados é de aproximadamente 15% do total produzido no mundo, sendo o Brasil o único país produtor capaz de atender ao mercado internacional em grandes quantidades desse produto”.

Segundo Borém, a cafeicultura brasileira, por sua extensão territorial e peculiar variação ambiental, tem a produção distribuída em diferentes regiões que se distinguem pelas características marcantes dos seus ambientes, tanto em relação ao meio físico quanto às condições climáticas e socioeconômicas. “Essas regiões são marcadas por grandes variações no solo, na temperatura, umidade relativa e altitude fazendo com que a qualidade do café possua expressões distintas”, destaca.

Fonte: Diário do Comércio – MG

CAFEICULTURA EMBALA VENDAS DA PINHALENSE

Feitos de madeira e movidos a vapor ou, em alguns raros casos, motor elétrico. Há mais de 60 anos, assim eram os primeiros equipamentos para beneficiamento de café fabricados pela Pinhalense Máquinas Agrícolas, localizada em Espírito Santo do Pinhal,

na Mogiana paulista, tradicional região cafeeira do país.

Atualmente as máquinas são de aço e funcionam com motores elétricos muito mais sofisticados, mas também com diesel ou gasolina. Investimentos em tecnologia multiplicaram o portfólio de equipamentos à disposição, e mesmo depois do boom de demanda nos últimos dois anos, a empresa prevê que as vendas deverão continuar aquecidas até pelo menos 2013.

A companhia, sociedade anônima nacional fundada por descendentes de italianos, é líder no segmento no país e mantém boas participações em mercados como Índia, Colômbia, México, Quênia e Etiópia. Atua em todos os elos da cadeia produtiva, e participou da criação, há mais de 20 anos, em parceria com cafeicultores, do processo de produção de cereja descascado, meio termo entre o café natural e o lavado.

O segmento de café, no qual a demanda foi forte nos dois últimos anos, impulsionada por preços elevados, recuperação de renda e aumento dos custos com mão de obra, representa de 70% a 80% do faturamento da Pinhalense.

Após o arrefecimento observado no primeiro semestre deste ano, influenciado pela queda das cotações internacionais da commodity, já há uma retomada em curso. Segundo Reymar Coutinho de Andrade, gerente comercial da empresa, termômetro disso é o maior número de solicitações de orçamento em relação ao mesmo período do ano passado. “Vai ser um ano [2013] muito bom”, diz.

Apesar de o café ser a principal engrenagem da indústria, a Pinhalense diversificou a produção e também comercializa equipamentos para segmentos como grãos, cacau e nozes. São produtos divididos em quatro linhas principais – mecanização, pós-colheita, rebenefício (reprocessamento) e torra e moagem. Só de secadores, carro-chefe da empresa, são comercializadas 1,6 mil unidades ao ano. As usinas de rebenefício devem somar 12 neste ano.

Nos dois últimos anos, o faturamento da empresa mais do que dobrou, puxado principalmente pela cafeicultura. Muitos produtores adquiriram máquinas mais modernas para substituir equipamentos antigos, mas a grande maioria deles precisava dar suporte ao aumento da produção. Com isso, a receita da Pinhalense deverá totalizar entre R$ 140 milhões e R$ 150 milhões em 2012, ante os R$ 137 milhões de 2011. Em 2009, foram pouco mais de R$ 49 milhões.

Para dar conta do “recado”, a Pinhalense investiu R$ 6 milhões na construção e ampliação de sua terceira unidade fabril, que começou a funcionar há dois anos. Mesmo com a redução do ritmo de compras nos últimos meses, o patamar ainda é maior que a média de três anos atrás, de acordo com o gerente comercial.

Normalmente, entre julho e outubro o agricultor começa a cotar os preços das máquinas, mas a aquisição começa a partir de

novembro e se intensifica entre fevereiro e março, quando ele espera o preço da commodity reagir para vender seu produto e investir.

Entre fevereiro e março deste ano, houve uma queda de cerca de 12% nas vendas em relação ao mesmo intervalo de 2011, mas o faturamento foi um pouco maior em consequência da antecipação de algumas compras no fim do ano passado, quando os preços do grão ainda estavam altos.

Reymar defende que o produtor que não investiu em estrutura de secagem perdeu dinheiro diante das chuvas atípicas que atingiram várias regiões produtoras em junho e julho. A procura por máquinas para recolher o café que caiu no chão é enorme, confirma.

O executivo observa também que houve um aumento na demanda por secadores menores para a agricultura familiar. “O mercado deve se estabilizar e ter um novo “boom” daqui a oito, dez anos”, projeta Coutinho de Andrade.

O desenvolvimento de novas tecnologias também foi possível a partir do intercâmbio com outros países, por meio das exportações. Os embarques representam de 20% a 25% do faturamento total da empresa e vão para 86 países da América Latina, África e Ásia. De cada três máquinas para cafeicultura exportadas no mundo, uma é Pinhalense, de acordo com a P&A Marketing Internacional, que faz as vendas externas para a indústria.

Fonte: Valor Econômico