14 de abril – Dia Internacional do Café

Se Minas fosse um país, seria o maior produtor mundial de café. Para se ter uma ideia, no ano-safra 2012/2013, uma em cada cinco xícaras de café consumidas no mundo saiu de Minas Gerais. O grão é cultivado em 607 dos 853 municípios do Estado, sendo a principal atividade econômica em 340. Mais de quatro milhões de mineiros dependem, direta ou indiretamente, da cafeicultura para seu sustento, o que mostra sua importância não apenas econômica, mas também social.
Nestes quase três séculos de cultivo do café no Brasil, foram muitos os avanços e conquistas dos produtores, entidades de pesquisa e de suporte ao setor: “Cada vez mais, o mundo reconhece o Brasil como grande produtor. E mais importante, como produtor de cafés de excelente qualidade”, destaca o diretor da FAEMG e presidente das Comissões de Cafeicultura da entidade e da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), Breno Mesquita. “Temos hoje o resultado de muito trabalho do produtor, que viu nos cafés especiais um mercado em constante crescimento, acreditou e investiu na produção de grãos de alta qualidade como alternativa à produção de simples commodity”.
Breno Mesquita, Presidente da Comissão Nacional de Café da CNA e Diretor da FAEMG
Com tantos motivos para comemorar, ele destaca que a data este ano será ofuscada por uma inimiga comum do agronegócio neste início de ano: “Há grande preocupação em função da seca que atingiu todo o cinturão produtor, especialmente em Minas Gerais. Já sabemos que haverá queda na safra 2014/15 e também na seguinte, de 2015/16. Nosso maior receio é perdermos na qualidade que conquistamos, e deixarmos de oferecer ao mundo um tipo de café que só se produz no Brasil”.   O café em MG   A safra 2013 totalizou 49,15 milhões de sacas em todo o país. Deste total, 27,66 milhões (cerca de 56%) tiveram origem em Minas Gerais, em área plantada de 1,03 milhão de hectares, distribuídos por mais de 600 municípios. Segundo a OIC, a produção mundial no período foi de 144,61 milhões de sacas, o que confirma a participação mineira da ordem de 19%. Para 2014, safra de ciclo baixo, a produção esperada para o país é de cerca de 47 milhões de sacas, sendo 25,7 milhões produzidas em Minas Gerais.   Em 2013, o café mineiro rendeu R$ 11,1 bilhões (produção e indústria), ou 8,6% do PIB do agronegócio mineiro, que somou R$ 142,56 bilhões.  O Valor Bruto da Produção de Café em 2013 somou R$ 14,13 bilhões, com a saca comercializada a um preço médio de R$ 288,84. O VBP do café representa 30,42% do valor da soma dos 20 principais produtos agrícolas de Minas Gerais. Para 2014, o VBP de café está estimado em R$ 8 bilhões.   Desafios   Lavouras com boa produtividade, fazendas que empregam grande quantidade de mão-de-obra, produção de cafés finos e campeões de Concursos de Qualidade são características da cafeicultura mineira.   Lavouras montanhosas respondem por cerca de 80% da cafeicultura mineira, produção que vem perdendo competitividade devido ao alto uso e custo com mão-de-obra.   Segundo Breno Mesquita, o maior desafio é o produtor se manter na atividade diante do elevado custo de produção, principalmente em momentos de queda de preços como observado no último ano.
Federação da Agricultura e Pecuária de Minas Gerais – FAEMG http://www.sistemafaemg.org.br/

Fonte:  FAEMG – Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais

Preço do café vai subir também nas gôndolas

Com a forte valorização do café arábica no mercado internacional nos últimos meses – a alta de preços chega a 70% neste ano na bolsa de Nova York -, os consumidores brasileiros deverão pagar mais caro pelo cafezinho já a partir desta semana. A indústria brasileira planeja reajustar os preços do produto torrado e moído em cerca de 35%, conforme Nathan Herszkowicz, diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic).

Os reajustes vão variar de empresa para empresa e deverão ser diluídos ao longo dos próximos meses, dependendo de cada indústria. Herszkowicz diz que algumas empresas que não acompanharam a queda registrada no ano passado têm, atualmente, menos necessidade de corrigir os preços praticados.

Pesquisa feita na Grande São Paulo pelo Sindicafé aponta que o preço médio do quilo do café tradicional nos supermercados caiu 14% de janeiro a dezembro de 2013, para R$ 12,72. Na última pesquisa, de 14 de fevereiro deste ano, o valor do produto era ainda menor – R$ 12,59.

“Com esse nível [de alta da matéria-prima], é impossível a indústria assimilar. No momento, acho impossível a indústria continuar represando esses aumentos”, disse Herszkowicz. A matéria-prima representa cerca de 70% do preço final do café torrado e moído.

O varejo também deverá elevar os preços do café já nesta semana, estima Herszkowicz. O representante da Abic diz que a indústria vê pelo menos dois anos de dificuldade de abastecimento. “O cenário é de pouca oferta e preços elevados [da matéria-prima]“, afirma ele.

Embora o cenário tenha mudado do ano passado para cá em termos de preços da commodity, o Ministério da Agricultura mantém sua posição de incentivar a diversificação da cafeicultura e evitar o incremento de área. A proposta é que o produtor tenha 90% de sua renda com café e 10% com outras culturas, como grãos, hortifrútis, pecuária leiteira ou eucalipto. No ano passado, a ideia era criar uma linha de crédito exclusiva para esse projeto, mas agora o ministério acredita que ele poderá ser operacionalizado com as linhas de financiamento existentes, segundo informações de Janio Zeferino da Silva, diretor do Departamento de Café do Ministério da Agricultura.

Fonte: Valor Econômico

Certifica Minas Café já é sucesso

O Certifica Minas Café deve atingir a marca de 1,7 mil propriedades cafeeiras certificadas até o fim de 2014. O programa é uma iniciativa do governo de Minas, executado pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), por meio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG) e do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA).

O Certifica Minas Café estimula os produtores a adotarem boas práticas de produção, uma gestão moderna da propriedade e incentiva a preservação ambiental. Atualmente, 214 municípios mineiros participam do programa.

O número de propriedades certificadas é de 1.643. “A evolução dos estabelecimentos rurais e dos produtores é evidente. Hoje, eles trabalham na atividade de uma maneira mais profissional, fazendo com que sua propriedade seja uma empresa, independentemente do tamanho”, afirma o coordenador do Certifica Minas Café e da Emater-MG, Julian Silva Carvalho.

Com a atuação de extensionistas especialmente treinados para a atividade, a Emater-MG orienta os produtores sobre as adequações das fazendas candidatas à certificação. Após essa etapa, o IMA faz as auditorias preliminares para checar se todas as exigências foram obedecidas. Em seguida, uma certificadora de reconhecimento internacional faz a auditoria final e concede a certificação às propriedades.

“Os extensionistas promovem as boas práticas agrícolas com o programa Certifica Minas Café e o produtor adota modelos de produção sustentáveis através das orientações técnicas. São práticas agronomicamente corretas e que auxiliam o produtor a maximizar o processo de produção, obtendo maior produtividade de maneira racional e sustentável”, explica Carvalho.

Equilíbrio – O Certifica Minas Café incentiva o equilíbrio entre produção e meio ambiente. O cafeicultor tem de cumprir 95 itens para conseguir a certificação de sua propriedade. Por meio do programa, os produtores aprendem a fazer uma gestão mais eficiente da propriedade e desenvolvem ações de preservação ambiental.

As ações são bastante diversificadas. Em todas as propriedades certificadas são elaborados mapas georreferenciados, destacando todas as fontes de água e projetos contendo um planejamento para proteção das mesmas. As nascentes devem estar protegidas para evitar o pisoteio e a compactação do solo e facilitar a revegetação.

O cafeicultor também tem que adotar diversos procedimentos para conservação e preservação da água e do solo. Dentre eles estão a manutenção da vegetação entre as linhas do cafeeiro, a construção de caixas de contenção de enxurradas e a realização de roçadas para controle do mato. Essas práticas melhoram a infiltração da água no solo e diminuem o seu escoamento superficial. Além disso, aumentam a diversidade biológica da propriedade e evitam a erosão.

O município de Caratinga, região Leste mineira, tem 11 propriedades certificadas e 25 cadastradas. A fazenda de Paulo César Fernandes é um exemplo de boas práticas de produção e preservação ambiental. Ele conta que aprendeu técnicas eficientes para a renovação da lavoura velha, como controlar os gastos e proteger as seis nascentes do local. De acordo com ele, todas essas medidas adotadas tiveram impacto na produção do café, que cresceu 15%.

Fonte: Diário do Comércio – MG

Embarque do café cresce 26,6%

As exportações totais brasileiras de café no ano passado atingiram 31,224 milhões de sacas de 60 quilos, tomando por base o volume de café verde (robusta e arábica) e industrializado (torrado e moído e solúvel) embarcado.

De acordo com relatório divulgado por Safras & Mercado na sexta-feira, os embarques ficaram 10,2% acima de 2012, quando 28,332 milhões de sacas foram exportadas, conforme levantamento mensal do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), divulgados na semana.

A receita com as exportações de café do ano passado somaram US$ 5,15 bilhões, com declínio de 19,1% no comparativo com 2012 (US$ 6,36 milhões). O preço médio obtido com as vendas em 2013 foi de US$ 164,95 a saca, 26,6% a menos que em 2013 (US$ 224,64 a saca).

O volume total de café exportado em dezembro foi de 2,804 milhões de sacas, com queda de 4,5% em relação as 2,934 milhões de sacas embarcadas no mesmo mês de 2012. A receita diminuiu 33,8%, caindo de US$ 598 milhões para US$ 396 milhões.

De acordo com o diretor-geral do Cecafé, Guilherme Braga “os dados indicam que a exportação brasileira de café em 2013 se recuperou em termos de volume, se comparada ao ano anterior, período prejudicado com o excesso de chuvas. Esse resultado positivo fez o país voltar aos patamares de exportação acima dos 30 milhões de sacas por ano. Outro ponto a ser destacado é o crescente volume de cafés diferenciados exportados pelo Brasil se comparado a 2012, em função do aumento na demanda por cafés de qualidade e sustentáveis”.

Conforme o relatório divulgado por Safras & Mercado, os Estados Unidos foi o principal mercado para o café do Brasil em 2013, seguidos pela Alemanha, Japão e Itália. No ano passado, os norte-americanos importaram 6.140.521 sacas de 60 quilos de café verde do Brasil, 15% a mais na comparação com as 5.341.604 sacas importadas em 2012.

Fonte: Diário do Comércio – MG

Mitos e verdades de uma dieta saudável

Ovo, cerveja, chocolate e café quebram paradigmas e podem entrar no cardápio sem culpa
spy phone
A preocupação com uma alimentação saudável sempre rendeu estudos e pesquisas que comprovassem os benefícios e malefícios dos alimentos. Nessa busca, muitos mitos foram se criando sobre o que poderia fazer parte ou não da alimentação balanceada. Assim, buscando entender melhor estes mecanismos e encontrar evidências científicas mais concretas, a ciência não apenas desmistificou alguns destes conceitos, mas também encontrou possíveis benefícios à saúde provenientes do consumo adequado de certos alimentos. E é por isso que alguns mitos relacionados ao ovo, a cerveja, ao chocolate e ao café foram revistos.

Tradicionalmente excluído de qualquer dieta considerada mais saudável, o ovo foi visto durante muito tempo como alimento prejudicial à saúde, em particular do coração, pois acreditavam que era responsável por elevar os níveis de colesterol. No entanto, recente análise publicada este ano no British Medical Journal concluiu que, apesar do ovo conter colesterol em sua composição (em média 178mg por unidade), o colesterol proveniente através da alimentação pouco interfere em sua concentração no sangue. Além disto, vale destacar que trata-se de um alimento interessante sob o ponto de vista nutricional, fonte de vitaminas e minerais, com destaque para A, D e do complexo B. A clara é fonte de albumina, uma proteína de alto valor biológico e a gema contém antioxidantes relacionados à saúde dos olhos e dos neurônios.

Paixão do brasileiro, a cerveja também tem ganhado espaço dentre os alimentos com potenciais benefícios à saúde, pois é uma das bebidas com menor concentração de álcool. Outro fato que recentemente chamou atenção foi o benefício das propriedades antioxidantes presentes, principalmente, no lúpulo – ingrediente da bebida. Estudos ainda mostram que o consumo moderado (1 latinha em média para mulheres e 2 para homens), quando associado a um estilo de vida saudável, pode apresentar impactos positivos na prevenção de doenças cardiovasculares. Além disso, pesquisadores de Harvard verificaram aumento positivo dos valores do colesterol bom (HDL) nas pessoas que consumiram cerveja de forma moderada.

O chocolate, que popularmente sempre esteve relacionado a hábitos alimentares não saudáveis, também tem mostrado seu potencial benéfico em um estilo de vida equilibrado. Atualmente, com a investigação científica mais avançada, sabe-se que o chocolate é um alimento com características antioxidantes importantes, que pode ser atribuído em sua maior parte pela presença de compostos fenólicos do cacau. Pesquisas recentes mostraram um efeito benéfico do chocolate no envelhecimento, estresse oxidativo, regulação da pressão arterial e aterosclerose, além de parecer desempenhar papel positivo na inflamação.

E para fechar com o cafezinho, o companheiro de todos os dias já passou por muitas críticas por aí. Os motivos iam desde problemas gastrointestinais, prejuízos na absorção de nutrientes importantes como cálcio, ferro e vitamina C, até dores de cabeça e arritmias. No entanto, pesquisadores desvendaram que a grande quantidade de antioxidantes presentes em sua composição auxilia no combate aos radicais livres e consequentemente pode beneficiar a saúde dos seus consumidores, inclusive ajudando a reduzir os riscos para diversas doenças crônicas não transmissíveis, como as do coração. Além disto, pesquisas já apontaram para um efeito positivo do seu consumo em respostas neurológicas, ou seja, estimulando foco e atenção. Vale ressaltar apenas de que o consumo deve ser de até 4 xícaras/dia.

Janaína Linhares
FONTE: FSB COMUNICAÇÕES

765qwerty765

SEMANA INTERNACIONAL DO CAFÉ: QUE TAL UMA XÍCARA DE DEBATES?

Evento que ocorre de hoje a quinta-feira em BH vai discutir o futuro da cafeicultura no país e no mundo. Reunião inédita vai comemorar os 50 anos da Organização Internacional do Café

De hoje até quinta-feira Belo Horizonte se transforma na capital mundial do café. Além de sediar a semana internacional do grão, no Expominas, junta-se ao evento a reunião que comemora os 50 anos da Organização Internacional do Café (OIC). Esta é a primeira vez que a entidade, com sede em Londres, na Inglaterra, traz o encontro para Minas, maior produtor e exportador mundial da commodity. Durante a reunião da OIC em Minas serão traçadas diretrizes para a cafeicultura na próxima década, o que reúne desde aspectos como técnicas de produção e novas tendências do mercado consumidor até a política de defini;’ao de pre;o do produto. Sujeita ao mercado internacional, a cotação da saca é o grande drama do setor.

A Semana Internacional do Café se consolida como espaço de negócios. A previsão é de que somente durante o encontro sejam movimentados R$ 5 milhões em compra e venda do grão. Em 2011 o café atingiu preço recorde no mercado internacional, mas já em 2012 passou a conviver com cotações em baixa. Queda que se mantém acentuada este ano. “Esse será um dos temas de debate na Semana Internacional do Café, já que o atual preço da saca é muito preocupante”, diz Elmiro Nascimento, secretário de Agricultura Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais.

De janeiro a julho, as exportações brasileiras da commodity cresceram 17% em volume, mas tiveram queda de 13,3% no valor, ambos comparados ao mesmo período em 2012. O recuo é influenciado pelo câmbio, mas há também forte conteúdo de especulação em relação ao resultado da safra que virá. “Essa especulação do mercado é péssima para o produtor”, aponta Robério Oliveira Silva, diretor-executivo da OIC. Segundo ele, os estoques mundiais de café estão relativamente baixos, estimados em 40 milhões de sacas para 12 meses, frente a um consumo mundial 145 milhões de sacas/ano, o que não seria uma justificativa para a queda de preços

O café ocupa destaque na balança comercial brasileira, sendo a sétima commodity em receita. De janeiro a julho o país exportou US$ 3,1 bilhões do produto, ou 968,4 mil toneladas. José Augusto de Castro , presidente da Associação do Comércio Exterior do Brasil (AEB), diz que o sistema tributário brasileiro estimula a exportação do produto in natura, no entanto é o café solúvel que se mostra mais valorizado. De acordo com o especialista, quando a pauta é estratificada em tipos de café, nota-se que a receita do produto em grão recuou 28% de janeiro a julho, frente a igual período do ano passado, enquanto a queda do solúvel foi menor, de 11%.

De hoje a quinta-feira, a Semana Internacional do Café vai promover uma série de eventos para o produtor. A reunião da OIC vai traçar um panorama do café na próxima década. Mas vai haver também congresso técnico, e todos os temas ligados à cadeia vão estar na pauta da semana. Haverá debates que vão desde as novas tendências mundiais de consumo, as formas de agregar valor ao produto até a certificação do café. Um dos pontos altos das semana será a rodada de negócios promovida pelo Sebrae-Minas. Elmiro Nascimento lembra que a OIC reúne 77 países e esta é uma oportunidade para compradores de vários localidades do mundo conhecerem o produto nacional.

A rodada de negócios vai envolver 120 cafeicultores brasileiros e 20 compradores, sendo 12 deles internacionais, especialmente dos Estados Unidos, Holanda, Suécia e Austrália. Priscilla Lins, gerente da Unidade de Agronegócio do Sebrae, explica que a escolha dos compradores se dará pelo tradicional cupping (degustação do café). Segundo Elmiro Nascimento, a visita dos compradores vai se estender até as regiões produtoras, onde eles conhecerão todo o processo da produção nacional.

HERANÇA João Sidney Filho é proprietário da Fazenda Esperança, em Campos Altos, no Alto Paranaíba. Aos 94 anos, ele conhece de perto os altos e baixos de mercado e hoje chega a Belo Horizonte para participar da Semana Internacional do Café, onde em que irá acompanhar os eventos técnicos e as rodadas de negócios. João Sidney ainda rapaz, ajudou o pai, também cafeicultor, a se refazer da crise de 1929.

O cafeicultor, que exporta o grão verde especial para Holanda e Estados Unidos, e já tem prospeção para vender o produto também para a França e Itália, acredita que se desvencilhar da formação de preços internacionais é uma saída que desponta para o produtor de cafés especiais, que pode ser seguida por outros segmentos da cadeia. “Os preços de hoje, perto de R$ 300, não pagam o custo do produtor.” Segundo João Sidney, a cotação do café especial não sofre grandes oscilações, já que está descolada das bolsas internacionais, favorecendo o produtor em tempos de valores baixos. Ele acredita também que a mecanização é a nova tendência. “Vamos fazer um financiamento e iniciar a colheita mecanizada na Fazenda Esperança.”

spy on cell phone
FONTE: Estado de Minas

765qwerty765

Preços do café ainda continuam em queda

O fundo do poço ficou ainda mais baixo no mercado internacional do café na semana passada. O efeito das medidas do governo brasileiro para apoiar a comercialização e sustentar os preços e o medo das geadas passou e as cotações caíram diante de uma farta colheita no Brasil e da subida da moeda americana em relação ao real.

Apesar do “pacote” da presidente Dilma, os leilões de opções ainda não começaram e os recursos estão recém-chegando aos bancos, com o sentimento no mercado de café de que não há problemas de oferta. Além disso, o dólar vem subindo incansavelmente no Brasil, o que estimula um bom andamento das vendas externas, na medida em que, mesmo com a queda nas cotações nas bolsas, em reais os preços do café se sustentam devido ao câmbio.

No paradoxo, o dólar sobe contra o real e isso derruba os preços do arábica em Nova York e do robusta em Londres. Por outro lado, essa queda nas bolsas é amainada no mercado interno brasileiro justamente pela valorização da moeda americana, já que cada dólar acaba valendo mais reais no que é pago ao produtor.

O risco de geadas no Brasil inexiste e assim se perde mais um fator de sustentação aos preços. Vietnã e Indonésia aparecerão também firmes na ponta vendedora, pressionando o robusta em Londres e também o arábica em Nova York.

No balanço semanal, o arábica na bolsa de Nova York até quinta-feira passada caiu 5,3% no contrato dezembro, passando de 123,65 centavos de dólar por libra-peso (fechamento de 16/08) para 117,05 cents. Em Londres, o robusta para novembro recuou 5,7% no mesmo período, passando de US$ 1.901 para US$ 1.793 a tonelada.

O dólar comercial no Brasil seguiu a trajetória altista e avançou 3,1% na semana, subindo de R$ 2,372 para R$ 2,445. Isso contribuiu para o suporte aos preços dos grãos no país. Além disso, o produtor retém a oferta, esperando os efeitos e as medidas propriamente do governo serem postas em prática. No Sul de Minas, o arábica bebida boa caiu na semana apenas R$ 1,00 a saca, de R$ 293,00 para R$ 292,00 a saca. Já o conillon tipo 7 em Vitória (ES) permaneceu estável no comparativo em R$ 255,00 a saca.

FONTE: Diário do Comércio – MG

CAFÉ – Recursos começam a chegar no campo

O aviso de lançamento dos leilões de Opções Públicas de Venda para o café está em fase de conclusão, conforme apuramos junto ao governo federal nesta semana. De acordo com informações passadas, o programa abrangerá 3 milhões de sacas de 60 kg, ao preço unitário de R$ 343 para o café arábica tipo 6.

A boa notícia é que, compreendendo a situação da cafeicultura brasileira e atendendo a um pleito das lideranças do setor de produção, o governo deverá lançar o programa com ágio de preço para cafés superiores e deságio para cafés inferiores ao tipo 6. Entendemos essa medida como positiva, uma vez que possibilita a participação de um maior número de produtores.

Também em audiência com representantes do governo federal, tivemos a informação que todos os contratos com os agentes financeiros interessados em operar os recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) na safra atual foram assinados na semana passada e estão chegando ao Ministério da Agricultura para assinatura do ministro Antônio Andrade desde o último dia 13.

De imediato, o Departamento do Café está liberando o valor contratado seguindo o cronograma apresentado por cada banco ou cooperativa, o que significa que, desde sexta-feira, 16, os recursos já estão sendo disponibilizados.

Na semana passada, o Conselho Nacional do Café (CNC) participou da palestra “Perspectivas, Cenários Atuais e Tendências da Cafeicultura: Brasil, Vietnã e Colômbia”, organizada pela Embrapa Café e ministrada por Juliano da Silva Mota, da Agricultural Consultancy Services (ACS). Na ocasião, foram apresentadas características da cafeicultura nos três importantes países produtores de café e passadas algumas sugestões de como o Brasil se posicionar frente a esses dois grandes concorrentes.

O CNC enaltece a iniciativa da Embrapa Café no sentido de entendermos o que ocorre na cafeicultura mundial, o que tem importância sobremaneira para que o Brasil, na condição de principal player desse mercado, possa adotar medidas preventivas e de geração de renda a todos os elos da cadeia produtiva nacional, pois temos que pensar na atividade cafeeira com o máximo de sustentabilidade possível.

Em reunião realizada no dia 14 de agosto, no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o setor privado da cafeicultura brasileira, capitaneado por iniciativa da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), deu seqüência ao debate sobre o nível de impurezas aceitável nos produtos à disposição do consumidor brasileiro.

Um ponto consensual no encontro foi que a maioria dos cafés consumidos no país respeita o limite máximo de 1% de impureza. Além disso, visando acabar com esse pequeno grupo de produtos que possuem impurezas acima de um ponto percentual, determinou-se a criação de um grupo de acompanhamento para a definição de novas regras na produção de cafés no Brasil que deverão nortear as ações do setor industrial.

O mercado futuro do café arábica apresentou certa volatilidade na semana, com o fator climático pesando entre as altas e as baixas. Embora a previsão de frio intenso na região Sul do país tenha dado sustentação às cotações no meio da semana, como as geadas que atingiram o Paraná na madrugada de quinta-feira não afetaram áreas cafeeiras, o mercado devolveu os ganhos. O vencimento setembro do contrato C da bolsa de Nova York apresentou queda acumulada de 105 pontos até o fechamento de quinta-feira, quando foi cotado a US$ 1,2185 por libra-peso.

As cotações do robusta na bolsa de Londres apresentaram comportamento semelhante ao do arábica em Nova York. O vencimento setembro do contrato 409 encerrou a quinta-feira a US$ 1.952 por tonelada, acumulando desvalorização de US$ 11/t na semana.

A valorização do dólar frente ao real também ajudou a pressionar os preços internacionais do arábica. Apresentando alta em todos os fechamentos diários, a moeda americana acumulou ganhos de 2,84% até a quinta-feira, quando foi cotada a R$ 2,34. Dados que comprovam o fortalecimento da economia dos Estados Unidos têm motivado essa tendência, mesmo com sucessivas intervenções do Banco Central do Brasil.

O Departamento do Café do Ministério da Agricultura (DCAF/Mapa) divulgou, também nesta semana, seu Informe Estatístico referente a julho, no qual é possível avaliar como a situação do comércio exterior do café brasileiro foi afetada pelos preços internacionais aviltados. Mantendo a tendência dos meses anteriores, o volume exportado em julho de 2013 (2,24 milhões de sacas) foi superior ao do mesmo período de 2012 (2,13 milhões de sacas), porém a receita gerada foi 19% inferior, de US$ 353 milhões, ante os US$ 437 milhões de julho do ano passado.

Quando se analisa os dados globais da exportação do agronegócio do Brasil no período de janeiro a julho de 2013, nota-se que entre as seis principais cadeias agroindustriais geradoras de divisas, apenas o café apresentou perda de receita. Esse fato reforça a necessidade e os benefícios para o país da ação governamental para socorrer a cafeicultura brasileira.

FONTE: Diário do Comércio – MG

Tomar café da manhã é fundamental para a saúde

Os pesquisadores da universidade de Harvard concluíram que tomar café da manhã é fundamental para a saúde. O estudo mostra que desprezar a refeição aumenta o risco de problemas cardíacos, hipertensão e obesidade.
A pesquisa divulgada pela revista da Associação Americana do Coração revela o que há muito

os médicos dizem, que o café da manhã deve ser tratado como uma refeição especial e é o primeiro e decisivo passo para quem busca um dia com mais saúde.

Durante 16 anos pesquisadores acompanharam quase 16.000 americanos saudáveis e concluíram que homens que não tomam café da manhã têm 27% mais chances de sofrer ataque cardíaco e o risco de desenvolver diabetes do tipo II aumenta em 21%.

O estudo constatou ainda que homens que não fazem o desjejum acabam comendo mais durante o dia e desenvolvem o hábito de beliscar ao fim da noite.

A pesquisa mostra que a ausência da primeira refeição desenvolveria outros maus hábitos como fumar e beber em excesso. O estudo não levou em consideração outros grupos demográficos como jovens e mulheres.

FONTE: Bom Dia Brasil – Rede Globo

Pesquisas impulsionam a cafeicultura

Com tecnologia, a produção brasileira de café quase triplicou em 16 anos.

O Consórcio Pesquisa Café, ao longo dos 16 anos de existência, vem celebrando convênios de cooperação técnica e financeira com entidades de extensão rural, organizações estaduais de pesquisa agropecuária (Oepas) e universidades localizadas nas regiões produtoras. Durante esse tempo, a produção brasileira de café quase triplicou. Com praticamente a mesma área cultivada, o país, que antes produzia 18,9 milhões de sacas de café por ano, passou a produzir 48,5 milhões.

A pesquisa cafeeira é hoje o pilar central da cafeicultura sustentável no Brasil. Os trabalhos são fundamentais para a diversificação, melhoria da qualidade e aumento da produtividade das lavouras. As tecnologias desenvolvidas repassadas aos produtores por meio da assistência técnica e extensão rural trazem melhorias na renda e na qualidade de vida do homem do campo.

A presença de entidades de extensão rural no Consórcio tem colaborado para que os resultados da pesquisa cheguem ao produtor de forma mais planejada e eficiente. Recente convênio firmado pela Embrapa Café com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão rural de Minas Gerais (Emater-MG) estabelece cooperação técnica para transferência, a pequenos e médios produtores, de tecnologias do Consórcio Pesquisa Café, por meio do Programa de Treinamento em Cafeicultura.

Cento e setenta extensionistas capacitados com recursos do convênio entre Emater-MG e Embrapa transmitirão tecnologias desenvolvidas no âmbito do Consórcio Pesquisa Café para cerca de 2,4 mil produtores, especialmente de pequeno e médio portes, e a suas respectivas associações ou cooperativas em 126 municípios.

Segundo a Emater, Minas Gerais possui o maior parque cafeeiro (1.247,11 mil hectares) do país e responde por 51% da produção brasileira de café. O avanço tecnológico já obtido nos últimos anos na pesquisa cafeeira e sua aplicação permitiu o aumento de aproximadamente 71% na produção com apenas 14,5% na área plantada.

O agronegócio café em Minas, que tem mais de 1 milhão de hectares plantados, gera pelo menos 4 milhões de empregos diretos e indiretos, o que mostra sua importância não só econômica, mas também social para o Brasil.

Devido à diversidade de regiões ocupadas pela cultura do café, o país produz tipos variados do produto, fato que possibilita atender às diferentes demandas mundiais, referentes a paladar e preços. Essa diversidade também permite o desenvolvimento dos mais variados blends, tendo como base o café de terreiro ou natural, o despolpado, o descascado, o de bebida suave, os ácidos, os encorpados, além de cafés aromáticos, especiais e de outras características. (Com informações da Embrapa).

FONTE: Diário do Comércio – MG

zp8497586rq