Preço do café arábica deve cair mais até fim do ano, diz banco

Preços serão pressionados pela expectativa de grande safra no Brasil e pela perspectiva de redução do consumo nos emergentes

Os futuros de café arábica devem se desvalorizar ao longo de 2012, pressionados pela expectativa de uma grande safra no Brasil, maior produtor mundial, e pela perspectiva de redução do consumo nas economias emergentes, avaliou o Barclays Capital.

“Embora os preços do arábica tenham subido recentemente, vemos as cotações do café com tendência de baixa neste ano, principalmente por causa da safra do Brasil”, afirmou o analista de commodities agrícolas do BarCap Sudakshina Unnikrishnan para a agência Dow Jones. Na safra 2012/13, que começa a ser colhida no segundo trimestre, o Brasil deve produzir acima de 50 milhões de sacas de 60 quilos.

O Barclays Capital estima que os preços do arábica vão cair a 170 centavos de dólar por libra-peso na Bolsa de Nova York até o quarto trimestre deste ano. Neste primeiro trimestre, devem ficar, em média, em 225 centavos de dólar por libra-peso.

Quanto à demanda, Sudakshina disse que o crescimento do consumo deve desacelerar para 1,3% em 2011/12, de 2,8% em 2010/11. “O recuo é puxado por questões macroeconômicas e liderado pelos emergentes”, disse. Essas economias, argumentou, são particularmente sensíveis ao aumento de preços.

 

 

Fonte:  Tosabendo

Governo promove primeiro leilão de trigo com opção de uso para ração animal

Brasília – A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) promove na próxima sexta-feira (17) o primeiro leilão de trigo subsidiado pelo governo aberto a compradores que queiram usar o produto como ração animal. Serão leiloadas 410 mil toneladas que poderão ser acessadas por agroindústrias que produzem suínos, aves e gado leiteiro. A nova destinação foi decidida pelo governo para suprir a falta de milho para ração e as dificuldades dos produtores da Região Sul, afetados por longa estiagem nos últimos meses.

Após a primeira reunião do ano da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Culturas de Inverno, o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Caio Rocha, disse que a intenção é lançar o plano agrícola das culturas de inverno até o dia 15 de março, provavelmente no município de Não-Me-Toque, no Rio Grande do Sul, durante a feira agropecuária internacional que ocorrerá entre os dias 5 e 9 de março. Segundo ele, devem ser disponibilizados cerca de R$ 3 bilhões para custeio e comercialização da safra de inverno, valor suficiente para atender à demanda dos produtores. Também haverá R$ 62 milhões para subsídio do prêmio do seguro rural.

Os produtores de trigo querem a elevação do preço mínimo do produto de R$ 477 para cerca de R$ 512 e aguardam uma posição do governo o reajuste. Além disso, eles também pedem a continuidade da programação dos leilões de trigo. O superintendente adjunto da Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar), Nelson Costa, disse que ainda faltam serem vendidas 1,5 milhões de toneladas de trigo do total de 5,78 milhões de toneladas produzidas nesta safra.

O Brasil não produz trigo suficiente para suprir o consumo do país, de aproximadamente 10 milhões de toneladas, mas a dificuldade na comercialização da safra é crônico, segundo os produtores. As saídas propostas pelo setor produtivo ao governo preveem a suspensão da licença automática para importação e vincular a compra, pelos moinhos nacionais, de cada quantidade de trigo vindo de outros países à aquisição do mesmo volume produzido no Brasil.

 

Fonte:  Agencia Brasil

Consumo estimado para a safra 2011/2012 no Brasil é de 10,4 milhões de toneladas

10 de fevereiro de 2012- O trigo é considerado um dos alimentos mais importantes na dieta humana. Da farinha de trigo se faz pão, bolo, pizza, massas, biscoitos, entre outros produtos que integram a nossa alimentação. Atualmente é possível encontrar mais de mil tipos de massas e estima-se que cerca de 50% do trigo consumido no Brasil é usado na

fabricação de pães.
O consumo estimado de trigo no Brasil para a safra 2011/2012 é de 10,4 milhões de toneladas e a produção de 5,8. Para tentar reduzir esse déficit existente e minimizar as importações, a alternativa mais viável é estimular a produção interna por meio de cultivares adaptadas às diferentes regiões produtoras.

Como a região dos Cerrados apresenta grande potencial para a expansão da cultura do trigo, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, como forma de tentar estimular o aumento da produção nacional e melhorar a qualidade do trigo vendido no País, tem indicado para cultivo na região as cultivares de trigo BR 18 (Terena), BRS 254 e BRS 264.

BR 18 (Terena) – variedade conhecida dos agricultores, destaca-se pela precocidade, ampla adaptação, principalmente em anos pouco favoráveis para a cultura do trigo. Cultivada principalmente no sistema de sequeiro, com potencial produtivo de três toneladas por hectare. É recomendado para os estados do Paraná, São Paulo (região III e IV), Minas Gerais, Mato Grosso do Sul (região III), Mato Grosso, Distrito Federal e Goiás. Tem moderada resistência à ferrugem da folha e moderada suscetibilidade à brusone e ao oídio. Apresenta ainda baixo porte (74 cm), moderada sensibilidade ao alumínio, grãos vítreos, alta força de glúten e farinha de boa qualidade industrial (classe Trigo Pão com boa força do glúten – W médio de 270). Recomenda-se aos agricultores realizarem a colheita prontamente após a maturação, quando houver risco de chuvas, a fim de evitar prejuízos de germinação na espiga.

BRS 254 - identificada como trigo Melhorador (W médio de 330), essa cultivar atende ao mercado de farinha de trigo. É indicada para Minas Gerais, Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e Bahia. Em sistema irrigado, tem potencial produtivo de seis toneladas por hectare. Apresenta resistência à debulha natural, moderada suscetibilidade às manchas foliares e ampla adaptação (recomendada para regiões com altitude superior a 400 m). O plantio em regiões com altitude superior a 900 m demonstra ainda expressiva elevação no rendimento, como também em regiões de clima quente.

BRS 264 - é uma cultivar de trigo da classe Pão (W médio de 241) com potencial produtivo de 7,5 toneladas por hectare. Recomendada para os estados de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Distrito Federal. Tem como principal diferencial a precocidade (110 dias no Distrito Federal), que diminui os custos de produção devido à menor demanda de água e energia elétrica.

Fonte:  UltimoInstante

Preços do trigo no RS superam em até 12% valor pago no PR

Clima e alta tecnologia empregada nas lavouras gaúchas fizeram com que o Estado superasse o Paraná em termos de produção, na última safra. O clima e tecnologia empregada nas lavouras de trigo na última safra apresentam seus méritos agora, com relação aos preços.

 

Em alguns casos, as cotações chegam a ser superiores do que no Paraná – principal estado produtor do país. Essa situação ocorre porque o produto gaúcho teve melhor qualidade do que o paranaense, que também teve quebra de safra por causa do clima. Por causa disso, a safra 2011 foi a segunda na história em que o Paraná obteve menor produção do que o RS.

 

De acordo com o analista de mercado, Luiz Carlos Pacheco, de Curitiba, como o plantio do cereal ocorre em épocas diferentes nos dois estados, o clima prejudicou a qualidade das lavouras do Paraná e favoreceu as do Rio Grande do Sul.
Além disso, desestimulados com os baixos preços do ano anterior, os triticultores paranaenses também não aplicaram toda tecnologia de produção disponível, por ser muito cara. “Assim, o resultado foi que tivemos uma produção menor e preços menores”, comenta.
Até 2011, o Paraná era o principal estado produtor de trigo do país. Mas na última safra o RS ultrapassou, conforme os dados do último levantamento de Safras feito pela Conab.
Na safra 2011/12, o RS plantou 932,4 mil hectares de trigo, contra 1.042,5 mil do Paraná. Mas, o RS teve uma produtividade maior: 2.941 quilos/hectare, contra 2.399 kg/ha do PR. Como conseqüência, o RS colheu 2.742,2 mil toneladas de trigo e o PR colheu 2.501,0 mil toneladas.
O produtor gaúcho também cultivou mais trigo pão, em torno de 80%, contra a média de 30% ou 50% dos últimos anos. Além de usar sementes de trigo de melhor qualidade, o RS foi favorecido com condições climáticas próximas do ideal, condição que não ocorreu com o PR, que sofreu com geadas e chuvas fora de hora.Mas conforme Pacheco, o produtor tem que ter em vista as necessidades do mercado na hora da formar sua lavoura.
“O que ocorria até recentemente, era que o triticultor não pensava nisto, plantava qualquer tipo de trigo e depois vendia tudo para o governo, o que ocasionava um descompasso no mercado. O problema maior da expansão do trigo no Brasil parece ter sido a interferência do governo na comercialização, implantada na década de 60, quando passou a tutelar 100% da produção e comercialização do cereal, comprando tudo o que o produtor produzia, sem nenhuma exigência de qualidade, numa ponta e vendendo na outra para os moinhos a preços subsidiados. Com isto, acostumou o produtor a ‘plantar para o governo’, e não para o mercado, não se preocupando em aprimorar a qualidade do trigo e as indústrias se acostumaram a buscar qualidade e volume no exterior, modelo que funciona até os dias de hoje. Agora, aos poucos, o mercado volta a se alinhar: produtor – moinho – indústrias – consumidor final. E, com isto, todos ganham, inclusive o país, porque a longo prazo, principalmente quando houver mais rentabilidade vinda deste alinhamento, a área de trigo no Brasil certamente vai aumentar muito e poderemos até exportar”, destaca.
Conforme o analista, essa situação aconteceu com muitos outros produtos que começaram a ter plantio extensivo depois do trigo, como a soja, o milho, o café e a cana de açúcar, que não só cresceram e abasteceram o mercado interno, como geram grandes excedentes para exportação.
De acordo com dados do analista de mercados, hoje os preços pagos aos produtores em Cascavel, Londrina e Maringá, que são as maiores regiões produtoras do PR, estão ao redor de R$ 23,00/saca; em Campo Mourão, também grande produtor, está a R$ 21,82.
Em compensação, está em R$ 24,63 em Irati e R$ 26,74 em Ponta Grossa, mas estas são praças compradoras de trigo (embora também produzam). Já os preços médios do Rio Grande do Sul estão a R$ 24,00 em Bagé, Cachoeira do Sul e Cruz Alta e R$ 23,00 em Carazinho. O que aponta que há mais praças gaúchas pagando mais.
O normal é que os preços do PR sejam maiores, porque produz trigo pão e no RS se produzia mais trigo brando. Mas, como neste ano o tipo do produto foi quase o mesmo, e a qualidade do cereal gaúcho foi melhor, os preços ficaram melhores no RS.
Alguns moinhos buscaram no Norte do RS trigo brando, mesmo assim, é vantajoso, porque o RS tem o problema da super produção: produziu 2.742,2 milhões toneladas e só consome 1.100 milhões de t, acaba sendo necessário escoar o excedente. Entretanto, como está longe das indústrias, porém, este escoamento é mais viável para exportação, apesar de que, qualquer volume escoado, por pouco que seja, sempre ajuda.
Além disso, Pacheco destaca que um problema que deve se intensificar em março, é o espaço nos armazéns, quando entram as safas de soja e milho, que dão maior rentabilidade ao agricultor, e às cooperativas e cerealistas, precisando escoar o trigo, o escoamento para o PR é vantajoso.
Fonte:  CenarioMT

Perda de café no sul de Minas Gerais é compensada por outras regiões

A Exportadora Comexim, que estimou hoje a safra brasileira de café em 55,8 milhões de sacas de 60 kg em 2012, informa que a leve seca no fim de setembro passado provocou perdas na produção no sul de Minas, principal área produtora do País. No entanto, a exportadora pondera que a frustração de safra na região será compensada pela produção no cerrado mineiro, Espírito Santo e Bahia.

A Comexim comenta, ainda, que outro fator importante que vem sendo observado no Brasil é que a bienalidade do café (safra grande alternada com outra menor no ano seguinte) vem se reduzindo a cada ano. “Isso pode estar ocorrendo por causa dos melhores tratos culturais das lavouras, aplicação de fertilizantes e números de safra mais transparentes por diferentes fontes, especialmente do governo”, afirma em comunicado o trader da Comexim, John Wolthers.

No momento atual, informa a Comexim, os preços do café brasileiro definitivamente não atraem os compradores. Os preços internos caíram, especialmente para conillon, mas as cotações dos cafés arábica ainda estão muito altas.

 

Fonte:  Tosabendo

Café cai no Brasil com venda de produtores, dizem corretoras

Londres – Os preços do café no Brasil, maior produtor mundial do grão, caíram esta semana com os produtores vendendo a commodity após segurarem os estoques numa tentativa de impulsionar os preços, segundo as corretoras Flavour Coffee e Cazarini Trading Co.

O café fino tipo arábica foi negociado abaixo de R$ 500 a saca pela primeira vez desde agosto do ano passado, de acordo com dados da Flavour Coffee, do Rio de Janeiro. O preço do café conilon, como é chamado o robusta no Brasil, “desabou” de R$ 300 a saca para cerca de R$ 250 por saca nas últimas duas semanas, disse a Flavour.

Produtores e cooperativas seguraram as vendas à espera de preços melhores, de acordo com a Flavour. Os fazendeiros “não conseguiram manter a mesma atitude”, disse ontem a corretora em relatório por e-mail. “Os preços chegaram rapidamente a R$ 480.”

Os preços locais acompanharam a queda internacional. O arábica negociado na ICE Futures U.S. em Nova York chegou ontem US$ 2,1095, nível mais baixo em 13 meses, com especulação de aumento da oferta global com safras maiores no Brasil e no Vietnã.

“Uma semana dramática e nervosa”, escreveu Thiago Cazarini, corretor da Cazarini Trading Co., em relatório distribuído ontem por e-mail. “Os preços caíram no mercado interno, com os futuros ainda mais baixos.”

O arábica com entrega para março subiu 0,7 por cento, para US$ 2,1705 por libra peso às 8:50 na ICE Futures U.S. em Nova York. O robusta para março ganhava 1,8 por cento, para US$ 1,833 por tonelada na NYSE Liffe em Londres.

O café arábica é cultivado principalmente na América Latina e utilizado em bebidas especiais como as oferecidas pela rede Starbucks Corp. O grão robusta é colhido principalmente na Ásia e em partes da África e usado para café instantâneo e expresso. Uma saca de café tem 60 quilos.

 

Fonte:  Exame

Trigo pode substituir o milho em ração no Rio Grande do Sul

Lideranças ligadas aos setores produtivos de suínos, avesgrãos estiveram reunidas nesta quarta-feira (1/2) com o secretário da Agricultura, Pecuária e Agronegócio do Rio Grande do Sul, Luiz Fernando Mainardi, com o objetivo de retomar o debate sobre a possibilidade de fornecimento detrigo para alimentação animal. O Brasil é o terceiro maior produtor mundial de milho. Depois da estiagem no Rio Grande do Sul, provocada pelo fenômeno La Niña, houve redução da oferta do grão.

“A questão é que está faltando milho e tem trigo sobrando”, afirmou o secretário. Ele destacou a necessidade de que sejam estabelecidas políticas internas para possibilitar a manutenção do grão no Estado. “Não podemos ficar exportando milho”, exemplificou Mainardi.

O secretário afirmou ainda ser necessário avançar no que diz respeito à questão das cotas de exportação do cereal, procurando alternativas que deem mais previsibilidade. “É preciso garantir o trigo no mercado interno e então pensar em outros usos para ele. Isso vale para o arroz também”.

O diretor do Sindicato da Indústria de Suínos (Sips), Rogério Kerber, disse que, caso o cenário de alta dos preços do milho e baixa oferta persista, as atividades produtivas, tanto de frangos como de suínos, começarão a sofrer as consequências. “Ou acontecem leilões, ou buscamos suprimento de milho fora do Estado”, disse o dirigente.

Durante o encontro, ficou definido que, nos próximos dias, será encaminhado um documento ao governador do Estado,Tarso Genro, e ao governo federal com solicitações referentes à realização de leilões PEP e à possibilidade de estabelecer políticas definidas desses pregões. Também constará no documento o pedido de liberação de 500 mil toneladas de trigo destinadas à nutrição animal.

 

Fonte:  Globo Rural

Brasil embarca 1,952 milhão de sacas de café em janeiro

A exportação de café em janeiro (22 dias úteis) alcançou 1,952 milhão de sacas de 60 kg, o que representa redução de 24,56% em relação ao mesmo mês do ano passado (2,587 milhões de sacas). Em termos de receita cambial houve pequena queda de 0,62% no período, para US$ 559,2 milhões em comparação com US$ 562,7 milhões em janeiro de 2011.

Os dados foram divulgados hoje pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Quando comparada com o mês anterior, a exportação de café em janeiro apresenta queda de 25,76% em termos de volume, pois em dezembro passado o País embarcou 2,629 milhões de sacas. A receita cambial foi 24,91% menor, considerando faturamento de US$ 744,7 milhões em dezembro.

 

Fonte:  ToSabendo

Café: com safra menor no Brasil, ABN Amro vê preço firme

Os preços globais do café devem permanecer firmes na primeira metade deste ano por causa de uma colheita menor no Brasil e de um consumo provavelmente forte, informou nesta quarta-feira o ABN Amro. O banco holandês prevê que os futuros do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) beirem 230 cents por libra-peso nos próximos três meses, e 210 cents por libra-peso nos 12 meses que estão por vir.

“Apesar da resistência dos preços do café, o consumo global continuará animador, com o aumento mais significativo em países exportadores, seguidos por mercados emergentes”, revelou o ABN Amro em um relatório trimestral de perspectiva para a commodity. O Brasil, maior produtor e exportador do grão no mundo, atualmente está em um ciclo de baixa produção.

O banco alertou que as atuais estimativas da produção e do consumo mundiais no ano-safra 2011/12 apontam para um déficit de oferta e um declínio das reservas globais, com a relação estoque/uso no menor nível já registrado. O ABN Amro acrescentou que os preços do café devem ficar sob pressão na segunda metade deste ano por causa do excesso de grãos na temporada 2012/13, quando o Brasil entra em um ciclo bianual de alta produção, contribuindo para a elevação dos estoques.

 

 

Fonte:  Tosabendo

 

Chuvas beneficiam plantações de café no Sul de Minas

As chuvas nos últimos dias em regiões cafeeiras do país têm sido benéficas para as lavouras, segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). A precipitação é essencial nesta época para o enchimento dos grãos e contribui para a perspectiva de recorde de safra do café para este ano.

Segundo César Botelho, coordenador do Núcleo Tecnológico do Café da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), pode haver prejuízo nas plantações mais novas devido à evasão de nutrientes e à diminuição da proteção do solo decorrentes do escoamento das águas pela lavoura, mas isso não deve comprometer a safra total. “O produtor ainda pode adotar medidas preventivas de conservação do solo, como manejar o mato, levantar terraços emergenciais e bacias de contenção”, afirma.

A previsão é de que em 2012, ano de alta bienalidade conforme a característica do grão, que tem produções maiores e menores em anos alternados, o Estado alcance uma produção maior do que na alta bienalidade anterior, ocorrida em 2010.

Em Itamogi, na região sul de Minas Gerais, houve prejuízos por conta da chuva de granizo que aconteceu nos últimos 30 dias. A chuva atingiu 17% da área de produção e a perda estimada foi de 10 mil sacas de café, um prejuízo de mais de R$ 5 milhões. O município, que tem 90% da economia baseada nos cafezais de pequenos produtores, esperava colher cerca de 170 mil sacas nesta safra.

Safra 2012
Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o país deve colher entre 48 e 52 milhões de sacas de 60 quilos do produto beneficiado. O crescimento pode chegar a até 20% na comparação com a safra anterior. O resultado confirma que este ano será a maior safra já produzida no Brasil, superando o recorde de 48 milhões de sacas colhidas no período de 2002/2003.

 

Fonte:  Sonoticias