Argentina deve plantar mais trigo apesar do governo

A produção de trigo na Argentina vai se recuperar de um ano ruim e crescerá na safra 2013/14 graças aos elevados preços do cereal e à expectativa de clima favorável, mesmo com os produtores ainda desconfiados com o novo sistema oficial de aprovação de exportações que busca incentivar o cultivo.

A área destinada ao trigo em 2012/13 no país, um dos maiores exportadores do cereal, foi de apenas 3,28 milhões de hectares, número mais baixo desde que a Argentina começou a realizar estimativas em 1969/70.

Os agricultores dizem que a situação ruim que enfrentam é decorrência das restrições que o governo impõe às exportações para garantir os abastecimento doméstico.
Em resposta aos pedidos de mais previsibilidade para os negócios, as autoridades anunciaram no início de março que na safra 2013/14 permitirão exportações de 5 milhões de toneladas do cereal, cujo plantio começa em maio.
“Tudo isso me faz pensar que hoje, assim como estão as coisas, que vai haver uma recomposição de área (em 2013/14). Que o valor aproximado pode ser de 4,5 milhões de hectares”, disse o analista Gustavo López, diretor da consultoria Agritrend.
Outros especialistas disseram que ainda é cedo para fazer estimativas, já que faltam dois meses para o começo do plantio, mas que os altos preços do cereal motivariam um incremento da área.
No entanto, a área plantada

ainda seria inferior à média dos últimos anos, segundo especialistas.
“No mercado a termo, janeiro de 2014 está um pouco acima de 190 dólares (por tonelada), que é mais que os 150 (dólares) do ano passado. No entanto, é um mercado que não é transparente como gostaríamos de ter”, disse o secretário da associação Aaprotrigo, Santiago Cameron.

FONTE: Abima (R7)

Mesmo com prêmio menor, leilão de trigo negocia 96% da oferta

Os leilões de Prêmio de Escoamento de Produto (PEP) e de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro) seguem concentrando a atenção do mercado de trigo, mesmo com subsídios mais baixos. Hoje foi arrematada subvenção equivalente a 364,25 mil toneladas, 96% da oferta total de 380 mil toneladas. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) reduziu o valor da subvenção em 10% no caso do trigo destinado ao Nordeste e/ou mercado externo e em até 30% para o produto comercializado dentro do País.

Ainda assim, houve disputa e os prêmios fecharam bem abaixo do preço de abertura. Foi o caso do trigo gaúcho a ser transferido para o Nordeste ou outros países, cujo PEP inicial era de R$ 152,50 a tonelada e saiu a R$ 98/t, queda de 36%. No PEP para qualquer Estado, o valor caiu de R$ 37,70/t para R$ 19/t, no caso do trigo paranaense, e de R$ 37,70/t para R$ 23,20/t, caso do trigo gaúcho.

De acordo com fontes do mercado, é possível explicar a disputa entre exportadores, e que acaba reduzindo o prêmio, mas não o interesse de moinhos nacionais em adquirir trigo no leilão aceitando prêmios mais baixos. Um importador lembra que a interrupção das operações pela Conab em dezembro atrapalhou a programação das tradings que, com a retomada dos leilões nesta segunda quinzena de janeiro, “correm” para cobrir posições vendidas.

Não é o caso da indústria moageira, diz a fonte, alegando que no mercado é possível adquirir trigo por menos que o preço mínimo (nos leilões o valor mínimo é condição para arrematar o subsídio) e “seguir na disputa mesmo com o prêmio em queda não parece lógico.” Com PEP e Pepro o governo busca reduzir o custo do frete ao comprador, ao mesmo tempo em que assegura ao vendedor um preço mínimo pelo produto.

Pelo trigo pão negociado no leilão, produtor deve receber R$ 477/t. O comprador que participou hoje do leilão recebeu R$ 19/t, o que significa que desembolsará de fato R$ 458/t. Mas no Paraná nesta semana houve oportunidades de compra, segundo um corretor, a R$ 420/t. Trigo melhorador vale um pouco mais, R$ 460/t. No primeiro leilão, realizado na semana passada, cooperativas foram os grandes negociadores. Os adquirentes de hoje só serão conhecidos nos próximos dias.

Argentina

Moinhos e tradings se movimentam no mercado interno ao mesmo tempo em que negociam trigo na Argentina. Segundo Walter Von Mü;hlen, da Serra Morena, o mercado ainda espera que um volume maior de licenças de exportação seja disponibilizado – no início de janeiro o governo argentino anunciou a liberação de um volume de 3 milhões de toneladas, mas isso ainda não aconteceu de fato. Apesar de prometer menos burocracia nas vendas externas de trigo, o governo ainda deve controlar a emissão dos documentos, liberando-os em etapas, acredita Mühlen.

A perspectiva de alta das cotações da commodity no mercado internacional está por trás dessa estratégia. Com a Rússia reduzindo o ritmo de suas exportações, o mercado deixa de ser “inundado” de trigo do Leste Europeu e os preços ficam menos pressionados. Além disso, o anúncio do Federal Reserve, de manutenção de juros baixos nos Estados Unidos até 2014, sugere aos participantes que os investidores voltarão ao mercado de commodities e os preços do produto tornarão a subir.

“Hoje temos o preço do trigo argentino equiparável ao do soft americano e a tendência é de que se aproxime mais do hard (tipo pão)”, diz o analista. Nesta sexta-feira, trigo hard americano para embarque em fevereiro está cotado a US$ 304/t FOB Golfo, contra US$ 270/t do soft. Produto da Rússia e da França têm preços equivalentes, de US$ 267/t.

Já o argentino vale US$ 255/t na região de Up River, e até US$ 265/t (alta proteína) em Bahia Blanca. “Deveremos ter um mercado firme para trigo pelo menos até conhecer a safra do Hemisfério Norte”, diz Mü;hlen. A safra americana chega ao mercado em julho.

 

Fonte:  Sonoticias

Mesmo com prêmio menor, leilão de trigo negocia 96% da oferta

Os leilões de Prêmio de Escoamento de Produto (PEP) e de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro) seguem concentrando a atenção do mercado de trigo, mesmo com subsídios mais baixos. Hoje foi arrematada subvenção equivalente a 364,25 mil toneladas, 96% da oferta total de 380 mil toneladas. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) reduziu o valor da subvenção em 10% no caso do trigo destinado ao Nordeste e/ou mercado externo e em até 30% para o produto comercializado dentro do País.

Ainda assim, houve disputa e os prêmios fecharam bem abaixo do preço de abertura. Foi o caso do trigo gaúcho a ser transferido para o Nordeste ou outros países, cujo PEP inicial era de R$ 152,50 a tonelada e saiu a R$ 98/t, queda de 36%. No PEP para qualquer Estado, o valor caiu de R$ 37,70/t para R$ 19/t, no caso do trigo paranaense, e de R$ 37,70/t para R$ 23,20/t, caso do trigo gaúcho.

De acordo com fontes do mercado, é possível explicar a disputa entre exportadores, e que acaba reduzindo o prêmio, mas não o interesse de moinhos nacionais em adquirir trigo no leilão aceitando prêmios mais baixos. Um importador lembra que a interrupção das operações pela Conab em dezembro atrapalhou a programação das tradings que, com a retomada dos leilões nesta segunda quinzena de janeiro, “correm” para cobrir posições vendidas.

Não é o caso da indústria moageira, diz a fonte, alegando que no mercado é possível adquirir trigo por menos que o preço mínimo (nos leilões o valor mínimo é condição para arrematar o subsídio) e “seguir na disputa mesmo com o prêmio em queda não parece lógico.” Com PEP e Pepro o governo busca reduzir o custo do frete ao comprador, ao mesmo tempo em que assegura ao vendedor um preço mínimo pelo produto.

Pelo trigo pão negociado no leilão, produtor deve receber R$ 477/t. O comprador que participou hoje do leilão recebeu R$ 19/t, o que significa que desembolsará de fato R$ 458/t. Mas no Paraná nesta semana houve oportunidades de compra, segundo um corretor, a R$ 420/t. Trigo melhorador vale um pouco mais, R$ 460/t. No primeiro leilão, realizado na semana passada, cooperativas foram os grandes negociadores. Os adquirentes de hoje só serão conhecidos nos próximos dias.

Argentina

Moinhos e tradings se movimentam no mercado interno ao mesmo tempo em que negociam trigo na Argentina. Segundo Walter Von Mü;hlen, da Serra Morena, o mercado ainda espera que um volume maior de licenças de exportação seja disponibilizado – no início de janeiro o governo argentino anunciou a liberação de um volume de 3 milhões de toneladas, mas isso ainda não aconteceu de fato. Apesar de prometer menos burocracia nas vendas externas de trigo, o governo ainda deve controlar a emissão dos documentos, liberando-os em etapas, acredita Mühlen.

A perspectiva de alta das cotações da commodity no mercado internacional está por trás dessa estratégia. Com a Rússia reduzindo o ritmo de suas exportações, o mercado deixa de ser “inundado” de trigo do Leste Europeu e os preços ficam menos pressionados. Além disso, o anúncio do Federal Reserve, de manutenção de juros baixos nos Estados Unidos até 2014, sugere aos participantes que os investidores voltarão ao mercado de commodities e os preços do produto tornarão a subir.

“Hoje temos o preço do trigo argentino equiparável ao do soft americano e a tendência é de que se aproxime mais do hard (tipo pão)”, diz o analista. Nesta sexta-feira, trigo hard americano para embarque em fevereiro está cotado a US$ 304/t FOB Golfo, contra US$ 270/t do soft. Produto da Rússia e da França têm preços equivalentes, de US$ 267/t.

Já o argentino vale US$ 255/t na região de UpRiver, e até US$ 265/t (alta proteína) em Bahia Blanca. “Deveremos ter um mercado firme para trigo pelo menos até conhecer a safra do Hemisfério Norte”, diz Mühlen. A safra americana chega ao mercado em julho.

 

Fonte:  Tosabendo

Trigo: preços mais baixos trazem bom volume de exportação

Fazendo uma síntese das importações de trigo no mês de novembro, temos novamente um volume expressivo, chegando a mais de 0,5 milhão de toneladas, com as compras polarizadas em trigos do MERCOSUL neste momento.

O volume comprado foi de 585,457 mil toneladas um volume bastante expressivo, mas que se justifica pelo período de colheita na Argentina e no Uruguai. Aliás com respeito às origens: temos 82% de trigo argentino, 10% uruguaio e o restante paraguaio. Há um dado curioso no Rio Grande do Sul que teria importado 3 mil toneladas do Paraguai via Santana do Livramento, que faz divisa na verdade com o Uruguai, e são aliás do Uruguai os relatos que temos de moinhos se abastecendo via rodoviária naquela região.

Sobre o trigo uruguaio temos neste momento a presença de vendas nos Estados do Pará, Ceará, Pernambuco, Sergipe, Bahia e Rio de Janeiro, tudo isso via marítima, com volumes bem menores do que as compras de trigo argentino mas já abrindo mercados interessantes a expansão de sua produção.

Trigo paraguaio apresenta boa entrada no Paraná (como sempre), Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, servindo sempre como fonte de trigo barato nestes estados, as vendas ao Rio Grande do Sul por terem esta origem em Santana do Livramento há uma dúvida, a menos que a rota fosse descer por barcaças até o Uruguai e dali ser escoado via rodoviária para Santana do Livramento, algo realizado para a soja paraguaia, só que por via marítima via Nueva Palmira.

Observando o estado do Paraná, temos uma redução de 3 vezes no volume de trigo paraguaio importado e a duplicação da importação de trigo argentino comparada ao mesmo mês do ano passado, um reflexo já da queda de qualidade do trigo paraguaio este ano.

Baixos preços internacionais do trigo impulsionam a demanda nos estados do Nordeste, com estados do sul atendendo apenas demandas específicas e abastecendo-se até certo ponto para períodos de entressafra neste mês de dezembro.

 

Fonte:  Sonoticias

Brasileiros consomem menos pão que o recomendado pela OMS

SÃO PAULO – O consumo brasileiro de pães é de 30 quilos por habitante ao ano, quantia considerada baixa, se comparada ao consumo do Chile (98 kg) e da Argentina (82,5 kg).

Segundo análise feita pelo presidente da Abip (Associação Brasileira da Indústria da Panificação e Confeitaria), Alexandre Pereira, o consumo brasileiro de pão está muito abaixo do recomendado pela OMS (Organização Mundia de Saúde), de 60 quilos por habitante ao ano.

Uma das explicações de Pereira para o baixo consumo do alimento é a falta de hábito dos brasileiros em consumir produtos panificados à base de milho, mandioca e outras matérias-primas. Segundo ele, um importante fator que também ajuda a inibir o consumo é o custo médio do produto, explicado, em grande parte, pelo peso dos impostos incidentes sobre os panificados.

Desoneração
De acordo com a Associação, a desoneração dos produtos panificados seria um caminho para reduzir o preço do pãozinho e aumentar o consumo do alimento pelos brasileiros.

“O caminho mais curto e eficiente para promover o desejado aumento do consumo do pão é a sua desoneração, matéria que a Abip tem trabalhado com ênfase junto a autoridades, técnicos do governo e parlamentares”, explica o presidente da Abip, Alexandre Pereira.

 

Fonte:  Infomoney

Argentina volta a aumentar exportação de trigo ao Brasil

Após incertezas nas exportações de trigo ao Brasil nos últimos anos, a Argentina fechará 2011 com um aumento nas vendas externas do cereal para o seu principal comprador, apontam dados do Ministério da Agricultura brasileiro.

Na última safra (2010/11), os argentinos tiveram uma de suas maiores colheitas da história, permitindo que o governo do país liberasse volumes adicionais para a exportação nesta terça-feira.

A Argentina autorizou licenças para vendas externas de mais 2,7 milhões de t, confirmando que o país conta com um excedente exportável expressivo, disseram fontes do mercado no Brasil.

“Eles (argentinos) têm atendido melhor, apesar de continuarem cobrando (do produtor) uma taxa de 23 por cento sobre o valor do trigo que é exportado”, disse o presidente do Conselho Deliberativo da Abitrigo (Associação Brasileira da Indústria do Trigo), Luiz Martins.

Além de cobrar taxas na exportação de matérias-primas como trigo, a Argentina controla os embarques para o exterior, com o argumento de manter o mercado interno abastecido e a inflação controlada.

Essa política restritiva levou nos últimos anos o Brasil a recorrer com mais frequência a outros países, como Uruguai, Paraguai e até Estados Unidos e Canadá, o que explica em parte uma queda no volume importado da Argentina.

Mas a situação recente confirma o início de um retorno à normalidade histórica, após o governo argentino ter demonstrado mais compromissos com o seu principal comprador.

De janeiro a outubro, o Brasil já importou 3,7 milhões de t de trigo da Argentina, volume que supera o total importado em todo o ano passado (3,6 milhões) e também as importações feitas em 2009 (3,2 milhões de t), segundo informação do Ministério da Agricultura do Brasil.

Com a recente liberação de mais trigo da safra passada da Argentina para a exportação, a importação do cereal pelo Brasil poderá voltar em 2011 aos patamares registrados em 2008 (4,2 milhões de t), ainda que seja improvável que cheguem ainda este ano aos mais de 5 milhões de toneladas de 2007 e 2008.

Segundo Martins, a liberação de mais trigo para exportação – é provável que o Brasil tome a maior parte dos 2,7 milhões de t autorizados – favorece a indústria brasileira, que têm laços comerciais históricos com os fornecedores argentinos.

“A gente sempre está procurando fazer qualidade, em termos de farinha, vamos buscar onde encontramos preço e qualidade”, disso Martins, também presidente do sindicato da indústria de São Paulo, argumentando que a safra do Paraná não tem vindo com qualidade adequada para farinha para panificação.

O volume importado da Argentina cresceu apesar de o país ter reduzido as suas importações totais entre janeiro a outubro para 4,65 milhões de t, ante 5,3 milhões de t nos dez primeiros meses de 2010, segundo o ministério – na temporada passada o Brasil colheu uma de suas maiores safras da história, o que reduziu a necessidade de importação como um todo.

Garantia de oferta
A liberação de mais trigo argentino para exportação ocorre em meio à expectativa de queda nas safras da Argentina e do Brasil em 2011/12, o que garante um volume extra para o abastecimento para os moinhos brasileiros.

“Os 2,7 que vão liberar é mais oferta que vai aparecer no mercado”, disse um diretor de um importante o moinho brasileiro que prefere ficar no anonimato, lembrando que os argentinos já prometeram a autorização para três milhões de t de trigo da safra nova.

“Está relativamente tranquilo negociar, o que não falta é trigo na América do Sul, aliás não falta trigo no mundo”, disse.

Segundo a fonte, o próprio governo da Argentina havia informado anteriormente que teria estoque inicial de 3,6 milhões de t na safra 11/12, o que explica a liberação das exportações adicionais.

 

 

Fonte:  Terra

Novo sistema de classificação do trigo trará vantagens ao país, diz associação

Rio de Janeiro – A mudança no sistema de classificação do trigo para efeito de remuneração do produtor, prevista para ser implantada  pelo governo federal em 2012, vai trazer vantagens ao país, ao produtor, ao moinho  e ao consumidor brasileiro, disse o presidente da Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo), embaixador Sergio Amaral.

“É uma mudança em que todos ganham”, destacou Amaral. “Nós estamos vivendo um momento em que o consumidor brasileiro tem maior poder aquisitivo e está buscando alimentos mais saudáveis e diversificados. E tem recursos para pagar por isso”.

O assunto será abordado no 18º Congresso Internacional do Trigo, que a Abitrigo realiza a partir de hoje (17) no Rio, com o tema Saudabilidade. Segundo o embaixador, todos vão ganhar com a mudança no sistema de classificação do trigo, “se a cadeia produtiva caminhar na direção de maior integração, maior qualidade e diversificação, no caminho de agregação de valor”.

Por isso, ele destacou a importância de que esse processo seja iniciado pelo produtor. Parte da safra de trigo nacional não encontra escoamento no mercado interno. “É quase 1 milhão de toneladas. Então,  é importante que haja um esforço comum de atender à demanda do mercado brasileiro por maior qualidade e diversidade”. Amaral acredita que essa evolução dará ao produtor melhor remuneração.

Ele defendeu que as classificações sejam “um pouco mais exigentes”, buscando melhorar a qualidade do trigo, para evitar que  o governo tenha que subsidiar o produto que não encontra mercado no país e vem sendo exportado. O presidente da Abitrigo acredita que ocorrerá uma nova etapa  na produção brasileira a partir de 2012, que não visa apenas a aumentar a quantidade, mas a melhorar a qualidade.

“E todos ganham: o produtor, que vai ter maior remuneração; o moinho, que vai ter farinha de melhor qualidade; a indústria de derivados, que vai ter melhor produto; e o governo, que não vai precisar gastar o que gasta todo ano para fazer o escoamento da produção”. Em relação ao consumidor nacional, Amaral ressaltou que ele terá um produto final mais valorizado, um trigo melhor, que é destinado à panificação. “Que é o que ele quer”.

Durante o congresso, a Abitrigo firmará convênio com produtores do Uruguai, a exemplo do que foi feito com a Argentina, especificando os tipos de trigo que têm demanda no Brasil. O objetivo é criar uma harmonização entre a oferta e a demanda, disse o presidente da instituição.

O consultor institucional da Abitrigo, Reino Pécala Rae, lembrou que a meta é ter no país classes de trigo adequadas  à demanda interna. A maior delas é por pão francês. A produção nacional de trigo para panificação, no entanto, é restrita ao norte e oeste do Paraná, a parte de São Paulo e à região do Cerrado, e não atende à demanda. Já o Rio Grande do Sul é capaz de suprir todo o mercado de trigo para a fabricação de biscoito, “e ainda sobra”.

O Brasil é um dos maiores importadores de trigo do mundo. O país importa metade da demanda, que alcança cerca de 10 milhões de toneladas por ano. “A gente batalha pela melhoria da qualidade, no sentido de que os trigos produzidos atendam às necessidades do consumidor final”, disse Rae.

Segundo o consultor da Abitrigo, o Brasil é o único país cujo governo continua pagando o trigo pela quantidade produzida e não pela qualidade. Paralelamente ao 18º Congresso Internacional do Trigo, será realizada a Feira de Negócios, com apresentação e oferta de novos produtos, equipamentos e tecnologias avançadas.

 

 

Fonte:  Jornal do Brasil

Bolsa prevê queda na safra de trigo da Argentina

A safra de trigo 2011/12 da Argentina deverá atingir ao menos 12,6 milhões de t, contra 15,8 milhões de t na temporada anterior, informou nesta quinta-feira a Bolsa de Cereales de Buenos Aires. A instituição realizou a sua primeira estimativa de produção para 2011/12, após fortes chuvas terem aliviado os temores relacionados a uma seca que atingiu os cultivos em setembro.

“Chuvas abundantes ajudaram a frear a queda no potencial de rendimento do trigo. Deste modo, foi freado o estresse hídrico pelo qual passavam os cultivos em estágios avançados de alongamento e espigamento”, afirmou a bolsa.

As precipitações ocorridas foram consideradas importantes para o trigo, cuja colheita de uma área total de 4,6 milhões de hectares já começou nas províncias do norte. O Ministério de Agricultura estima a safra de trigo 2011/12 entre 11 milhões de t e 13 milhões de t.

A Argentina é o principal fornecedor de trigo para o Brasil, que compra no exterior pouco mais de metade de suas necessidades.

 

 

Fonte:  Terra

Pãozinho deve ficar 6% mais caro em outubro

A valorização cambial do dólar ante o real acumula uma alta de cerca de 14% em setembro, o que já impactou no preço da saca de farinha de trigo (principal insumo para a fabricação de massas), deixando seu valor cerca de 15% mais elevado. “O dólar saiu de uma cotação de R$ 1,55 para R$ 1,86. Os moinhos cearenses já estão comprando a saca de farinha de 50 quilos por R$ 89,00″, justificou o presidente do Sindicato da Indústria do Trigo do Ceará (Sindtrigo), Luiz Eugênio Pontes.

Como boa parte do trigo utilizado nas fábricas do Ceará é importado, sobretudo dos Estados Unidos, Canadá e da Argentina e o preço do grão é negociado em dólar, na outra ponta da cadeia, os consumidores cearenses devem se preparar para pagar mais pelo pãozinho francês de cada dia. O reajuste especulado pelo Sindicato da Indústria da Panificação (Sindpan/CE) é de cerca de 6%.

“Hoje o preço do quilo está custando em média de R$ 6,50 a R$ 6,80 nas padarias. Provavelmente daqui a no máximo dez dias estaremos praticando o preço novo. Não tem como manter o valor atual, teremos que repassar”, afirmou o presidente do Sindpan, Lauro Martins, que esteve na tarde de ontem reunido com representantes dos moinhos cearenses.

Embora os empresários locais tenham conhecimento de que o consumo per capita do pãozinho no Ceará (cerca de 20 quilos por ano por habitante ainda é aquém da média nacional (33 quilos anuais por pessoa) e de haver receio de que a demanda pelo alimento recue, o representante do Sindpan ressalta que não será possível segurar os preços atuais. O Estado possui atualmente mais de 2.200 panificadoras.

Para o titular do Sinditrigo, um “patamar justo” para a cotação do dólar seria R$ 1,70. “Teríamos equilíbrio e esse valor facilitaria as exportações e não prejudicaria muito o mercado de commodities”, destacou.

Desoneração

A Associação Brasileira da Indústria da Panificação e Confeitaria (Abip) está articulando ações para desonerar o pão. “Não é razoável que um produto básico seja taxado. A tributação do produto, aliás, é uma das razões pelas quais o consumo brasileiro de pães é tão acanhado”, diz o presidente da Abip, Alexandre Pereira. Segundo ele, se aprovada, a desoneração dos pães e a decorrente redução de preços beneficiará as camadas menos favorecidas da população, além de impulsionar a atividade econômica.

Enquete

Você sabia do impacto do dólar no pão?

“A cada dia que passa tudo fica mais caro e o salário da gente não acompanha. Daqui a pouco nem pão dará mais para comprar”

Ana Meyre Rodrigues
25 anos
Recepcionista

“O trigo fica mais caro e nós é que acabamos pagando. Como é que um pai de família poderá alimentar os filhos assim?”

José Tadeu da Silva
58 anos
Encarregado de setor

Opinião do especialista
Opções regionais à mesa

Com o atual cenário de alta do dólar, tenho feito campanha para que as pessoas consumam mais produtos que sejam a base de milho e goma. Este último inclusive é um produto nosso, tradicional da Região Nordeste. Alimentos como a tapioca e o cuscuz são mais práticos para consumir no dia a dia. Tanto têm um bom rendimento, como sai mais barato. A tapioca ainda leva a vantagem de poder ser congelada, o que gera praticidade. Os bolos, como o de banana também pode ser uma opção nesse momento. Dá para fazer um conjunto de alternativas que sejam saborosas, nutritivas e menos dispendiosas. E o consumidor ainda valoriza os produtos regionais.

 

Fonte:  Diário do Nordeste

Seca reduz previsão do trigo na Argentina

Buenos Aires – A estiagem na Argentina afeta o cultivo do trigo e provoca importante quebra da safra 2011/12. O Ministério da Agricultura argentino estimou que a produção ficará entre 11 e 13 milhões de toneladas, um volume inferior aos 14,7 milhões de toneladas da safra anterior, conforme relatório publicado ontem. As projeções iniciais do governo apontavam para um aumento da produção acima de 15 milhões de toneladas em uma área cultivada de 4,7 milhões de hectares. O ministério também reviu a área cultivada com o cereal para 4,5 milhões de hectares.

O governo argumentou que a quebra da safra é consequência da seca do último mês, que afetou os rendimentos da lavoura em importantes regiões produtoras. A atualização das estimativas oficiais está em sintonia com os relatórios da bolsa de cereais de Rosario, que projetavam superfície de 4,5 milhões de hectares, e colheita em torno de 12,5 milhões de toneladas. Para o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o país produzirá 13,5 milhões de toneladas de trigo.

Nesta semana, os produtores de trigo argentinos rejeitaram uma proposta da Agricultores Federados Argentinos (AFA) que, supostamente, pretende acabar com as distorções na comercialização dos cereais. A AFA, cooperativa apoiada pelo governo, sugere que, uma vez realizada a projeção da produção anual pelo Ministério de Agricultura, os produtores recebam dois certificados emitidos pela Administração Federal de Renda Pública (Afip). Um deles compromete o produtor a vender 40% de sua safra ao mercado doméstico. O outro garante a exportação do trigo disponível.

 

Fonte:  DCI