Argentina retoma liderança no fornecimento de trigo ao Brasil

Depois de perder em 2013 o posto de maior fornecedor de trigo ao Brasil para os Estados Unidos, a Argentina deverá voltar ao topo da lista em fevereiro. Em meados de janeiro, o país vizinho começou a liberar embarques do cereal e tende a encerrar o mês, hoje, com uma participação superior a 60% no volume importado pelo Brasil.

 

O cereal americano, contudo, não deverá sair de cena, mesmo com o ônus de 10% da Tarifa Externa Comum (TEC) cobrada para a importação feita de fora do Mercosul. Devido a mais um ano de safra magra na Argentina, a tendência é que o trigo dos EUA mantenha forte presença no mercado brasileiro.

 

Segundo dados da agência marítima Williams, do total de 367 mil toneladas de trigo programadas para entrar no país entre os dias 1º e 28 deste mês, pelo menos 235 mil toneladas, ou 64%, devem vir da Argentina. Outras 108,6 mil toneladas ainda serão do cereal americano – contratado antes de a Argentina anunciar a autorização para embarques, em meados de janeiro – e 64 mil toneladas de trigo do Uruguai. No mês de janeiro, 55% do trigo importado pelo Brasil ainda foi americano – ou 316,5 mil toneladas de um volume total de 576 mil toneladas, segundo dados da Secex. Da Argentina, entraram só 26,2 mil toneladas no primeiro mês de 2014.

 

O país vizinho, tradicional fornecedor de trigo ao Brasil, só autorizou o embarque da sua nova safra em meados de janeiro deste ano, com quase um mês de atraso em relação à expectativa inicial do mercado. Diante da insegurança estabelecida por esse atraso, os moinhos no Brasil continuaram fechando contratos de compra de trigo americano, mesmo com a volta da cobrança da TEC, explica Lawrence Pih, presidente do brasileiro Moinho Pacífico, um dos maiores da América Latina.

 

Ainda assim, o volume liberado para exportação pela Argentina este ano foi, até agora, de apenas 1,5 milhão de toneladas, sendo 1 milhão para embarque imediato – 500 mil toneladas foram liberadas em meados de janeiro, e ontem o país autorizou o embarque de mais 500 mil. No ciclo passado, a Argentina liberou exportações de 5 milhões de toneladas do cereal – volume considerado excessivo pelo governo, pois meses depois faltou trigo no país.

 

O setor moageiro no Brasil acredita que outras 1 milhão de toneladas ainda serão autorizadas para embarque ao longo de 2014 pela Argentina. Ainda que isso aconteça, é evidente que a oferta no país vizinho não será suficiente para atender à demanda do Brasil, o que abrirá um grande espaço ao trigo americano.

 

O presidente do Moinho Pacífico estima que, do total de 7 milhões de toneladas que o Brasil deverá importar da commodity em 2014, pelo menos 3 milhões de toneladas ainda serão dos Estados Unidos, mesmo com o pagamento da TEC, que torna o trigo americano mais caro.

 

Neste momento, segundo Pih, a tonelada do cereal dos Estados Unidos vale US$ 310 e chega ao porto de Santos (SP) a US$ 395, após custos com frete, TEC e taxa de para renovação da marinha mercante (40% sobre o valor do frete). O cereal argentino, que custa US$ 340 e sobre o qual não incidem esses encargos, chega ao porto paulista a US$ 365 por tonelada.

Em 2013, o Brasil, que é um dos maiores importadores de trigo do mundo, trouxe dos Estados Unidos 47% (ou 3,4 milhões de toneladas) do total de 7,2 milhões de toneladas que importou do cereal. Para não pressionar a inflação, o governo isentou de TEC a importação de fora do Mercosul até novembro de 2013.

 

Fonte: Valor Econômico

Aumento de 700% faz pão se tornar artigo de luxo na Argentina

Na mesa dos argentinos nunca faltou carne nem pão, duas das grandes paixões do país. Mas a ida às padarias é cada vez menos frequente e o produto está se tornando artigo de luxo, com o aumento de mais de 700% no preço do pão nos últimos sete anos, segundo o Instituto Nacional de Estatísticas e Censo (Indec).

O aumento mais brusco se deu em 2013, com a escassez de trigo. Em apenas seis meses, o preço da farinha triplicou, fazendo o preço do pão subir 50% nas padarias.

Para fazer frente à disparada de preços, o governo Cristina Kirchner suspendeu a exportação de farinha argentina. A venda de trigo ao exterior já havia sido limitada a partir de 2006.

O governo também decidiu aplicar a Lei de Abastecimento, usando o trigo dos estoques do país. A medida fez aumentar a oferta de grãos, mas não o suficiente para suprir a demanda das padarias argentinas.

A Casa Rosada então acusou os produtores de estarem estocando cerca de dois milhões de toneladas de trigo da ultima colheita, em mais um episódio do embate entre governo e o setor agrícola.

Em entrevista à BBC, representantes do setor disseram que a escassez é fruto das políticas de intervenção do próprio governo. Segundo os produtores, isso foi responsável pela minguada colheita do ano passado, a menor desde 1899.

Em queda

Entre 1996 e 2005, a média de produção de trigo na Argentina era de 15 milhões de toneladas por ano. O montante passou a cair em 2006, após a imposição de limites à exportação de trigo.

Sem acesso pleno ao mercado externo, que historicamente aborvia cerca de dois terços da produção de trigo do país, o preço do grão caiu no mercado interno – que demanda de cinco a seis milhoes de toneladas por ano.

Segundo o economista Jorge Elustondo, da Universidade de Buenos Aires (UBA), com a política do governo os produtores tiverem de vender sua colheita aos moinhos locais a um preço 40% menor se comparado ao mercado internacional.

Com menos lucros, muitos trocaram os campos de trigo por outros cereais como a cevada, sem restrições de exportação. A produção anual caiu então de 15 milhões para nove milhões de toneladas no ano passado.

“O mesmo ocorreu com a carne. Na última década, foram perdidas dez milhões de cabeças de gado. E a indústria de laticínios também está em crise”, diz Elustondo.

O controle criou uma situação insólita no país, deixando o trigo mais caro do que a soja. Cada tonelada do grão custa US$ 520 por tonelada, o dobro do preço no mercado internacional.
Inflação

Mas a queda na produção por si só não explica inteiramente a disparada nos preços. Em 2006, o quilo do pão custava 2,5 pesos (US$ 0,80 no câmbio da época). Hoje custa 18 pesos (US$ 3,4 ou R$ 7,55).

Segundo Néstor Calvo, editor da revista Conciencia Rural, o trigo representa menos de 10% do custo total da produção do pão. Aluguel, impostos, eletricidade, transporte e outros insumos seriam responsáveis pelos 90% restantes.

“O aumento se dá na cadeia de distribuição como consequência da inflação”, disse.

Apesar das estatísticas oficiais falarem em inflação de 10% ao ano, a maioria das consultorias privadas e os governos regionais calculam a inflação real em 24%.

O preço mais salgado do pão também se explica pelo fim em 2012 dos subsídios aos moinhos do país, que acabaram repassando o custo à cadeia de produção.

Saída

Guillermo Irastorza, produtor de trigo de Tres Arroyos, na província de Buenos Aires, contou à BBC que diminuiu sua área de produção de trigo em 40% após as políticas do governo.

Irastorza, como outros produtores, defendem a importação de farinha para aumentar a concorrência no mercado interno e derrubar o preço do pão. Mas o governo se recusa a adotar a medida, que equivaleria à admissão de que sua política para o setor fracassou.

Com um consumo mensal de 400 mil toneladas de trigo por mês, alguns especialistas argentinos já acreditam que não haverá suficiente para fechar o ano.

Navarro diz ainda que a proliferação de um fungo nos campos de trigo trará mais impacto aos estoques.

O governo, por sua vez, afirma que contornará a situação com o uso de estoques nacional.

O grande teste se dará em novembro, quando começa a nova safra. Embora a superfície plantada seja igual a do ano passado, há quem acredite que o ciclo de escassez chegou para ficar.

FONTE: Diário de Pernambuco

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Argentina deve plantar mais trigo apesar do governo

A produção de trigo na Argentina vai se recuperar de um ano ruim e crescerá na safra 2013/14 graças aos elevados preços do cereal e à expectativa de clima favorável, mesmo com os produtores ainda desconfiados com o novo sistema oficial de aprovação de exportações que busca incentivar o cultivo.

A área destinada ao trigo em 2012/13 no país, um dos maiores exportadores do cereal, foi de apenas 3,28 milhões de hectares, número mais baixo desde que a Argentina começou a realizar estimativas em 1969/70.

Os agricultores dizem que a situação ruim que enfrentam é decorrência das restrições que o governo impõe às exportações para garantir os abastecimento doméstico.
Em resposta aos pedidos de mais previsibilidade para os negócios, as autoridades anunciaram no início de março que na safra 2013/14 permitirão exportações de 5 milhões de toneladas do cereal, cujo plantio começa em maio.
“Tudo isso me faz pensar que hoje, assim como estão as coisas, que vai haver uma recomposição de área (em 2013/14). Que o valor aproximado pode ser de 4,5 milhões de hectares”, disse o analista Gustavo López, diretor da consultoria Agritrend.
Outros especialistas disseram que ainda é cedo para fazer estimativas, já que faltam dois meses para o começo do plantio, mas que os altos preços do cereal motivariam um incremento da área.
No entanto, a área plantada

ainda seria inferior à média dos últimos anos, segundo especialistas.
“No mercado a termo, janeiro de 2014 está um pouco acima de 190 dólares (por tonelada), que é mais que os 150 (dólares) do ano passado. No entanto, é um mercado que não é transparente como gostaríamos de ter”, disse o secretário da associação Aaprotrigo, Santiago Cameron.

FONTE: Abima (R7)

Mesmo com prêmio menor, leilão de trigo negocia 96% da oferta

Os leilões de Prêmio de Escoamento de Produto (PEP) e de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro) seguem concentrando a atenção do mercado de trigo, mesmo com subsídios mais baixos. Hoje foi arrematada subvenção equivalente a 364,25 mil toneladas, 96% da oferta total de 380 mil toneladas. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) reduziu o valor da subvenção em 10% no caso do trigo destinado ao Nordeste e/ou mercado externo e em até 30% para o produto comercializado dentro do País.

Ainda assim, houve disputa e os prêmios fecharam bem abaixo do preço de abertura. Foi o caso do trigo gaúcho a ser transferido para o Nordeste ou outros países, cujo PEP inicial era de R$ 152,50 a tonelada e saiu a R$ 98/t, queda de 36%. No PEP para qualquer Estado, o valor caiu de R$ 37,70/t para R$ 19/t, no caso do trigo paranaense, e de R$ 37,70/t para R$ 23,20/t, caso do trigo gaúcho.

De acordo com fontes do mercado, é possível explicar a disputa entre exportadores, e que acaba reduzindo o prêmio, mas não o interesse de moinhos nacionais em adquirir trigo no leilão aceitando prêmios mais baixos. Um importador lembra que a interrupção das operações pela Conab em dezembro atrapalhou a programação das tradings que, com a retomada dos leilões nesta segunda quinzena de janeiro, “correm” para cobrir posições vendidas.

Não é o caso da indústria moageira, diz a fonte, alegando que no mercado é possível adquirir trigo por menos que o preço mínimo (nos leilões o valor mínimo é condição para arrematar o subsídio) e “seguir na disputa mesmo com o prêmio em queda não parece lógico.” Com PEP e Pepro o governo busca reduzir o custo do frete ao comprador, ao mesmo tempo em que assegura ao vendedor um preço mínimo pelo produto.

Pelo trigo pão negociado no leilão, produtor deve receber R$ 477/t. O comprador que participou hoje do leilão recebeu R$ 19/t, o que significa que desembolsará de fato R$ 458/t. Mas no Paraná nesta semana houve oportunidades de compra, segundo um corretor, a R$ 420/t. Trigo melhorador vale um pouco mais, R$ 460/t. No primeiro leilão, realizado na semana passada, cooperativas foram os grandes negociadores. Os adquirentes de hoje só serão conhecidos nos próximos dias.

Argentina

Moinhos e tradings se movimentam no mercado interno ao mesmo tempo em que negociam trigo na Argentina. Segundo Walter Von Mü;hlen, da Serra Morena, o mercado ainda espera que um volume maior de licenças de exportação seja disponibilizado – no início de janeiro o governo argentino anunciou a liberação de um volume de 3 milhões de toneladas, mas isso ainda não aconteceu de fato. Apesar de prometer menos burocracia nas vendas externas de trigo, o governo ainda deve controlar a emissão dos documentos, liberando-os em etapas, acredita Mühlen.

A perspectiva de alta das cotações da commodity no mercado internacional está por trás dessa estratégia. Com a Rússia reduzindo o ritmo de suas exportações, o mercado deixa de ser “inundado” de trigo do Leste Europeu e os preços ficam menos pressionados. Além disso, o anúncio do Federal Reserve, de manutenção de juros baixos nos Estados Unidos até 2014, sugere aos participantes que os investidores voltarão ao mercado de commodities e os preços do produto tornarão a subir.

“Hoje temos o preço do trigo argentino equiparável ao do soft americano e a tendência é de que se aproxime mais do hard (tipo pão)”, diz o analista. Nesta sexta-feira, trigo hard americano para embarque em fevereiro está cotado a US$ 304/t FOB Golfo, contra US$ 270/t do soft. Produto da Rússia e da França têm preços equivalentes, de US$ 267/t.

Já o argentino vale US$ 255/t na região de Up River, e até US$ 265/t (alta proteína) em Bahia Blanca. “Deveremos ter um mercado firme para trigo pelo menos até conhecer a safra do Hemisfério Norte”, diz Mü;hlen. A safra americana chega ao mercado em julho.

 

Fonte:  Sonoticias

Mesmo com prêmio menor, leilão de trigo negocia 96% da oferta

Os leilões de Prêmio de Escoamento de Produto (PEP) e de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro) seguem concentrando a atenção do mercado de trigo, mesmo com subsídios mais baixos. Hoje foi arrematada subvenção equivalente a 364,25 mil toneladas, 96% da oferta total de 380 mil toneladas. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) reduziu o valor da subvenção em 10% no caso do trigo destinado ao Nordeste e/ou mercado externo e em até 30% para o produto comercializado dentro do País.

Ainda assim, houve disputa e os prêmios fecharam bem abaixo do preço de abertura. Foi o caso do trigo gaúcho a ser transferido para o Nordeste ou outros países, cujo PEP inicial era de R$ 152,50 a tonelada e saiu a R$ 98/t, queda de 36%. No PEP para qualquer Estado, o valor caiu de R$ 37,70/t para R$ 19/t, no caso do trigo paranaense, e de R$ 37,70/t para R$ 23,20/t, caso do trigo gaúcho.

De acordo com fontes do mercado, é possível explicar a disputa entre exportadores, e que acaba reduzindo o prêmio, mas não o interesse de moinhos nacionais em adquirir trigo no leilão aceitando prêmios mais baixos. Um importador lembra que a interrupção das operações pela Conab em dezembro atrapalhou a programação das tradings que, com a retomada dos leilões nesta segunda quinzena de janeiro, “correm” para cobrir posições vendidas.

Não é o caso da indústria moageira, diz a fonte, alegando que no mercado é possível adquirir trigo por menos que o preço mínimo (nos leilões o valor mínimo é condição para arrematar o subsídio) e “seguir na disputa mesmo com o prêmio em queda não parece lógico.” Com PEP e Pepro o governo busca reduzir o custo do frete ao comprador, ao mesmo tempo em que assegura ao vendedor um preço mínimo pelo produto.

Pelo trigo pão negociado no leilão, produtor deve receber R$ 477/t. O comprador que participou hoje do leilão recebeu R$ 19/t, o que significa que desembolsará de fato R$ 458/t. Mas no Paraná nesta semana houve oportunidades de compra, segundo um corretor, a R$ 420/t. Trigo melhorador vale um pouco mais, R$ 460/t. No primeiro leilão, realizado na semana passada, cooperativas foram os grandes negociadores. Os adquirentes de hoje só serão conhecidos nos próximos dias.

Argentina

Moinhos e tradings se movimentam no mercado interno ao mesmo tempo em que negociam trigo na Argentina. Segundo Walter Von Mü;hlen, da Serra Morena, o mercado ainda espera que um volume maior de licenças de exportação seja disponibilizado – no início de janeiro o governo argentino anunciou a liberação de um volume de 3 milhões de toneladas, mas isso ainda não aconteceu de fato. Apesar de prometer menos burocracia nas vendas externas de trigo, o governo ainda deve controlar a emissão dos documentos, liberando-os em etapas, acredita Mühlen.

A perspectiva de alta das cotações da commodity no mercado internacional está por trás dessa estratégia. Com a Rússia reduzindo o ritmo de suas exportações, o mercado deixa de ser “inundado” de trigo do Leste Europeu e os preços ficam menos pressionados. Além disso, o anúncio do Federal Reserve, de manutenção de juros baixos nos Estados Unidos até 2014, sugere aos participantes que os investidores voltarão ao mercado de commodities e os preços do produto tornarão a subir.

“Hoje temos o preço do trigo argentino equiparável ao do soft americano e a tendência é de que se aproxime mais do hard (tipo pão)”, diz o analista. Nesta sexta-feira, trigo hard americano para embarque em fevereiro está cotado a US$ 304/t FOB Golfo, contra US$ 270/t do soft. Produto da Rússia e da França têm preços equivalentes, de US$ 267/t.

Já o argentino vale US$ 255/t na região de UpRiver, e até US$ 265/t (alta proteína) em Bahia Blanca. “Deveremos ter um mercado firme para trigo pelo menos até conhecer a safra do Hemisfério Norte”, diz Mühlen. A safra americana chega ao mercado em julho.

 

Fonte:  Tosabendo

Trigo: preços mais baixos trazem bom volume de exportação

Fazendo uma síntese das importações de trigo no mês de novembro, temos novamente um volume expressivo, chegando a mais de 0,5 milhão de toneladas, com as compras polarizadas em trigos do MERCOSUL neste momento.

O volume comprado foi de 585,457 mil toneladas um volume bastante expressivo, mas que se justifica pelo período de colheita na Argentina e no Uruguai. Aliás com respeito às origens: temos 82% de trigo argentino, 10% uruguaio e o restante paraguaio. Há um dado curioso no Rio Grande do Sul que teria importado 3 mil toneladas do Paraguai via Santana do Livramento, que faz divisa na verdade com o Uruguai, e são aliás do Uruguai os relatos que temos de moinhos se abastecendo via rodoviária naquela região.

Sobre o trigo uruguaio temos neste momento a presença de vendas nos Estados do Pará, Ceará, Pernambuco, Sergipe, Bahia e Rio de Janeiro, tudo isso via marítima, com volumes bem menores do que as compras de trigo argentino mas já abrindo mercados interessantes a expansão de sua produção.

Trigo paraguaio apresenta boa entrada no Paraná (como sempre), Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, servindo sempre como fonte de trigo barato nestes estados, as vendas ao Rio Grande do Sul por terem esta origem em Santana do Livramento há uma dúvida, a menos que a rota fosse descer por barcaças até o Uruguai e dali ser escoado via rodoviária para Santana do Livramento, algo realizado para a soja paraguaia, só que por via marítima via Nueva Palmira.

Observando o estado do Paraná, temos uma redução de 3 vezes no volume de trigo paraguaio importado e a duplicação da importação de trigo argentino comparada ao mesmo mês do ano passado, um reflexo já da queda de qualidade do trigo paraguaio este ano.

Baixos preços internacionais do trigo impulsionam a demanda nos estados do Nordeste, com estados do sul atendendo apenas demandas específicas e abastecendo-se até certo ponto para períodos de entressafra neste mês de dezembro.

Fonte:  Sonoticias

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Brasileiros consomem menos pão que o recomendado pela OMS

SÃO PAULO – O consumo brasileiro de pães é de 30 quilos por habitante ao ano, quantia considerada baixa, se comparada ao consumo do Chile (98 kg) e da Argentina (82,5 kg).

Segundo análise feita pelo presidente da Abip (Associação Brasileira da Indústria da Panificação e Confeitaria), Alexandre Pereira, o consumo brasileiro de pão está muito abaixo do recomendado pela OMS (Organização Mundia de Saúde), de 60 quilos por habitante ao ano.

Uma das explicações de Pereira para o baixo consumo do alimento é a falta de hábito dos brasileiros em consumir produtos panificados à base de milho, mandioca e outras matérias-primas. Segundo ele, um importante fator que também ajuda a inibir o consumo é o custo médio do produto, explicado, em grande parte, pelo peso dos impostos incidentes sobre os panificados.

Desoneração
De acordo com a Associação, a desoneração dos produtos panificados seria um caminho para reduzir o preço do pãozinho e aumentar o consumo do alimento pelos brasileiros.

“O caminho mais curto e eficiente para promover o desejado aumento do consumo do pão é a sua desoneração, matéria que a Abip tem trabalhado com ênfase junto a autoridades, técnicos do governo e parlamentares”, explica o presidente da Abip, Alexandre Pereira.

Fonte:  Infomoney

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Argentina volta a aumentar exportação de trigo ao Brasil

Após incertezas nas exportações de trigo ao Brasil nos últimos anos, a Argentina fechará 2011 com um aumento nas vendas externas do cereal para o seu principal comprador, apontam dados do Ministério da Agricultura brasileiro.

Na última safra (2010/11), os argentinos tiveram uma de suas maiores colheitas da história, permitindo que o governo do país liberasse volumes adicionais para a exportação nesta terça-feira.

A Argentina autorizou licenças para vendas externas de mais 2,7 milhões de t, confirmando que o país conta com um excedente exportável expressivo, disseram fontes do mercado no Brasil.

“Eles (argentinos) têm atendido melhor, apesar de continuarem cobrando (do produtor) uma taxa de 23 por cento sobre o valor do trigo que é exportado”, disse o presidente do Conselho Deliberativo da Abitrigo (Associação Brasileira da Indústria do Trigo), Luiz Martins.

Além de cobrar taxas na exportação de matérias-primas como trigo, a Argentina controla os embarques para o exterior, com o argumento de manter o mercado interno abastecido e a inflação controlada.

Essa política restritiva levou nos últimos anos o Brasil a recorrer com mais frequência a outros países, como Uruguai, Paraguai e até Estados Unidos e Canadá, o que explica em parte uma queda no volume importado da Argentina.

Mas a situação recente confirma o início de um retorno à normalidade histórica, após o governo argentino ter demonstrado mais compromissos com o seu principal comprador.

De janeiro a outubro, o Brasil já importou 3,7 milhões de t de trigo da Argentina, volume que supera o total importado em todo o ano passado (3,6 milhões) e também as importações feitas em 2009 (3,2 milhões de t), segundo informação do Ministério da Agricultura do Brasil.

Com a recente liberação de mais trigo da safra passada da Argentina para a exportação, a importação do cereal pelo Brasil poderá voltar em 2011 aos patamares registrados em 2008 (4,2 milhões de t), ainda que seja improvável que cheguem ainda este ano aos mais de 5 milhões de toneladas de 2007 e 2008.

Segundo Martins, a liberação de mais trigo para exportação – é provável que o Brasil tome a maior parte dos 2,7 milhões de t autorizados – favorece a indústria brasileira, que têm laços comerciais históricos com os fornecedores argentinos.

“A gente sempre está procurando fazer qualidade, em termos de farinha, vamos buscar onde encontramos preço e qualidade”, disso Martins, também presidente do sindicato da indústria de São Paulo, argumentando que a safra do Paraná não tem vindo com qualidade adequada para farinha para panificação.

O volume importado da Argentina cresceu apesar de o país ter reduzido as suas importações totais entre janeiro a outubro para 4,65 milhões de t, ante 5,3 milhões de t nos dez primeiros meses de 2010, segundo o ministério – na temporada passada o Brasil colheu uma de suas maiores safras da história, o que reduziu a necessidade de importação como um todo.

Garantia de oferta
A liberação de mais trigo argentino para exportação ocorre em meio à expectativa de queda nas safras da Argentina e do Brasil em 2011/12, o que garante um volume extra para o abastecimento para os moinhos brasileiros.

“Os 2,7 que vão liberar é mais oferta que vai aparecer no mercado”, disse um diretor de um importante o moinho brasileiro que prefere ficar no anonimato, lembrando que os argentinos já prometeram a autorização para três milhões de t de trigo da safra nova.

“Está relativamente tranquilo negociar, o que não falta é trigo na América do Sul, aliás não falta trigo no mundo”, disse.

Segundo a fonte, o próprio governo da Argentina havia informado anteriormente que teria estoque inicial de 3,6 milhões de t na safra 11/12, o que explica a liberação das exportações adicionais.

Fonte:  Terra

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Novo sistema de classificação do trigo trará vantagens ao país, diz associação

Rio de Janeiro – A mudança no sistema de classificação do trigo para efeito de remuneração do produtor, prevista para ser implantada  pelo governo federal em 2012, vai trazer vantagens ao país, ao produtor, ao moinho  e ao consumidor brasileiro, disse o presidente da Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo), embaixador Sergio Amaral.

“É uma mudança em que todos ganham”, destacou Amaral. “Nós estamos vivendo um momento em que o consumidor brasileiro tem maior poder aquisitivo e está buscando alimentos mais saudáveis e diversificados. E tem recursos para pagar por isso”.

O assunto será abordado no 18º Congresso Internacional do Trigo, que a Abitrigo realiza a partir de hoje (17) no Rio, com o tema Saudabilidade. Segundo o embaixador, todos vão ganhar com a mudança no sistema de classificação do trigo, “se a cadeia produtiva caminhar na direção de maior integração, maior qualidade e diversificação, no caminho de agregação de valor”.

Por isso, ele destacou a importância de que esse processo seja iniciado pelo produtor. Parte da safra de trigo nacional não encontra escoamento no mercado interno. “É quase 1 milhão de toneladas. Então,  é importante que haja um esforço comum de atender à demanda do mercado brasileiro por maior qualidade e diversidade”. Amaral acredita que essa evolução dará ao produtor melhor remuneração.

Ele defendeu que as classificações sejam “um pouco mais exigentes”, buscando melhorar a qualidade do trigo, para evitar que  o governo tenha que subsidiar o produto que não encontra mercado no país e vem sendo exportado. O presidente da Abitrigo acredita que ocorrerá uma nova etapa  na produção brasileira a partir de 2012, que não visa apenas a aumentar a quantidade, mas a melhorar a qualidade.

“E todos ganham: o produtor, que vai ter maior remuneração; o moinho, que vai ter farinha de melhor qualidade; a indústria de derivados, que vai ter melhor produto; e o governo, que não vai precisar gastar o que gasta todo ano para fazer o escoamento da produção”. Em relação ao consumidor nacional, Amaral ressaltou que ele terá um produto final mais valorizado, um trigo melhor, que é destinado à panificação. “Que é o que ele quer”.

Durante o congresso, a Abitrigo firmará convênio com produtores do Uruguai, a exemplo do que foi feito com a Argentina, especificando os tipos de trigo que têm demanda no Brasil. O objetivo é criar uma harmonização entre a oferta e a demanda, disse o presidente da instituição.

O consultor institucional da Abitrigo, Reino Pécala Rae, lembrou que a meta é ter no país classes de trigo adequadas  à demanda interna. A maior delas é por pão francês. A produção nacional de trigo para panificação, no entanto, é restrita ao norte e oeste do Paraná, a parte de São Paulo e à região do Cerrado, e não atende à demanda. Já o Rio Grande do Sul é capaz de suprir todo o mercado de trigo para a fabricação de biscoito, “e ainda sobra”.

O Brasil é um dos maiores importadores de trigo do mundo. O país importa metade da demanda, que alcança cerca de 10 milhões de toneladas por ano. “A gente batalha pela melhoria da qualidade, no sentido de que os trigos produzidos atendam às necessidades do consumidor final”, disse Rae.

Segundo o consultor da Abitrigo, o Brasil é o único país cujo governo continua pagando o trigo pela quantidade produzida e não pela qualidade. Paralelamente ao 18º Congresso Internacional do Trigo, será realizada a Feira de Negócios, com apresentação e oferta de novos produtos, equipamentos e tecnologias avançadas.

 

 

Fonte:  Jornal do Brasil

Bolsa prevê queda na safra de trigo da Argentina

A safra de trigo 2011/12 da Argentina deverá atingir ao menos 12,6 milhões de t, contra 15,8 milhões de t na temporada anterior, informou nesta quinta-feira a Bolsa de Cereales de Buenos Aires. A instituição realizou a sua primeira estimativa de produção para 2011/12, após fortes chuvas terem aliviado os temores relacionados a uma seca que atingiu os cultivos em setembro.

“Chuvas abundantes ajudaram a frear a queda no potencial de rendimento do trigo. Deste modo, foi freado o estresse hídrico pelo qual passavam os cultivos em estágios avançados de alongamento e espigamento”, afirmou a bolsa.

As precipitações ocorridas foram consideradas importantes para o trigo, cuja colheita de uma área total de 4,6 milhões de hectares já começou nas províncias do norte. O Ministério de Agricultura estima a safra de trigo 2011/12 entre 11 milhões de t e 13 milhões de t.

A Argentina é o principal fornecedor de trigo para o Brasil, que compra no exterior pouco mais de metade de suas necessidades.

 

 

Fonte:  Terra