Embarque do café cresce 26,6%

As exportações totais brasileiras de café no ano passado atingiram 31,224 milhões de sacas de 60 quilos, tomando por base o volume de café verde (robusta e arábica) e industrializado (torrado e moído e solúvel) embarcado.

De acordo com relatório divulgado por Safras & Mercado na sexta-feira, os embarques ficaram 10,2% acima de 2012, quando 28,332 milhões de sacas foram exportadas, conforme levantamento mensal do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), divulgados na semana.

A receita com as exportações de café do ano passado somaram US$ 5,15 bilhões, com declínio de 19,1% no comparativo com 2012 (US$ 6,36 milhões). O preço médio obtido com as vendas em 2013 foi de US$ 164,95 a saca, 26,6% a menos que em 2013 (US$ 224,64 a saca).

O volume total de café exportado em dezembro foi de 2,804 milhões de sacas, com queda de 4,5% em relação as 2,934 milhões de sacas embarcadas no mesmo mês de 2012. A receita diminuiu 33,8%, caindo de US$ 598 milhões para US$ 396 milhões.

De acordo com o diretor-geral do Cecafé, Guilherme Braga “os dados indicam que a exportação brasileira de café em 2013 se recuperou em termos de volume, se comparada ao ano anterior, período prejudicado com o excesso de chuvas. Esse resultado positivo fez o país voltar aos patamares de exportação acima dos 30 milhões de sacas por ano. Outro ponto a ser destacado é o crescente volume de cafés diferenciados exportados pelo Brasil se comparado a 2012, em função do aumento na demanda por cafés de qualidade e sustentáveis”.

Conforme o relatório divulgado por Safras & Mercado, os Estados Unidos foi o principal mercado para o café do Brasil em 2013, seguidos pela Alemanha, Japão e Itália. No ano passado, os norte-americanos importaram 6.140.521 sacas de 60 quilos de café verde do Brasil, 15% a mais na comparação com as 5.341.604 sacas importadas em 2012.

Fonte: Diário do Comércio – MG

Preços do café ainda continuam em queda

O fundo do poço ficou ainda mais baixo no mercado internacional do café na semana passada. O efeito das medidas do governo brasileiro para apoiar a comercialização e sustentar os preços e o medo das geadas passou e as cotações caíram diante de uma farta colheita no Brasil e da subida da moeda americana em relação ao real.

Apesar do “pacote” da presidente Dilma, os leilões de opções ainda não começaram e os recursos estão recém-chegando aos bancos, com o sentimento no mercado de café de que não há problemas de oferta. Além disso, o dólar vem subindo incansavelmente no Brasil, o que estimula um bom andamento das vendas externas, na medida em que, mesmo com a queda nas cotações nas bolsas, em reais os preços do café se sustentam devido ao câmbio.

No paradoxo, o dólar sobe contra o real e isso derruba os preços do arábica em Nova York e do robusta em Londres. Por outro lado, essa queda nas bolsas é amainada no mercado interno brasileiro justamente pela valorização da moeda americana, já que cada dólar acaba valendo mais reais no que é pago ao produtor.

O risco de geadas no Brasil inexiste e assim se perde mais um fator de sustentação aos preços. Vietnã e Indonésia aparecerão também firmes na ponta vendedora, pressionando o robusta em Londres e também o arábica em Nova York.

No balanço semanal, o arábica na bolsa de Nova York até quinta-feira passada caiu 5,3% no contrato dezembro, passando de 123,65 centavos de dólar por libra-peso (fechamento de 16/08) para 117,05 cents. Em Londres, o robusta para novembro recuou 5,7% no mesmo período, passando de US$ 1.901 para US$ 1.793 a tonelada.

O dólar comercial no Brasil seguiu a trajetória altista e avançou 3,1% na semana, subindo de R$ 2,372 para R$ 2,445. Isso contribuiu para o suporte aos preços dos grãos no país. Além disso, o produtor retém a oferta, esperando os efeitos e as medidas propriamente do governo serem postas em prática. No Sul de Minas, o arábica bebida boa caiu na semana apenas R$ 1,00 a saca, de R$ 293,00 para R$ 292,00 a saca. Já o conillon tipo 7 em Vitória (ES) permaneceu estável no comparativo em R$ 255,00 a saca.

FONTE: Diário do Comércio – MG

Preço do café arábica deve cair mais até fim do ano, diz banco

Preços serão pressionados pela expectativa de grande safra no Brasil e pela perspectiva de redução do consumo nos emergentes

Os futuros de café arábica devem se desvalorizar ao longo de 2012, pressionados pela expectativa de uma grande safra no Brasil, maior produtor mundial, e pela perspectiva de redução do consumo nas economias emergentes, avaliou o Barclays Capital.

“Embora os preços do arábica tenham subido recentemente, vemos as cotações do café com tendência de baixa neste ano, principalmente por causa da safra do Brasil”, afirmou o analista de commodities agrícolas do BarCap Sudakshina Unnikrishnan para a agência Dow Jones. Na safra 2012/13, que começa a ser colhida no segundo trimestre, o Brasil deve produzir acima de 50 milhões de sacas de 60 quilos.

O Barclays Capital estima que os preços do arábica vão cair a 170 centavos de dólar por libra-peso na Bolsa de Nova York até o quarto trimestre deste ano. Neste primeiro trimestre, devem ficar, em média, em 225 centavos de dólar por libra-peso.

Quanto à demanda, Sudakshina disse que o crescimento do consumo deve desacelerar para 1,3% em 2011/12, de 2,8% em 2010/11. “O recuo é puxado por questões macroeconômicas e liderado pelos emergentes”, disse. Essas economias, argumentou, são particularmente sensíveis ao aumento de preços.

 

 

Fonte:  Tosabendo

Café cai no Brasil com venda de produtores, dizem corretoras

Londres – Os preços do café no Brasil, maior produtor mundial do grão, caíram esta semana com os produtores vendendo a commodity após segurarem os estoques numa tentativa de impulsionar os preços, segundo as corretoras Flavour Coffee e Cazarini Trading Co.

O café fino tipo arábica foi negociado abaixo de R$ 500 a saca pela primeira vez desde agosto do ano passado, de acordo com dados da Flavour Coffee, do Rio de Janeiro. O preço do café conilon, como é chamado o robusta no Brasil, “desabou” de R$ 300 a saca para cerca de R$ 250 por saca nas últimas duas semanas, disse a Flavour.

Produtores e cooperativas seguraram as vendas à espera de preços melhores, de acordo com a Flavour. Os fazendeiros “não conseguiram manter a mesma atitude”, disse ontem a corretora em relatório por e-mail. “Os preços chegaram rapidamente a R$ 480.”

Os preços locais acompanharam a queda internacional. O arábica negociado na ICE Futures U.S. em Nova York chegou ontem US$ 2,1095, nível mais baixo em 13 meses, com especulação de aumento da oferta global com safras maiores no Brasil e no Vietnã.

“Uma semana dramática e nervosa”, escreveu Thiago Cazarini, corretor da Cazarini Trading Co., em relatório distribuído ontem por e-mail. “Os preços caíram no mercado interno, com os futuros ainda mais baixos.”

O arábica com entrega para março subiu 0,7 por cento, para US$ 2,1705 por libra peso às 8:50 na ICE Futures U.S. em Nova York. O robusta para março ganhava 1,8 por cento, para US$ 1,833 por tonelada na NYSE Liffe em Londres.

O café arábica é cultivado principalmente na América Latina e utilizado em bebidas especiais como as oferecidas pela rede Starbucks Corp. O grão robusta é colhido principalmente na Ásia e em partes da África e usado para café instantâneo e expresso. Uma saca de café tem 60 quilos.

 

Fonte:  Exame

Produção paulista de café deve crescer 47,9%

Segundo estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), São Paulo deverá colher cerca de 4,60 milhões de sacas de café arábica na safra 2012/2013, volume 47,9% superior ao da safra passada.

O Estado, que produz apenas a variedade arábica, conservará a mesma área, de 169,5 mil hectares, com produtividade média de 27,15 sacas por hectare. A produtividade média nacional é de 24,4 sacas por hectare.

Está previsto aumento de produção para todos os cinturões cafeeiros do Estado. A região de Alta Mogiana deverá dobrar a sua produção e retomar a liderança na oferta de café paulista.

O valor médio da saca de café arábica em janeiro está em R$ 488,41, valor 13,8% superior ao praticado no mesmo período do ano passado.

 

Fonte:  Globo Rural

Café pode ter produção recorde em 2012

Segundo levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção brasileira de café da safra deste ano está estimada entre 48,97 e 52,27 milhões de sacas. Dessa forma, o crescimento fica entre os 12,6% e 20,2%, comparado com a safra de 2011, que foi de 43,8 milhões de sacas de 60 kg.

Um dos motivos deste aumento são os investimentos na lavoura feitos pelo produtor. Caso se confirme as expectativas, esta será a maior safra produzida no país, superando o recorde d 48,48 milhões de saca, no período de 2002-2003.

A espécie mais comercializada é a arábica, com 74,5% da produção nacional. Minas Gerais é o maior produtor. Já a espécie conilon representa 25,5% da produção cafeeira do País, e tem o Espírito Santo como maior produtor.

 

Fonte:  CapitalNews

 

Ciclo é de preço alto no café, principalmente para grão fino

A cafeicultura deve continuar vivendo um ciclo de preços altos, mesmo que pontuado por flutuações negativas, que serão menos sentidas pelos produtores de grãos finos. A avaliação é do pesquisador do Instituto de Economia Agrícola (IEA), de São Paulo, Celso Luis Vegro, especialista no mercado de café. Nessa previsão ele leva em conta que o café alterna ciclos de alta e baixa, normalmente de 5 a 7 anos cada.

O mais recente foi de baixos preços, cuja duração superou a expectativa, persistindo por cerca de 10 anos, até 2010. Agora, o novo ciclo “aponta para cima”. “Existe no fluxo de suprimento de café, especialmente do arábica, um contexto de acentuada escassez conjuntural”, justifica. Em sua análise, o pesquisador estima que as cotações do café devem continuar firmes, entre R$ 450/R$ 550 a saca de 60 kg, o que garante uma boa lucratividade para o cafeicultor eficiente.

Leia maisConsumo de café em 2011 não cairá abaixo do nível de 2010, diz OIC

A perspectiva de bom desempenho econômico, no entanto, não será suficiente para atrair novos produtores. “A terra está relativamente cara”, pondera. Além disso, “outras culturas também se mostram bastante atrativas financeiramente, como cana-de-açúcar e eucalipto”, acrescenta. Mesmo assim, o pesquisador observa que há uma “atratividade especulativa pelo café”.

“O café é um produto de elevada inelasticidade, que manteve suas cotações mesmo sob o impacto da primeira onda da ruptura financeira em 2008″, comenta. “O produto tem chances de se manter como boa reserva de valor quando não se encontra melhores alternativas”, acrescenta. Outro fator de natureza estrutural que adiciona mais interesse ao café é a concentração entre produtores, tornando tenso o fluxo comercial.

“O importador não tem para onde correr, somente encontra café no Brasil ou no Vietnã, Indonésia e com muita, mas muita sorte, na Colômbia”. O pesquisador ressalta que o setor poderia aproveitar esse período de bonança para desenvolver políticas anticíclicas. “Mecanismos como contratos de opção e a criação de um verdadeiro seguro para a atividade são algumas sugestões”, diz.

Vegro reforça, ainda, a necessidade de se estimular a agregação de valor ao café, na forma de produto de mais qualidade e também industrialização. Ele ressalta que o produto estará menos sujeito às oscilações de preço quanto melhor for a qualidade. “O café de qualidade ficará ‘blindado’ contra flutuações negativas, que vão ocorrer”, prevê.

De acordo com ele, o mercado de café em dose veio para ficar. “Esse segmento tem crescimento de dois dígitos”, comenta, acrescentando que o café vendido como commodity não avança no mesmo ritmo. “As indústrias embarcaram nesse tendência (mercado por dose), mudando o ciclo econômico do café”, garante.

 

Fonte:  Economia Ig

 

Café: clima pode impedir recorde da safra 12/13

O desenvolvimento da temporada 2012/13 de café é considerado bom nas principais regiões produtoras do Brasil. No entanto, as expectativas iniciais de agentes consultados pelo Cepea, de que a próxima safra pudesse ser recorde, podem não se confirmar devido à estiagem que afetou importantes regiões até início de outubro. Além disso, geadas atingiram alguns cafezais entre junho e julho. Outro fator que pode limitar a produção é o volume de chuvas abaixo da normal climatológica de algumas regiões cafeeiras em novembro.

Boas chuvas no último bimestre do ano são importantes tanto para o estágio em que se encontram os grãos neste período – chumbinho – quanto para a fase seguinte – granação –, que normalmente ocorre de janeiro a março. Com relação ao mercado de arábica, a liquidez interna continua lenta. Na quarta-feira, 21, o Indicador CEPEA/ESALQ tipo 6 bebida dura para melhor, posto na capital paulista, fechou a R$ 486,71/saca, elevação de 0,6% em relação à quarta passada, 14.

Fonte:  Sonoticias

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Café conilon começa a semana em alta, no Espírito Santo

A cotação dos café no Espírito Santo, nesta segunda-feira (19), fechou em alta para os dois tipos de conilon produzidos em solos capixabas. O conilon 7 e 8 foram cotados a R$ 283 e R$ 290, respectivamente. As informações são do Centro de Comércio do Café de Vitória (CCCV).

O balanço é feito em comparação aos valores estabelecidos nesta sexta-feira (16). O arábica tipo 6 foi o único a fechar em queda, a R$ 417 a saca, enquanto o tipo 8 foi cotado em alta de R$ 2, a R$ 292. O arábica 7 permanece a R$ 330 pelo quarto dia consecutivo.

 

Fonte:  G1

 

Produção de café da Colômbia cai 14% em novembro

A produção de café da Colômbia caiu 14% em novembro na comparação com o mesmo mês do ano passado, totalizando 845 mil sacas de 60 quilos, de acordo com a Federação Nacional de Produtores de Café da Colômbia (Fedecafé). As exportações recuaram 1,8% no mês, para 770 mil sacas, ante 784 mil sacas no mesmo mês de 2010.

Nos 12 meses encerrados em novembro, a produção foi 4% menor do que no mesmo período do ano passado, totalizando 8,2 milhões de sacas. Os dados da Fedecafé incluem café verde, solúvel, torrado e outros tipos.

A produção da Colômbia na temporada 2011/2012, que começou em 1º de outubro, deve somar 8,5 milhões de sacas de 60 quilos, a mesma da temporada 2010/2011, segundo a Fedecafé. Chuvas pesadas afetaram as colheitas da Colômbia, segundo maior produtor mundial de arábica, depois do Brasil

Fonte:  MidiaNews

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