Consumo de café no Brasil avança e chega a 19,72 milhões de sacas em 2011

No período compreendido entre Novembro/2010 a Outubro/2011, a entidade registrou o consumo de 19,72 milhões de sacas, o que representou um acréscimo de 3,11% em relação ao período anterior (Novembro/2009 a Outubro/2010), que havia sido de 19,13 milhões de sacas. Foram industrializadas 590 mil sacas a mais neste período de 12 meses.

De acordo com o Américo Sato, presidente da ABIC, as empresas associadas que participam deste levantamento, informando os volumes produzidos mensalmente, mostraram uma evolução mais significativa do que o restante do mercado: de 6,32% em relação a 2010.

 

“Este resultado, que mostra que as empresas associadas da ABIC cresceram mais do que o valor total do mercado, indica que elas estão oferecendo produtos mais diferenciados, de melhor qualidade, e muitas trazem os símbolos de certificação ABIC, como o Selo de Pureza ou o Selo de Qualidade PQC – Programa de Qualidade do Café, o que parece atrair mais os consumidores, fazendo com que o seu desempenho seja melhor”.

Já as empresas não-associadas à ABIC, segundo Marcio Reis Maia, diretor da área de Pesquisas e Informações, tiveram pior desempenho. “As estimativas colhidas no mercado mostram que essas empresas, que não possuem as certificações da ABIC, não cresceram seus volumes, ao contrário, diminuíram em cerca de 0,5% no total, o que levamos em consideração neste estudo sobre o consumo interno”.

Mais café, novos preparos

“Os brasileiros estão consumindo mais xícaras de café por dia e diversificando as formas da bebida durante o dia, adicionando ao café filtrado consumido nos lares, também os cafés expressos, cappuccinos e outras combinações com leite”, diz Américo Sato.

 

É o que mostra o levantamento da ABIC: o consumo per capita foi de 6,10 kg de café em grão cru ou 4,88 kg de café torrado, quase 82 litros para cada brasileiro por ano, registrando uma evolução de 1,45% em relação ao período anterior.

Esse consumo de 4,88 kg/ano também supera o recorde de 1965, que foi de 4,72 kg/hab./ano, tornando-se o maior já registrado no Brasil. Continua sendo igualmente maior que o consumo da Itália, da França e dos Estados Unidos. Os campeões, entretanto, ainda são os países nórdicos – Finlândia, Noruega e Dinamarca – com um volume próximo dos 13 kg por habitante/ano.

Em 2011, pesquisa do IBGE (POF), também indicou que o café é o alimento mais consumido diariamente por 78% da população acima de 10 anos, com o consumo per capita igual ao apurado pela ABIC, e maior na região Nordeste, seguido do Sudeste (255 ml/dia ou 93 litros/habitante/ano).

Concorrência

O crescimento de 3,11%, apesar de positivo, foi menor do que o esperado pela ABIC em suas previsões iniciais, que era a taxa média em torno de 4% a 5% ao ano. “As razões desta redução devem ser mais pesquisadas, mas podem estar relacionadas com o crescimento do consumo de produtos concorrentes no café da manha no lar”, avalia Márcio Reis Maia.

 

Enquanto a penetração do café no consumo doméstico permaneceu elevada (95%), mas estável, os outros produtos ou categorias novas cresceram acima de 20%, como foi o caso do suco pronto (24%) e as bebidas à base de soja (29%), segundo pesquisas complementares da Kantar Worldpanel.

Com isso, os consumidores diminuíram seus gastos de 87%, em 2005, para 80%, em 2010, na compra dos produtos básicos do café da manha (pão, margarina, biscoito, café com leite), enquanto nas novas categorias (suco pronto, bebida soja, cereal matinal) esses gastos cresceram de 13% para 20% no mesmo período (fonte: Kantar Worldpanel).

 

“Essas categorias de maior valor agregado desafiam a indústria de café para a inovação e para a retomada de índices de crescimento maiores, o que pode ocorrer com a oferta de cafés de melhor qualidade, diferenciados e certificados”, afirma Américo Sato.

Pesquisas complementares, por sua vez, mostraram aumento do consumo de café extra-forte: de 15% em 2007, para 19,6% em 2010. “Nesse tipo de café o rendimento é maior, isto é, usa-se menos pó para preparar o café filtrado. Isto pode também ser uma das razoes para o crescimento menor em volume de café em 2011”, pondera Márcio Reis Maia.

“A melhora da qualidade é o motor do consumo”, frisa Sato, lembrando que essa é a bandeira da ABIC desde 1989, quando a entidade lançou o Programa do Selo de Pureza anunciando que pretendia reverter a queda no consumo de café que havia à época, por meio da oferta de melhor qualidade ao consumidor.

 

“O Selo de Pureza foi o primeiro programa setorial de certificação de qualidade em alimentos no Brasil. Atualmente ele certifica 1.082 marcas de café e já realizou mais de 52.000 análises laboratoriais nesses 22 anos de existência e desde seu lançamento o consumo vem crescendo”.

 

Em 2004, a ABIC criou o PQC – Programa de Qualidade do Café, que hoje é o maior e mais abrangente sistema de qualidade e certificação para café torrado e moído, em todo o mundo. O PQC certifica e monitora 434 marcas de café, sendo que 100 são de cafés Gourmet, de alta qualidade.

Meta 2012

Para 2012, a ABIC projeta um crescimento de 3,5% em volume, o que elevaria o consumo para 20,41 milhões de sacas. “A perda de produção de cafés arábicas em países importantes como Colômbia e Guatemala, com redução de estoques mundiais e no Brasil, junto com consumo mundial crescente, irá pressionar os preços da matéria-prima, especialmente no primeiro trimestre do ano”, diz Américo Sato.

 

Em 2011, os preços do café nas prateleiras de supermercados de São Paulo, iniciaram Janeiro com o valor médio de R$ 11,12/kg e encerraram Dezembro com R$ 13,26/kg, numa evolução de 19,2%, depois de ficarem estáveis por quatro anos.

 

Neste mesmo período, o café em grão cru subiu mais de 70%, nos tipos mais usuais para a indústria. Para Sato, “o café, entretanto, continua sendo um produto muito acessível aos consumidores, mesmo nas categorias de mais qualidade e maior valor agregado, como os cafés Superiores e Gourmet”.

Na avaliação da ABIC, as vendas do setor em 2011 podem ter atingido R$ 7,0 bilhões e a entidade espera que cheguem a R$ 7,7 bilhões em 2012. “Este ano, vamos continuar a estimular o aumento do consumo geral e a oferta de cafés diferenciados, ampliando a adesão das empresas aos diversos programas de qualidade e certificação da entidade”.

A meta da ABIC para o consumo interno atingir 21 milhões de sacas, proposta em 2004, deverá ser atingida somente em 2013. “Com a economia brasileira sendo impulsionada em 2012 e as previsões que se fazem para o crescimento do PIB, do consumo das classes C, D e E, mais a previsão de que as classes A e B poderão crescer 50% ate 2015, é natural que o consumo do café siga crescendo”.

 

Fonte:  CenarioMT

 

Torrefação de café vence em três categorias

são sebastião da grama – A Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) anunciou para janeiro de 2012 a entrega do diploma de “Maior Nota de Qualidade Global na Categoria Tradicional”, café vendido nos supermercados, para o Café Serra da Grama, do Município de São Sebastião da Grama na divisa de São Paulo com Minas Gerais.

Desde a criação do Programa de Qualidade do Café (PQC) em 2004, a Abic homenageia empresas participantes de todo Brasil que se destacaram ao longo do ano. Para a Torrefação Serra da Grama, que está entre as cem maiores do Brasil, mas é uma empresa de porte médio, com atuação apenas no Estado de São Paulo, este prêmio reflete o respeito com o consumidor brasileiro. “Cuidar da qualidade do mais querido produto da agricultura brasileira é uma obrigação da indústria que não pode estragar a perfeição do fruto”, diz Mariângela Taramelli Francisco, sócia-gerente da marca.

Café de qualidade

A Torrefação e Moagem de Café Serra da Grama conquistou também este ano o título de empresa campeã nas categorias Ouro e Diamante no 10º Concurso Estadual de Qualidade do Café de São Paulo. Ganhou “Ouro” pela compra por saca (R$ 4.500,00) e “Diamante”, pelo maior investimento feito no concurso. Arrematou por R$ 45 mil o lote de 10 sacas do produtor José dos Santos Cecílio Filho, da Fazenda Bela Vista da Grama, do mesmo município. Prêmio que será entregue no próximo dia 14 no Palácio dos Bandeirantes em São Paulo.

O Café Serra da Grama conquistou prêmios em 2005, 2007, 2008, 2009, 2010 e 2011, e nos dois últimos anos conquistou o “Diamante”, que significa maior investimento em qualidade.

Café com sobrenome

O Café Serra da Grama vence investindo na compra de cafés especiais da própria cidade. Para Mariângela Taramelli Francisco, sócia-gerente da marca, os produtores da cidade facilitam a sua vida: “Valorizar o produtor e promover o café do nosso município, São Sebastião da Grama, que sempre é finalista deste concurso, é uma obrigação e um prazer, afinal nosso café tem o sobrenome da nossa terra”, diz ela.

Segundo Mariangela, a vitória do Café Serra da Grama, é uma vitória da indústria e dos produtores de São Sebastião da Grama, que se orgulham do café que é produzido em suas encostas há dezenas de décadas. Altitude, clima, solo, somados a um plantio de baixo impacto, manejo especial e uma colheita manual cuidadosa se têm refletido nas vitórias em todos os concursos, nos bons preços recebidos por seus produtores, e também em contratos importantes, como o fechado pelo café Serra da Grama com a rede francesa Hediard. “O segredo desse café é o cuidado e a paixão, mas também a benção de ser produzido em dos poucos lugares do mundo considerados entre os melhores terroirs para produção do café arábica fino: São Sebastião da Grama, São Paulo, uma faixa privilegiada do planeta entre o Trópico de Câncer e o de Capricórnio, a uma altitude, 1.300 metros, onde o terreiro parece flutuar entre as nuvens”, diz ela.

França

O Café Serra da Grama é fornecedor da rede francesa Hediard, uma das mais exclusivas butiques de alimentos do mundo. A Hediard vende atualmente apenas café verde, de diversas origens, como América Central e África, o qual é torrado e moído na hora.

O consumidor de Paris terá à disposição café da torrefadora de São Sebastião da Grama em embalagem com a marca da Hediard, do Serra da Grama e com o Selo de Qualidade da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic). Os franceses ainda não definiram preços, nem volume que pretendem importar, mas exigiram que seja reservado com exclusividade um talhão de cerca de cinco hectares da Fazenda São Gabriel, de propriedade da família Taramelli, onde são cultivados cerca 25 mil pés de café, que deram a primeira carga no ano passado. Dali devem sair, a partir de maio, cerca de 200 sacas do produto, da variedade bourbon-amarelo, com destino à França. O abastecimento da Hediard a partir de abril está garantido porque, segundo Mariângela, foram reservadas 17 sacas da safra passada.

As embalagens são desenvolvidas por uma agência de publicidade no Brasil. “A Hediard pede sofisticação”, comenta Mariângela. A empresária revelou que na loja Hediard de Paris, hoje, uma xícara de café custa cerca de 6,5 euros, ou seja, perto de R$ 15,30. Um pacote com 250 gramas de café torrado na rede não sai por menos de 25 euros, ou R$ 58,75.

O relacionamento entre o Café Serra da Grama e a Hediard, porém, não é de hoje. No ano passado, para a comemoração dos 130 anos de seu principal endereço, o da Place de La Madeleine, a Hediard pesquisou produtos em diversas partes do mundo para que pudessem ser vendidos na loja com suas marcas originais, mas com etiquetas de exclusividade produzidas pela própria rede. O Serra da Grama foi o café escolhido entre os vários concorrentes.

A família Taramelli administra duas fazendas de café em São Sebastião da Grama, além da São Gabriel: a Santa Terezinha e a São Caetano. Juntas, as três fazendas têm plantado cerca de 1 milhão de pés de café.

 

Fonte:  DCI

Cielo recebe Prêmio da Revista Panificação Brasileira

Cielo recebeu o prêmio na Categoria – Produtos Prontos & Serviços, em evento realizado no dia 06/12 no Hotel Renaissance. A Cielo foi indicada pela pesquisa realizada pelo Instituto DataFoods, da Revista Panificação Brasileira.

A Cielo S.A. é a empresa líder em soluções de meios eletrônicos de pagamentos no Brasil. Responsável pelo credenciamento de estabelecimentos comerciais, por captura, transmissão, processamento e liquidação financeira das transações realizadas com cartões de crédito e débito, a Cielo captura as transações das cinco maiores bandeiras de cartões do mundo: Visa, MasterCard®, American Express® e Diners Club International, além da JCB (Japan Credit Bureau), a quinta maior bandeira internacional de cartões de pagamentos. A Elo, única bandeira 100% nacional, também é capturada pela máquina da Cielo.

O Prêmio Maiores & Melhores da Panificação Brasileira destaca os fornecedores do setor de panificação e confeitaria, nas categorias: Insumos, Equipamentos & Acessórios e Produtos Prontos. Ainda há uma premiação especial para os fornecedores das Indústrias de Pães.

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Produtores paranaenses participam de leilão dos melhores cafés nacionais

Dois produtores paranaenses participam do leilão eletrônico dos melhores cafés do Brasil, que recebe lances pela internet até a próxima segunda-feira (19). Eles foram classificados no Concurso Nacional de Qualidade do Café, promovido pela Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic). O resultado comprova que o Paraná produz cafés de excelente qualidade, principalmente na categoria natural, onde se destacou como campeão em 2006 e 2009. Entre os planos da Secretaria da Agricultura para fortalecer o setor está a criação de um processo de certificação da produção do Estado.

No concurso da Abic deste ano, o Paraná ficou com o segundo lugar na categoria de café natural, com o produtor Ademir Antonio Rosseto, do sítio Santa Luzia, de Mandaguari, na região Norte. A produtora Shige Kuwano Sera, do sítio Serinha I, de Congoinhas, foi classificada em quarto lugar na categoria cereja descascado.

Os cafés classificados no concurso agora estão disponíveis para serem comprados por meio de leilão eletrônico, com acesso pelo site da Abic Indústrias, casas de café, restaurantes e os apaixonados por café podem se habilitar para participar do leilão dos melhores cafés do Brasil, cujos lances podem ser enviados até a próxima segunda-feira (19).

As perspectivas são boas para os produtores classificados. A tendência do leilão é pagar em torno de 50% acima das cotações da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F). Se um café fino, de boa qualidade, está cotado em torno de R$ 500 a saca no mercado, no leilão da Abic os cafés classificados podem sair em torno de R$ 800, calcula Paulo Franzini, secretário executivo da Câmara Setorial do Café da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, que apoia e estimula a produção de café de qualidade em todo o Estado.

Segundo Franzini, mesmo os preços baixos praticados nos últimos 10 anos não tiraram o entusiasmo do produtor em participar do concurso de qualidade do café, que tem etapas regionais, estaduais e por fim a nacional. “Esses últimos 10 anos foram um período em que a produção de café não dava lucro. Ficaram na atividade somente os produtores que se profissionalizaram. São esses os que realmente participam”, afirmou.

A atividade tem contado com apoio permanente da Secretaria da Agricultura, inclusive com linhas de crédito especiais para a atividade. A Câmara Setorial incentivou os produtores a acessarem linhas de financiamento para renovação das lavouras e para compras de mudas de café de melhor qualidade.

Para 2012 a Câmara Setorial do Café prevê implantar um trabalho de certificação, de forma a garantir a qualidade do produto do Estado.

A área plantada com café no Paraná está estabilizada em torno de 90 mil hectares e a produção em 2011 deve atingir 1,8 milhão de sacas. “O importante é que os produtores estão renovando a área plantada, o que é um excelente indicativo de que desejam melhorar o potencial de produção e a qualidade de sua lavoura”, disse Franzini.

 

 

Fonte:  Paranashop

Consumo de café cresce entre os brasileiros

Entre novembro/2009 e outubro/2010 a Associação Brasileira de Indústria de Café (Abic) registrou um consumo de 19,13 milhões de sacas, ou seja, 4,03% a mais que no período entre novembro/2008 a outubro/2009. As empresas associadas da Abic, que participam com 68,4% do café torrado e moído industrializado produzido, mostraram uma evolução mais significativa, de 5,93% em relação a 2009 o que confirma as expectativas iniciais que eram de um crescimento de 5%, levando em conta a recuperação da economia brasileira.

O consumo doméstico, predominantemente de cafés do tipo tradicional, tanto quanto o consumo fora do lar, onde predominam os cafés superiores e gourmet, apresentaram taxas de crescimento positivas. Já o consumo per capita foi foi de 4,81 kg de café torrado, quase 81 litros para cada brasileiro por ano, registrando uma evolução de 3,5% em relação ao período anterior. Os brasileiros estão consumindo mais xícaras de café por dia e diversificando as formas da bebida durante o dia, adicionando ao café filtrado consumido nos lares também os cafés expressos, cappuccinos e outras combinações com leite.

O consumo per capita do brasileiro se aproxima do alemão que é de 5,86 quilos/por habitante/ano. Vale enfatizar que o consumo brasileiro já supera os índices da Itália e da França, que são grandes consumidores de café. Os campeões de consumo, entretanto, ainda são os países nórdicos Finlândia, Noruega, Dinamarca com um volume próximo dos 13 kilos/por habitante/ano.

Fonte:  Sonoticias

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Evento internacional reúne cadeia produtiva do café

O 6º Espaço Brasil Café (ECB) terá palestras de especialistas em cafés especiais de diferentes países

 

Empresários e profissionais da cadeia produtiva do café do Brasil e de outros países vão se reunir para trocar experiências, desenvolver novas ideias e fazer negócios. O encontro acontece no 6º Espaço Brasil Café (ECB) – principal feira de cafés do país – de 6 a 8 de outubro, no Pavilhão do Expo Center Norte, em São Paulo. Participam do evento cerca de 70 marcas e empresas expositoras de diferentes áreas do setor.

Mais de dez países devem participar do evento internacional organizado pela Café Editora, com apoio do Sebrae e das principais entidades cafeeiras do País. Serão realizados workshops técnicos sobre torra dos grãos, criação de drinques e degustação de cafés especiais. A feira terá ainda exposição de produtos, serviços, tendências e soluções, e palestras de especialistas sobre cafés especiais do Brasil, Estados Unidos, Noruega, Dinamarca e Guatemala.

Para Caio Alonso Fontes, diretor de planejamento da Café Editora, o ECB é o único evento do país que reúne todos os segmentos da cadeia produtiva do setor. “Acreditamos que a indústria do café mudou muito nos últimos anos e queremos oferecer uma referência em conhecimento, tecnologia, inovação e novos produtos”.

O Sebrae levará para a feira mulheres líderes de comunidades, cooperativas e associações das 12 regiões produtoras de café no País. Depois do evento, elas passarão a fazer parte da Aliança Internacional das Mulheres do Café (IWCA). Trata-se de uma organização sem fins lucrativos que busca destacar o papel da mulher em toda a cadeia produtiva da bebida. O movimento teve início na Nicarágua e hoje existe em outros países. Ao fazer parte do IWCA, as brasileiras poderão trocar experiências para agregar valor na produção e desenvolver novos projetos.

Ainda no Espaço Café Brasil, a instituição irá realizar, nos dias 6 e 7, o Encontro Nacional de Coordenadores e Gestores da Carteira de Projetos de Café do Sebrae. O grupo trocará informações para, ao final, elaborar um plano estratégico para atender os micro e pequenos produtores de café em todo Brasil. Hoje a instituição desenvolve 18 projetos com pequenos produtores, nos estados de Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Rondônia, Espírito Santo, Pernambuco e Rio de Janeiro.

As ações são voltadas para “o aumento da produtividade, boas práticas agrícolas, comercialização e certificação dos pequenos produtores”, explica a coordenadora nacional de Cafeicultura no Sebrae, Carmen Lúcia Sousa. De acordo com ela, a maior parte dos produtores atendidos cultiva café especial, ou seja, produzem grãos que têm certificação de origem emitida pela Associação Brasileira de Cafés Especiais.

Durante o Encontro Nacional, o diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), Nathan Herszkowicz, irá falar sobre o tema ABIC: Competitividade, Gestão e Inovação para as Micro e Pequenas Indústrias Brasileiras de Café. Segundo dados da associação, o setor é integrado por 1.222 torrefadoras, a grande maioria de pequeno porte, que respondem por mais de duas mil marcas. Na safra de 2010, o país foi o maior produtor de café do mundo, com produção de 48,1 milhões de sacas.

 

Fonte:  AgoraMS

 

Tributação da cadeia produtiva do café cru é alterada

Foi publicado no DOU, nesta sexta-feira (30/9), a Medida Provisória 545, assinada ontem pela presidente Dilma Roussef, que altera a tributação do PIS/Cofins para as empresas sujeitas ao regime de lucro real.

A nova sistemática isenta de tributação toda a cadeia do café cru, concede crédito presumido de 80% do crédito de 9,25% para o café adquirido nas operações do mercado interno e na exportação do café industrializado, bem como estabelece crédito presumido de 10% dos 9,25%, do valor da saca de café cru exportada.

“Esta publicação representa uma vitória do entendimento conjunto dos setores do café que, juntamente com o Ministério da Fazenda e da Agricultura, tiveram a competência e o equilíbrio para discutir exaustivamente o assunto e chegar à melhor solução possível”, diz Américo Sato, presidente da ABIC – Associação Brasileira da Indústria de Café.

O pedido de mudança partiu do CeCafé – Conselho dos Exportadores de Café do Brasil, em maio de 2010, e ganhou a adesão da ABIC, da ABICS – Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel e da Cooxupé, maior cooperativa de produtores de café do país. A MP 545 corrige a sistemática anterior, que prejudicava os agricultores, estimulava fraudes e sonegações e gerava concorrência desleal entre grandes e pequenas torrefadoras.

O texto da MP assinado pela presidente Dilma coincide com o sugerido pela ABIC e pelos demais setores do agronegócio café. O varejo supermercadista não sofrerá nenhuma alteração na tributação, continuando com os mesmos procedimentos válidos atualmente. A MP 545 entrará em vigor a partir de 90 dias da data de hoje.

 

 

Fonte:  Globo Rural

 

A hora e a vez dos cafés especiais no Brasil

São paulo – A percepção das redes de cafeteria, bem como a de representantes da cadeia produtiva e especialistas no setor do café é uma só: a segunda bebida mais tomada no mundo passa por um momento de qualificação no consumo e tende a níveis superiores de apreciação no Brasil. O movimento da rede norte-americana Starbucks, que pretende investir maciçamente no País, reforça o otimismo de uma concorrência confiante no próprio crescimento.

“Café é a bebida da década”, defende Natan Herszkowicz, o diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), segundo a qual o consumo do produto cresce a um ritmo de 4% ao ano. “Os jovens o procuram cada vez mais. Esse mercado tem muito a crescer”, afirma.

A Abic estima que há 3.500 cafeterias no Brasil, por meio das quais escoa-se parte dos 19,1 milhões de sacas consumidas pela população (em 2010), o equivalente a cerca de 80 litros do produto final por cidadão. A meta é chegar a 21 milhões de sacas em 2012. Para este ano, Herszkowicz espera faturamento de R$ 7 bilhões na ponta da indústria.

Essa expectativa – que representa aumento expressivo sobre a movimentação financeira do ano passado (R$ 6 bilhões) – deve-se a dois motivos: valorização do café, com grãos de maior qualidade, e alta no consumo, puxada pelas classes A, B e C.

“A qualidade do café oferecido ao consumidor brasileiro melhorou muito nos últimos dez anos. Até 2000, não havia nenhuma marca gourmet disponível nos supermercados”, conta Herszkowicz. Atualmente, a Abic classifica 97 marcas dessa forma. “Houve a formação de uma nova geração de profissionais: os baristas. A impressão que se tem é a de que estamos no início”.

Outro indicador da evolução do setor é o aumento no tíquete médio, nas gôndolas. Hoje, cafés tradicionais custam R$ 6 por quilo, enquanto os superiores valem R$ 9 por meio quilo e os gourmet, R$ 10 por 250 gramas, como relaciona o representante. O consumo do terceiro tipo de café cresce num ritmo superior ao dos outros: algo entre 15% e 20% ao ano.

Gourmet

“O café gourmet vai chegar às massas porque é um luxo barato”, afirma o empresário Marco Suplicy, cuja rede de coffee shops, a Suplicy Cafés Especiais, é definida por ele como um “ponto de encontro muito barato, apesar de ser caro”. Nas seis unidades da companhia, que pretende crescer 50% neste ano, o tíquete médio gira em torno de R$ 12.

Para Suplicy, as cafeterias no Brasil se encontram num momento muito parecido com as dos Estados Unidos nos anos ’80, “quando a Starbucks se tornava icônica porque popularizava o conceito” . Segundo o executivo, um terço do consumo de café nos EUA acontece em cafeterias. Quanto a nós, “estamos na estaca zero. Há fagulhas, mas a chama ainda não acendeu”.

O empresário observa que a população brasileira está retomando níveis de consumo comparáveis aos dos anos ’60. “É um momento de renascimento, a perspectiva é excelente”, diz, “o Brasil já tem o hábito arraigado de tomar café. À medida que o consumidor descobre o gourmet, ele não volta para trás”.

“Os cafés especiais decolaram”, afirma Edgard Bressani, o superintendente da Octavio Café, loja única que extrai o produto final da própria matéria prima – uma plantação com quatro milhões de pés de café -, sendo um projeto ousado de barismo. “Estamos num cenário de aumento no consumo e devemos ultrapassar no ano que vem o volume total que é consumido nos EUA”, acrescenta.

Suplicy considera coffee shops somente aqueles estabelecimentos em que mais da metade do lucro advém da xícara. “Esse mercado ainda está se iniciando no Brasil”, afirma, comparando o País à Austrália, que não é “nem o maior consumidor, nem o maior exportador e nem o maior produtor”, mas tem 20 mil lojas do tipo.

Dados atuais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que o café é o alimento mais consumido pelos brasileiros. “Somos os maiores produtores e os maiores consumidores [per capita], mas a forma de se tomar café aqui é diferente”, diz Suplicy. Para ele, em São Paulo, por exemplo, o hábito é apressado, “no balcão e de pé”, algo contrário à proposta das cafeterias gourmet.

“O coffee shop é uma coisa cosmopolita, tem muito a ver com cidade grande e se coloca como um terceiro local, entre a casa e o trabalho”, caracteriza o empresário, referindo-se a um modelo de negócio que trabalha com a permanência do cliente no local. Nesse sentido, o Suplicy Cafés Especiais está reforçando sua zona wi-fi, de internet sem fio.

Starbucks

Uma semana atrás, o presidente da Starbucks, Howard Schult, disse em entrevista à revista alemã Der Spiegel que a companhia dispõe de US$ 2 bilhões para investir na América Latina, com foco no Brasil. A notícia foi bem recebida pelo setor em território nacional.

“Um investimento como esse nos ajuda, atraindo público para as cafeterias”, diz Eduardo Pires, o gerente de expansão da franqueadora Vanilla Caffé, que tem 20 unidades, lucro anual de R$ 12 milhões e um plano de expansão que inclui a abertura de 15 lojas, num novo formato, em 2012.

“O mercado está tão aquecido que há espaço para todos, não há briga por pontos comerciais”, acrescenta Pires, que gerencia a implementação do novo formato, voltado a shopping centers,universidades e hospitais.

Pelo menos sete lojas da rede Fran’s Café se sobrepõem às da Starbucks, segundo o sócio-diretor da companhia brasileira, José Henrique Ribeiro. “O público deles é diferente do nosso. Mas onde a Starbucks está conosco é uma prova de que há mercado para todo mundo”, diz o executivo, “a concorrência é muito saudável”.

Bressani, da Octavio Café, acredita que a Starbucks não compete com as cafeterias brasileiras. “Eles vêm com força total, e se multiplicam. As pessoas que provam o café da rede depois procuram um coffee shop mais refinado”, afirma. Para Herszkowicz, da Abic, “os concorrentes brasileiros nada ficam a dever em qualidade à Starbucks, que vai estimular a formação de mais casas de café excelentes no Brasil”.

 

Fonte:  DCI

Indústria do café quer corrigir cobrança do PIS/Cofins

Atual modelo de arrecadação beneficia a indústria que torra e exporta em detrimento dos demais segmentos

 

A indústria torrefadora de café espera a publicação de uma medida provisória (MP) para finalmente corrigir distorções na cobrança de PIS/Cofins. O atual modelo de arrecadação beneficia a indústria que torra e exporta em detrimento dos demais segmentos, além de abrir caminho para a atuação de empresas fantasmas, criadas com o intuito de obter o crédito de PIS/Cofins na venda de café verde.

Em meados do ano passado, a Operação Broca da Polícia Federal prendeu exportadores e industriais que se valiam desse expediente para utilizar os créditos para quitar seus próprios débitos tributários. A solução para isso, segundo o diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), Nathan Herszkowicz, é a isonomia na cobrança do PIS/Confins.

Segundo o executivo, governo e iniciativa privada já chegaram a um consenso, mas não houve acesso ao texto final da medida provisória, que precisará ainda ser aprovada pelo Congresso Nacional. “O Ministério da Fazenda não definiu prazos (para edição da MP)”, diz Nathan. Com a MP, o setor espera acabar com a “concorrência desleal” por parte de grandes torrefadoras. Isso porque, além de torrar e moer, essas empresas passaram também a exportar grão verde, que é isento de PIS/Cofins.

Ocorre, porém, que esse crédito gerado pode ser abatido nas suas vendas de torrado e moído ao mercado interno, podendo oferecer café mais barato ao consumidor. “Essa vantagem tributária é uma das razões que literalmente está destruindo o setor, aumentando a concentração e acabando com a lucratividade”, diz Nathan.

Em meados deste ano, Sara Lee e 3Corações, as duas maiores no ranking da Abic, deixaram a associação. O novo presidente da entidade, Américo Sato, argumentou na ocasião que não havia justificativa para o desligamento das duas companhias, mas sugeriu que a ABIC é uma associação de representação nacional e não poderia dar prioridade a interesses individuais, em detrimento de uma maioria.

Estima-se que existam cerca de mil torrefadoras atualmente no País, das quais metade filiada à Abic. “O café, que historicamente gera renda, está promovendo uma transferência de riqueza para um pequeno grupo de indústrias do setor, da ordem de R$ 80 milhões a R$ 90 milhões ao ano”, garante Nathan. Essas indústrias teriam, ainda, uma vantagem sobre os exportadores tradicionais, que ficam com os créditos de PIS/Cofins sem serem ‘restituídos’.

“O atual modelo tributário é uma usina de crédito, mas que poucos se utilizam dele”, afirma. A MP deve contemplar o estabelecimento de créditos presumidos para a exportação e para a indústria. O governo passaria a conceder crédito presumido correspondente a 10% da alíquota atual – de 9,75% – para as exportações do produto cru e de 80% para as vendas do produto industrializado.

“Haverá um aumento da carga tributária da ordem de 1%, que é perfeitamente suportável, em troca de um sistema que impede a formação de empresa fantasma e evita a concorrência predatória no mercado interno”, diz Nathan.

De acordo com o diretor executivo da Abic, o mercado interno de café, que movimenta quase 20 milhões de sacas de 60 kg por ano, não pode ficar concentrado na ponta compradora, sob risco de pressão sobre os preços e também com relação à qualidade do grão. “Hoje o mercado é saudável porque é pulverizado”, conclui.

 

Fonte:  Ig

 

 

Café: ABIC promove programas de qualidade no evento Paladar

Entidade também vai lançar a confraria “Amigos do Café”

Aproveitando que o café ocupa cada vez maior espaço no mundo da gastronomia, a ABIC – Associação Brasileira da Indústria de Café participará da quarta edição do Paladar – Cozinha do Brasil, que será promovido de sexta a domingo (29 a 31/07) no Grand Hyatt São Paulo. Durante o evento, que reúne chefs, cozinheiros, quituteiros, formadores de opinião e experts variados, a entidade vai lançar a confraria ‘Amigos do Café’ e promover o Programa de Qualidade do Café (PQC), que certifica os produtos nas categorias Tradicional, Superior e Gourmet.

Serão promovidas degustações educativas de café ‘espresso’ Gourmet, com grãos provenientes de duas regiões produtoras distintas, e de cafés filtrados das categorias Superior e Tradicional. “Queremos instigar esses profissionais da gastronomia à experimentação e à descoberta das diferentes qualidades de café”, explica Américo Sato, presidente da ABIC. Para ele, cada vez mais os restaurantes, hotéis, bares, cafeterias e outros pontos de consumo devem investir em cafés de qualidade e certificados. “De nada adianta uma excelente refeição se ao final é oferecido um café ruim, que acaba com o paladar”, diz Sato, lembrando que também não adianta ter um bom café e não saber prepará-lo corretamente. “Existem vários cursos, como os ministrados pelo CPC – Centro de Preparação de Café, do Sindicafé São Paulo, para treinamento, formação de baristas e ensino do preparo da bebida nos mais diversos equipamentos”.

Confraria “Amigos do Café”

A confraria “Amigos do Café” está sendo criada pela ABIC como parte do seu programa CCQ – Círculo do Café de Qualidade, que certifica as cafeterias e demais pontos de consumo, distinguindo-os pela qualidade do café e pelo serviço prestado ao cliente. Qualquer pessoa, empresa ou organização poderá participar da confraria – inicialmente, sem taxa de inscrição – e passar a receber informativos, receitas, dicas e novidades sobre o café e sua preparação. Poderá também participar dos cursos do CPC – Centro de Preparação de Café e de palestras e workshops promovidos pela ABIC, com desconto e outras vantagens. Os participantes, por sua vez, poderão enviar sugestões para a entidade ou solicitar a colaboração da equipe de profissionais da ABIC para solucionar dúvidas, por exemplo.

“Nossa proposta é criar um ponto de reunião, de integração e de relacionamento entre todos os que adoram café e querem se manter informados sobre produtos, tendências, novidades em equipamentos e as diferentes qualidades dessa bebida que, apesar de secular é, a cada dia, mais moderna e prazerosa”, diz Nathan Herszkowicz, diretor-executivo da ABIC. Pesquisas conduzidas pela entidade mostram que o café é uma paixão nacional: 95% dos brasileiros acima dos 15 anos tomam a bebida diariamente. “Trata-se de algo tão importante que em 2006 um júri integrado por chefs e jornalistas do próprio Caderno Paladar elegeu justamente o Café Gourmet como o Produto do Ano, com elogios extensivos ao PQC”, diz Herszkowicz, referindo-se ao suplemento que circula semanalmente no jornal O Estado de S.Paulo e que promove o evento Cozinha Brasileira.

Durante os três dias serão distribuídos folders informativos de todos os programas de certificação da ABIC, que também inclui o PCS – Programa Cafés Sustentáveis do Brasil e o pioneiro Selo de Pureza, lançado há 22 anos e que recentemente ganhou mais importância: desde fevereiro, café puro é lei, conforme determina a Instrução Normativa 16, do Ministério da Agricultura.

As degustações educativas estarão a cargo da barista Cleia Junqueira e da provadora Gabriela Pariz, ambas do CPC do Sindicafé – São Paulo, com coordenação de Nathan Herszkowicz e Mônica Pinto, coordenadora de Projetos da ABIC. Mais informações sobre o evento Paladar – Cozinha do Brasil no site www.paladardobrasil.com.br.
Fonte:   Assessoria de Imprensa ABIC