CAFÉ: FATURAMENTO REGISTRA RETRAÇÃO

No 1º quadrimestre, movimentação com embarques somou US$ 1,18 bi ante US$ 1,39 bi apurado em 2012.

As exportações mineiras de café, ao longo do primeiro quadrimestre, apresentaram retração de 20% no faturamento, quando comparadas com o desempenho registrado em igual período do ano anterior. Além do grão, também foram registradas quedas significativas nos resultados do óleo da soja.

De acordo com dados preliminares do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Mdic), as exportações mineiras de café somaram entre janeiro e abril deste ano US$ 1,18 bilhão, valor 20% inferior ao US$ 1,39 bilhão registrados em igual intervalo do ano passado.

Já o volume de café embarcado ficou superior, com alta de 16,6%, totalizando 351,2 mil toneladas, frente as 301 mil toneladas exportadas em igual quadrimestre de 2012.

Enquanto em abril de 2012 a saca de 60 quilos do grão era comercializada, em média, a R$ 379,53, em igual mês de 2013 a cotação do mesmo volume girou em torno de R$ 300, queda de 20,95%.

De acordo com o diretor da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg) e presidente das comissões de Café da Faemg e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Breno Mesquita, os preços pagos pelo café estão muito abaixo do necessário para remunerar os produtores, e a recuperação dos mesmos depende das políticas a serem criadas pelo governo federal.

“Após o estabelecimento do novo preço mínimo, que passou de R$ 261,90 para R$ 307 a saca de 60 quilos, reajuste de 17,3%, mas que não atendeu a demanda do setor, vamos partir para as negociações em relação às políticas para a safra nova que já está em período de colheita. A intervenção do governo será fundamental para que ocorra a recuperação dos preços e para a retomada do faturamento obtido com as exportações”, diz Mesquita.

De acordo com dados do Mdic, as exportações de soja em grão somaram US$ 1,18 milhão, representando um recuo de 92% quando comparados com os US$ 14,9 milhões obtidos entre janeiro e abril de 2012.

Fonte: Diário do Comércio – MG

“CAFÉ PARA COMER” CHEGA AO GRUPO PÃO DE AÇÚCAR NO ABC

O mais inovador lançamento da gastronomia brasileira para o mercado mundial, o café para comer, chega à rede Pão de Açúcar de Supermercados nas unidades do ABC, em Santo André, São Bernardo e São Caetano.

Coffee Beans – café comestível para o consumidor final – e Coffee Coins – sugerido para chefs e profissionais da culinária – foram criados pela indústria SPA, instalada em Vila Velha, no Espírito Santo, e apresentados ao segmento em novembro de 2012. Coffee Beans & Coffee Coins são feitos de massa de café integral obtida a partir do processamento do café premium 100% Arábica. Inicialmente, os pacotes de 84 gramas com grãos de 6 gramas (R$ 8,89) e as caixas de sortidos, que contem nove grãos de 10 gramas, sendo três de cada sabor (R$ 9,29).

Fonte: ABC Repórter

Wickbold faz 75 anos com projeção de crescer 10%

A Wickbold, fabricante de pães industrializados em Diadema, comemora 75 anos. A empresa, uma das três maiores no segmento do País e com capital 100% nacional, quer marcar o aniversário com campanha que premiará três consumidores com um banho de cozinha nova na parte de eletrodomésticos. Mas o seu presente vem mesmo é do mercado consumidor, onde a marca alemã, nascida de uma pequena padaria na vila Santa Catarina, em São Paulo, cresce como fermento em pó. Com 900 funcionários em Diadema, a empresa fechou ano passado com 16% de crescimento em volume de produção e projeta 10% em 2013.

Nos últimos cinco anos, o setor cresceu 163%, principalmente em pães especiais. “Estamos num setor em que o crescimento é absurdo, impressionante”, analisa Renata Belluomini, gerente de Marketing da empresa. A Wickbold é líder, com 27% de share, enquanto marca única independente, no mercado de pães especiais. Este segmento, somado ao de pães light, foi responsável em 2012 por faturamento de R$ 2,7 bilhões, equivalente a 323 mil toneladas.
Em participação do mercado, além dos 27% de pães especiais, seu carro-chefe – inclui as linhas Integral, Light e Funcional (linha EstarBem) -, a Wickbold responde por 20% da versão light – representou 10% de todo volume de pães no mercado nacional ano passado -, 13% de bisnaguinha e 6% de pães para lanche.

É neste cenário pra lá de positivo que a Wickbold, que completou em março 75 anos, faz novos planos sob signo da inovação. Com quatro unidades fabris – primeira em São Paulo, depois em 1986 em Diadema, em 1996 na capital carioca e em 2007 em Hortolândia/SP -, a marca está com expansão em todas as plantas. O total de investimentos Renata não abre, mas garante que são pesados e destinados a aumentar a capacidade produtiva em razão da demanda. “Em Hortolândia será maior, porque tem área livre”, diz, sem informar, também, qual é a capacidade.

Fonte: Wickbold(Associado Abima)

Pullman completa 60 anos

Marca do grupo Bimbo ganha nova logo e campanha.

São Paulo – A Pullman, marca mais tradicional do Grupo Bimbo no Brasil, líder mundial em panificados, comemora 60 anos de história junto à família brasileira. Para celebrar este aniversário, a marca desenvolveu uma logo comemorativa exclusiva, que ganhou a presença especial do Osito Bimbo, ícone do grupo em todo o mundo. O Osito traduz todo o cuidado e carinho da marca na produção de seus produtos, e reforça ser vínculo com a consumidora no preparo de lanches e refeições para a família.

“Ele é o parceiro da dona-de-casa, que busca cada vez mais praticidade e versatilidade. Com os produtos Pullman, ela ganha mais tempo para se divertir e aproveitar os momentos em família”, destaca o gerente de Grupo da Bimbo do Brasil, Bruna Tedesco. A logo exclusiva com o Osito estará presente em todas as ações da campanha de Pullman 60 anos que envolve TV, material de ponto de venda e internet, com a estreia de uma página oficial da marca no Facebook.

“A campanha celebra muitos anos de participação da Pullman em reuniões familiares e destaca a importância destes instantes que são tão essenciais, mas tão raros nos dias de hoje. Esta união à mesa, que sempre traz os tradicionais pães e bolos da marca, faz com que estes momentos únicos sejam vividos de forma compartilhada, entre família e amigos”, comenta a gerente da Marca Pullman, Juliana Cora Bastos.

Internet – Para promover uma conexão ainda mais direta com seus consumidores e fortalecer a comunicação através da internet, a Pullman estreia sua página oficial no Facebook com um exclusivo concurso cultural que ressalta a importância de se vivenciar e, principalmente, recordar esses momentos únicos em família. Com o conceito Pullman: sabor de família reunida, a marca convida todos os consumidores, sejam avós, pais, mães, e filhos, para construir a história da Pullman por meio de suas deliciosas lembranças com a marca.

O concurso cultural História Saborosa é uma oportunidade para cada um compartilhar os momentos inesquecíveis que vivemos com nossos amigos e familiares. Em sua página oficial do Facebook (www.facebook.com/pullman), há um link específico do concurso cultural para que, ao acessar, o consumidor preencha seus dados pessoais e descreva a sua história em família com a participação de Pullman. Lembranças que transformaram aqueles cafés, lanches, almoços, e festas em momentos inesquecíveis podem agora ser registrados para que todos passem a ver como é importante e gostoso compartilhar de momentos como estes ao longo da vida. O concurso cultural História Saborosa premiará as dez melhores histórias com uma cesta de piquenique recheada com produtos Pullman para que continuem desfrutando o sabor que tem quando toda a família está reunida.

Além dessa plataforma digital, a Pullman reforça a interação com a marca através de seu site oficial Mundo Pullman (www.mundopullman.com.br), em que disponibiliza informações sobre a linha de produtos da marca e muito mais.

Inovação – A Pullman celebra os 60 anos investindo também no segmento de torradas e ampliando seu portfólio de bolos com Delice disponível nas versões chocolate com brigadeiro e cenoura com chocolate, além de oferecer toda a sua linha de pães (tradicional, pães de lanche, integrais e light), bisnagas, tortilhas, bolos, mini bolos, rocamboles, e biscoitos.

O Grupo Bimbo é uma das maiores empresas de panificação do mundo em volume de produção e vendas. Líder no continente americano, conta com 153 plantas e mais de mil centros de distribuição localizados estrategicamente em 19 países da América, Ásia e Europa. Suas linhas de produtos incluem pão de forma, bolos, bolachas, doces, tortilhas, snacks doces e salgados, entre outras. O Grupo Bimbo fabrica mais de 8 mil produtos e tem uma das maiores redes de distribuição do mundo, com mais de 50 mil rotas e cerca de 127 mil colaboradores. No Brasil, desde 2001, quando assumiu duas tradicionais marcas Pullman e Plus Vita, a empresa possui mais de 5.300 colaboradores em oito fábricas presentes nas regiões Sudeste, Centro-Oeste, Sul e Nordeste. Além de Pullman e Plus Vita, é detentora das marcas Nutrella, Ana Maria, Crocantíssimo, Firenze e Laura.

FONTE: Diário do Comércio – MG

Cresce receita da M. Dias

A fabricante de massas e biscoitos M. Dias Branco lucrou R$ 108 milhões no primeiro trimestre, o que representa um avanço de 1,4% na comparação com igual período de 2012.

De acordo com o informe publicado pela empresa, o aumento de 19,9% do custo dos produtos vendidos, sobretudo em razão do avanço do custo médio de matérias-primas, prejudicou os números do primeiro trimestre.

A M. Dias Branco repassou os custos maiores com insumos, elevando em 11% o preço médio de vendas. Nesse contexto, a receita líquida da companhia atingiu R$ 948,4 milhões no primeiro trimestre, uma expansão de 16,9% na comparação com 2012.

A empresa investiu R$ 70,4 milhões de janeiro a março.

FONTE: Valor Econômico

R$ 1,5 mil para comer em casa

Cada brasileiro deverá gastar R$ 1.525,25 com alimentação no domicílio até o fim do ano, de acordo com estimativas divulgadas pelo IBOPE Inteligência. O gasto total de alimentos em casa no País deve encerrar o ano com um volume de vendas de R$ 250 bilhões.

A classe C será a maior compradora, com gastos estimados em R$ 120 bilhões, 48,25% do total. A classe B aparece na sequência, com um consumo estimado de R$ 79 bilhões, o que representa 31,56% do total.
Ao analisar o consumo de alimentos em casa por região, o Sudeste tem o maior potencial de consumo, com quase metade do projetado para o país. Em seguida, estão as regiões Nordeste (20,89% ou R$ 52 bilhões) e Sul (15,57% ou R$ 39 bilhões).

Apesar do maior consumo no Sudeste, a região Sul é a que apresenta o maior gasto por habitante, de R$ 1.656,11, enquanto no Sudeste o valor é de R$ 1.601,51 e, no Centro-Oeste, de R$ 1.598,06.

Na análise por classe e região, a classe C do Sudeste lidera com consumo estimado em
R$ 57 bilhões para 2013.

A classe B, também do Sudeste, aparece em seguida, com R$ 44 bilhões. A região Norte apresenta os menores potenciais de consumo, com exceção das classes D/E. Nesta classe, o menor potencial é no Centro Oeste.

FONTE: Diário do Comércio – SP

Bunge volta ao mercado de farinhas para o consumidor

A Bunge Brasil volta ao mercado de farinhas destinadas ao consumidor final. Com investimentos de 8 milhões de reais, a empresa aposta no retorno da marca All Day apresentando uma linha completa de produtos.
A nova linha contará com portfólio completo de farinhas, que serão oferecidas nas versões tradicional, com fermento e integral, em embalagens de 5 quilos, 1 quilo e 500 gramas. A empresa também promete outras novidades “em breve”.

Segundo o diretor de Marketing de Alimentos & Ingredientes da Bunge Brasil, Sérgio Mobaier, a Bunge vai “replicar no varejo toda a experiência bem sucedida em termos de qualidade e desempenho do produto no food service. Com isso, pretendemos alcançar 5% do mercado em dois anos”.

Para definir qual marca seria utilizada, a Bunge realizou pesquisas com consumidores e resgatou do seu portfólio a marca All Day, lançada em 1991. Mesmo sem ativação há mais de 10 anos, a marca foi uma das mais lembradas por 48% dos consumidores consultados.

FONTE: Bunge – Associado Abima

Abima apresenta iniciativas para setor de pães e bolos industrializados

Na semana passada, realizamos a 8ª reunião do Conselho Gestor & Associados de Pães e Bolos Industrializados e usamos o encontro para informar o status de algumas iniciativas, bem como apresentar e gerar novas ideias que beneficiem o consumo dos nossos produtos e o setor como um todo.

Começamos com o carro-chefe da nossa atuação para o setor este ano: a busca da redução de PIS e Cofins para os pães industrializados. Neste sentido, continuamos em Brasília, com ajuda da Consultoria Rosemberg, demonstrando a viabilidade da desoneração para nosso produto. Nossos argumentos se baseiam em três dados principais: a penetração do pão industrializado no mercado brasileiro; o preço do produto frente ao pão francês, quando medido por quilo; e o consumo por classe social. Nossa intenção é mostrar ao governo federal que a desoneração beneficia não só a indústria como a população, uma vez que o alimento é barato e prático.

Outro ponto debatido na reunião foi o cumprimento da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) por meio do CEMPRE (Compromisso Empresarial de Reciclagem), que soma iniciativas neste sentido. As empresas Bimbo, Juliana Pães, Panco e Seven Boys, juntamente com outros associados do setor de massas alimentícias, aderiram a nossa proposta e vão participar, por meio da Abima, do projeto Dê a Mão Para o Futuro, uma parceria com a Abihpec e Abipla para coordenar cooperativas de reciclagem em todo o Brasil.

Continuamos também trabalhando em conjunto com outras entidades para revogar o Decreto nº 4680/03, que institui a obrigatoriedade da colocação do símbolo de Organismo Geneticamente Modificado (OGM) nas nossas embalagens. Nosso próximo passo nesse sentido é uma reunião com a Ministra do Gabinete Civil da Presidência da República para apresentação do projeto. Ainda sobre este tema, anunciamos um workshop com o tema “Atualidades em Assuntos Regulatórios de Alimentos”, que será realizado no próximo dia 6 de junho em parceria com a Abitrigo, a ANIB e o Simabesp.

Por fim, informamos que o setor de pães industrializados faturou R$ 3,5 bilhões em 2012, número 9% superior ao registrado em 2011. No acumulado de 5 anos, o crescimento foi de 55% atingindo no ano passado o volume total de 997,4 mil toneladas. Os bolos industrializados também seguiram a tendência de alta, com aumento de 12% no faturamento, chegando a R$ 663 milhões, e receita 58% acima da registrada há cinco anos.

Agradecemos a todos os associados pela presença e nos colocamos à disposição para eventuais dúvidas e sugestões no e-mail abima@abima.com.br

FONTE: Abima

Preço do pão francês encarece 91,17% na década

O saboroso e tradicional pãozinho pela manhã está custando cada vez mais caro para o consumidor da região. Hoje é quase artigo de luxo. Há dez anos, o quilo do pão francês era vendido a R$ 3,40; nos dias atuais, se paga R$ 6,50 pela mesma quantidade – 91,17% a mais. A maior alta aconteceu entre abril de 2012 e este mês – diferença de 21,72%, ou R$ 1,16 a mais por quilo no bolso do consumidor do Grande ABC. O índice é maior do que a inflação oficial do País, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que acumula alta de 6,59% em 12 meses (março contra março). O levantamento foi feito pela Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André) a pedido da equipe do Diário, com base nas padarias das redes supermercadistas. É bom ressaltar que o quilo do alimento entre as padarias da região beira os R$ 10 (R$ 9,59, em média).

O tamanho desse reajuste tem nome: o trigo. A política brasileira de dependência das importações de trigo para abastecimento do mercado interno mostra este ano seus limites diante da instabilidade da produção na Argentina – historicamente responsável por 80% das importações no País.

Segundo a AF News (agência de mercado da farinha e trigo), a área de produção da Argentina declina há vários anos em razão de sua política de privilegiar o mercado interno, o que restringe a disputa por trigo entre os moinhos locais e traders (especuladores que compram ações e as vendem em curto prazo visando dinheiro rápido), e reduz a rentabilidade para os produtores. Segundo o Ministério da Agricultura do país, na safra de 2012/13, a variação foi negativa em 15% em relação ao ano anterior; como consequência, a exportação para o Brasil encolheu 36% em volume nos últimos 12 meses.

“Para driblar os altos preços, o governo brasileiro, a partir deste mês, liberou a importação do trigo de outros países que não sejam do Mercosul sem que seja cobrada a alíquota chamada de TEC (Tarifa Externa Comum), de 10% sobre o valor da saca. A medida já começa a fazer efeito. Os preços de referência de exportação do trigo argentino sofreram redução de 6,25% nos últimos 30 dias, ao mesmo tempo em que o preço norte-americano (referência no cenário internacional) aumentou em 0,6%”, contextualiza Gabriel Ferreira, analista de mercado da AF News.

Segundo o presidente do Sindicato da Indústria de Panificação de Santo André e região, Antônio Carlos Henriques, se paga hoje R$ 86 por uma saca de 50 quilos, em média. “Para se ter ideia, uma padaria da região gasta entre 120 e 150 sacas por mês, sendo que cada saca de farinha produz cerca de 1.000 a 1.100 pãezinhos. A verdade é que estamos a mercê do mercado mundial, já que o trigo é uma commodity, como a soja e o etanol.” Henriques explica que 35% da composição do custo do pão vem da farinha de trigo. “É a principal matéria-prima.”
Com isso, os moradores das sete cidades já reduziram a compra do pãozinho. “Hoje, se leva a quantidade exata para o consumo, nada de comprar a mais e deixar para depois”, enfatiza Henriques.

Pesquisa da consultoria Kantar Worldpanel aponta que, no primeiro bimestre, todas as classes sociais no País diminuíram a quantidade de consumo de pães artesanais, como o francês, classificado entre os cinco itens alimentos que teve queda de compra.

Para os próximos meses a tendência é de que o quilo do pãozinho fique mais barato, devido a redução do valor do trigo. “Como os preços se elevaram, os produtores brasileiros se animaram e ampliaram a área de cultivo, assim como todos os países produtores do Hemisfério Norte. No Paraná, por exemplo, as lavouras cresceram cerca de 10%. A partir de agosto começa a colheita, e a expectativa é de que o preço tenha queda”, explica Ferreira.

Consumo do alimento cai nas panificadoras do Grande ABC

Com o aumento no preço do pãozinho e a mudança da rotina das famílias nos últimos tempos, a compra do pão francês diminuiu 35 pontos percentuais na última década, segundo o sócio-proprietário da rede Padaria Brasileira, com matriz em Santo André, Antonio Henrique Afonso Jr. “Antes, 75% das pessoas compravam o (pão) francês, hoje apenas 40%.”

Segundo ele, isso se deve não apenas ao preço, mas ao ritmo de vida das pessoas. “Antes, a fila na padaria era para comprar pão. Hoje, é para tomar café no estabelecimento. As pessoas passaram a fazer mais refeições fora de casa. Os clientes vão às padarias para almoçar, comer pizzas, lanches e sopas, por exemplo.”
Além disso, o empresário aponta a diversidade de produtos no momento da compra. “Hoje, temos pão de centeio, de grãos, integral, com recheio. É uma infinidade.”

CUSTO – O morador da região que vai ao mercado comprar os itens para o café da manhã gasta, em média, R$ 17,72. Desse total, o maior valor é gasto com o pão, cujo quilo custa R$ 6,50. Em seguida, está o pacote de café (500 gramas), vendido, em média, a R$ 6,13. O pote de margarina cremosa (500 gramas) é encontrado a R$ 2,86, aproximadamente. Por último está o litro de leite Longa Vida, comercializado a R$ 2,23.
Já para saborear o tradicional pão na chapa com pingado (leite com café) na padaria, o consumidor da região paga cerca de R$ 6,50.

FONTE: Diário do Grande ABC

Padarias apostam na diversificação

Empresas se preparam para receber novos clientes e continuar agradando os antigos freqüentadores.

Diversificação é a palavra de ordem entre as padarias de Belo Horizonte. Às vésperas da Copa das Confederações, que acontece entre 15 e junho e 15 de julho, elas se preparam para receber novos clientes e, claro, continuar agradando os antigos freqüentadores. Para isso, investem em novos produtos e serviços, aumentam a área de circulação e se esmeram na apresentação.

A tradicional Trigopane, com unidades nos bairros Buritis (região Oeste) e Sion (Centro-Sul), aposta no aumento de vendas no período do evento esportivo, já que o clima festivo favorece o consumo, principalmente de petiscos, bebidas e lanches rápidos. Segundo o gerente de Marketing da empresa, Igor Silva, estratégias específicas já foram traçadas. “Especialmente nos dias de jogos serão oferecidos produtos típicos dos países participantes. Também serão feitas ações relacionadas ao clima dos jogos, de alegria e patriotismo”, adianta Silva.

Mas não são apenas as competições esportivas que motivam a busca por novidades. A padaria já oferece, além de pães variados, mais de 25 serviços diferentes, como açougue, restaurante, revistaria, hortifrúti, comida japonesa e pizzas, entre outros. “Está em nosso slogan ‘Tudo para você em um só lugar!’, que é realmente uma de nossas metas, que é atender nossos clientes em suas necessidades alimentares”, afirma o gerente.

A tarefa de sempre proporcionar novas experiências aos consumidores, porém, torna-se mais difícil com a escassez de mão de obra qualificada, que também atinge o setor. “Para amenizar o problema, procuramos contratar colaboradores dentro de nosso perfil e oferecer oportunidades de crescimento e treinamento. Nesta época do ano, o quadro de pessoal sofre um reforço de 15%, devido às festas juninas e à Copa das Confederações. Prezamos o atendimento aos nossos clientes e por isso temos essa preocupação”, completa Silva.

Pampulha – Na mesma direção caminha a Padaria Pampulha, instalada há 18 anos no bairro Santa Amélia, na região Norte de Belo Horizonte. Depois de uma reforma para ampliação do espaço, no fim do ano passado, e da modificação na forma de exposição dos produtos, que permitiu o aumento do autoatendimento, a novidade agora é a introdução das pizzas no cardápio.

Para o responsável pelas compras da panificadora, Rodrigo Vieira, além de novos produtos e serviços, os clientes querem rapidez e eficiência no atendimento. “Mudamos o layout da loja para facilitar o atendimento. As pessoas querem qualidade e agilidade. Apesar de nossos clientes não abrirem mão dos produtos tradicionais, eles querem sempre novidades. A pizza surgiu dos pedidos dos clientes”, revela Vieira.

Segundo ele, as padarias da região da Pampulha devem ficar bastante movimentadas na época da Copa das Confederações, devido à sua proximidade do Estádio Governador Magalhães Pinto – o Mineirão. Por isso, a maioria delas já está preparada para o evento esportivo. “Percebemos que as outras padarias da área também estão investindo com novos produtos e pequenas reformas. Todos estão animados”, aponta.

Inovação – No bairro Nova Floresta (região Nordeste), a Padaria Forno d’Oro, inaugurada em 1986, fez da inovação sua marca registrada. Para a proprietária Aline Eliazar Moreira Mignolo essa é uma estratégia que deve ser corriqueira e não apenas nas épocas de grandes eventos. “Lançamos, pelo menos, sete produtos por semana. Procuramos otimizar a produção, utilizando as mesmas massas com novos formatos e recheios. O objetivo é sempre surpreender o consumidor”, explica a empresária.

Além da grande variedade de produtos tradicionais, a padaria oferece lanches rápidos, pizza feita na hora, sanduíches montados pelos clientes, quitutes assados na hora, diversificado mix de rotisserie e uma linha produtos prontos, como molho de cachorro quente e almôndegas. “Desenvolvemos linhas de produtos artesanais próprios. Os clientes estão cada vez mais interessados em artigos artesanais, feitos na hora e que agregam valores como saudabilidade e praticidade”, ressalta.

Para Aline, entretanto, é preciso tomar cuidado para que as inovações não descaracterizem o empreendimento. Tudo deve ser feito pensando na conveniência do cliente, mas sem deixar de ser uma padaria. E, para garantir o sucesso da empreitada, contar com uma equipe qualificada e experiente é fundamental. “Vivemos a mesma dificuldade com a mão de obra que qualquer outro setor. Procuramos, então, reter os talentos, oferecendo a possibilidade de desenvolvimento de carreira e premiações, mas, mesmo assim, não conseguimos manter o quadro sempre completo”, reclama.

Contramão – Apesar das promessas de bons negócios com a Copa das Confederações, a Padaria Pão Fofo, localizada no bairro Coração Eucarístico (região Noroeste), preferiu apostar na fidelidade de seus clientes. Por isso, não criou nenhuma estratégia específica para a competição esportiva.

Segundo a gerente da unidade, Irês Maltês, a empresa aposta mais na tradição e na clientela cativa. “Estamos localizados bem em frente à PUC-Minas (Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais) e o nosso maior público é formado por estudantes, que estão acostumados com produtos mais simples e baratos”, explica a funcionária.

FONTE: Diário do Comércio – MG