SENAI dá início aos cursos para padeiro e confeiteiro

O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) do município já deu início aos cursos gratuitos de Padeiro e Confeiteiro. Trata-se de cursos oferecidos pelo Sistema da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (FIRJAN) que formou uma parceria importante com o Sindicato das Indústrias de Panificação e Confeitaria do Sul Fluminense (Sipacon), com o objetivo de formar trabalhadores qualificados para atender as demandas do setor, que está se modernizado, não só em relação às tecnologias de maquinários, mas ao novo padrão das padarias e confeitarias, que atualmente se transformaram em lugares de aconchego e de encontros para um bate papo regado a um bom cafezinho.

Tudo começou quando o Sindicato dos padeiros da região percebeu as mudanças significativas no setor e solicitaram, junto ao SENAI a vinda para o município da carreta da instituição que promovia, na ocasião,o curso de Padeiro e Confeiteiro em Volta Redonda, e no dia 9 passado com a solicitação prontamente atendida, teve início os cursos com sucesso de inscritos.

São duas turmas, ambas com 25 alunos de idades diversificadas e com os mais variados objetivos. Tem, por exemplo, Benedito Resende Filho, 47 anos, sendo vinte de profissão como padeiro. “O sistema de trabalho que vigorava no tempo em que comecei, por ser antigo, não funciona mais, achei que necessitava me qualificar para esse novo mercado que está se formando”, contou Benedito.

O mercado de trabalho tem de fato exigido dos profissionais treinamento e certificados que comprovem a sua capacitação profissional. Arnaldo Soares da Silva, 50 anos, trabalha como padeiro a cerca de dez anos e conta que aproveitou a oportunidade para se qualificar e, consequentemente melhorar a renda a partir da qualificação. “Fui dispensado do trabalho no horário do curso, porque é uma exigência da empresa que trabalho”, comentou.

Profissionais das cidades vizinhas também participam do curso. Entre eles estão os que têm larga experiência na área e aqueles que estão procurando uma colocação num mercado cada vez mais exigente e competitivo. É o caso do estudante de 15 anos, Victor Pereira Silva.  “Não trabalho na área ainda, mas quero aprender e me qualificar”, disse o estudante.

O curso tem carga horária de cinco meses e, segundo o instrutor de alimentos do SENAI, Gabriel Carvalho da Cunha, as inscrições foram um sucesso e as turmas são compostas de alunos de vários lugares da região. “Os dois primeiros meses serão de aulas teóricas, a fim de preparar melhor os alunos para que concluam o curso com noções substanciais em áreas como Logística e Boas Práticas de Fabricação (BPF), além dos conhecimentos práticos que vão desde a adequação às novas normas, como a diminuição do sal na receita de pão francês, dentre outras”, explicou Cunha.

 

 

Fonte:  A voz da cidade

 

 

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